Traços dos líderes genuínos e humanos

Num dia corriqueiro de trabalho João, um profissional sério e dedicado foi surpreendido com algo quase incompreensível. Foi advertido pelo seu superior sobre um email que teria enviado. Parece que uma frase no meio da mensagem escrita por ele teria despertado a “ira” do “chefe-mor” (do alto escalão) .

A menção feita por joão era algo quase banal e existia uma preocupação genuína dele ao dizer que deveriam aguardar um direcionamento para que o trabalho fosse encaminhado. Isso porque o projeto era de alta complexidade e eles, naquela posição da hierarquia, não tinham alçada para as decisões que se impunham. Eles realmente não tinham “autoridade” suficientemente outorgada.

Aí vem algo que costumeiramente ocorre quando o contexto reúne variáveis como poder, competência, comunicação e especialmente contextos humanos. Por detrás das posições corporativas existem indivíduos e junto com eles todo um arsenal de histórias, acertos, desacertos e até traumas, egos.

Aquela “bronca” era uma surpresa aos olhos do João. Ele, ao escrever a mensagem entendia que estava valorizando e respeitando a posição daquela chefia. Entendia que não deveriam seguir sem que “o poder instituído” desse seu comando e parecer. Mas ao contrário disso, a percepção do superior era de que o profissional estava “dizendo o que o chefe deveria fazer”. Por algum motivo a frase remexeu em algo seriamente abalado dele, talvez acordou questões de “ego trêmulo” e provocou um “quem ele pensa que é”, “quem manda aqui sou eu”, “não aceito subordinados me dizendo o que devo fazer.”

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Nesse caso, assim como em inúmeros outros na história de empresas e executivos, a comunicação por mensagem escrita provocou entendimentos contraditórios. Pontos de vistas absolutamente diferentes sobre o mesmo fato. Essa história voltou à tona nesses tempos de pandemia e que tenho assistido o presidente da república repetir várias vezes a mesma frase, ainda que com outras palavras: “quem manda aqui sou eu”.

“Ser líder é como ser uma dama: se você precisa provar que é, então você não é. ”

Margareth Thatcher

Em momentos de grandes crises as pessoas, especialmente as que ocupam cargos de gestão pública ou privada são convidadas a apresentar suas competências, suas habilidades para lidar com adversidades de toda ordem. Escancaram suas carências de desenvolvimento enquanto humanos e gestores.

Me fez lembrar também de um determinado período profissional quando cheguei a pensar que “acreditar nas características humanas dos líderes” fosse puro romantismo ou um olhar com óculos “cor-de-rosa” demais. Via uma combustão de interesses diversos. Meio que uma ingenuidade instalada pensar na bondade e generosidade de algumas mentes. Isso porque estava convivendo com muitas situações criticas e até cruéis. Percebi que me molestaram emocionalmente. O mais incrível é que foi daí uma grande oportunidade de aprendizado. Me levaram a um aprofundamento sobre comportamentos humanos como eu nunca havia estudado. Vi percepções caírem por terra e muitos conceitos positivos sobre liderança foram colocados “sob judici”.

Esse amadurecimento de conhecimentos foi extraordinário. Uma das lições da época, na história do João que contei, é que pude comprovar algo que já havia lido: chefes ou gestores não necessáriamente são líderes, embora ocupem posições de autoridade e responsabilidades maiores. E o contrário, na maioria das vezes é verdadeiro. Líderes em geral são bons gestores.

Recentemente lendo o livro que conta a admirável história do Starbucks, me deparei com várias questões sobre escolhas na liderança. compartilho um parágrafo que grifei, entre outros tantos:

“Os céticos sorriem maliciosamente quando me ouvem falar em “tratar as pessoas com respeito e dignidade”, uma frase que posteriormente incorporamos à Declaração de Missão da Starbucks. Eles acham que é papo furado, ou uma realidade evidente. Mas algumas pessoas não vivem conforme essa regra. Se eu sinto que uma pessoa sofre com falta de integridade ou princípios, encerro qualquer acordo com ela. A longo prazo, não vale a pena.

Schultz, Howard. Dedique-se de coração (p. 99). Buzz Editora. Edição do Kindle.

Sigo em outros escritos e postagens nesse tema que está entre os meus preferidos..

Atéeeee..

Da

#leadership #liderança #desenvolvimentohumano #mentor #desenvolvimentopessoal #competência #gestor #chefes #mentoria #humanidade #indivíduo #mundocorporativo #desenvolvimento #cha #darlenedutra #artigosliderança

“É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou …”

Eu me vejo,
me assemelho,
me leio,
me questiono,
me emociono,
com as tantas “palavras”,
ou “provocações”
de Clarice Lispector.
Uma verdadeira arte na expressão de sentimentos,
na tradução da existência humana.

Como bem disse Yudith Rosembaum não se lê Clarice impunemente.

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Compartilho sua bela crônica “As três experiências”, de 1968,
atemporal.

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres. Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera. “

Veja esse video sobre a leitura de Clarice e seus efeitos.

bjo,

Darlene

Sobre Clarice

Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice Lispector se chamou Chaya Pinkhasovna Lispector. Mas de ucraniana só teve o local nascimento: ao longo de sua carreira, ela dizia literalmente nunca ter pisado lá, visto que foi carregada no colo. Em 1921, ela e a família migraram para o Brasil fugindo da perseguição a judeus durante a Guerra Civil Russa. Instalaram-se primeiro em Maceió, e logo mudaram para o Recife, tanto que Lispector se considerava pernambucana. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com o pai e as irmãs após a morte da mãe. Lá estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, embora já se interessasse mais pelo meio literário.

Fonte: Revista Galileu

Emoção não pede licença! 😡

A busca por mais consciência,  por uma vida em estado de atenção plena,  por ampliar a capacidade interna de resolução,  por decisões mais acertadas, por mais satisfação e  felicidade tem despertado a atenção de estudiosos, de cientistas que  realizam pesquisas das  variadas facetas do comportamento humano.
As emoções sempre foram temas instigantes, porque, assim como os pensamentos, surgem impulsivamente,  sem pedir licença,  sem dar aviso prévio,  sem qualquer autorização ou “burocracia”, por vezes, sem lógica.   Chamadas também de “sentimentos” e de “deficiências” (pelo caráter negativo) são involuntárias. Quando você vê,  já foi, ela se apresentou e está sentada no melhor lugar  da sua sala de visitas.   Provê ao ser humano,  um aviso, um movimento de cuidado,  para ajudar-lhe também em situações  críticas e de perigo.    O próprio nome já diz.  Emoção,  que vem do  latim  “emovere”  significa “por em movimento”.
Vamos trazê-las à mente…:
  • O mal comportamento do outro é motivo para que você desista?
  • Ao considerar atos de  desrespeito ou mesmo uma injustiça,  o que te move?
  • Ao irritar-se  por condutas alheias,  qual a sua reação imediata?
  • Foi, de alguma forma, traído por alguém de sua confiança?  Como lida com isso? O que isso movimenta em você?
Eu, você, nossos amigos,  nossos familiares…  Ninguém está ileso. Todos vamos viver essas situações hora ou outra.
Certa vez, há muitos anos atrás,  um desses episódios ocorreu-me no mundo corporativo.  Recordo que senti a presença da “Dona Raiva”,  do “Senhor medo”,   e me privei de continuar num projeto muito importante e totalmente vinculado à área que eu dirigia  (que eu curtia muito), para não submeter-me  a um

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profissional verbalmente ameaçador (“não quero saber, faça o que eu mando ou te mando embora daqui”),  fisicamente agressivo (fisionomia e com fortes tapas na mesa) e que tinha o papel de proceder, teoricamente, ao contrário.  Detinha, além da oportunidade,  a responsabilidade de criar um belo resultado, por meio de um conjunto de profissionais de alto nível, muitos executivos, inclusive.   Ao me ver naquela situação, já tendo percorrido longos anos na carreira executiva e vivido muitas experiências complexas,  tinha dúvidas sobre o caminho correto a seguir.  Sentia-me desrespeitada pessoal e profissionalmente, além de considerar  uma baita  “injustiça”  com as pessoas do conjunto.
Minha reação foi de compartilhar, de forma discreta, com as pessoas “responsáveis”,  ou em posições que carregavam essa “responsabilidade”. Mesmo para a direção de recursos humanos (em geral atenta a essas questões humanas) mas eu talvez eu não tenha sido eficaz,  ou mesmo “bem vista”.  O fato é que nada foi feito.A conduta comum mais observada é o acatamento pelo medo e a uma confortável passividade.  (omissão é sempre um caminho mais fácil e cômodo).  E para quem recebe a informação é difícil ouvir e mais difícil ainda  “tratar”,  encaminhar ações  em ambientes organizacionais.  São muitas variáveis de contexto envolvidas: cultura, política, estrutura organizacional, interesses de toda ordem, etc.
Na minha ótica,  eu não poderia assistir tudo aquilo inerte,  desconsiderando e omitindo-me. Estaria traindo meu jeito de ser. Isso não fazia parte do meu “skill“,   do meu repertório natural de ações na época.   Era literalmente um “tradeoff” – um tema do Programa SOS Liderança e do Programa 4TOUCH,  que trata sobre a necessidade de fazer escolhas.
Aprofundando um pouco mais…
Por várias vezes pensei:
* Covardia minha?.   Me respondi:  Não,  preciso me dar ao respeito.
* Mudar de direção estrategicamente,   fazer escolhas alinhadas aos seus princípios  é ser covarde?  Nesse momento entra em jogo os conceitos de vida,  os valores e o que se quer ser e viver. O respeito começa por si mesmo,  nas suas escolhas.  Assim,  eu perdi a oportunidade de um projeto importante, mas ganhei uma paz interior inigualável. FEITO!
* Mas “o que é” e “o que não” é covardia?  Fui ao  conceito da palavra:
comportamento que denota ausência de coragem; atitude, gesto que se caracteriza pelo temor, pelo acanhamento, pela falta de ousadia, pela raiva ou por sentimento de injustiça.
Recentemente,  anos depois desse ocorrido,  li num dos estudos sobre neurociência, sobre emoção  raiva –  que em geral tem um componente de maldade, mas que pode ser também um caminho para exprimir uma indignação legítima diante de uma injustiça.  “Ela contém aspectos de clareza, atenção e eficácia que, em si mesmos,  não são perniciosos. ” Me fez acordar essa experiência e revisitá-la em perspectiva e análise.
Alegria, tristeza, raiva, irritação
Diante de obstáculos,  insatisfações,  expectativas não atendidas, ausência de reciprocidade, injustiças, seja no pessoal,  profissional,  social ou política, o que você faz com esse movimento  que,  sem pedir licença,  simplesmente “brota” dentro de você?
As relações humanas nos desafiam  e  ensinam a todo momento: namorados,  maridos/esposas,  filhos,  familiares,  amigos,  colegas de trabalho, chefes e superiores,  subordinados,  políticos,   etc.   Diria que são os nossos propulsores de emoções. (ou combustão rs).
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Além das relações humanas em si,  as nossas atividades diárias nos expõem:  o trânsito,  a carência de tempo,  a pressão do trabalho,   as necessidades de sobrevivência financeira,  os sonhos não realizados.
TODOS,  todos os seres humanos passam por elas,  mas nem todos estão conscientes ainda,  são capazes de gerencia-los adequadamente e principalmente agir de forma positiva, construtiva. São tantas as repercussões desses momentos que o  querido “equilíbrio”  tão necessário,  muitas vezes, passa longe.
As emoções são  as  “matérias primas”  da  “inteligência emocional”,  tema que se desenvolve-se progressivamente e ganha espaços e pesquisas desde 1995, com o lançamento do conceito no livro de mesmo nome,  do Professor de Harvard, Daniel Goleman.
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Identificá-las, qualificá-las e saber lidar com elas passa ser uma competência.   Torná-las movimentos positivos internos é um processo de desenvolvimento.   Para os líderes, especialmente, esse tema tem um significado crucial,  dado que um de seus importantes papéis é lidar com as pessoas e consequentemente com a emoções delas.  Isso  faz uma grande diferença.    Em 2011 escrevi um artigo que está aqui no site,  onde apresentei o conceito de liderança primal,  lidando com a sensibilidade e eficácia.  Se tiver interesse em mergulhar um pouco mais messe conceito acesse aqui ->  Liderança PRIMAL.
Também citei as bases da  ‘inteligência emocional”  no ebook,  “Segredos na arte de se relacionar”. 
Esse tema tem uma conexão direta com a neurociência, porque depende das aptidões mentais do indivíduo. Razão e sensibilidade (emoção) andam de mãos dadas.  Então não há como falar de emoções,  sem trazer à tona as  capacidades mentais.  Muitas conexões pela frente !!
Emoções – Aprender a lidar com elas,  treinar seu auto-controle,  desenvolver-se é um caminho viável e factível.  Quem quiser pode percorrer  e existem muitas ferramentas  e “tecnologias” disponíveis.  Cito o mindfulness,  por exemplo.    Como todo processo de capacitação, exigirá esforço,  paciência,  atenção, tempo.   Mas asseguro,  vale a pena!
Até sempre,
Darlene

Experimente sair do lugar comum. Vale a pena! 🏠

Nos últimos anos tenho sido adepta dos novos modelos de compartilhamentos de “ativos”, de coisas.   Alguns, especialmente os profissionais de negócios, os conhecem também como “sharing economy“,  a economia do compartilhamento,  onde se “divide” algo com outras pessoas,  desde casas, carros,  ferramentas, roupas, bicicletas, livros, …., o que fizer sentido ou o que a criatividade conseguir alcançar.

Tenho apreciado  as experiências como  UberAirbnbhostel,  e outras.  Já me hospedei, pelo Airbnb,  em casas inteiras, em quartos  de casas com os seus moradores,  e também em outros países (algumas cidades da Itália, por exemplo).

É um verdadeiro “aprender” com o inusitado. É sai do lugar comum! Cada situação é única, singular. Trata-se de um interessante,  e não necessariamente fácil,  exercício de desprendimento.  Por esses caminhos afora,  experimentei dificuldades, facilidades, mas o mais legal de tudo,  conheci muitas pessoas de bem.    Sou grata por isso!!!

Recentemente, após vários dias de intensa adaptação, vivendo uma  busca incessante por lugares “legais” para morar,  utilizei novamente o modelo.  Entrei pra ficar por 15 dias  na casa de alguém que não conheço.  Aliás, conheço sim. Calma, vou explicar.  Quando mencionei “conhecer” aqui não significa encontrar,  conversar, olhar no olho,  Significa sentir afinidades pelo estilo do seu lugar,  pela mobília e sua disposição,  pelas suas cores, pela textura das paredes, pelos objetos cuidadosamente colocados,  pelas sutilezas dos detalhes.

IMG_4863Encontrei peças e móveis em  “madeira de demolição” trabalhados na arte colorida parecendo coisa das Minas Gerais, minha terra de origem.   A mesa, coberta com um cuidadoso e colorido forro,  dando um ar de graça e de alegria, aquele jeito próprio da  “casa da gente”,  pronta pra chegar, sentar e comer.  Meio que convidando  pra um “dedo de prosa” ao melhor estilo mineiro.

Tem mais..

Me deparei com informações de países por onde passei e que de novo, me acordaram boas e felizes recordações:   os sapatinhos de Amsterdam,  as garrafas de vinho da Italia, os bibelôs da torre Eiffel,.  ah Paris…  Até o gosto pelos cafés,  vinhos, livros, artes e pelas viagens, coincidiu.  Diga-se de passagem,   são minhas  grandes preferências na vida.  Estava tudo ali…

Logo que li o anúncio desse lugar, gostei. E fui receptivamente aceita, pelo contato digital.  Ao chegar,  me esperava  um “elaborado” escrito de “instruções” de como viver melhor na casa.  Coisas do tipo:  horário do lixeiro,  o “abre e fecha” de torneiras,  funcionamento dos eletrodomésticos, jeito de lidar com o armário,  local onde se encontrava o detergente da lava-louças, entre outras.  Parecendo mesmo coisa de família,  conselhos e orientações de mãe pra filha(o) talvez.

Sou grata demais por esse aconchego..  por  sentir-me  literalmente em casa,  por esse calor gostoso de um canto vivo (é isso,  vivo) no meio da parte árida de São Paulo.  Olha, confesso, eu estava mesmo precisando disso.

 

Nunca imaginaria que um lugar pudesse me abraçar desse jeito.  Senti-me  parte dali. Seja lá quem for a dona ou o dono, posso afirmar,  já gostei de você!!  💜 (descobri depois que escrevi esse artigo, era um casal em viagem)

Amei, Darlene

Ops… … tem mais…

 

A coragem é um caso se amor com o desconhecido.  Osho

e por falar em coragem….

Vou pegar uma carona no assunto de ser aconchegado por outras pessoas e fazer uma provocação:  Quer testar novos modelos,  viver experiências diferentes?? Veja aqui algumas referências pra você pesquisar!!

Airbnb – casas e quartos de outras pessoas que você pode alugar por alguns dias – http://www.airbnb.com.br

WorldPackers – Encontre oportunidades em mais de 100 países para viajar trocando suas habilidades por hospedagem – intercâmbio de trabalho.
http://www.worldpackers.com

Couchsurfing -a expressão pode significar  “surfe no sofá”,   a proposta é exatamente essa: os surfistas (viajantes) procuram encontrar pessoas pelo mundo com a disponibilidade de compartilhar o seu sofá por uma ou mais noites. (gratuitamente). \  http://www.couchsurfing.com

Trocacasa – um site que viabiliza a troca de casa nas férias,  em vários países do mundo.  os moradores podem trocar de casa por um período.
http://www.trocacasa.com

Compartilhamento de carros – (favorece a mobilidade urbana)  – Dirija  um  carro, sem se preocupar com IPVA, seguro, etc… etc.. e às vezes com  vaga de estacionamento garantida no centro da cidade… (ohh). Várias empresas estão apostando nesse modelo pelo mundo afora.  Modelos: Free Floating, One Way, Round Trip e Peer to Peer.  Cada modelo oferece características próprias.    Algumas empresas: ZAZCAR no Brasil, Car2go,  Drivenow,  Autolib,  Vulog, Turo,  Getaround,  Fleety,  Pegcar.  entre outras.

Uber – carros de outras pessoas e com motorista, o próprio dono. ( esse todo mundo conhece) (kkk) –
http://www.uber.com

 

Até mais,

Darlene

 

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Satisfação!!! Cadê? 👩🏻‍🎓👩‍🍳👨🏾‍🌾👨‍🚀👩🏾‍🔬👩‍🎤👨‍💻

A fonte de verdadeira satisfação  provém,  em torno de 60% ou mais,  de atividades produtivas, e também de realizações do trabalho.  Quando tive acesso a essa informação,  me veio à tona,  a busca incessante das pessoas,  por prazeres de todo tipo e em toda parte,  para “aproveitar a vida”.   Daí que acabam encontrando boas sensações, entretanto,  aparecem como fugazes.  Obviamente que não se pode generalizar,  existem casos e casos.

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Entretanto,   e o mais legal  é  considerar que o trabalho,  “maldito” por muitos,  por ser “penoso”,   “difícil”  e  até mesmo  “um castigo” –  predicados que aprendemos ao longo da vida –    é fonte de muitas realizações positivas e duradouras.

Certa vez,  faz muitos anos,  assisti um show do Toquinho, num encontro anual de executivos,  promovido pela empresa e algo que  ele disse ao final,  me marcou  e  tenho comigo até hoje:

“Estou fazendo a coisa que mais gosto,  música.   E ainda ganho dinheiro pra isso.”

Pensei comigo,   que privilégio poder ganhar dinheiro com a realização de gostos, de prazeres da vida.  Muitos anos depois,  participei de um evento em São Paulo,  com o Rick Jarow,   o autor do livro “Criando o trabalho que você ama”.,   e mais uma vez essas reflexões vieram  à tona.

  • É possível trabalhar com o que se ama?  Ou é uma utopia?
  • Será um privilégio para poucos,  como o Toquinho?
  • Fazer o que se gosta,  o que se ama, nem sempre “dá dinheiro”.

O fato é que a gente para muito pouco pra pensar no que “de fato”, no que  “realmente” gostamos, no que realmente somos.   Inundados por influências,  por modelos pre-concebidos,  muitas vezes “achamos” que gostamos.  Vez ou outra,  uma voz interna cochicha o contrário.  Parece nossa consciência ou nossa alma querendo um espaço pra respirar (rs)…

Lendo a Revista Vida Simples,  um texto(capa),  assinado pela querida e editora  Ana Holanda,  entitulado “Como encontrar o trabalho dos sonhos” me deparei de novo com essas mesmas questões.   Palavras afetuosas e que me fizeram pensar  novamente nas motivações que nos impulsionam a agir na vida.   Mais especialmente a agir para o trabalho.    Ela adiciona o elemento “alma”…  qual o trabalho sua alma quer?.   E menciona:

“E essa escuta,  a da alma, é algo que a gente demora a apurar. “

Arrisco dizer que muitos não chegam lá (rs).  Lembrei daquele número que mencionei no início desse artigo, que repito,  “em torno de 60%”  das realizações com satisfação verdadeira provêm de  atividades produtivas. Conectei com a frase citada na revista,  do filósofo Albert Camus,  que gostei muito:

˜Sem trabalho, toda a vida apodrece, mas, quando o trabalho é desprovido de alma, a vida sufoca e morre.

Encontrar o que nos motiva,  o que realmente nos mobiliza à realizações profundas e positivas  requer o exercício do autoconhecimento.  Requer parar pra pensar,  requer fazer escolhas.  Quando desenvolvi o 4TOUCH,   um programa destinado ao desenvolvimento pessoal,   que ajuda as pessoas a saírem da inércia e serem mais realizadoras,  eu mantinha essas reflexões cultivadas por anos,  como pano-de-fundo. Logo instituí o primeiro módulo voltado ao autoconhecimento. Para estimulá-las a pensarem sobre si mesmas,  seus valores,  seus gostos pessoais,  suas habilidades, suas motivações,  seus propósitos e significados.

Esses caminhos de descobertas,  de diálogos internos podem ser muito valiosos,  seja para confirmar os caminhos já escolhidos, seja para decidir por outros.   O fato é que,  ampliar o nível de consciência do que se é favorece muito a conquista de uma vida mais plena, com mais significado e porque não dizer,  mais feliz?

Até sempre,

Darlene

 

 

 

Processos de desenvolvimento assistidos… (mentoring, coaching)

Você já experimentou algum desenvolvimento de forma “assistida”,  com ajuda personalizada,  feito só para você?

Compartilho aqui algumas informações sobre esses tipos de processos de capacitação individual.   Embora o termo “coaching” esteja sendo utilizado para muitas e distintas finalidades,   em um de seus  “desenhos originais”,  enquanto processo estruturado de desenvolvimento,   é uma das formas mais interessantes para trabalhar a ampliação  de competências.

Para os leitores que não estão muito habituados ao termo,   “Coach”  é um termo inglês que passou a ser usado inicialmente na Universidade de Oxford,   fazendo referência aos orientadores ou tutores particulares  que tinham como responsabilidade,   preparar os estudantes para os exames da universidade.

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Se você se deparar com a palavra “coaching”    trata-se do processo de desenvolvimento em si.   Se ouvir “coach” refere-se ao treinador, ao condutor do processo e  “coachee” à pessoa,  que está sendo orientada,  com vistas à uma evolução com objetivos definidos,   à aquisição de competências que a favoreça na obtenção de resultados.

Os líderes, especialmente no mundo corporativo,  têm se preparado formalmente para tornarem-se líderes coaches,   o que de acordo com Rhandy Di Stefano – referência no assunto – representa um estilo de liderança mais humanizada,  quando comparamos com estilos antigos.  Considera  também esse caminho mais eficiente para criar equipes e organizações de alta performance. Para que isso aconteça é necessário que seja uma estratégia da companhia e que haja formalmente essa “instituição”.

Outro caminho muito utilizado pelas organizações dentro desse mesmo contexto  é a contratação de consultores ou empresas  “externas’  especializadas em processos de “coaching”  para  realizar essa jornada de desenvolvimento e capacitação com profissionais em cargos de chefia, liderança.

Ainda,  é importante mencionar que para garantir certa padronização e uma metodologia que favorece a prestação de serviços com qualidade e eficiência, surgiram os órgãos certificadores,  muitos internacionais, inclusive.

A ICI® – International Association Of Coaching Institutes é uma escola pioneira nos seus cursos de coaching e aprovados pela International  Coach Federation (ICF).

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Existem também outras instituições com esse mesmo propósito e que podem ser pesquisadas e consultadas na própria internet. O que penso ser relevante mencionar é que,  os coaches, ao obterem as certificações internacionais passam a ser melhor reconhecidos pelo mercado, pois as empresas,  os contratantes em geral, sabem que  as certificações tem requisitos, regras e normas que visam garantir a qualidade dos serviços prestados por esses profissionais.

Se você estiver pensando em utilizar-se desses tipos de desenvolvimentos personalizados,  verifique a formação do profissional,  a experiência profissional que ele teve e a instituição em que foi certificado.  Vale a pena!

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Informações adicionais:

Para quem gosta de conhecer a origem da palavra…

Da Wikipedia – “A palavra coaching na língua inglesa (Coach) foi utilizada pela primeira vez na cidade localizada no condado de Komárom-Esztergom na Hungria, para designar as coches de quatro rodas. Essas coches começaram a ser produzidas no século XVI e tornaram-se as mais cobiçadas da época por seu conforto – elas foram as primeiras a ser produzidas com suspensão feita de molas de aço. Assim, as coches de Kocs eram chamadas de kocsiszeker. Os nativos dessa cidade também são chamados de kocsi. E é esse vocábulo que os ingleses entendiam como “coach”.[1]

Com o passar do tempo, surgiu uma metáfora. Do mesmo modo que a carruagem leva as pessoas aos diversos campos geográficos, o coach era a forma como se chamava o tutor que conduzia outras pessoas pelos diversos campos do conhecimento. Conta-se também que as famílias muito ricas, quando em longas viagens pela Europa, levavam servos no interior da carruagem, que liam em voz alta para as crianças o que elas tinham de aprender. Esse servo passou a ser chamado de coach também.

No século XVIII os nobres universitários da Inglaterra iam para suas aulas, em suas carruagens, conduzidos por cocheiros – Coachs. Por volta de 1830, o termo Coach passa a ser utilizado na Universidade de Oxford como gíria de “tutor particular”, aquele que “carrega”, “conduz” e “prepara” os estudantes para seus exames. Sendo assim, o termo coaching refere-se ao processo em si, o Coach àquele que conduz, e o Coachee à pessoa conduzida na direção do objetivo que deseja alcançar.

Porém, na atualidade novas linhas e abordagem estão surgindo, contrapondo esta ideia do coach como o profissional que leva o cliente do ponto A ao ponto B.”

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