2020, por Ana Cláudia Q.A.

Pessoas, Amigos, Casais, Parque

Mais graça, criação.
Mais arte, liberdade.
Mais risadas, horizonte.
Mais aventuras, tempo.
Mais silêncio, compaixão.

Menos cansaço, tristeza.
Menos negatividassde, solidão.
Menos dor. Menos fronteiras.
Mais pontes.
Menos muros.
Mais janelas abertas.
Menos portas fechadas.

Mais leve. Mais humana. Mais gentil.
Amor, todos os dias.

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Ana Claudia Quintana Arantes
Especializou-se em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e pela Universidade de Oxford, em Londres. Ana Cláudia é sócia-fundadora e vice-presidente da Associação Casa do Cuidar, Prática e Ensino em Cuidados Paliativos e ministra aulas nos cursos de formação multiprofissional e em Congressos Brasileiros.
Ana Cláudia Quintana Arantes – – Conass
www.conass.org.br › consensus › ana-claudia-quintana-arantes

LivrosA Morte é um Dia Que Vale a Pena Viver

Paro, quando morrer.

Virada de ano lança uma oportunidade no colo da gente: revisitar o caminho, os objetivos, planos e perspectivas para o futuro. Meditar sobre as várias dimensões da vida: pessoal, amorosa, profissional, familiar, social, cidadâ.. etc.

Há quem não goste desse momento por conta das muitas festas, fogos e euforias desmedidas. Independente da época do ano, eu ocasionalmente curto fazer uma parada estratégica pra pensar. Ao longo do tempo fui aprendendo o valor de estar comigo mesma, de ouvir com certo cuidado o meu interno e refletir sobre como prosseguir, sobre quais escolhas quero fazer e especialmente como quero viver.

A D O R Á V E L momento.

Percebo mudanças, inovações relevantes quando olha as minhas décadas passadas. Quanta experiência e transformação pude trazer à tona. Sou grata pela lucidez e parte de consciência em percorrer alguns caminhos.

À medida que os anos passam as prioridades são realmente muito diferentes. Atualmente valorizo muito mais o meu tempo e o que faço com ele. Insisto sempre em preenchê-lo de forma LEVE para estar atenta e impedir que a vida passe desapercebida. Para que eu a trate com a delicadeza de alma que ela merece. Honro a liberdade que conquistei! O que para alguns pode ser até mesmo uma tortura, por não saber o que fazer com ela, pra mim é um motivo de regozijo, êxtase.

Ao 2019 preciso me curvar e agradecer as importantes superações: saúde, trabalho, relações. Me exigiram esforços e dedicações inimagináveis. UFA!! kkkkk

Eu faço listas sim, como a maioria das pessoas que interessa-se por organização, mas não o faço com o mesmo rigor de antes. Aponto a direção e permito-me a flexibilidade necessária para alterá-la se for o caso. LEVEZA!!- A minha palavra da vez. Até porque a coluna não permite mais cargas pesadas!! (kkk)

À frente anelo enxergar as oportunidades que desfilarem diante dos meus olhos para escolhê-las com sabedoria e aproveitá-las da forma mais elevada possível. E ao vivê-las, tirar lições, aprender sempre.

Sou do tipo que não se detém esperando as coisas acontecerem. Disso eu tenho certeza: não páro NUNCA. Como bem disse a inspiradoras Clarice Lispector minha educação só acaba no túmulo.

Que venham as classes de 2020!

P.S. – Desejo um ano novo de muita evolução pra você!!
De experiências, conquistas relevantes e felizes!!

Sobre o filme Marriage Story

Um filme  maduro que apresenta sutilezas das emoções vividas diante das dificuldades no rompimento de uma relação adulta com filhos.

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O tema em sí –  separação, a desconstrução de relacionamentos – implica tristezas, desacordos. Isso por si só, pode tornar a película  “chata” para algumas pessoas. Especialmente em épocas de conteúdos rápidos e rasos nem sempre há a disposição para mergulhos em histórias tristes. Existe uma preferência por histórias de sucesso, realizações e resultados positivos.

O roteiro tende a agradar mais os interessados pelos melindres humanos,  questões emocionais e suas consequências.   Os que já vivenciaram situações semelhantes encontrarão afinidades e reflexões relevantes.  Não o considerei corriqueiro.

Além de uma série de escolhas e decisões passíveis de análise, o desenvolver da história me fez pensar sobre  o “merge”  existente entre o relacionamento amoroso e o relacionamento profissional.  Isso muitas vezes cria uma simbiose entre os papéis e suas repercussões nos envolvidos.  Abarca o  sucesso de um e o sucesso do outro,   a carreira de um vinculada, de certa forma à carreira do outro.  Desconstruir uma relação com esse panorama implica  quebrar mais de uma estrutura de relações ao mesmo tempo. Considerando-se, inclusive, que uma delas envolve o “público”,  “plateia”,  já que o contexto de trabalho dos dois passa por esta exposição.   

Acrescento ainda a interferência dos advogados, normalmente cheio de estratégias,  influenciando as decisões sendo algumas até meio “involuntárias” aos conceitos do casal.

Os relacionamentos não deveriam impactar os processos e projetos individuais.   Ao contrário, deveriam contribuir para fortalecer os seus indivíduos. Entretanto, algo que me ocorreu nessa trama foi a mulher parecer abdicar-se de sua parcela individual no desenrolar da relação, deixando-se levar pelo mix de projetos coletivos,  sem se dar conta de que deixava de lado parte de suas necessidades, desejos.  Ao tomar consciência o rompimento passa a ser um mecanismo de solução pra ela,  uma válvula de retomada dessas  questões (reavendo-se).   

Enfim,  .. um ótimo repertório sobre relações.