Paro, quando morrer.

Virada de ano lança uma oportunidade no colo da gente: revisitar o caminho, os objetivos, planos e perspectivas para o futuro. Meditar sobre as várias dimensões da vida: pessoal, amorosa, profissional, familiar, social, cidadâ.. etc.

Há quem não goste desse momento por conta das muitas festas, fogos e euforias desmedidas. Independente da época do ano, eu ocasionalmente curto fazer uma parada estratégica pra pensar. Ao longo do tempo fui aprendendo o valor de estar comigo mesma, de ouvir com certo cuidado o meu interno e refletir sobre como prosseguir, sobre quais escolhas quero fazer e especialmente como quero viver.

A D O R Á V E L momento.

Percebo mudanças, inovações relevantes quando olha as minhas décadas passadas. Quanta experiência e transformação pude trazer à tona. Sou grata pela lucidez e parte de consciência em percorrer alguns caminhos.

À medida que os anos passam as prioridades são realmente muito diferentes. Atualmente valorizo muito mais o meu tempo e o que faço com ele. Insisto sempre em preenchê-lo de forma LEVE para estar atenta e impedir que a vida passe desapercebida. Para que eu a trate com a delicadeza de alma que ela merece. Honro a liberdade que conquistei! O que para alguns pode ser até mesmo uma tortura, por não saber o que fazer com ela, pra mim é um motivo de regozijo, êxtase.

Ao 2019 preciso me curvar e agradecer as importantes superações: saúde, trabalho, relações. Me exigiram esforços e dedicações inimagináveis. UFA!! kkkkk

Eu faço listas sim, como a maioria das pessoas que interessa-se por organização, mas não o faço com o mesmo rigor de antes. Aponto a direção e permito-me a flexibilidade necessária para alterá-la se for o caso. LEVEZA!!- A minha palavra da vez. Até porque a coluna não permite mais cargas pesadas!! (kkk)

À frente anelo enxergar as oportunidades que desfilarem diante dos meus olhos para escolhê-las com sabedoria e aproveitá-las da forma mais elevada possível. E ao vivê-las, tirar lições, aprender sempre.

Sou do tipo que não se detém esperando as coisas acontecerem. Disso eu tenho certeza: não páro NUNCA. Como bem disse a inspiradoras Clarice Lispector minha educação só acaba no túmulo.

Que venham as classes de 2020!

P.S. – Desejo um ano novo de muita evolução pra você!!
De experiências, conquistas relevantes e felizes!!

Sobre o filme Marriage Story

Um filme  maduro que apresenta sutilezas das emoções vividas diante das dificuldades no rompimento de uma relação adulta com filhos.

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O tema em sí –  separação, a desconstrução de relacionamentos – implica tristezas, desacordos. Isso por si só, pode tornar a película  “chata” para algumas pessoas. Especialmente em épocas de conteúdos rápidos e rasos nem sempre há a disposição para mergulhos em histórias tristes. Existe uma preferência por histórias de sucesso, realizações e resultados positivos.

O roteiro tende a agradar mais os interessados pelos melindres humanos,  questões emocionais e suas consequências.   Os que já vivenciaram situações semelhantes encontrarão afinidades e reflexões relevantes.  Não o considerei corriqueiro.

Além de uma série de escolhas e decisões passíveis de análise, o desenvolver da história me fez pensar sobre  o “merge”  existente entre o relacionamento amoroso e o relacionamento profissional.  Isso muitas vezes cria uma simbiose entre os papéis e suas repercussões nos envolvidos.  Abarca o  sucesso de um e o sucesso do outro,   a carreira de um vinculada, de certa forma à carreira do outro.  Desconstruir uma relação com esse panorama implica  quebrar mais de uma estrutura de relações ao mesmo tempo. Considerando-se, inclusive, que uma delas envolve o “público”,  “plateia”,  já que o contexto de trabalho dos dois passa por esta exposição.   

Acrescento ainda a interferência dos advogados, normalmente cheio de estratégias,  influenciando as decisões sendo algumas até meio “involuntárias” aos conceitos do casal.

Os relacionamentos não deveriam impactar os processos e projetos individuais.   Ao contrário, deveriam contribuir para fortalecer os seus indivíduos. Entretanto, algo que me ocorreu nessa trama foi a mulher parecer abdicar-se de sua parcela individual no desenrolar da relação, deixando-se levar pelo mix de projetos coletivos,  sem se dar conta de que deixava de lado parte de suas necessidades, desejos.  Ao tomar consciência o rompimento passa a ser um mecanismo de solução pra ela,  uma válvula de retomada dessas  questões (reavendo-se).   

Enfim,  .. um ótimo repertório sobre relações.

Conhecimento “prático”

“Não se deve adquirir o conhecimento como se adquire uma coisa que ocupe momentaneamente um lugar em nossa memória.

Um conhecimento não é nada se ele não se transforma em algo que nos modifique.

Assim, ao contrário do que se crê, o conhecimento nunca é senão um meio, não um objetivo; e o objetivo é descobrir por meio dele uma das potências de nossa vida secreta.”

O Erro de Narciso – Louis Lavelle

By Carl Jung Sincero

(creditos ao amigo Rodrigo Diniz)

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