“Engolir sapos” faz mal à saúde!

Pelos últimos seis meses, todos os dias, meu corpo estranhamente me lembra que estou viva.  Muito viva. Não pelo amor. Pela dor. Não foram poucos os vôos que realizei de pé, literalmente. E de  carro,  por vezes,  precisei  dos motoristas.

Percorri jornadas incessantes aos exames e profissionais da medicina. Alguns deles, extraordinários e muito bem recomendados.  No fim, muitas dúvidas e controvérsias nos pareceres.

O corpo, aos poucos e no seu ritmo próprio,  fez a dor ceder…  Deduzo que por uma conjunção de fatores..   Mas o que me inquieta é a origem,

bicycle-166978_640a causa.   Sempre fui adepta de uma vida saudável,  alimentação, exercícios,  ….   O que me causou  esse incômodo?

Felizmente,  estamos em  trégua.  Eu e a dor. (ufa, resolvendo) Hoje, bem mais suave.  Até voltei  ao `pedal”.

Preciso te contar uma das minhas iniciativas nesses tempos.  Nas idas e vindas das investigações,  indicaram-me um tratamento com a medicina oriental. Ali ouvi  de um super e respeitado doutor  “integrativo”  que  essa lesão não retrata o meu momento atual.  Possivelmente trata-se de consequência de algo iniciado há cinco, seis anos atrás. E que manifestou-se fisicamente somente agora.

Fiquei pensando sobre esses últimos seis anos,  e também o porquê do meu corpo ter reagido somente  “agora”, nesse meu atual estilo de vida.  Quem me conhece sabe que  realizei  mudanças importantes no meu estilo de vida,  escolhi novas e importantes opções. Daí, nesse contexto mais aberto à livre expressão,  meu físico se pronunciou.  Talvez, uma oportunidade para reconhecer e cuidar..   Extirpar o que estava ali  instalado.

Oportunamente,  ouço..

“Que sapos foram esses que você engoliu?  Te fizeram muito mal.

Recordo sim, de situações críticas pelas quais passei,  especialmente na vida profissional e que me exigiram muitos exercícios de contenção,   de  auto controle e tolerância e eu não encontrava outras saídas naqueles momentos.

As justificativas verdadeiras estavam sempre presentes:   a necessária sobrevivência (as contas do dia a dia),  as escassas oportunidades na minha atividade / posição, na cidade onde morava,  o apreço à empresa para qual trabalhava, as pessoas boas com quem compartilhava atividades que curtia muito,   entre outros.   Fato era que naquele momento não segui o que meu coração dizia.  E quantas pessoas também não passam por essa mesma situação?

E aí que vai o meu recado pra você!

Haja o que houver  e independente das milhares de justificativas verdadeiras existentes, OUÇA você com atenção,  realize uma análise criteriosa.   Tem situação que não vale a pena manter,  em detrimento de sua saúde.   E o pior.   S i l e n c i o s a m e n t e.

De repente, e inconscientemente, você  pode estar permitindo que seu corpo acumule, seja por meio de contenções,  raiva e  insatisfações,  repercussões físicas de várias ordens.

Parece loucura né?  Mas não é.  A psicossomática é uma ciência que estuda exatamente isso. Transcrevo aqui o significado dado pela Wikipedia –

“A psicossomática é uma ciência interdisciplinar que gera diversas especialidades da medicina e da psicologia, para estudar os efeitos de fatores sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo e sobre o bem-estar das pessoas. O termo também pode ser compreendido, tal como descreve Mello Filho,[1]como “uma ideologia sobre a saúde, o adoecer e sobre as práticas de saúde, é um campo de pesquisas sobre estes fatos e, ao mesmo tempo, uma prática, a prática de uma medicina integral”.

Certa vez,  emprestada por um grande e querido amigo,  li uma tese de doutorado, de um médico psiquiatra de Uberaba-MG,  cuja pesquisa concluía, por meio de casos reais e experimentos, exatamente isso. Existem doenças físicas provenientes de situações sociais, emocionais não cuidadas oportunamente.

Não posso concluir que minha lesão seja de ordem psicossomática, ou mesmo,  que esteja ligada a essas circunstâncias profissionais que mencionei. Não tenho conhecimentos suficientes, tampouco informações,  para fazer tal afirmativa. Contudo, a explicação desse médico “experiente e referenciado”  me fez pensar bastante a respeito. Principalmente quando menciona que o tensionamento da nossa musculatura, articulações  de forma intensa por conta de problemas sociais,  emocionais e etc,  podem sim,  desencadear dores e outros efeitos físicos colaterais.

Numa linguagem corriqueira e usual – é o famoso “engolir sapo”.

Resultado de imagem para engolir sapoEsse comportamento é muto  mais comum do que parece.  Significa  “tolerar coisas ou situações desagradáveis sem responder, por incapacidade ou conveniência”, segundo o escritor e professor Ari Riboldi.

Evitar conflitos,   para colocar panos quentes na situação pode não ser um bom caminho.

Reafirmo – ENGOLIR SAPO,  faz mal pra saúde.

Então,  cuide-se preventivamente decidindo não deixar isso acontecer.

Isso não quer dizer “jogar tudo para o alto”,  ser impulsivo ou inconsequente.  Isso quer dizer para que preste atenção nos efeitos nocivos do seu contexto em você.  E decida por você, priorize-se.  Pela sua saúde  física e emocional.  Considere tomar posições e ter comportamentos positivos nesse tema.

Dependendo da amplitude do caso considere acessar profissionais habilitados que possam colaborar no encaminhamento. Um terapeuta,  um mentor, um coach,  um amigo.

Ao surfar sobre esse tema,  encontrei o artigo, da Elisa Correa na Revista Vida Simples, de 2016, exatamente  com esse título e gostei da pergunta de início:

“Por que toleramos ou ficamos calados diante de algo que nos desagrada?

Essa postagem tem o objetivo de chamar a atenção, colocar um foco dirigido aos aspectos relacionados ao estresse,  à tolerância excessiva (beirando o abuso) e  ao automatismo desenfreado (passividade) que observo em muitos contextos.

Que seja especialmente útil para as pessoas que passam por situações similares e estão se deixando absorver. Que possam mudar o seu olhar e lhes permitir transitar  pela criação de novas e saudáveis realidades. Todos seres humanos tem essa prerrogativa..

bjos,

Darlene

 

 

 

O seu “poder” pessoal. #08CC

O ser humano nasce equipado com os mecanismos (cérebro) necessários para criar a própria realidade.  Ainda assim,  muitos não se apropriam devidamente desse “poder”,  dessa prerrogativa.

Consumidos por atrativos diversos,  e por vezes, dependentes de outros,  os seres abdicam de assumir a função de criarem-se,  de construírem a sua própria realidade. Apenas deixam acontecer.

A palavra  “poder”  pode ser interpretada de forma negativa, dado à sua má utilização por determinados tipos psicológicos.  Entretanto, o que trago aqui  é o poder, como uma importante força e condição, intrínseca a todo ser humano.  Energia que o torna capaz de mover-se em busca dos seus objetivos e projetos.    Segundo o dicionário, PODER vem do latim – possum, que significa “ser capaz de”.

Nessa série de posts, inspirada pelo livro Supercérebro,  fica evidente a possibilidade de exercitar o cérebro para ampliar as próprias  perspectivas e consequentemente, a vida.

idea-1876659_640

Vale trazer o trecho de Sater, que pra mim, reforça bem:

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.

Almir Sater

A busca por fortalecer o que cada um tem, no seu interior,  no seu íntimo verdadeiro, pode ser o início de uma trajetória mais autêntica  e também,  ser a abertura de novas portas  para a realização humana.

Como fazer isso?

Comece um diálogo interno.

Que tal começar por revistar suas atividades diárias,  escolher aquelas mais profundas e de maior valor?

Pensar em tantos desejos relevantes abandonados pelo caminho e que, talvez,  seja oportuno recuperar?

Que tal realizar escolhas novas, que lhe desafiem  a favor de sua visão pessoal  de longo prazo?

E considere  preparar-se para as incertezas,  para as dificuldades que surgirão.

Pensar sobre o seu ideal de satisfação na vida.  O que lhe causa sensações positivas e de bem estar?  Pensar sobre o que move você? O que lhe tira da cama cheio de entusiasmo?

Aqui vai uma provocação.  Que tal viver um ciclo de reinvenção? Em tempos de “startups”,   por que não viver um auto start (self startup),  a partir de uma  inovação disruptiva?  (rs).

Pode parecer radical, entretanto,  o porte de uma  transformação será sempre individual. Suas repercussões na vida,  independente do que sejam,  são, absolutamente particulares de cada um.

Ao estabelecer sua visão e projetos de criação, mantenha convicto o seu propósito. Para não esmorecer, para não perder a força diante das adversidades.

“Escolher crescer significa enfrentar o desconhecido.

Chopra

Desfrute do poder que tem.

Bj

Darlene

 

Me livrei do medo de cachorro (rs) #07CC

Calor interno. Não conseguia manter o controle do corpo.  Algo brotava instantaneamente quando me deparava com eles. Os cães.   Nem sei dizer se o aquecimento interno aparecia aos olhos dos demais (rs).  Só quem sente sabe…

IMG_0159

As circunstâncias foram me aproximando deles…   Com  os filhos ainda pequenos, pensava que não poderia privá-los de viver a experiência deles com  cães,  por conta do meu problema.  Não seria justo.  Hoje, adulto, o Biel,  tem três.    (rs)

biel

 

E acreditem, hoje convivemos no mesmo espaço. E o mais incrível,  gosto deles!

Ao longo do tempo,  de forma consciente e pensada (por meio do controle de pensamentos),  estabeleci limites para essas reações.  Passo a passo,  diminui a força dessa  movimentação interna, desse temor quase dominador.  Comprovo com essa corriqueira experiência, que é possível criar novas realidades,  promover mudanças estruturais nos nossos mecanismos.

 

“O homem, para chegar a ser verdadeiramente dono de si mesmo, deve ter pleno domínio sobre seus pensamentos; então, também o terá sobre sua vontade.

Carlos Bernardo G. Pecotche

Assim como essa vivência, coleciono  outros ajustes,   “correções” que estão em curso. Uma lista. (rs) Sabe aqueles pontos, que sem perceber,  sem a devida consciência, registramos na herança pessoal?   Provenientes de situações que me marcaram forte e emocionalmente e me  “molestam”, de certa forma, até hoje.

Os impactos emocionais a que os seres humanos são submetidos acabam por ficar registrados, carimbados na nossa estrutura cerebral.   E são daqueles mais complexos de serem “tratados”.  Entretanto,  uma questão de  identificação adequada, foco,  empenho e  gerenciamento da mente.  Uma questão de tempo. (rs)

A neurociência ensina sobre a neuroplasticidade, uma função cerebral que promove novas construções neurais a partir de novas experiências e aprendizados.  Bem provável, que nesse caso, que compartilhei aqui com você,  tenha sido estrutural.  Só quem vive essas sensações  pode compreender a repercussão e o que representa (rs).

Obviamente, que não sou cientista do tema e portanto,  reporto aqui,  informações de leituras e pesquisas.  Sei que há muito mais por aprofundar nesse campo da ciência. Contudo, o poder que cada um tem de construir sua realidade é concreto e pode ser exemplificado por vários casos de transformações de vidas que presenciamos.

A pergunta que fica presente é:  por que muitos se acomodam e não desfrutam de todo potencial que possuem.   Nas primeiras postagens dessa série  sobre o  “supercérebro”, fiz menção a algumas das possíveis causas.

Já que o cérebro é o órgão do corpo humano que nunca para de desenvolver-se,  por que as pessoas vão se acomodando com o avançar da idade.  Esses dias tive acesso a uma palestra da Jane Fonda para o TED , – ” terceiro ato da vida “.  Apresenta um novo olhar sobre  o movimento do “envelhecer”.   Vale a pena assistir e colher estímulos para possíveis mudanças de posicionamentos.

O poder individual, em geral subutilizado,  é uma grande chave.  O caminho para abrir essa porta passa por reconhecê-lo.  Não negá-lo.  Desenvolvê-lo.

UAU!!  Já pensou?

Muito poder, “do bem”, pra vc.

Até a próxima..

Darlene

 

 

 

 

 

 

 

O que seu ego anda tirando de você? #06CC

Ainda sobre as possibilidades de criar uma nova realidade,  e utilizar melhor o  “supercérebro”…

Se o ego  é o responsável por fixar em nós, preconceitos, inclinações,  então é preciso identificar, reconhecer e minimizar ao máximo essa sua função.  Permitir,  se possível, que ele funcione mais fortemente nas fixações relacionadas a valores, por exemplo, o que é positivo.

Permita-me um parênteses,  para os que querem saber mais sobre a palavra EGO, coloquei o significado, pesquisado da internet, ao final desse post.  Passe lá.

Como o próprio nome diz.. o EGO,  representando posturas de  “egoísmo” e de abrangência pessoal, pode impedir ou limitar não somente a evolução cerebral (novas construções), como  a evolução de uma maior consciência.   Pode mascarar medos, inseguranças e impedir um crescimento super possível.  Veja pensamentos limitadores: “sei bem o que penso, não tente mudar minha opinião.”,   “outra pessoa que faça isso.”,  entre outros.

“o supercérebro é o produto da evolução com consciência. “

Ponto. Então você deve estar se perguntando…   Então o que e como fazer diante disso?

  • Primeiro,  lembrar da nossa capacidade de mudanças,  e conscientes. (descritas nas postagens anteriores dessa série rápida, inspirada no livro Supercérebro).
  • Segundo,  passe a questionar os seus padrões…  se questionar o porquê de pensar dessa ou daquela forma,  sobre os seus principais motivadores…  Dialogue consigo mesmo para tentar aprofundar na sua estrutura interna.

Esse é um caminho para abrir as portas de uma reinvenção pessoal.  Acredite!!

“Novas experiências significam novas redes neurais.

board-2433982_640 (1)

Na visão do Dr. Chopra,  os cérebros humanos, podem ser divididos, funcionalmente quatro fases: instintiva,  emocional, intelectual e intuitivo.

A instintiva, responsável especialmente pela sobrevivência,  por nos manter alertas para muitas situações diárias.  Tem seu papel fundamental de  nos proteger, além de ser o “dono” das paixões,  do medo. Trata-se de uma parte reativa, dando origens ás nossas reações mais diversas.

A emocional, que registra todas as nossas experiências marcantes,  as boas e os traumas também.  Em qualquer fase do cérebro,  as emoções podem ser a causa de desequilíbrios, destemperos.   Os seres muito emocionais,   dado a intensidade em que ocorre,  podem perder a perspectiva e serem “orientados” pelas emoções, que podem levar a exaustão.  O sistema límbico abriga as emoções. A parte emocional, assim como a anterior, a instintiva é reativa, ou seja promove reações nos seres.

A racional  encontra a parte pensante, questionadora, tática do ser humano.  Nessa fase reside o aumento considerável de possibilidades para a vida humana.   Só o cérebro racional é capaz de afastar a mente da fase instintiva e emocional, criar soluções, caminhos, táticas.  O intelecto ajuda  o ser a lidar com seus medos, seus desejos,  suas tempestades.

A intuitiva, colocada em check pela racional,  é muito necessária… é acionada, por exemplo no processo de empatia.  Essa parte situa-se no córtex cingulado,  e em geral, é maior fisicamente nas pessoas do sexo feminino. Ela se manifesta por colaborar nas sensações observadas e estimuladas pelo contexto.

Ampliar a consciência desses mecanismos e seus funcionamentos viabiliza com que o ser humano possa enxergar perspectivas maiores. Poderá lidar melhor com seus medos, ansiedades, depressões, batalhas internas,  entre outros.

Até a próxima ..

bjo

Darlene

 

P.S – significado (dicionário)
ego – substantivo masculino
  1. 1.
    PSICOLOGIA
    núcleo da personalidade de uma pessoa.
  2. 2.
    PSICOLOGIA
    princípio de organização dinâmica, diretor e avaliador que determina as vivências e atos do indivíduo.
  3. 3.
    PSICANÁLISE
    de acordo com a segunda teoria freudiana, instância do aparelho psíquico que se constitui através das experiências do indivíduo e exerce, como princípio de realidade, função de controle sobre o seu comportamento, sendo grande parte de seu funcionamento inconsciente [As três instâncias que compõem o aparelho psíquico são o id, o ego e o superego. ].
  4. 4.
    m.q. EGOTISMO (‘apreço’, ‘tendência’).
Origem
⊙ ETIM lat. ego ‘eu’

Sobre os privilégios do cargo.. 🤔

Durante uma viagem a trabalho, ao Oriente, há mais de dez anos, percebi  o presidente do conselho da empresa em que eu trabalhava, genuinamente incomodado. Humano e simples,  inquietou-se por ter  sido levado, juntamente com o “altíssimo escalão”, para um jantar diferenciado,  confortavelmente nos bancos de couro de um carrão de luxo.

Os demais executivos foram convidados a lugares mais simples e conduzidos numa “van”.  Isso nunca me incomodou.  Rimos da situação.  Logo cedo,  no dia seguinte, o presidente quis logo saber para onde haviam  nos levado e se havíamos sido bem tratados.  Era diferenciado. Quem?  Ele, o presidente.  Recordo de muitas passagens que o envolvem,  que me despertaram admiração pela sua conduta.  Me ensinaram.

Mas indo direto ao ponto que quero trazer…

O fato é que, com mais frequência do que se imagina,   os “empregados”, os profissionais do mundo corporativo estão sujeitos a vários e diferenciados privilégios,  usuais do contexto.

  • O carro na porta.  Abastecido.
  • O cafezinho servido na mesa.
  • O acesso a locais diferenciados.
  • As viagens e hospedagens em classe superior.
  • Por vezes,   muitas mordomias.

Os agrados de toda ordem sombreiam esse mundo de relações comerciais.  Não é incomum,  observar os   jogos de poder e influências  acontecendo  a todo momento  e percorrendo as  estruturas organizacionais.

business-3380350_640

Quanto maior o grau na hierarquia,   maiores e melhores são os privilégios,  as atenções dirigidas e “intencionais”.

Recordo como se fosse hoje,  embora tenha-se passado algumas décadas (rs),  a mudança de tratamento que observei para comigo, quando ascendi à posições executivas. Mesmo as pessoas que se diziam amigas,  passaram a agir de forma diferente,  com restrições.  Causou-me certo estranhamento.  Desde aquele momento,  uma luz amarela acendeu-se. Como que um aviso! Para que eu tivesse atenção e refletisse sobre esses comportamentos.  Muito mais ocorreu ao longo de anos…

Até aí,  parece usual, não?

Não.

As pessoas mais desatentas,  que passam por essas circunstâncias de acesso a posições hierárquicas, de maiores responsabilidades,  podem acabar confundindo-se com os cargos que ocupam.  Por vezes, observa-se até certa simbiose. Misturam suas posições como “indivíduos”  que são,  e incorporam os supostos “poderes” providos pelo cargo,  pelo posicionamento  profissional.

Se pararmos pra pensar, ainda existem os impactos diretos dessa “absorção do cargo”,  nas relações com as pessoas.  Mas esse é um tema para uma outra postagem.. (rs).

O mundo corporativo tem dessas coisas…  Deixa os indivíduos  mal acostumados com os privilégios das posições que ocupam.  Daí a importância de estar atento a esses movimentos,  às ilusões criadas e à realidade de influências que ocorrem nas empresas.

organization-2478211_640

A chave é manter sempre a consciência e clareza do que chega pra você,  enquanto profissional e o que chega pra você, enquanto pessoa.  O que, de fato é seu e  o que é da companhia para quem você trabalha.  A máquina pública tem apresentado exemplos  dos mais diversos, relacionados ao uso indevido da posição, em favor do interesse pessoal.

Eventualmente,  você precisará sacar da coragem, para ser você mesmo, ainda que isso implique abdicar de regalias e ilusões.   Nessas situações, é  importante assumir a responsabilidade por ser você mesmo,  e optar pelo que é correto.

E esteja certo, hora ou outra…  a posição cai.

E você, ficará de pé.

Inteiro.

bjo,

Darlene

 

#gratidão – uma chave 🙏🏻

Hoje é o dia #26 de um desafio de 30 dias, estabelecido  junto com uma amiga e parceira querida. Experimentamos ao longo desses dias, colocar em prática um conjunto de atividades regulares, construtivas,   com o objetivo de nos impulsionar, alavancar, acelerar nossos objetivos.

Tem sido um bom mergulho interno, pois a própria predisposição em  estabelecer um tempo para auto-reflexão, já se substancia num caminho mínimo, de partida,  de construção própria, interna.

flower-1382493_640

Ao pensar, escrever, ler, meditar acerca de tantos aspectos da vida, não tem como não ser absolutamente grata por muitas coisas.  O pensamento de gratidão, brota instantaneamente e abre muitos canais internos,  quando identifico o bem que recebi e ainda recebo.  Expandi meu conceito de gratidão quando estudei por muitos anos, a ciência logosófica.  Sentir a gratidão de forma genuína e aplicada,  colabora com o meu reposicionamento imediato diante de circunstâncias das mais diversas:  erros,  tristeza, solidão, medo, incerteza, vulnerabilidade, desânimos, dúvidas,  entre outros.

Se cada um buscasse dentro de si a recordação das horas felizes e de tudo que foi motivo de ventura, muito seguramente encontraria mais de uma razão para deleitar o espírito nessa revivência de imagens queridas.

da Logosofia

Escrevi,  nessas atividades práticas do desafio #30D,   a quê,  eu sinto profunda gratidão. Vou compartilhar com você aqui. De repente,  você pode ser grato, tanto quanto  eu,  a alguns desses elementos e teremos a oportunidade de compartilhar dessa energia, a “engrossar juntos esse caldo”. (frase de mineira, essa… rs).

Eu sou grata pela minha família, meus filhos, meus pais, irmãs,  sobrinhos, …

Eu sou grata a Deus,  pela minha oportunidade da vida, por respirar,  por poder viver tantas coisas…

Eu sou grata pela minha trajetória pessoal e profissional,  pelas oportunidades que tive, com as quais aprendi largamente…

Eu sou grata pela minha inteligência,  por ter oportunidade de pensar, estudar, ler, refletir e fazer mudanças necessárias, que me encaminhem melhor…

Eu sou grata pelo meu interesse cultural e intelectual,  por querer ser sempre uma pessoa melhor…

Eu sou grata pelos meus mestres,  mentores,  guias, orientadores.  Meus pais,  filhos, irmãs, professores,  chefes, namorados,  amigos, autores especiais.. ..

Eu sou grata pelas parcerias que tenho estabelecido em vários setores da vida…

Eu sou grata pelos meus amigos , por tornarem minha vida muito mais que especial. extraordinária…

Eu sou grata pela liberdade que conquistei para fazer escolhas importantes, nas quais acredito e invisto.

Eu sou grata pelo meu corpo, pela minha saúde,  que me permitem realizar..

Eu sou grata por encontrar profissionais que me ajudam a lidar com as dificuldades físicas (médicos dentistas fisioterapeutas ), quando necessário…   o corpo, por vezes, reclama. Poder contar com eles é uma benção…

Eu sou grata  pelas experiências que vivi e que tatuaram em mim a pessoa que sou (maternidade, casamento, relacionamentos, trabalhos, escolas, .. etc, etc, etc.)..

Eu sou grata por ter escolhido realizar uma trajetória de aprendizagem contínua, por ter me permitido realizar muitos cursos, pesquisas, leituras, certificações,  que me ajudam  a evoluir mental e emocionalmente, e a ampliar minha visão,  construir mais perspectivas para meu futuro…

Eu sou grata pelas oportunidades de trabalho que tenho conquistado, porque por meio dele,  posso colaborar com outras pessoas,  realizar o que gosto, o que tenho como propósitos….

Eu sou grata pela confiança que as pessoas depositam em mim… isso, pra mim,  tem um grande valor …

Sou grata porque sempre que repasso essa lista,  consigo reconhecer mais elementos, pessoas e situações que potencializam esse sentimento em mim.

#gratidão.

O fato de expressar a gratidão,  genuinamente sentida,  é uma bela oportunidade para reconhecer as prerrogativas que possui.  Isso é fabuloso.  A possibilidade de não passar ileso e indiferente a tantas oportunidades.   Além disso,  estudos recentes, ligados á felicidade, á neurociência, á satisfação,  têm apontado ao sentimento de gratidão, uma série de benefícios para a saúde mental.  Veja aqui nesse link, um desses estudos mencionados pela revista Galileu.  Também aqui,  um belo artigo sobre a Pedagogia Logosófica. Na internet você poderá pesquisar outras fontes de informações interessantes sobre isso.

Encontrei um  vídeo instrucional muito fofo, que explica um pouco mais os impactos cerebrais do sentimento de gratidão e os benefícios da escolha por exercitá-la diariamente.  Caso lhe interesse, basta clicar.

A gratidão, como sentimento de imponderável valor, parece ser um dos tantos segredos que o ser humano deve descobrir, para extrair dele esse bem que geralmente se busca ali onde não está e que, encontrado, se desvaloriza e se esquece.

Da Logosofia

Independente de qualquer coisa.  #gratidão.

Afinal, não custa nada.  Absolutamente nada.  Ser grato.

Bom domingo e boa semana.

bjo,

Darlene