Sobre Liderança Holística…

Compartilho com você um artigo escrito por Luah e Danilo do Walk & Talk Brasil .  sobre uma nova visão do papel da liderança nos tempos atuais –  a tão necessária liderança holística.  Fiquei feliz em contribuir nesse tema, que gosto muito!!!

Transcrevo o artigo, na íntegra,  do site EXAME:
http://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/lideranca-holistica/

O mundo está mudando para um cenário cada vez mais autêntico e múltiplo. Vivemos a era da macromudança.

E a liderança, como fica diante dessa transição?

Por Danilo e Luahaccess_time29 ago 2017, 08h20

(Rawpixel.com/EXAME.com)

O mundo está mudando, rumando para um cenário cada vez mais autêntico e múltiplo – diferente de todas as épocas anteriores. Como diz o filósofo, cientista interdisciplinar e prêmio Nobel da Paz Ervin Laszlo em seu livro “Um Salto Quântico no Cérebro Global”:

“Defrontamo-nos com uma nova realidade, tanto individual como coletivamente. A mudança se dá porque o mundo humano tornou-se instável e não mais sustentável. Mas a revolução da realidade abriga uma oportunidade única: essa é a primeira década da história que nos oferece a escolha entre ser a última de um mundo desvanecente e obsoleto, ou a primeira década de um mundo novo e viável. A realidade emergente é radicalmente nova, intrinsecamente surpreendente e anteriormente imprevista. Vivemos a era da macromudança.”

O livro, excelente por sinal, é um tratado sobre os tempos modernos e os papéis da economia, política e da sociedade frente ao novo contexto. Diante desse cenário tão disruptivo, escolhi conversar sobre o papel da liderança, que acredito, também deva romper com paradigmas obsoletos e avançar para um formato mais autêntico.

Mas afinal, quais os contornos da nova da liderança? Vamos tatear juntos?

Vejo no horizonte uma nova onda se formando, acredito que o foco da liderança, hoje em gestão de pessoas, vai começar a dividir o palco com a gestão holística. É isso aí, a “liderança holística” começa ganhar espaço em estudos, metodologias e novas ferramentas de governança.

O interessante é que muita gente ainda trata o holismo com um certo preconceito, atribuindo a tudo que é “holístico” falsas percepções. Legal então definirmos o termo antes de seguir: A palavra holístico foi criada a partir do termo “holos”, que em grego significa “todo” ou “inteiro”. Já o conceito holismo foi criado por Jan Christiaan Smuts em 1926, que o descreveu como a “tendência da natureza de usar a evolução criativa para formar um “todo” que é maior do que a soma das suas partes.”Já a visão holística é a visão global, oposta à lógica mecanicista que é compartimentada, causando a perda da visão total.

Abro novas aspas para Ervin Laszlo: “Chegou a hora de mais uma mudança: de uma civilização de Logos (Razão) para uma civilização de Holos (Todo).

Atingir uma civilização de Holos significa passar por uma transformação que é única na História, mas que é mais rápida do que qualquer transformação que tenha ocorrido no passado. Por causa da velocidade com a qual a macromudança global de hoje está se desenvolvendo, muitas pessoas não conseguem acompanhar essas transformações: para eles, uma civilização de Holos parece utópica. No entanto, há pessoas para quem a cultura holística já é norma. E há muito mais dessas pessoas do que podemos imaginar.”

Uma vez que o holismo está alinhado à uma visão global e sistêmica, a liderança holística é a promessa de um modelo mais autêntico e integral, com olhos no futuro e nos desdobramentos da macromudança. Pedi reforço com o tema e entrevistei a consultora Darlene Dutra – diretora do Instituto POTHUM e idealizadora dos Programas 4TOUCH, TI Talento e SOS Liderança.

A primeira coisa interessante a citar é que quando trago a palavra liderança, gostaria de ampliar o foco para além dos líderes corporativos ou políticos, e Darlene me ajuda nessa expansão, contextualizando os líderes e a liderança dos novos tempos:

“Líderes não são apenas aqueles em posição de gerência, coordenação, supervisão ou chefia, mas todos que de alguma forma, seja através do conhecimento, da atitude ou forma de ser, lideram pessoas, ideias e atividades.

A liderança está em uma importante fase de transição. Hoje o acesso à informação foi amplificado, tornando a liderança mais exposta, e seu papel ainda mais desafiador. O aumento considerável da complexidade que envolve os tempos modernos – representada pela revolução tecnológica, globalização econômica, diversidade cultural, etc, convida a liderança a transcender as fronteiras de seu modelo tradicional e se reconstruir para atender essa nova realidade.”

E emenda “Nos novos tempos, os líderes são e serão ainda mais reconhecidos por seus princípios e valores – não negociáveis, e pela maior consciência de si e da missão que carregam. Holísticos por apresentarem uma visão muito mais ampla da organização ou do contexto em que estão inseridos, levam em consideração a interdependência entre os aspectos econômicos, humanos, sociais, ambientais e políticos. Suas decisões consideram variáveis que transcendem os negócios e efetivamente seus lucros, preocupam-se verdadeira e estrategicamente com a sustentabilidade social, ambiental e com os efeitos coletivos que promovem, tanto para essa geração quanto para as futuras. Estão atentos não somente aos resultados em si, mas como estes são obtidos.”

Fica fácil de perceber o alargamento de visão característico da liderança holística. Quando se amplia a conexão consigo e com o outro, a totalidade – característica primordial do holos – começa a se manifestar. A equipe passa a ser vista como um conjunto equânime onde todos tem seu valor e são interdependentes. Na visão holística, não existe uma área, parte ou grupo mais relevante, o que importa é o conjunto harmônico e o despertar do protagonismo de cada um dos envolvidos. Podemos comparar o líder holístico com um maestro que enxerga o todo e afina cada um de “seus instrumentos” para que toquem harmonicamente a melodia.

Questionei Darlene Dutra sobre quais são as características que estão presentes nos agentes dessa nova liderança. Achei mais prático distribuir as respostas em tópicos:

  • Uma das características mais relevantes é ser seu próprio exemplo. São primeiramente líderes de si mesmos.
  • Não basta parecer, é preciso SER.
  • A coerência entre o que se é e o que se pratica torna-se base fundamental.
  • Possuem uma maior consciência de suas próprias emoções e clareza sobre seus objetivos.
  • Atuam especialmente em causas e missões de interesses coletivos e não de interesses particulares.  
  • Tem o poder de articular e facilitar a realização das missões e propósitos que dirigem.  
  • São donos de uma visão crítica e de um grande senso de justiça. 
  • Os líderes para o agora e para o futuro tem o importante papel de inspirar os demais. Despertam nas pessoas o que elas tem de melhor, considerando suas necessidades e suas emoções.

Se você já exerce um papel de liderança, está em transição para cuidar de um time, pensa em se empreender ou até mesmo liderar melhor sua vida, vale a pena refletir sobre cada um dos pontos citados pela Darlene, eles ajudam na construção de uma gestão mais atual, inovadora e sistêmica.

Em todas as organizações, desde as mais simples como o lar, o bairro, uma associação, passando pelas pequenas empresas até as grandes corporações, a estrutura baseada no holos tem uma tendência mais assertiva para acompanhar as macromudanças já presentes em nossa sociedade e no mundo.

Laszlo comenta em seu livro: “A mudança de realidade que experimentamos hoje se refere à maneira como nos relacionamos uns com os outros, com a natureza e com o cosmos.” Portanto, todas as nossas interações também passam por um refinamento e a liderança não podia ficar de fora. Ela também reajusta sua rota, aprimorando a maneira de se relacionar com o outro e com o meio. Percebo também um aumento considerável de líderes buscando por caminhos de autoconhecimento e práticas relacionadas ao equilíbrio e harmonização, como Yoga, Mindfulness, Meditação, etc…, dividi essa minha observação com a Darlene e perguntei se ela considerava que os líderes praticantes desses caminhos geravam algum impacto em suas atividades profissionais.

Ela comenta que hoje existem inúmeras ferramentas, tecnologias e técnicas disponíveis para aqueles que desejam aprimorar-se. “O mergulho no “eu interior” pode sim fazer uma grande diferença, tanto ampliando a consciência sobre responsabilidades e oportunidades, como ajudando no desenvolvimento de novas capacidades. O autoconhecimento é uma alavanca sensacional, podendo conectar líderes à grandes objetivos de transformação”. E faz uma ressalva: “O simples fato de conhecer técnicas, não pressupõe seu alcance. É necessário um engajamento muito próprio e profundo afim de colocá-las em prática.”

Lembro aqui de uma curiosidade super interessante que descobrimos em nosso projeto Volta ao Mundo…

Quando passamos pelo sítio arqueológico de Tikal (Guatemala), descobrimos ao escalar a maior das pirâmides do complexo, que no topo da construção se encontrava uma plataforma quadrada de pedra coberta, com uma enorme “janela panorâmica” na frente. Perguntamos sobre a função daquela plataforma e nos contaram que era um local próprio para que o líder do clã Maia pudesse olhar a cidade como um todo (holos) e meditar sobre as decisões importantes a serem tomadas.

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E as descobertas seguiram adiante. Os descendentes dos governantes Maias ao nascer passavam por um processo de alargamento do crânio. Muitos citam que esse procedimento na região superior da cabeça e da testa tinha como finalidade aproximá-los ao formato da espiga de milho – alimento considerado sagrado pelos povos indígenas da América Central. Mas outra corrente conta que tal alargamento tinha como finalidade a abertura do terceiro olho, e assim, o despertar da intuição, da ampla visão, da consciência, enfim, do olhar holístico.

Acho que as descobertas na Guatemala são apenas um exemplo sobre esse anseio por uma visão mais consciente que o homem já buscou inúmeras vezes ao longo da História. E como conclui Laszlo no final de seu livro:

“A conexão entre uma mudança na consciência e uma mudança na civilização foi imaginada por diversas culturas nativas, incluindo a cultura dos Maias, Cherokees, Hopis, Incas, Mapuches, etc… É provável que a conquista da consciência transpessoal promova o progresso rumo a uma civilização baseada na empatia, na confiança, na solidariedade, uma civilização de Holos.” 

Que assim seja!

(Agradeço imensamente a Darlene Dutra pela contribuição.)

Por Luah Galvão

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Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España, realizaram 3 projetos. O primeiro foi uma Volta ao Mundo por mais de 2 anos em que visitaram 28 países nos 5 continentes – para entender o que Motiva pessoas das mais variadas raças, credos e culturas. O segundo foi caminhar os 800 km do Caminho de Compostela na Espanha, entrevistando peregrinos sobre o sentido da Superação. E recentemente voltaram da Expedição Perú, onde o sentido da resiliência foi a grande busca do casal. Agora que estão de volta ao Brasil compartilham suas descobertas através de textos e histórias inspiradoras para esse e outros veículos de relevância, assim como em palestras e workshops por todo o Brasil.
Descubra mais sobre o projeto: www.walkandtalk.com.br. Conheça também a página no Facebook.

Questão de propósito

O livro de Michelle Obama pra mim está coberto de belas tônicas (não cabe descrever aqui), das mais sutis às mais e largamente expressas. Hoje em especial compartilho aqui um trecho com o qual me identifico muito. Esta parte me fez recordar de várias situações que vivi e de um trabalho de reposicionamento pessoal e profissional que empreendi nos últimos anos – que foram bem diferentes das minhas últimas décadas – e vi surgir muitas afinidades com as palavras e propósitos que ela menciona. Ressalto o “processo de evolução”, a ambição positiva de “avançar” sempre, a continuidade e o ideal de realizar com sentido.

Ao conhecê-la há uns bons anos tornei-me uma admiradora. Mediante esse arrojado projeto do livro, carregado pelas suas manifestações, pela sua coragem e posicionamento fiquei ainda mais.

“Minhas responsabilidades de antes – para com Sasha e Malia, Barack, minha carreira e meu pais – mudaram e agora me permitem pensar de outra maneira sobre o que virá. Tenho mais tempo para refletir, para ser eu mesma. Aos 54 anos, continuo avançando e espero não parar. 

Para mim, ter uma história não significa chegar a algum lugar ou alcançar algum objetivo.  Entendo-a mais como um movimento adiante, um meio de evoluir,  uma maneira de tentar, continuamente, ser uma pessoa melhor. É uma jornada sem fim. Tornei-me mãe, mas ainda tenho muito a ensinar e aprender com minhas filhas. Tornei-me esposa, mas continuo a me adaptar e aceitar o verdadeiro significado de amar e construir uma vida com outra pessoa. Tornei-me, em certa medida, uma figura de poder , e mesmo assim há momentos em que ainda me sinto insegura e desconsiderada.

É um processo, são passos ao longo de um caminho. Tornar-se exige paciência e rigor em igual  medida. Tornar-se é nunca desistir da ideia de que é necessário avançar.  “

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Quem é Michelle Obama – Pela Wikipedia

Michelle LaVaughn Robinson Obama (Chicago17 de janeiro de 1964) é uma advogada e escritora norte-americana. É a esposa do 44.º presidente dos Estados UnidosBarack Obama, e a 44.ª primeira-dama dos Estados Unidos, sendo a primeira afro-descendente a ocupar o posto.

Michelle Obama nasceu e cresceu em Chicago. Graduou-se pela Universidade Princeton e pela Harvard Law School. Após completar seus estudos, retornou a Chicago e aceitou um emprego na firma de advocacia Sidley Austin, onde conheceu seu futuro marido, Obama. Subsequentemente, trabalhou como ajudante do prefeito de Chicago Richard M. Daley e para o Centro Médico da Universidade de Chicago.

Em 1992, casou-se com Barack Obama, com quem tem duas filhas: Malia e Sasha. Ao longo de 2007 e 2008, ajudou na campanha presidencial de seu marido, sendo a sua presença um dos principais destaques da campanha. Discursou na Convenção Nacional Democrata de 2008 e 2012. Como esposa do então senador e mais tarde primeira-dama, se tornou em um ícone da moda e modelo para as mulheres.

Lira Itabirana, de Carlos Drummond de Andrade

Poema de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Lira Itabirana, fotografado da edição do jornal. Tornou-se viral… pela realidade desses dias… (Brumadinho) – um texto chamado de “profético”:

I

O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.

II

Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!

III

A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.

IV

Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

Nenhuma descrição de foto disponível.

#asmelhorescoisasdavidanãosãocoisas

Consenti tannnnto com esse posicionamento do Mark (autor do livro “a sutil arte de ligar o foda-se”, que decidi compartilhar com você.

Isso não significa que compartilho de todas as ideias dele.  Algumas ainda têm me feito pensar sobre (rs).   Mas nada como dedicar nosso tempo de vida às questões realmente importantes e permanentes.  Essas sim, alimentam a alma e promovem a alegria de viver.

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tome nota..

“Nada contra bons negócios, mas ter necessidades demais faz mal para sua saúde mental.  Você acaba se agarrando demais ao que é superficial e falso, dedicando a vida à meta de alcançar uma miragem de felicidade e satisfação.

O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos,  e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante. “

Mark Manson

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Raiva suga sua energia.👊

Observou-se enfurecido por algo, ou por alguém?

Certa vez ouvi a seguinte resposta:  “Lógico,  ou você acha que tenho sangue de barata?” Rolei.. (rss)

Humanos são assim … tem emoções,  tem “repentes”,  temperos de toda ordem e por conta de alguns desses ficam até ensimesmados  (recolhidos em si), amargando.  Por vezes,  corroem-se  por dentro de tanto ficar pensando. Tem os que adoecem. Mas não arredam o pé da emoção.  A mantêm ali firme e forte, como um sanguessuga.

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O fato é que quando você se permite embolar nesse estado emocional / mental está deliberadamente entregando seu poder a  “isso”. 

Sentir raiva consome energia. você fica mais fraco.   Tem energia de sobra?  

A vida taí chamando..  gritando!!   A-cor-da!.

Existem  inúmeras outras questões precisando de sua energia, da sua capacidade de solução.  Há que considerar se  vale a pena colocar  “a raiva” em pauta.  E certamente a pessoa/situação que provocou isso em você não está nem ai.

É hora de pensar em  seguir em frente e concentrar as suas energias onde possa realmente ter realizações construtivas, onde possa transformar, fazer a diferença no seu entorno. 

Quando você se sentir prestes a ter um ataque de raiva,  busque um pensamento que lhe ajude a cortar o mal pela raiz.

Que tal esse:

“…não é viril ficar enfurecido. Pelo contrário, gentileza e civilidade são mais humanas e, portanto, mais masculinas. Um homem de verdade não cede à raiva e ao descontentamento, e essa pessoa tem força, coragem e perseverança – ao contrário da raiva e da queixa. Quanto mais próximo o homem chega a uma mente calma, mais perto ele está da força. ” 

tradução livre do stoic diary

Vida forte que segue,

bjos,


P.S.

 

Texto do blog  “O que significa”

Sangue de Barata 

Praticamente todo mundo já ouviu e até já utilizou essa expressão: “fulano tem sangue de barata”, “acham que eu tenho sangue de barata” e por aí vai.

Mas afinal, o que o dito popular quer dizer? Relaciona-se o ‘sangue de barata’ com a falta de atitude ou que esperem que você não tenha atitude. Alguém que aceita demais, não questiona. Apático. Não se opõe, não arrisca. Alguém medroso e que não responde a qualquer desaforo.sangue-de-barata

A barata, assim como a maioria dos insetos, não tem sangue (eles tem o que é chamado de hemolinfa que não apresenta pigmentos e é transparente). Dizem que o sangue é o condutor da nossa sensibilidade ao coração, e pela falta do ‘tradicional’ sangue na barata, a pessoa com o tal sangue de barata tem essa insensibilidade que a faz agir como descrevemos acima.

Há explicação também falando que quando estamos nervosos ficamos o sangue quente, o sangue sobe e como a barata não tem sangue convencional, teria sangue frio e não se abalaria por nada.

Créditos para –  https://oquesignifica.wordpress.com/2014/02/14/o-que-significa-ter-sangue-de-barata/

 

Liderar com sensibilidade 🤺

Numa pesquisa realizada recentemente sobre felicidade, pelo Economista Richard Layard,   demonstra que as pessoas preferem sozinhas a ter que interagir com seus líderes. As pessoas se reconhecem muito felizes ao lado de famílias,  amigos.  O líder vem por último.

Olhem essas impressionantes informações.
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Ainda,  as pessoas que sofrem com seus líderes tem desenvolvido doenças complexas,  estresse, depressão,  síndrome do pânico,  o que as tem afastado de suas atividades profissionais com muita regularidade.  A cobrança intensa e não necessariamente adequada por resultados cada vez maiores  e mais rápidos  faz crescer o nível do estresse que por sua vez,  pode transformar-se em doenças piores, como a depressão.   Além de serem uma das causas dos distúrbios de humor e de ansiedades.

Já se tornou um dos grandes motivos de afastamentos do trabalho,  conforme informações dos órgãos responsáveis.

Para alguns “chefes”,  com letras minúsculas, subordinados não têm o direito de ter família,  e tampouco,  problemas particulares,  familiares e situações emocionais.  São uns verdadeiros aniquiladores, do “ideal”, do sentido positivo do trabalho em si.

Colaboram para aumentar o conceito “depreciativo” que o trabalho carrega por conta da sua própria história.   Não é à toa que muitos o encaram como castigo e não como um prazer,  como uma oportunidade para aprender,  para crescer e ser produtivo.  E pensar que mais de 60% das satisfações permanentes dos seres humanos provêm das atividades produtivas !! (AHHH)

Captura de Tela 2018-03-02 às 20.01.27.pngNão seja um líder (ou melhor chefe) redutor  do desejo de trabalhar dos outros.

Naquele dia profissional inusitado entrei  na minha “baia” ou área de trabalho num estado deplorável. Vergonhoso! De um jeito, nunca antes ocorrido nos meus mais de trinta anos de trabalhos profissionais no mundo corporativo. Super abastecida de uma emoção negativa, de um sentimento de desrespeito. Não, daquela forma,  eu NUNCA havia sentido. Um nó na garganta e aos prantos! Literalmente.  Me deixei levar pela emoção negativa. Lembro como se fosse hoje, porque cenas como essas,  não são tão fáceis de esquecer.

Havia recebido os meus primeiros cumprimentos de pêsames pelo falecimento do meu pai, sem que ele nem mesmo tivesse ainda falecido. Eu havia mencionado que o caso dele era crítico e que provavelmente não haveria mais recursos médicos.  Junto com os pêsames,  a mensagem de que estaria fora do projeto porque eu “estava vivendo uma situação difícil na esfera particular” (meu pai estava na UTI,  em fase terminal).  Não cabe detalhes, que certamente,  estava coberto de muitas outras variáveis.  Foi uma crueldade!

Por merecimento,  ou por lei de correspondência fui recebida e amparada por uma colega de trabalho,  sensível e solidária, que me aconchegou.   Somente ela presenciou e soube dessa minha passagem histórica.

A morte dele,  do meu querido pai,  ocorreu  poucos dias depois.Captura de Tela 2018-03-02 às 20.02.45.png

Sempre alimentei o pensamento de aprender com o que me acontece. Analiso, penso e estabeleço medidas.  Há sempre lições a serem capturadas  e especialmente nesse episódio não foi diferente.   Essa e outras tantas ocorrências  ajudaram-me  a reafirmar os meus propósitos por trabalhar para projetos e iniciativas conectadas ao ser humano, à vida.    Ao colaborar  com o desenvolvimento de pessoas posso contribuir na formação de novas mentalidades, mais humanas, mais dispostas a compreender as emoções uns dos outros,  mais sensível à integralidade dos indivíduos.   O profissional não pode ser considerado, tratado uma “coisa”,  um “recurso” a serviço dos resultados. É gente.  Bom, era assim que eu gostaria de ter sido tratada naquele momento.

Importante fazer ainda uma consideração:  uma pessoa, um único chefe não representa com suas atitudes,  a totalidade de uma organização.  Ou seja,  ter “uma” pessoa assim na sua trajetória profissional não necessariamente destitui o valor que você tem da organização. E posso afirmar que tive um imenso prazer em atuar nas empresas pelas quais passei e sou-lhes muito agradecida.

Mas como nada acontece por acaso,  e sempre para o nosso bem e crescimento, daquele dia em diante, um pensamento,  uma decisão começou a crescer comigo  internamente… EU PRECISO MUDAR!!!  Não posso permitir-me ser tratada, desrespeitosamente. NUNCA MAIS.  Qualquer tipo de dependência que eu tivesse naquele momento precisaria ser trabalhada, para criar condições de realizar. mobilizar um futuro diferente.

Aprenda a lidar por isso…

Antes que você veja sua auto-estima dizimada por essas questões, por esses fatores  propulsores  de emoções negativas, busque desenvolver estratégias e caminhos que te alimentem positivamente.

Você pode se deparar com situações muito legais e novas perspectivas de atuação, em contextos emocionalmente mais favoráveis, protegendo sua saúde e bem estar.  Ou mesmo,  descobrir razões fortes que ampliem suas motivações e engajamento no trabalho, mudando então o foco, reduzindo os impactos das relações negativas, tóxicas

Dizem que escrever é um santo remédio.  Ajuda a “aclarar” as ideias,  a tirar de dentro o que não nos faz bem,  e a ampliar as compreensões que temos.. Escrevo, porque, depois de tantos anos considero essa emoção negativa dissipada.    Penso que ao transferir em  palavras e compartilhar, posso ajudar outras pessoas a atuarem melhor em situações similares.

Não quero isso mais em mim. Ponto!

“que o perdão seja sagrado,  que a fé seja infinita, que o homem seja livre, que a justiça sobreviva.. aiai ”

Até sempre..

Darlene

Emoção não pede licença! 😡

A busca por mais consciência,  por uma vida em estado de atenção plena,  por ampliar a capacidade interna de resolução,  por decisões mais acertadas, por mais satisfação e  felicidade tem despertado a atenção de estudiosos, de cientistas que  realizam pesquisas das  variadas facetas do comportamento humano.
As emoções sempre foram temas instigantes, porque, assim como os pensamentos, surgem impulsivamente,  sem pedir licença,  sem dar aviso prévio,  sem qualquer autorização ou “burocracia”, por vezes, sem lógica.   Chamadas também de “sentimentos” e de “deficiências” (pelo caráter negativo) são involuntárias. Quando você vê,  já foi, ela se apresentou e está sentada no melhor lugar  da sua sala de visitas.   Provê ao ser humano,  um aviso, um movimento de cuidado,  para ajudar-lhe também em situações  críticas e de perigo.    O próprio nome já diz.  Emoção,  que vem do  latim  “emovere”  significa “por em movimento”.
Vamos trazê-las à mente…:
  • O mal comportamento do outro é motivo para que você desista?
  • Ao considerar atos de  desrespeito ou mesmo uma injustiça,  o que te move?
  • Ao irritar-se  por condutas alheias,  qual a sua reação imediata?
  • Foi, de alguma forma, traído por alguém de sua confiança?  Como lida com isso? O que isso movimenta em você?
Eu, você, nossos amigos,  nossos familiares…  Ninguém está ileso. Todos vamos viver essas situações hora ou outra.
Certa vez, há muitos anos atrás,  um desses episódios ocorreu-me no mundo corporativo.  Recordo que senti a presença da “Dona Raiva”,  do “Senhor medo”,   e me privei de continuar num projeto muito importante e totalmente vinculado à área que eu dirigia  (que eu curtia muito), para não submeter-me  a um

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profissional verbalmente ameaçador (“não quero saber, faça o que eu mando ou te mando embora daqui”),  fisicamente agressivo (fisionomia e com fortes tapas na mesa) e que tinha o papel de proceder, teoricamente, ao contrário.  Detinha, além da oportunidade,  a responsabilidade de criar um belo resultado, por meio de um conjunto de profissionais de alto nível, muitos executivos, inclusive.   Ao me ver naquela situação, já tendo percorrido longos anos na carreira executiva e vivido muitas experiências complexas,  tinha dúvidas sobre o caminho correto a seguir.  Sentia-me desrespeitada pessoal e profissionalmente, além de considerar  uma baita  “injustiça”  com as pessoas do conjunto.
Minha reação foi de compartilhar, de forma discreta, com as pessoas “responsáveis”,  ou em posições que carregavam essa “responsabilidade”. Mesmo para a direção de recursos humanos (em geral atenta a essas questões humanas) mas eu talvez eu não tenha sido eficaz,  ou mesmo “bem vista”.  O fato é que nada foi feito.A conduta comum mais observada é o acatamento pelo medo e a uma confortável passividade.  (omissão é sempre um caminho mais fácil e cômodo).  E para quem recebe a informação é difícil ouvir e mais difícil ainda  “tratar”,  encaminhar ações  em ambientes organizacionais.  São muitas variáveis de contexto envolvidas: cultura, política, estrutura organizacional, interesses de toda ordem, etc.
Na minha ótica,  eu não poderia assistir tudo aquilo inerte,  desconsiderando e omitindo-me. Estaria traindo meu jeito de ser. Isso não fazia parte do meu “skill“,   do meu repertório natural de ações na época.   Era literalmente um “tradeoff” – um tema do Programa SOS Liderança e do Programa 4TOUCH,  que trata sobre a necessidade de fazer escolhas.
Aprofundando um pouco mais…
Por várias vezes pensei:
* Covardia minha?.   Me respondi:  Não,  preciso me dar ao respeito.
* Mudar de direção estrategicamente,   fazer escolhas alinhadas aos seus princípios  é ser covarde?  Nesse momento entra em jogo os conceitos de vida,  os valores e o que se quer ser e viver. O respeito começa por si mesmo,  nas suas escolhas.  Assim,  eu perdi a oportunidade de um projeto importante, mas ganhei uma paz interior inigualável. FEITO!
* Mas “o que é” e “o que não” é covardia?  Fui ao  conceito da palavra:
comportamento que denota ausência de coragem; atitude, gesto que se caracteriza pelo temor, pelo acanhamento, pela falta de ousadia, pela raiva ou por sentimento de injustiça.
Recentemente,  anos depois desse ocorrido,  li num dos estudos sobre neurociência, sobre emoção  raiva –  que em geral tem um componente de maldade, mas que pode ser também um caminho para exprimir uma indignação legítima diante de uma injustiça.  “Ela contém aspectos de clareza, atenção e eficácia que, em si mesmos,  não são perniciosos. ” Me fez acordar essa experiência e revisitá-la em perspectiva e análise.
Alegria, tristeza, raiva, irritação
Diante de obstáculos,  insatisfações,  expectativas não atendidas, ausência de reciprocidade, injustiças, seja no pessoal,  profissional,  social ou política, o que você faz com esse movimento  que,  sem pedir licença,  simplesmente “brota” dentro de você?
As relações humanas nos desafiam  e  ensinam a todo momento: namorados,  maridos/esposas,  filhos,  familiares,  amigos,  colegas de trabalho, chefes e superiores,  subordinados,  políticos,   etc.   Diria que são os nossos propulsores de emoções. (ou combustão rs).
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Além das relações humanas em si,  as nossas atividades diárias nos expõem:  o trânsito,  a carência de tempo,  a pressão do trabalho,   as necessidades de sobrevivência financeira,  os sonhos não realizados.
TODOS,  todos os seres humanos passam por elas,  mas nem todos estão conscientes ainda,  são capazes de gerencia-los adequadamente e principalmente agir de forma positiva, construtiva. São tantas as repercussões desses momentos que o  querido “equilíbrio”  tão necessário,  muitas vezes, passa longe.
As emoções são  as  “matérias primas”  da  “inteligência emocional”,  tema que se desenvolve-se progressivamente e ganha espaços e pesquisas desde 1995, com o lançamento do conceito no livro de mesmo nome,  do Professor de Harvard, Daniel Goleman.
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Identificá-las, qualificá-las e saber lidar com elas passa ser uma competência.   Torná-las movimentos positivos internos é um processo de desenvolvimento.   Para os líderes, especialmente, esse tema tem um significado crucial,  dado que um de seus importantes papéis é lidar com as pessoas e consequentemente com a emoções delas.  Isso  faz uma grande diferença.    Em 2011 escrevi um artigo que está aqui no site,  onde apresentei o conceito de liderança primal,  lidando com a sensibilidade e eficácia.  Se tiver interesse em mergulhar um pouco mais messe conceito acesse aqui ->  Liderança PRIMAL.
Também citei as bases da  ‘inteligência emocional”  no ebook,  “Segredos na arte de se relacionar”. 
Esse tema tem uma conexão direta com a neurociência, porque depende das aptidões mentais do indivíduo. Razão e sensibilidade (emoção) andam de mãos dadas.  Então não há como falar de emoções,  sem trazer à tona as  capacidades mentais.  Muitas conexões pela frente !!
Emoções – Aprender a lidar com elas,  treinar seu auto-controle,  desenvolver-se é um caminho viável e factível.  Quem quiser pode percorrer  e existem muitas ferramentas  e “tecnologias” disponíveis.  Cito o mindfulness,  por exemplo.    Como todo processo de capacitação, exigirá esforço,  paciência,  atenção, tempo.   Mas asseguro,  vale a pena!
Até sempre,
Darlene