Histórias pra contar em 2019…

Última semana do ano… E você pode estar pensando… Lá vem tudo de novo… Adeus ano velho, feliz ano novo…. ai ai ai… (rs)

Depende. Depende “do jeito” que a gente vê. Cada um enxerga, interpreta e analisa a partir do seu repertório individual. Absolutamente pessoal.
Prá mim, é sim. Um momento mais que oportuno para revisitar os feitos e não feitos nesse ano que se despede.

Pensar sobre:

Seus sonhos, projetos:  tudo que você, no início desse ano, se propôs realizar, nos seus trabalhos, nas suas atividades profissionais, nos seus projetos de vida, etc.

Conhecimentos, capacidades, competências, comportamentos:
relembre saberes adquiridos, ou requeridos, identifique melhorias observadas nas suas condutas. Quais aspectos você se superou, se tornou uma pessoa melhor.

Cursos, certificações, livros, filmes, viagens:  de que meios ou recursos você se valeu para ampliar sua visão, seus conhecimentos, seu pensamento crítico, sua amplitude de análise e julgamentos, sua condição de decisões.

Relacionamentos: quais convivências, vivências, na sua família, nos seus amores, com amigos queridos, foram iniciativas suas. Contabilize as circunstâncias, situações memoráveis ocorridas nas suas diversas vidas de relações. Promovidas por você ou pelos demais. O que de esforço você empreendeu nessas relações?

Pensamentos, sentimentos: o que te deixou feliz, triste, desanimado, entusiasmado, feliz… Que sucessos e/ou fracassos impactantes você colecionou em 2018. O que não conseguiu realizar e as razões.

Saúde, física, mental e espiritual:   analise sua performance, atividades físicas realizadas, alimentação balanceada ou refletida, hábitos saudáveis adquiridios. Também, os trabalhos voluntários que teve a chance de fazer, as colaborações coletivas com outros grupos e tribos.
Seus momentos a sós consigo mesmo, por meio de silêncios produtivos, meditação, contemplação ou outros.

Agradecimentos e reconhecimentos: quem foram as pessoas que, em qualquer uma dessas esferas, contribuiu para que você chegasse aqui, no agora, alguém melhor. Um contato, uma palavra de agradecimento, um cartão, uma ligação talvez?

Sugestões. Provocações. Inspirações. Foi essa minha intenção aqui.
Alguns desses itens, ocorrem inclusive, por meio dos outros. (tudo junto misturado rs). Não há modelo. Não se trata de uma receita. Cada um percorreu seu próprio caminho, e o elabora em sua estrutura mental individual. Não necessariamente com essa classificação e nem tampouco nessa ordem.

E como diz o ditado ou a poesia… recordar não é viver??

Uns pedaçõs ” de vida” percorreram minha mente, meu coração, enquanto eu me lembrava de quanta coisa aconteceu comigo… Confesso. Ri por dentro. Aquele riso de “ufa”… passei por tudo disso. Ou de “uau” … uma alegria que não se expressa por gargalhadas, mas por um sentimento interno de satisfação.

Só posso me sentir grata por tudo, o que foi positivo e o que não foi. Até porque, “na real”, nem tudo são flores. Mas TUDO, tudo mesmo, nos ensina de alguma forma. Se a gente estiver mesmo afim de aprender, óbvio.

Bom demais pensar que teremos mais tempo, mais vida.
Novo ano, novas oportunidades! E por que não pensar sobre isso agora? Tire um tempinho pra ficar com você mesmo e faça esse exercício. Se possível, anote. Escreva suas conclusões e a SUA visão sobre o seu futuro. Aquele que é SUA responsabilidade construir.

Tenho certeza de que EM VOCÊ, existem milhares de histórias guardadas, esperando para serem contadas…
Que tal escolher aquelas para viver em 2019?

Tenho aprendido que não podemos esperar o acaso trazer o que queremos. É preciso arregaçar as mangas e literalmente “correr atrás”. Lembra da frase “quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho.”?

Meus votos de que você, conte e viva suas histórias de forma integral, intensa, autêntica e genuína…. Porque isso sim, valerá muito a pena!! Conte comigo pra isso.

Desfrute 2019!

Desrespeito .. nahhhh!

Muito mais fácil adotar um “deixa prá lá”, ou mesmo um “fulano não está num bom dia hoje”, quando somos submetidos a situações constrangedoras, seja por desrespeito ou por falta de educação.

Se você tem essa tendência, de colocar “panos quentes”, o que eu tenho pra te dizer é:

Paaaaara!!!

MUDE.

Deixar “passar”, de forma absolutamente passiva, comportamentos desrespeitosos, deseducados.. é omissão. Perde-se a oportunidade de fazer a diferença no seu entorno. De transformar.

Esses dias fui “destratada” duas vezes seguidas, pela mesma pessoa. Aconteceu quando liguei num cartório da cidade de São Paulo. (4o. cartório de registro de imóveis de SP), em busca de informações.

Uma grosseria sem tamanho!!

A pessoa não me conhece. Nunca me viu. (nem pintada rsss). Eu queria apenas saber a situação de um processo que havia “pago” para dar andamento. Eles fazem esse serviço e “ganha” pra isso.

A simples falta de um número (protocolo) não deveria ser motivo para aquele destempero. Tudo bem, se fosse regra não ser atendido por falta de protocolo, era só dizer. Com educação – Não posso lhe atender sem o documento. É uma regra do serviço. (se fosse, obviamente. o que não era o caso).

Simples assim.

Eu disse a ela isso. Se você não pode ou não quer me atender, é só dizer. Você não precisa me desrespeitar ou ser mal educada comigo.

Escolhi não permanecer mais na ligação com uma pessoa tão desagradável, por mais que eu precisasse da informação.

Expressar-se sobre o que você vê acerca de comportamentos indevidos é um mecanismo para promover diferentes posturas. Ou mesmo mudanças. Obviamente que dizer, ou manifestar-se não significa que isso ocorrerá, mas minimamente fará o interlocutor pensar.

Olha.. não estou dizendo para você atuar no mesmo nível, padrão de tensão, ou mesmo “dar o troco”. Isso seria um desrespeito igual. Estou dizendo para dizer ao outro sobre a atuação dele, equivocada, indevida, ou o que for.

Não saia da presença de outras pessoas, sem fazer a sua diferença. Mesmo que isso ocorra numa situação constrangedora como essa.

Feito.

A “personalidade” pode mudar ou permanece igual a vida toda? Um novo estudo sugere que é um pouco de cada.

A personalidade permanece a mesma desde o nascimento pelo resto de sua vida, ou pode ser mudada? Um novo estudo que abrange 50 anos de dados sugere que é possivelmente uma mistura de ambos.

Por décadas a personalidade foi considerada tão pouco concreta quanto o concreto – quem você era aos 15 anos é quem você seria aos 75 anos. Mas nos últimos 20 anos, a ciência cognitiva e comportamental revelou insights dinâmicos sobre o cérebro humano e os comportamentos correspondentes. Chegamos a ver a personalidade como, pelo menos, marginalmente mutável e, possivelmente, muito mais.

O estudo mais recente acompanhou as mudanças de personalidade ao longo de cinco décadas, e os resultados sugerem que, enquanto certos elementos da personalidade permanecem estáveis ​​ao longo do tempo, outros mudam de maneiras distintas. Em outras palavras, a personalidade é relativamente estável e mutável, e o grau de mudança é específico para cada pessoa.

A boa notícia da pesquisa é que, para aqueles de nós que experimentam mudanças significativas de personalidade, a mudança é principalmente em uma direção positiva.


“Em média, todos se tornam mais conscienciosos, mais estáveis ​​emocionalmente e mais agradáveis”, disse a principal autora do estudo, Rodica Damian, professora assistente de psicologia na Universidade de Houston.

Ao mesmo tempo, as pessoas que eram especialmente atenciosas, agradáveis ​​e emocionalmente estáveis ​​em tenra idade, também eram mais propensas a ser mais tarde.


“As pessoas que são mais conscienciosas do que outras pessoas com 16 anos são mais conscienciosas do que outras com 66 anos”, disse Damian.

O estudo extraiu dados do Inventário de Personalidade de Talentos do Projeto, um repositório de dados de personalidade sobre mais de 400.000 pessoas (no total) reunidas ao longo de um período de 50 anos. O valor dos resultados vem do intervalo de tempo expansivo, que permite aos pesquisadores medir as mudanças nos traços de personalidade, como conscienciosidade, extroversão e neuroticismo ao longo do tempo.

Quanto ao que influencia a estabilidade ou maleabilidade da personalidade, tanto a genética quanto os fatores ambientais desempenham papéis principais, com pesquisas anteriores sugerindo que cada um contribui igualmente para o resultado. O enrugamento relativamente novo nesse entendimento é a influência epigenética, na qual os genes de certos fatores podem ser “ativados” por influências ambientais.

O estudo também descobriu que, embora alguns elementos da personalidade pareçam mais específicos de gênero, as mulheres e os homens mudam praticamente na mesma proporção em relação ao tempo de vida. Nenhum dos dois tem uma vantagem sobre a “maturidade da personalidade” ao longo do tempo.

Uma grande conclusão das descobertas, enfatizaram os pesquisadores, é que, quando se trata de mudança de personalidade, não devemos nos comparar com os outros. Seu amigo especialmente simpático e sociável no ensino médio ainda será provavelmente mais simpático e sociável do que a maioria das pessoas que você conhece na meia-idade, portanto não deixe que o espelho social o leve a uma comparação. O que importa é o quanto você mudou – e que, de acordo com este estudo, é uma avaliação muito específica da pessoa.

O estudo foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology.

Texto pstado em 16 de novembro de 2018 por David DiSalvo.  http://www.daviddisalvo.org.
Traduzido em método automático.

O mais é nada

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.

Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.

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Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.

Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.

As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.


O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!

Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.

Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.

Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.

Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.

Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.

Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.

Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.

Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.

Olhe para o lado, alguém precisa de você.

Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.

Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se achá-lo, segure-o!

Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.

O mais é nada.

Fernando Pessoa

Sejamos todos feministas

“Você não deve mais gerenciar esse projeto porque está passando por uma fase difícil,  por conta da doença do seu pai.”  Uma “desculpa” que ouvi de um  “chefe homem”.  Um dos motivos “escolhidos” para ser destituída de um trabalho relevante.   

Insensível.  Essa é a palavra que prá mim,  descreve bem.   Ao longo de minha vida profissional percebi que para muitos homens,  “sentir” ,  “sofrer a perda”,  nada mais é  que símbolo de  “fraqueza”.  Sinal de incapacidade para lidar com as questões profissionais.   
Páaaara!!! Desumano isso!!!

Nunca me envergonhei de sentir profundamente a perda de uma pessoa que amasse tanto.  Quem nunca??  Fico chocada pela forma como as diferenças de gênero se escondem nas entrelinhas das decisões. Muitos gestores, vestidos de conceitos equivocados acerca da sensibilidade, de família, de maternidade, de paternidade, das necessidades humanas em si, podem prejudicar os profissionais em suas carreiras e atuações.  E isso passa desapercebido nos “sistemas”,  em padrões vigentes. 

Essa não foi a única vez e sei que não será a última, que vou presenciar desrespeitos por conta de ter nascido mulher. 

Mulher sim.. com muito orgulho.

Tanto um homem como uma mulher podem ser inteligentes, inovadores, criativos.  Nós evoluímos.  Mas nossas ideias de gênero ainda deixam a desejar. 

Chimamanda

Passei o olho pela cômoda do quarto e me deparei com  um pequeno livro. De cara me prendeu a atenção pelo título..  Comecei a rolar as páginas e não parei mais de ler.  Linguagem fácil.  Recheado de histórias e casos. Tudo  tão próximo das realidades que tratam abusos “de gênero”!   E numa voz  que cola.. engaja e  insere o leitor (ou a leitora rs) no cenário.  A gente se reconhece nas palavras dela.  Os sentimentos são muito próximos…  

 E concluindo a leitura…  afirmo: 

Eu sou sim… feminista! 

Dentro do conceito trazido pela autora,   Chimamanda Ngozi Adichie, que diz:  “Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.”.  
Essa definição foi mencionada nesse seu livro “Sejamos todos feministas”.  E que foi também a inspiração para o título desse escrito.

Uma passagem do livro:


Tenho uma amiga americana que substituiu um homem num cargo de gerência.  Seu predecessor era considerado um “cara durão”,  que conseguia tudo; era grosseiro,  agressivo e rigooroso quanto à folha de ponto.  Ela assumiu o cargo, e se imaginava tão dura quanto o chefe anterior,  mas talvez um pouco mais generosa – ao contrário dela, ele nem sempre lembrava que as pessoas tinham família.  Em poucas semanas no emprego, ela puniu um empregado por ter falsificado a folha de ponto – exatamente como seu predecessor teria feito.  O empregado reclamou com o gerente sênior, dizendo que ela era agressiva e difícil.   Os outros funcionários concordaram.  Um deles, inclusive, disse que tinha achado que ela traria um “toque feminino” ao ambiente de trabalho,  mas que isso não acontecera.  Não ocorreu a ninguém que ela estava fazendo a mesma coisa pela qual um homem teria recebido elogios.

Consenti  com muitos  posicionamentos expressos por ela e  ressalto aqui alguns desses pontos:

1) Os pais precisam estar atentos para a educação das crianças (meninos e meninas),  de forma a não estimular (mesmo sem querer) as diferenças de gênero.

2) Mulheres não devem temer por se posicionar em relação à sua igualdade perante várias situações,  no trabalho,  no casamento,  nos relacionamentos.  Mesmo que isso implique,  “deixar de ser querida”.  Assumir o que são efetivamente,  sem se vestir de modelos para agradar padrões.

3) Cuidado com as afirmativas de que problemas de gênero  são culturais.  E com isso,  acomodar-se como algo fixo, rígido. Cultura é o resultado de um povo.  Cultura está sempre em tranformação a a partir da conduta coletiva do grupo. “A cultura funciona afinal de contas, para preservar e dar continuiade a um povo.” 

4) Precisamos,  homens e mulheres, melhorar nosso caminho para as gerações futuras.  Podemos lidar com isso de formas muito melhores, mais justas,  mais HUMANAS.

E tem muito mais…

Nesse vídeo abaixo,   a gravação do seu discurso no TED da África, com o tema que deu origem ao pequeno,  porém, GRANDE  livro.  

Clap Clap Clap

Discurso de Chimamanda Ngozi Adichie,  nigeriana,  realizado em 2012

A vida é curta ou longa ?

“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos  uma grande parte dela.  A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fimi, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.  Desse modo,   não temos uma vida breve,  mas fazemos com que seja assim.  Não somos privados, mas pródigos de vida.  Como grandes riquezas, quando chegam às mãos de um mau administrador,  em um curto espaço de tempo, se dissipam, mas se modestas e confiadas a um bom guardião,  aumentam com o tempo, assim a existência se prolonga por um largo período para o que sabe dela usufruir.”

Sêneca

Estrada, Rua, Viagens, Aventura, Pessoas

Esse pequeno texto nos ajuda a pensar sobre a vida… a vida que a gente leva. Algumas questões para orientar nossas reflexões nesse sentido:

  1. Como percebo minha vida?  Curta ou longa?
  2. A que tenho dedicado meu tempo nobre? 
  3. Atuo em realizações relevantes, importantes? Causas? Projetos?
  4. Meu curto prazo tem espaço para ações do longo prazo?
  5. Sou bom administrador da minha vida, do meu tempo?
  6. Quais os valores tenho respeitado e que me orientam nas escolhas?
  7. O que posso fazer adicionalmente para melhorar a minha ocupação?
  8. O que posso deixar de fazer e que não fará a menor diferença?
  9. Quanto do meu tempo estou dedicando à ambições desmedidas?
  10. Quanto do meu tempo dedico a me incomodar com os outros ao invés de cuidar do que sou e do que quero ser? 
  11. Quanto tempo dedicao a cuidar de patrimónios e propriedades e não cuido do meu patrimônio interno,  de questões significativas?
  12. Quanto do meu tempo fico me incomodando com os outros e não comigo mesmo?  Falando dos outros,  observando os outros,  criticando os outros…
  13. Por que, pontualmente me permito ser tomado por ondas de sofrimento,  de dor, por questões que não deveriam tomar minha mente e coração?
  14. Quão úteis são as conversas que tenho?
  15. Tenho tido tempo para pensar, para planejar,  para agir nos meus planos e atividades?
  16. O que mais  tem me ocupado?
  17. Fica contando os dias para sair de férias?
  18. Minha convivência com meus amigos, familiares, pessoas queridas?  Está em dia?

“Não te envergonhas de destinar para ti somente resquícios da vida e reservar para a meditação apenas a idade que já não é produtiva? Não é tarde demais para começar a viver?”

A vida, se souberes viver, é longa.”

Bora,  “viver”.

A vida que vale a pena!

“Conexões cerebrais entre generosidade, ansiedade e bem estar.”

“O poder da generosidade em aumentar o bem-estar humano, não apenas por gerar sentimentos positivos, é apoiado por uma boa quantidade de ciência, mas o “porquê” isso acontece ainda é difícil definir.

Agora, um novo estudo identificou mais especificamente como diferentes tipos de generosidade afetam o cérebro. Como se constata, um tipo parece ter um efeito especialmente potente, com evidências,  sugerindo que é um elixir anti-ansiedade, além de proporcionar boas sensações.

Os pesquisadores testaram dois tipos de generosidade, que eles chamaram de “direcionados” e “não direcionados”. A generosidade não direcionada é o que a maioria de nós faz quando doamos a instituições de caridade ou agimos generosamente com aqueles que fazem parte de um grupo impessoal. A generosidade direcionada se concentra naqueles que sabemos precisar de ajuda, quer os conheçamos pessoalmente ou não – em outras palavras, é generosidade em relação a determinados rostos fora da multidão.

Feminino, Jaquetas, Outono, Inverno, Cabelo, Juventude

Para testar os efeitos de ambos os tipos de generosidade, a equipe de pesquisa realizou dois experimentos. No primeiro, eles disseram a 45 participantes que seu desempenho em uma tarefa específica resultaria em ganhar bilhetes de rifa para um prêmio de $ 200.  Cada vez que eles completaram a tarefa, eles foram informados de que estavam “jogando” para ganhar o dinheiro por três causas diferentes:  para alguém que eles pessoalmente sabem que precisa, para uma instituição de caridade ou para si mesmos.

Após cada sessão do jogo,  os cérebros dos participantes foram digitalizados via fMRI, enquanto eles faziam outra tarefa projetada para avaliar sua resposta emocional. A imagem cerebral apresentou alguns resultados esperados e um que foi significativamente inesperado.

O resultado esperado, também visto em estudos anteriores, foi que tanto a generosidade direcionada quanto a não direcionada aumentaram a atividade em duas áreas do cérebro ligadas ao altruísmo, área septal e estriado ventral,  que também estão ligadas aos pais que cuidam de seus filhotes em humanos e outros mamíferos.  O corpo estriado ventral é mais conhecido como uma parte fundamental do “sistema de recompensa” do cérebro, fundamental para toda realização, aprendizado e amor (junto com o lado sombrio da busca por recompensas: compulsões e vícios).

O resultado inesperado foi que a generosidade direcionada também diminuía a atividade na amígdala – o epicentro do cérebro de emoção sentida, inserido profundamente no sistema límbico, que dá início à reação de luta ou fuga. Aumento da atividade da amígdala é uma característica dos transtornos de ansiedade de todas as variedades, desde ansiedade generalizada até fobias e TEPT.

Um segundo experimento de pouco mais de 380 pessoas assumiu um ângulo diferente sobre a mesma questão. Desta vez, os participantes auto-relataram sobre seus generosos hábitos de doação e, em seguida, completaram a mesma tarefa emocional enquanto seus cérebros eram escaneados. Novamente, ambos os tipos de generosidade foram associados com a atividade cerebral ligada ao altriusmo, e novamente os participantes que disseram que sua generosidade foi direcionada mostraram diminuição da atividade da amígdala, enquanto aqueles cuja generosidade não foi direcionada ao alvo não mostraram este efeito.

Em conjunto, os resultados desses experimentos sugerem que a generosidade direcionada tem tanto efeitos de aumentar o altruísmo quanto de diminuir a ansiedade. Recebemos algo extra de generosidade quando sabemos mais especificamente como alguém será ajudado.

“Dar apoio direcionado a um indivíduo identificável em necessidade está associado exclusivamente à redução da atividade da amígdala, contribuindo assim para uma compreensão de como e quando dar suporte pode levar à saúde”, disseram os pesquisadores na conclusão do estudo.

Esses resultados se sobrepõem bem aos do estudo de 2017, mostrando que atos generosos desencadeiam atividade em áreas do cérebro ligadas à tomada de decisão e à busca de recompensas. Mesmo quando agir generosamente envolve uma decisão difícil de fazer um sacrifício, mesmo um sacrifício significativo, ainda resulta em maiores sentimentos de felicidade, de acordo com o estudo, e as correlações neurais parecem apoiar isso.

Como em todos os estudos de imagens cerebrais como esses, precisamos ter cuidado ao tirar conclusões causais. É impossível dizer com certeza que mais ou menos atividade em várias áreas do cérebro tem resultados específicos – ainda estamos correlacionando uma coisa a outra, não mostrando causa e efeito. Mas, a cada novo estudo mostrando resultados semelhantes, as correlações ficam um pouco mais fortes.

Por enquanto, uma conclusão segura é simplesmente que, juntamente com todas as razões óbvias para agir generosamente, parece provável que nossos cérebros também sejam afetados de maneiras consistentes com uma melhor saúde mental, o que é mais uma boa razão para continuar fazendo o bem.

O último estudo foi publicado na revista Psychosomatic Medicine.

A recém-revisada e atualizada edição de 2018 do What Makes Your Brain Happy e por que você deve fazer o oposto está agora disponível.”

Este texto foi escrito e postado originaldo por David DiSalvo, em  23 de novembro de 2018 – no site http://www.daviddisalvo.org

Se quiser conhecer um pouco mais sobre ele  acesse sua BIO – em http://www.daviddisalvo.org/daviddisalvo/