Qual sua posição na fila ?

Eu e a vida

Dah

Estamos todos na fila…..
A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:-
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas !!
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na Fila, então se prepare prá deixar aqui apenas boas lembranças.
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens…
Se prepare DIARIAMENTE prá levar consigo, somente aquilo que tens guardado no coração.”


Lya Luft

Traços dos líderes genuínos e humanos

Num dia corriqueiro de trabalho João, um profissional sério e dedicado foi surpreendido com algo quase incompreensível. Foi advertido pelo seu superior sobre um email que teria enviado. Parece que uma frase no meio da mensagem escrita por ele teria despertado a “ira” do “chefe-mor” (do alto escalão) .

A menção feita por joão era algo quase banal e existia uma preocupação genuína dele ao dizer que deveriam aguardar um direcionamento para que o trabalho fosse encaminhado. Isso porque o projeto era de alta complexidade e eles, naquela posição da hierarquia, não tinham alçada para as decisões que se impunham. Eles realmente não tinham “autoridade” suficientemente outorgada.

Aí vem algo que costumeiramente ocorre quando o contexto reúne variáveis como poder, competência, comunicação e especialmente contextos humanos. Por detrás das posições corporativas existem indivíduos e junto com eles todo um arsenal de histórias, acertos, desacertos e até traumas, egos.

Aquela “bronca” era uma surpresa aos olhos do João. Ele, ao escrever a mensagem entendia que estava valorizando e respeitando a posição daquela chefia. Entendia que não deveriam seguir sem que “o poder instituído” desse seu comando e parecer. Mas ao contrário disso, a percepção do superior era de que o profissional estava “dizendo o que o chefe deveria fazer”. Por algum motivo a frase remexeu em algo seriamente abalado dele, talvez acordou questões de “ego trêmulo” e provocou um “quem ele pensa que é”, “quem manda aqui sou eu”, “não aceito subordinados me dizendo o que devo fazer.”

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Nesse caso, assim como em inúmeros outros na história de empresas e executivos, a comunicação por mensagem escrita provocou entendimentos contraditórios. Pontos de vistas absolutamente diferentes sobre o mesmo fato. Essa história voltou à tona nesses tempos de pandemia e que tenho assistido o presidente da república repetir várias vezes a mesma frase, ainda que com outras palavras: “quem manda aqui sou eu”.

“Ser líder é como ser uma dama: se você precisa provar que é, então você não é. ”

Margareth Thatcher

Em momentos de grandes crises as pessoas, especialmente as que ocupam cargos de gestão pública ou privada são convidadas a apresentar suas competências, suas habilidades para lidar com adversidades de toda ordem. Escancaram suas carências de desenvolvimento enquanto humanos e gestores.

Me fez lembrar também de um determinado período profissional quando cheguei a pensar que “acreditar nas características humanas dos líderes” fosse puro romantismo ou um olhar com óculos “cor-de-rosa” demais. Via uma combustão de interesses diversos. Meio que uma ingenuidade instalada pensar na bondade e generosidade de algumas mentes. Isso porque estava convivendo com muitas situações criticas e até cruéis. Percebi que me molestaram emocionalmente. O mais incrível é que foi daí uma grande oportunidade de aprendizado. Me levaram a um aprofundamento sobre comportamentos humanos como eu nunca havia estudado. Vi percepções caírem por terra e muitos conceitos positivos sobre liderança foram colocados “sob judici”.

Esse amadurecimento de conhecimentos foi extraordinário. Uma das lições da época, na história do João que contei, é que pude comprovar algo que já havia lido: chefes ou gestores não necessáriamente são líderes, embora ocupem posições de autoridade e responsabilidades maiores. E o contrário, na maioria das vezes é verdadeiro. Líderes em geral são bons gestores.

Recentemente lendo o livro que conta a admirável história do Starbucks, me deparei com várias questões sobre escolhas na liderança. compartilho um parágrafo que grifei, entre outros tantos:

“Os céticos sorriem maliciosamente quando me ouvem falar em “tratar as pessoas com respeito e dignidade”, uma frase que posteriormente incorporamos à Declaração de Missão da Starbucks. Eles acham que é papo furado, ou uma realidade evidente. Mas algumas pessoas não vivem conforme essa regra. Se eu sinto que uma pessoa sofre com falta de integridade ou princípios, encerro qualquer acordo com ela. A longo prazo, não vale a pena.

Schultz, Howard. Dedique-se de coração (p. 99). Buzz Editora. Edição do Kindle.

Sigo em outros escritos e postagens nesse tema que está entre os meus preferidos..

Atéeeee..

Da

#leadership #liderança #desenvolvimentohumano #mentor #desenvolvimentopessoal #competência #gestor #chefes #mentoria #humanidade #indivíduo #mundocorporativo #desenvolvimento #cha #darlenedutra #artigosliderança

Por mais mãos como estas…

Olhava aquela lâmpada branca enorme no teto enquanto ouvia atenta as conversas na sala 14 do centro cirúrgico sobre a adequada distribuição dos equipamentos. Eles não estavam dispostos como o anestesista recomendara por mais de uma vez. A equipe trabalhava na sua movimentação visando atender o pedido.

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Ele, o anestesista, dizia: vocês sabem sobre ergonomia? O tempo todo mostrava-se direto, franco e ao mesmo tempo educador. O ambiente estava gelado e eu, por mais que tentasse gerenciar os pensamentos, sentia frio e medo. Não sei dizer qual era o maior. rs… Algumas lembranças de seriados de hospitais visitavam minha mente. Deveriam permanecer esquecidos, seria mais fácil lidar com tudo aquilo.

Meu corpo tremia quando uma médica neurofisiologista, P., aproximou-se de mim e ao se apresentar segurou gentilmente minhas mãos entre as dela, parecendo adivinhar o tamanho da minha ansiedade. Quebrou o “gelo” ao mencionar que as dela estavam ainda mais frias que as minhas, dado o ar condicionado congelante.

Evoluíram-se as conversas e a disposição da sala foi sendo adaptada em conformidade com os pedidos e orientação do médico. Aos poucos, os equipamentos foram sendo conectados às minhas pernas, braços e tronco.

Ajustes e apontamentos ainda soavam pela voz do anestesista. Não me escapou a chamada de atenção a uma das pessoas que no canto da sala, acessava o celular. Ele fazia isso de forma educada e cortes, mas absolutamente direto e claro, o que poderia sugerir uma certa prepotência. Esta conduta talvez causasse estranheza a muitas pessoas habituadas a cultura latina (tema para outra postagem), mas não a mim. Após estudar e lidar com equipes por algumas décadas profissionalmente, reconhecia na atuação dele a pertinência exigida para a ocasião. Ele estabelecia, calma e firmemente, a autoridade necessária. E isto, por incrível que possa parecer, me tranquilizava e me gerava confiança. Para mim ele estava garantindo a minha segurança. Eram cuidados detalhados para que tudo desse certo.

Recordei-me de muitas situações profissionais e quantos esforços eram necessários para que todos cumprissem o acordado, para que tudo saísse como planejado e de forma adequada. A conhecida “eficiência” no ambiente de trabalho. Naquela sala 14 eu compreendia, dentro do meu âmbito restrito de conhecimentos, as dificuldades e riscos inerentes a esse procedimento, a expectativa em relação aos resultados esperados principalmente em se tratando de vida.

Ao conectar os equipamentos P. consultou de forma equilibrante e agradável qual dos meus braços deveria utilizar. Novamente se achegou e pegou nas minhas mãos. Pra mim era como se me entregasse a seguinte mensagem: “vai ficar tudo bem”. Ela postava harmonia ao lugar.

Recordei de um momento em Minas quando recebi uma pessoa incrível, uma jornalista de reconhecido gabarito, para ministrar um curso pelo Instituto POTHUM. Organizei tudo com a devida antecedência: local, logistica, matrículas, comunicações e o comparecimento foi especial. A sala estava repleta de muita “gente boa”, como dizemos no interior: professores, médico psiquiatra, médico neonatologista, médico anestesista, psicólogos, jornalistas, autores, mães, consultores, entre outros. No decorrer da aula nossa querida professora não sentiu-se bem. Um desconforto lhe acometera de súbito. E como nada ocorre por acaso um dos médicos presentes foi providente. Ao perceber a gravidade imediatamente orientou que fôssemos ao hospital.

Nos momentos de atendimento no pronto socorro lembro-me de colocar uma blusa dobrada para ajeitar sua cabeça e de segurar-lhe a mão. Pensava comigo que não poderia deixá-la sentir-se só. Ela só tinha a mim naquele momento, numa cidade que visitava pela primeira vez e precisava ter a segurança de estar amparada, cuidada. A vida tratou de nos aproximar e nos vinculamos afetivamente!

Nunca esqueci da manifestação dela, tempos depois, sobre como aquele meu gesto havia sido importante naquele delicado momento.

“A vida é feita de travessias e metáforas. E enfrentá-las é também um exercício diário de intensidade e de coragem.” Cris Guerra

Enfim, o universo respondeu-me por meio da inexorável lei de correspondência oferecendo-me de presente o mesmo conforto pelas mãos de uma doutora.

Hoje posso afirmar que entendo ainda mais sobre confortar.

Imagino quantas e quantas reverências humanas dessa estirpe são praticadas todos os dias em vários contextos!! Sempre penso sobre a enormidade de pessoas boas que cruzam o meu caminho e como tenho gratidão por isto!! Há muito ser humano de bem por ai.

A luz branca do centro cirúrgico já não estava tão clara. Respirando o oxigênio, calma e profundamente, … apaguei.

P.S – Extras

Ergonomia, segundo http://www.significados.com.br

Ergonomia consiste no conjunto de disciplinas que estuda a organização do trabalho no qual existem interações entre seres humanos e máquinas. Este termo se originou a partir do grego ergon, que significa “trabalho”, e nomos, que quer dizer “leis ou normas”. O principal objetivo da ergonomia é desenvolver e aplicar técnicas de adaptação de elementos do ambiente de trabalho ao ser humano, com o objetivo de gerar o bem-estar do trabalhador e consequentemente aumentar a sua produtividade.

perdas…

Tudo aconteceu há mais de trinta dias e durante todo esse tempo eu não tive coragem de lhe escrever embora tivesse vontade. Faltavam-me as palavras. Eu não sabia o que dizer nesta circunstância. Tinha certeza de que ele não estaria nada bem. Soube de sua enorme tristeza. Queria que ele soubesse que eu estaria ali à disposição, consternada por ele, pelo que houve, pela sua enorme perda. Os poucos momentos e oportunidades que tivemos juntos há alguns anos atrás foram suficientes para eu guardar um sentimento de afeto e carinho por ele.

Reuni as palavras e teclei enter.

” A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas. ”
autor desconhecido

Eu me desmanchei ao receber como resposta uma linda e verdadeira declaração de amor. Parágrafos cheios de um sentimento nobre e genuíno. Frases de quem perdeu seu companheiro de forma abrupta e inusitada, de quem viu ir-se o amor da sua vida e o amigo fiel de décadas.

Ao ler aquela mensagem era como se eu estivesse sendo envolvida pela dor dele, pelo calor e sofrimento em cada pedaço de texto. Pensei: amigo, a saudade não pede licença, doi sim. Eu queria abraçá-lo e foi ele quem me abraçou.

Comovida senti meus olhos marejarem. Pensei no tão pouco que sabia da história deles, no que viveram, no companheirismo, no afeto e amor que tiveram juntos até a repentina separação. Acho que nessa breve troca de mensagens pude experimentar a empatia, cujo significado transcrevo resumidamente aqui: capacidade de sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. … A capacidade de se colocar no lugar do outro. (www.significados.com.br)

Preservo a sua identidade ao compartilhar alguns dos seus fragmentos vibrantes. Retratam a dimensão das duras perdas na vida:

“sinto um vazio enorme no peito e muita dor no meu coração. Eu perdi de uma só vez, de forma trágica e rápida, o meu amor e o meu melhor amigo. …

enquanto eu continuo nesse sofrimento, o mundo ao meu redor segue, o trãnsito continua, o telefone toca, as pessoas continuam tomando chopp na esquina, …


e de repente tudo ficou incoerente diante da dor lancinante que estou experimentando. …


vou ter que dar um jeito de amenizar essa dor dilacerante que não para de latejar no meu coração e na minha alma e dar espaço ao sentimento da falta dele, acompanhado das lembranças, do carinho e do amor que eu tive o privilégio de receber dele nesses trinta anos de convivência tão harmoniosa. …

Snifff.


Em tempos de amores líquidos, fulgazes e superficiais este é pra mim um exemplo de convivência, de forte vinculação afetiva, de companheirismo, de dedicação mútua e de amor.

Que seja uma inspiração também para aqueles que querem “viver”, “cultivar” sentimentos profundos e nobres.

Anelo que fique em paz e certo de ter experimentado a prerrogativa de uma das grandes construções da vida humana. Oportunidade de poucos. Você tem o meu respeito.

Sem mais…

Assumo minha incompetência.

O que vejo neste exato momento são buracos e estragos grandes nas paredes. Desalento talvez seja uma boa palavra para a cena. Hoje é sábado e acordei decidida a dar cabo de alguns itens daquela usual “to do list” , vulgo “lista de pendências” ou lista de afazeres.

Ahhhh quanta valentia!!! Observo pensamentos de autosuficiência dançando na mente. “Eu posso lidar com isso, é simples e basta conseguir as ferramentas certas”. Arranjei emprestado o martelo do zelador e com os pregos e trena nas mãos me vi equipada. Cheia de “poder”! (pra não dizer empoderada, palavra cansativa dos últimos tempos).

Em instantes já estava em cima de um “banquinho” fazendo barulhos de sábado para os vizinhos. Medidas feitas, buracos e pregos entraram em ação. Vários deles foram sendo desfilados na parede. Ufa..!!!! Que legal!!! Ia ver meus quadros de mais de uma década, montados com os bibelôs e lembranças trazidos cuidadosamente de uma viagem ao continente africano, na parede da minha sala atual. Desde que me mudei há alguns meses os olhava diariamente encostados no canto, pedindo um lugar pra ficar. Hoje eu iria resolver isto. Ah se não!!!!

O que estava indecorosamente fora do planejamento, pelo menos para mim, é que os pregos não aguentariam o peso dos quadros. Estrondos à parte, viam-se cacos de vidros e pedaços de molduras esparramados pelo chão.

Uma atividade, que a princípio parecia simples (ao meu juízo) transformou-se num insucesso desalentador. E ainda colecionando prejuízos. Sabe aquele pensamento de “autosuficiência” ?? Um racional enganoso. “Coitada”!!!

Embora seja um acontecimento corriqueiro exemplifica bem as situações com as quais nos deparamos diversas vezes na vida e que resultam em fracassos. Ressalta-se então a necessidade de saber como lidar com elas, como aprender com o fato, e principalmente como se preparar melhor para vivê-las novamente.

Como trabalho especialmente com o desenvolvimento de pessoas essas análises são frequentes pra mim. Ao avaliar as “reais” habilidades e competências é preciso oportunamente pedir ajuda à pessoas e profissionais que estejam mais capacitados em determinadas áreas. Um processo que requer autoconhecimento, paciência e humildade para a conquista de melhores resultados.

Se pararmos para pensar é muito mais usual sermos condescendentes conosco, não enxergando nossas reais condições. Fácil demais é reconhecer e apontar as limitações dos outros. Olhar para o próprio umbigo e identificar as próprias imperfeições, insuficiências é bem mais desafiador.

Enfim, nosso dia a dia é cheio de boas lições. Agora é procurar um lugar que me ajude a consertar o estrago que fiz!!

Bom final de semana!!

“É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou …”

Eu me vejo,
me assemelho,
me leio,
me questiono,
me emociono,
com as tantas “palavras”,
ou “provocações”
de Clarice Lispector.
Uma verdadeira arte na expressão de sentimentos,
na tradução da existência humana.

Como bem disse Yudith Rosembaum não se lê Clarice impunemente.

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Compartilho sua bela crônica “As três experiências”, de 1968,
atemporal.

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres. Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera. “

Veja esse video sobre a leitura de Clarice e seus efeitos.

bjo,

Darlene

Sobre Clarice

Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice Lispector se chamou Chaya Pinkhasovna Lispector. Mas de ucraniana só teve o local nascimento: ao longo de sua carreira, ela dizia literalmente nunca ter pisado lá, visto que foi carregada no colo. Em 1921, ela e a família migraram para o Brasil fugindo da perseguição a judeus durante a Guerra Civil Russa. Instalaram-se primeiro em Maceió, e logo mudaram para o Recife, tanto que Lispector se considerava pernambucana. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com o pai e as irmãs após a morte da mãe. Lá estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, embora já se interessasse mais pelo meio literário.

Fonte: Revista Galileu

Sampa (Caetano Veloso)

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

SamPan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

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O que lhe compete?

“Mantenha sua atenção inteiramente concentrada no que de fato lhe compete e tenha sempre em mente que aquilo que pertence aoos outros é problema deles, e não seu.

Se agir assim, estará imune a coações e ninguém o poderá reprimir. Será verdadeiramente livre e eficiente em suas ações, pois seus esforços serão canalizados para boas atividades, e não desperdiçados em críticas ou confrontos com outras pessoas.

Tendo conhecimento e dando atenção ao que de fato lhe compete, não será obrigado a realizar qualquer coisa contra sua vontade. Os outros não poderão feri-lo, você não fará inimigos nem será prejudicado.

Se o seu objetivo é viver de acordo com esses princípios, lembre-se de que não será fácil: você deverá abrir mão de algumas coisas e adiar outras. É possível que até mesmo precise privar-se de riquezas e poder se quiser atingir a felicidade e a liberdade. “

Título “Ocupe-se apenas do que você pode controlar”, de Epicteto ( do livro A arte de viver, interpretação de Sharon Lebell)

Primeiro diga a si mesmo o que você deveria ser; depois faça o que tem que fazer.

Postergou algo muito importante?⏱

Postergou algo muito importante??

Cuidado.

Certifique-se, absolutamente, que conseguirá cumprir com esse intento em data futura.  Garanta.

Sabe por que ?

Porque o tempo passa muito rápido e quando a gente se dá conta,  já foram semanas, meses e anos até,   como muito bem diz a poesia do Mário Quintana.  (anexada aqui)

 Deixamos pra trás muitos sonhos, projetos e ideias porque priorizamos a chamada “urgência” do agora.   Esse agora que carrega um saco de dificuldades.

  • Agora não dá,  tenho que juntar mais dinheiro.
  • Agora não dá,  precisa ser nas férias.
  • Agora não dá, tenho que acudir lá em casa.
  • Agora não dá, ainda não tenho diploma.
  • Agora não dá, preciso aprender melhor o inglês.
  • Agora não dá, não consigo tempo pra planejar isso.

Não Agora Não Depois??    É isso que vejo acontecer inúmeras vezes.  Projetos dentro da gaveta do criado mudo,  ou na do trabalho,  esperando uma atenção especial do dono –  “quando der vejo isso”.      Final do ano,  ele aparece um pouco na pauta,  nos votos para o novo ano, mas em seguida,  quase que imperceptivelmente, se apaga novamente.

Sinto te informar… agora já foi.

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Se isso não ocorre com você, receba meus efusivos e sinceros cumprimentos…  !!!!

Quer ver?  Tudo requer tempo  e ele está lá,  passando junto, inexoravelmente.   Pense, por exemplo,  no seu corpo físico.  Como ele mudou e responde bem diferente  à medida que você acumula algumas dezenas na idade.  Um corpo de vinte anos tem respostas  bem diferentes do corpo de cinquenta.

Certa vez li um livro chamado “Meu pescoço é um horror”,  de uma roteirista americana. Uma leitura leve, bem-humorada  e com muitas mensagens sobre o avançar a idade.   Até emprestei esse livro, mas nem sei mais pra quem.. (rsss).  Será problema de memória? (rss)   A autora disse algo muito simples e verdadeiro: depois de determinada idade,  os tempos são diferentes e a  gente precisa reservar mais boras na agenda pra  “manutenção”.   Eu interpretei assim… manutenção do físico,  da família,  das amizades,  dos relacionamentos,  das atividades, da energia,  da saúde…  etc. etc. etc.

É a mais pura REALIDADE.    Assim como as outras máquinas,  a máquina física,  utilizada a vida toda (sabe-se lá como)  começa a apresentar sinais provenientes do “uso”: a queda na produção dos hormônios,  dos cabelos,  as articulações começam apresentar por vezes, sinais de cansaço,  entre outras outras coisitas mais.

Mas .. o intuito aqui,  não é abordar os impactos do envelhecimento,  é ACORDAR as pessoas para a vida que têm nas mãos  e para que não deixem de abrir a gaveta, o criado “mudo”  e  tirar pra fora todos os seus projetos adormecidos.  Pensar, elaborar e criar condições para realizar  as experiências que anseiam viver.   Não postergue,  não protele,  não deixe guardado…

Porque quando vê … já foi.

bjo,

Darlene

 

O Poema de Mario Quintana, conhecido como  “O Tempo”, tinha um outro nome no seu original,  “Seiscentos e Sessenta e Seis”,  cuja publicação data de 1980 – na obra Esconderijos do Tempo.  Ele o escreveu aos setenta e quatro anos,  numa idade madura e cheia de sabedoria sobre a vida.

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

A vida é uns dos deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

 

Não vale largar tudo, entregar-se!!!🤦🏻‍♂

Uma dificuldade, um problema,  uma situação ruim,  uma separação, uma demissão,  qualquer que seja “o grau” da questão  … não representa motivo para fugir,  sumir,  entregar-se.

Muitas vezes,  a resposta automátela nao aceitaica diante dos obstáculos é fugir deles ao invés de enfrentá-los,  superá-los.  Em geral,  as pessoas preferem escolher pelo caminho  mais fácil,   o que dá menos trabalho,  os caminhos de poucos esforços,  reflexões e empenho.

Entretanto,  todavia, contudo, .. (rs)   a realidade não é assim.  Estaremos sempre deparando-nos com esses tipos situações durante a vida toda,  ocasiões para as quais não temos alguma habilidade específica, não temos o conhecimento necessário  ou que exigirá uma saída estratégica  da zona de conforto.

Hoje mesmo,  pela manhã,  recebi uma mensagem de uma seguidora da minha página no facebook,  perguntando sobre os objetivos dos cursos digitais que temos disponíveis, pois estava precisando de uma ajuda.   O Guinada Profissional  trabalha exatamente nisso,  ajudando as pessoas a se reposicionarem, inclusive emocionalmente,  para criarem novos caminhos de atuação profissional.  Essa pessoa, que mencionei, sentia-se péssima por não ter sido a escolhida num processo seletivo.  Mas isso não quer dizer que ela não é boa.  Talvez aquela posição não fosse compatível com o perfil dela,  ou com seus planos para o futuro.

Além disso, é preciso tomar cuidado com as influências “subliminares”  a que somos submetidos pelo mundo digital.   Veja:  Queremos o trabalho “dos sonhos”,   o relacionamento “dos sonhos”,   a viagem “dos sonhos” e é tamanha a ilusão construída que turva nossa visão e acaba por gerar expectativas irrealizáveis.    As redes sociais e a forma como muitas coisas e vidas são  apresentadas alimentam ainda mais as ilusões pois representam verdadeiros “paraísos” que atraem a mente dos automáticos de plantão.

ACORDA!!! 

A – cor – dar  –  Significa dar a cor.   Ampliando um pouco,  podemos interpretar como  olhar diferente,  como criar  seu próprio mundo sem se deixar influenciar pela  “inundação” de informações e imagens que nos atropelam todos os dias.

A maneira de encarar as situações difíceis e os obstáculos que encontramos depende muito do nosso “olhar”.   Podemos olhar com olhos de vítima (óh céus,  óh vida,  óh destino)  ou podemos considerar uma oportunidade para aprender,  para exercitar outras visões, para realizar um melhoramento pessoal, para sair mais preparado e mais fortalecido depois.

Certa vez ouvi de um amigo uma frase, que nunca mais esqueci:

 “Apelou, perdeu!”.

Ou seja, se fugiu, desistiu,  já perdeu uma oportunidade de fazer diferente.

Coragem é uma palavra que cabe bem nesse momento,   coragem para assumir nossas imperfeições e inabilidades, coragem para lidar com o outro, com a situação.

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O passado está escrito,  feito e não tem como mudar. Agora o  futuro??  Ahhh .. esse sim, eu, você,  NÓS todos temos o “PODER”  de criar,  de escrever a nossa  história.

Não tem como “ganhar” fugindo…  desistindo …

Então, peito aberto,  e vamos a  luta!!!!

Abraços,

Darlene

 

P.S.  Para as pessoas que estão em transição e carreira e que querem construir novos olhares e criar seus próprios cenários de trabalho e atividade,  não deixem de visitar o site Guinadaprofissional.com .    Trata-se de um programa que ajuda as pessoas que estão nessa condição, seja porque escolheram sair dos seus empregos para desenvolverem-se em novos trabalhos, seja porque foram demitidos pelos seus empregadores.

Passe lá e conheça um pouco mais!!!

 

Processos de desenvolvimento assistidos… (mentoring, coaching)

Você já experimentou algum desenvolvimento de forma “assistida”,  com ajuda personalizada,  feito só para você?

Compartilho aqui algumas informações sobre esses tipos de processos de capacitação individual.   Embora o termo “coaching” esteja sendo utilizado para muitas e distintas finalidades,   em um de seus  “desenhos originais”,  enquanto processo estruturado de desenvolvimento,   é uma das formas mais interessantes para trabalhar a ampliação  de competências.

Para os leitores que não estão muito habituados ao termo,   “Coach”  é um termo inglês que passou a ser usado inicialmente na Universidade de Oxford,   fazendo referência aos orientadores ou tutores particulares  que tinham como responsabilidade,   preparar os estudantes para os exames da universidade.

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Se você se deparar com a palavra “coaching”    trata-se do processo de desenvolvimento em si.   Se ouvir “coach” refere-se ao treinador, ao condutor do processo e  “coachee” à pessoa,  que está sendo orientada,  com vistas à uma evolução com objetivos definidos,   à aquisição de competências que a favoreça na obtenção de resultados.

Os líderes, especialmente no mundo corporativo,  têm se preparado formalmente para tornarem-se líderes coaches,   o que de acordo com Rhandy Di Stefano – referência no assunto – representa um estilo de liderança mais humanizada,  quando comparamos com estilos antigos.  Considera  também esse caminho mais eficiente para criar equipes e organizações de alta performance. Para que isso aconteça é necessário que seja uma estratégia da companhia e que haja formalmente essa “instituição”.

Outro caminho muito utilizado pelas organizações dentro desse mesmo contexto  é a contratação de consultores ou empresas  “externas’  especializadas em processos de “coaching”  para  realizar essa jornada de desenvolvimento e capacitação com profissionais em cargos de chefia, liderança.

Ainda,  é importante mencionar que para garantir certa padronização e uma metodologia que favorece a prestação de serviços com qualidade e eficiência, surgiram os órgãos certificadores,  muitos internacionais, inclusive.

A ICI® – International Association Of Coaching Institutes é uma escola pioneira nos seus cursos de coaching e aprovados pela International  Coach Federation (ICF).

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Existem também outras instituições com esse mesmo propósito e que podem ser pesquisadas e consultadas na própria internet. O que penso ser relevante mencionar é que,  os coaches, ao obterem as certificações internacionais passam a ser melhor reconhecidos pelo mercado, pois as empresas,  os contratantes em geral, sabem que  as certificações tem requisitos, regras e normas que visam garantir a qualidade dos serviços prestados por esses profissionais.

Se você estiver pensando em utilizar-se desses tipos de desenvolvimentos personalizados,  verifique a formação do profissional,  a experiência profissional que ele teve e a instituição em que foi certificado.  Vale a pena!

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Informações adicionais:

Para quem gosta de conhecer a origem da palavra…

Da Wikipedia – “A palavra coaching na língua inglesa (Coach) foi utilizada pela primeira vez na cidade localizada no condado de Komárom-Esztergom na Hungria, para designar as coches de quatro rodas. Essas coches começaram a ser produzidas no século XVI e tornaram-se as mais cobiçadas da época por seu conforto – elas foram as primeiras a ser produzidas com suspensão feita de molas de aço. Assim, as coches de Kocs eram chamadas de kocsiszeker. Os nativos dessa cidade também são chamados de kocsi. E é esse vocábulo que os ingleses entendiam como “coach”.[1]

Com o passar do tempo, surgiu uma metáfora. Do mesmo modo que a carruagem leva as pessoas aos diversos campos geográficos, o coach era a forma como se chamava o tutor que conduzia outras pessoas pelos diversos campos do conhecimento. Conta-se também que as famílias muito ricas, quando em longas viagens pela Europa, levavam servos no interior da carruagem, que liam em voz alta para as crianças o que elas tinham de aprender. Esse servo passou a ser chamado de coach também.

No século XVIII os nobres universitários da Inglaterra iam para suas aulas, em suas carruagens, conduzidos por cocheiros – Coachs. Por volta de 1830, o termo Coach passa a ser utilizado na Universidade de Oxford como gíria de “tutor particular”, aquele que “carrega”, “conduz” e “prepara” os estudantes para seus exames. Sendo assim, o termo coaching refere-se ao processo em si, o Coach àquele que conduz, e o Coachee à pessoa conduzida na direção do objetivo que deseja alcançar.

Porém, na atualidade novas linhas e abordagem estão surgindo, contrapondo esta ideia do coach como o profissional que leva o cliente do ponto A ao ponto B.”