Assumo minha incompetência.

O que vejo neste exato momento são buracos e estragos grandes nas paredes. Desalento talvez seja uma boa palavra para a cena. Hoje é sábado e acordei decidida a dar cabo de alguns itens daquela usual “to do list” , vulgo “lista de pendências” ou lista de afazeres.

Ahhhh quanta valentia!!! Observo pensamentos de autosuficiência dançando na mente. “Eu posso lidar com isso, é simples e basta conseguir as ferramentas certas”. Arranjei emprestado o martelo do zelador e com os pregos e trena nas mãos me vi equipada. Cheia de “poder”! (pra não dizer empoderada, palavra cansativa dos últimos tempos).

Em instantes já estava em cima de um “banquinho” fazendo barulhos de sábado para os vizinhos. Medidas feitas, buracos e pregos entraram em ação. Vários deles foram sendo desfilados na parede. Ufa..!!!! Que legal!!! Ia ver meus quadros de mais de uma década, montados com os bibelôs e lembranças trazidos cuidadosamente de uma viagem ao continente africano, na parede da minha sala atual. Desde que me mudei há alguns meses os olhava diariamente encostados no canto, pedindo um lugar pra ficar. Hoje eu iria resolver isto. Ah se não!!!!

O que estava indecorosamente fora do planejamento, pelo menos para mim, é que os pregos não aguentariam o peso dos quadros. Estrondos à parte, viam-se cacos de vidros e pedaços de molduras esparramados pelo chão.

Uma atividade, que a princípio parecia simples (ao meu juízo) transformou-se num insucesso desalentador. E ainda colecionando prejuízos. Sabe aquele pensamento de “autosuficiência” ?? Um racional enganoso. “Coitada”!!!

Embora seja um acontecimento corriqueiro exemplifica bem as situações com as quais nos deparamos diversas vezes na vida e que resultam em fracassos. Ressalta-se então a necessidade de saber como lidar com elas, como aprender com o fato, e principalmente como se preparar melhor para vivê-las novamente.

Como trabalho especialmente com o desenvolvimento de pessoas essas análises são frequentes pra mim. Ao avaliar as “reais” habilidades e competências é preciso oportunamente pedir ajuda à pessoas e profissionais que estejam mais capacitados em determinadas áreas. Um processo que requer autoconhecimento, paciência e humildade para a conquista de melhores resultados.

Se pararmos para pensar é muito mais usual sermos condescendentes conosco, não enxergando nossas reais condições. Fácil demais é reconhecer e apontar as limitações dos outros. Olhar para o próprio umbigo e identificar as próprias imperfeições, insuficiências é bem mais desafiador.

Enfim, nosso dia a dia é cheio de boas lições. Agora é procurar um lugar que me ajude a consertar o estrago que fiz!!

Bom final de semana!!

“É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou …”

Eu me vejo,
me assemelho,
me leio,
me questiono,
me emociono,
com as tantas “palavras”,
ou “provocações”
de Clarice Lispector.
Uma verdadeira arte na expressão de sentimentos,
na tradução da existência humana.

Como bem disse Yudith Rosembaum não se lê Clarice impunemente.

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Compartilho sua bela crônica “As três experiências”, de 1968,
atemporal.

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres. Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera. “

Veja esse video sobre a leitura de Clarice e seus efeitos.

bjo,

Darlene

Sobre Clarice

Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice Lispector se chamou Chaya Pinkhasovna Lispector. Mas de ucraniana só teve o local nascimento: ao longo de sua carreira, ela dizia literalmente nunca ter pisado lá, visto que foi carregada no colo. Em 1921, ela e a família migraram para o Brasil fugindo da perseguição a judeus durante a Guerra Civil Russa. Instalaram-se primeiro em Maceió, e logo mudaram para o Recife, tanto que Lispector se considerava pernambucana. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com o pai e as irmãs após a morte da mãe. Lá estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, embora já se interessasse mais pelo meio literário.

Fonte: Revista Galileu

“Conexões cerebrais entre generosidade, ansiedade e bem estar.”

“O poder da generosidade em aumentar o bem-estar humano, não apenas por gerar sentimentos positivos, é apoiado por uma boa quantidade de ciência, mas o “porquê” isso acontece ainda é difícil definir.

Agora, um novo estudo identificou mais especificamente como diferentes tipos de generosidade afetam o cérebro. Como se constata, um tipo parece ter um efeito especialmente potente, com evidências,  sugerindo que é um elixir anti-ansiedade, além de proporcionar boas sensações.

Os pesquisadores testaram dois tipos de generosidade, que eles chamaram de “direcionados” e “não direcionados”. A generosidade não direcionada é o que a maioria de nós faz quando doamos a instituições de caridade ou agimos generosamente com aqueles que fazem parte de um grupo impessoal. A generosidade direcionada se concentra naqueles que sabemos precisar de ajuda, quer os conheçamos pessoalmente ou não – em outras palavras, é generosidade em relação a determinados rostos fora da multidão.

Feminino, Jaquetas, Outono, Inverno, Cabelo, Juventude

Para testar os efeitos de ambos os tipos de generosidade, a equipe de pesquisa realizou dois experimentos. No primeiro, eles disseram a 45 participantes que seu desempenho em uma tarefa específica resultaria em ganhar bilhetes de rifa para um prêmio de $ 200.  Cada vez que eles completaram a tarefa, eles foram informados de que estavam “jogando” para ganhar o dinheiro por três causas diferentes:  para alguém que eles pessoalmente sabem que precisa, para uma instituição de caridade ou para si mesmos.

Após cada sessão do jogo,  os cérebros dos participantes foram digitalizados via fMRI, enquanto eles faziam outra tarefa projetada para avaliar sua resposta emocional. A imagem cerebral apresentou alguns resultados esperados e um que foi significativamente inesperado.

O resultado esperado, também visto em estudos anteriores, foi que tanto a generosidade direcionada quanto a não direcionada aumentaram a atividade em duas áreas do cérebro ligadas ao altruísmo, área septal e estriado ventral,  que também estão ligadas aos pais que cuidam de seus filhotes em humanos e outros mamíferos.  O corpo estriado ventral é mais conhecido como uma parte fundamental do “sistema de recompensa” do cérebro, fundamental para toda realização, aprendizado e amor (junto com o lado sombrio da busca por recompensas: compulsões e vícios).

O resultado inesperado foi que a generosidade direcionada também diminuía a atividade na amígdala – o epicentro do cérebro de emoção sentida, inserido profundamente no sistema límbico, que dá início à reação de luta ou fuga. Aumento da atividade da amígdala é uma característica dos transtornos de ansiedade de todas as variedades, desde ansiedade generalizada até fobias e TEPT.

Um segundo experimento de pouco mais de 380 pessoas assumiu um ângulo diferente sobre a mesma questão. Desta vez, os participantes auto-relataram sobre seus generosos hábitos de doação e, em seguida, completaram a mesma tarefa emocional enquanto seus cérebros eram escaneados. Novamente, ambos os tipos de generosidade foram associados com a atividade cerebral ligada ao altruismo, e novamente os participantes que disseram que sua generosidade foi direcionada mostraram diminuição da atividade da amígdala, enquanto aqueles cuja generosidade não foi direcionada ao alvo não mostraram este efeito.

Em conjunto, os resultados desses experimentos sugerem que a generosidade direcionada tem tanto efeitos de aumentar o altruísmo quanto de diminuir a ansiedade. Recebemos algo extra de generosidade quando sabemos mais especificamente como alguém será ajudado.

“Dar apoio direcionado a um indivíduo identificável em necessidade está associado exclusivamente à redução da atividade da amígdala, contribuindo assim para uma compreensão de como e quando dar suporte pode levar à saúde”, disseram os pesquisadores na conclusão do estudo.

Esses resultados se sobrepõem bem aos do estudo de 2017, mostrando que atos generosos desencadeiam atividade em áreas do cérebro ligadas à tomada de decisão e à busca de recompensas. Mesmo quando agir generosamente envolve uma decisão difícil de fazer um sacrifício, mesmo um sacrifício significativo, ainda resulta em maiores sentimentos de felicidade, de acordo com o estudo, e as correlações neurais parecem apoiar isso.

Como em todos os estudos de imagens cerebrais como esses, precisamos ter cuidado ao tirar conclusões causais. É impossível dizer com certeza que mais ou menos atividade em várias áreas do cérebro tem resultados específicos – ainda estamos correlacionando uma coisa a outra, não mostrando causa e efeito. Mas, a cada novo estudo mostrando resultados semelhantes, as correlações ficam um pouco mais fortes.

Por enquanto, uma conclusão segura é simplesmente que, juntamente com todas as razões óbvias para agir generosamente, parece provável que nossos cérebros também sejam afetados de maneiras consistentes com uma melhor saúde mental, o que é mais uma boa razão para continuar fazendo o bem.

O último estudo foi publicado na revista Psychosomatic Medicine.

A recém-revisada e atualizada edição de 2018 do What Makes Your Brain Happy e por que você deve fazer o oposto está agora disponível.”

Este texto foi escrito e postado originaldo por David DiSalvo, em  23 de novembro de 2018 – no site http://www.daviddisalvo.org

Se quiser conhecer um pouco mais sobre ele  acesse sua BIO – em http://www.daviddisalvo.org/daviddisalvo/

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Processos de desenvolvimento assistidos… (mentoring, coaching)

Você já experimentou algum desenvolvimento de forma “assistida”,  com ajuda personalizada,  feito só para você?

Compartilho aqui algumas informações sobre esses tipos de processos de capacitação individual.   Embora o termo “coaching” esteja sendo utilizado para muitas e distintas finalidades,   em um de seus  “desenhos originais”,  enquanto processo estruturado de desenvolvimento,   é uma das formas mais interessantes para trabalhar a ampliação  de competências.

Para os leitores que não estão muito habituados ao termo,   “Coach”  é um termo inglês que passou a ser usado inicialmente na Universidade de Oxford,   fazendo referência aos orientadores ou tutores particulares  que tinham como responsabilidade,   preparar os estudantes para os exames da universidade.

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Se você se deparar com a palavra “coaching”    trata-se do processo de desenvolvimento em si.   Se ouvir “coach” refere-se ao treinador, ao condutor do processo e  “coachee” à pessoa,  que está sendo orientada,  com vistas à uma evolução com objetivos definidos,   à aquisição de competências que a favoreça na obtenção de resultados.

Os líderes, especialmente no mundo corporativo,  têm se preparado formalmente para tornarem-se líderes coaches,   o que de acordo com Rhandy Di Stefano – referência no assunto – representa um estilo de liderança mais humanizada,  quando comparamos com estilos antigos.  Considera  também esse caminho mais eficiente para criar equipes e organizações de alta performance. Para que isso aconteça é necessário que seja uma estratégia da companhia e que haja formalmente essa “instituição”.

Outro caminho muito utilizado pelas organizações dentro desse mesmo contexto  é a contratação de consultores ou empresas  “externas’  especializadas em processos de “coaching”  para  realizar essa jornada de desenvolvimento e capacitação com profissionais em cargos de chefia, liderança.

Ainda,  é importante mencionar que para garantir certa padronização e uma metodologia que favorece a prestação de serviços com qualidade e eficiência, surgiram os órgãos certificadores,  muitos internacionais, inclusive.

A ICI® – International Association Of Coaching Institutes é uma escola pioneira nos seus cursos de coaching e aprovados pela International  Coach Federation (ICF).

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Existem também outras instituições com esse mesmo propósito e que podem ser pesquisadas e consultadas na própria internet. O que penso ser relevante mencionar é que,  os coaches, ao obterem as certificações internacionais passam a ser melhor reconhecidos pelo mercado, pois as empresas,  os contratantes em geral, sabem que  as certificações tem requisitos, regras e normas que visam garantir a qualidade dos serviços prestados por esses profissionais.

Se você estiver pensando em utilizar-se desses tipos de desenvolvimentos personalizados,  verifique a formação do profissional,  a experiência profissional que ele teve e a instituição em que foi certificado.  Vale a pena!

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Informações adicionais:

Para quem gosta de conhecer a origem da palavra…

Da Wikipedia – “A palavra coaching na língua inglesa (Coach) foi utilizada pela primeira vez na cidade localizada no condado de Komárom-Esztergom na Hungria, para designar as coches de quatro rodas. Essas coches começaram a ser produzidas no século XVI e tornaram-se as mais cobiçadas da época por seu conforto – elas foram as primeiras a ser produzidas com suspensão feita de molas de aço. Assim, as coches de Kocs eram chamadas de kocsiszeker. Os nativos dessa cidade também são chamados de kocsi. E é esse vocábulo que os ingleses entendiam como “coach”.[1]

Com o passar do tempo, surgiu uma metáfora. Do mesmo modo que a carruagem leva as pessoas aos diversos campos geográficos, o coach era a forma como se chamava o tutor que conduzia outras pessoas pelos diversos campos do conhecimento. Conta-se também que as famílias muito ricas, quando em longas viagens pela Europa, levavam servos no interior da carruagem, que liam em voz alta para as crianças o que elas tinham de aprender. Esse servo passou a ser chamado de coach também.

No século XVIII os nobres universitários da Inglaterra iam para suas aulas, em suas carruagens, conduzidos por cocheiros – Coachs. Por volta de 1830, o termo Coach passa a ser utilizado na Universidade de Oxford como gíria de “tutor particular”, aquele que “carrega”, “conduz” e “prepara” os estudantes para seus exames. Sendo assim, o termo coaching refere-se ao processo em si, o Coach àquele que conduz, e o Coachee à pessoa conduzida na direção do objetivo que deseja alcançar.

Porém, na atualidade novas linhas e abordagem estão surgindo, contrapondo esta ideia do coach como o profissional que leva o cliente do ponto A ao ponto B.”