#ei – A bolsa ou a vida?

Contardo Calligaris
Psicanalista, na FSP de 14.05.2020


Há quem ache que, diante da pandemia, deveríamos sacrificar vidas

A bolsa ou a vida? Anos atrás, o psicanalista francês Jacques Lacan se serviu dessa alternativa para explicar o que é uma escolha forçada —que, de fato, nem sequer é uma escolha.

Eis por quê: se eu escolher ficar com a bolsa, não perderei só a vida, mas também a própria bolsa pela qual me sacrifiquei, pois nenhum ladrão vai ser burro a ponto de deixar a bolsa com o meu cadáver. Então, quem escolhe a bolsa perde a vida e também a bolsa.

Conclusão: só resta escolher a vida e entregar a bolsa. No Brasil, por causa de um gosto antigo pela violência (que talvez tenha penetrado a cultura nacional junto da prática da escravatura), o bandido, às vezes, recebe a bolsa e ainda assim nos dá um tiro de despedida. De qualquer forma, entregando a bolsa, temos ao menos uma chance de ficar com a vida —embora, é claro, uma vida sem a bolsa.

A alternativa de “a bolsa ou a vida?” talvez nos ajude a enxergar a estranheza do debate em curso entre a saúde e a economia diante da pandemia de coronavírus. Deveríamos, por exemplo, proteger as vidas com o maior isolamento social possível? Ou deveríamos aceitar um aumento da taxa de infecção e do número de mortos para preservar a atividade econômica? A vida ou a bolsa?

Parênteses: em outros países, o debate a favor ou contra o isolamento existe como discussão sobre qual caminho poderia, a longo prazo, produzir uma imunidade coletiva e portanto poupar mais vidas.

No Brasil, a questão é apenas sobre a “necessidade” de reabrir o comércio e retomar a atividade econômica.

Voltemos. Há uma diferença considerável entre a alternativa proposta pelo bandido e nossa situação atual. A pergunta do bandido se endereça a uma pessoa só —você, que está sendo assaltado.


Imagine que, na hora do assalto, você esteja com um seu conhecido. Ao serem assaltados, você consegue se entrincheirar numa sala segura, junto com a sua bolsa, mas seu conhecido fica de fora. O bandido pede para você escolher entre a sua bolsa e a vida do conhecido. Qual será sua escolha?

Os que acham que, diante da pandemia, deveríamos escolher a bolsa e sacrificar vidas não estão entrincheirados em abrigos que os protejam da contaminação e de uma morte eventual. Eles apenas se consideram invulneráveis. São crianças atrasadas, convencidas de sua onipotência e da proteção eterna que lhes seria reservada pelo amor de suas mães.

Essa é uma patologia frequente, sobretudo masculina, incômoda para quem tem a desgraça de conviver com o paciente e só realmente perigosa quando o paciente ocupa um cargo de governo, sobretudo executivo.

No governo, a criança onipotente se transforma facilmente num canalha, que, considerando-se invulnerável, está disposto a escolher a bolsa, porque a vida que ele perderia seria sempre a vida dos outros.

Ou seja, os negacionistas acham que deveríamos desistir do isolamento social para preservar a economia e estão dispostos, para isso, a entregar, não a vida deles, mas a vida dos outros. Eles escolhem a bolsa e deixam o bandido (o vírus) matar a quem ele quiser (salvo a eles mesmos, que se imaginam protegidos por serem os eternos bebês maravilhosos de suas mães).

Alguém dirá: então deveríamos escolher a vida e esquecer a bolsa? E como vamos pôr comida na mesa?

Pois bem, é exatamente aqui que se esperariam a existência e a intervenção de um governo. O debate entre privilegiar a saúde ou a economia (a bolsa ou a vida) parece ser uma diversão inventada por um governo que não enxerga sua função crucial, a qual consistiria em administrar as consequências econômicas da única escolha aceitável (a escolha pela vida).

Ou seja, uma vez que só é possível escolher a vida (e não a bolsa), resta a tarefa de sustentar a vida de todos da melhor maneira possível.

Os governos, mundo afora, gastam e gastarão o que têm e o que não têm (sim, há momentos em qualquer administração nos quais é necessário gastar o que não se tem) para que os cidadãos possam proteger suas vidas (e logo retomá-las) sem se preocupar com sua sustentação básica, suas dívidas vencidas, seu aluguel e seus impostos atrasados etc.

Em vez disso, no Brasil, até agora, assistimos a uma comédia patética em que o governo promete, brada e não consegue nem sequer distribuir dignamente uma ajuda irrisória (os famosos R$ 600) sem que a própria distribuição se torne, para muitos, a ocasião de mais uma sinistra exposição ao contágio, em filas de espera.

https://escritosincriveis.blogspot.com/2020/05/a-bolsa-ou-vida-contardo-calligaris.html

#coronavirus #covid-19 #pandemia #economia #gestao #liderança #leadership #tradeoff #corona #pandemy

Desesperar jamais…

Ontem, por um aplicativo de mensagem, uma grande amiga de Minas me perguntou há quanto tempo estou lidando com essa situação. Foram-se dois anos e meio ou mais. Perdi a conta! Dependendo do contexto, da circunstância, dois anos pode ser considerado “pouco”. Não pra mim. Neste inacabável período, convivi com o desconhecido, incertezas, com vários momentos de frustração e desânimos que beiravam a apatia. Relembro esforços inúteis na investigação de uma dor persistente e chata. Na verdade, muuuita dor. Limitante.

Enveredei por várias especialidades médicas, clínicas e exames. Ingeri medicamentos fortes pra ‘segurar a onda’ quando o mar estava revolto!! Verdadeiros “sossega leões” que me levaram, inclusive, até a Califórnia. Senti alguns dos seus efeitos colaterais no estômago e nos tufos de fios de cabelos ao chão, rs… (Um parênteses aqui ao mencionar o impacto para as mulheres, quando se trata de “cabelos”). rsss, Também não faltaram as inúmeras sessões de acupuntura e fisioterapia!!

No meio do imbróglio projetos e planos foram desviados para “o oxigênio” – termo que uso pra designar o “ponto de espera”. Aprendi com Motomura, um dos meus educadores. Resignei-me, repensei direções, desenhei e agi com passos novos, diria, adaptados. Tudo para lidar com o suposto “fracasso” frente a um “bicho desconhecido”. Confesso que tive dúvidas sobre a possível retomada dessas iniciativas.

Como “consultora de desenvolvimento executivo e de profissionais de gestão”, sempre compartilhei o conceito de “RESILIÊNCIA”, o que de forma simples e pelas minhas palavras é dar a volta por cima o mais rapidamente possível, independente do que houvesse acontecido. O lapso temporal de retomada significa o grau de resiliência atingido. Fracassos são úteis sim, mas podem ser breves. Pensava comigo mesmo: preciso segurar a onda e levantar a cabeça. Hora dessas isso se resolve.

À medida que o tempo passava e não apresentavam-se soluções ou uma maior clareza da origem, muitas dúvidas sobre o futuro me acompanhavam. Afinal, não sou mais nenhuma jovenzinha. rs.

Dá-me a tua mão desconhecida, que a vida está me doendo, e não sei como falar – a realidade é delicada demais, só a realidade é delicada, minha irrealidade e minha imaginação são mais pesadas.

Por Clarice Lispector

No decorrer desse processo cheguei a ganhar uma trégua. Alguns meses e uma esperança fez crescer a expectativa de que aquilo, o que quer que fosse, pudesse ter acabado. Infelizmente foi só um pequeno fôlego. Daí a pouco, o “monstrinho” voltou, e eu reiniciei a pesquisa. Essa frase representa bem o meu espírito naquele ponto: “é o que temos para hoje”.

Reflexões que estiveram comigo no percurso: Como segurar a ansiedade, a tristeza ou o desânimo nas antessalas diversas? Como manter o equilíbrio? Como cultivar a paciência e aliviar o cansaço na busca? Como desviar os pensamentos de “planos improváveis”? O que posso fazer com tudo isso? O que escolho fazer?

Quando meu olhar percorreu o vivido e analisei a forma como reagi a tudo me reconheci “na luta”. Algumas vezes só, outras vezes em boa companhia. Me reconheci na persistência e na teimosia em lidar com algo inquietante. Conversas com amigos que conviveram com sintomas similares me acordaram para alguns novos aspectos. Vestida de uma determinação atroz abri mais uma frente sem saber muito bem como iria terminar. Marquei com um profissional indicado por uma amiga-irmã. Lá fui eu. Novo “round”.

Não me canso de repetir: quanta gente boa tem no meu caminho, caaaaaraaaaaa!!! Com calma e impressionante experiência o doutor começou analisar a minha história, relatos, exames novos e antigos. Observou o caminho percorrido e reconheceu os excelentes profissionais pelos quais eu havia passado. Acessou tudo, inclusive laudos confusos e por vezes contraditórios, com uma tranquilidade de quem sabe o que está fazendo.

Estar nessa posição é desafiador e ao mesmo tempo, admirável. Significa ficar diante de um painel com inúmeros dados e informações e achar significados em tudo aquilo. Prá mim, uma leiga, isso me pareceu grande. Grande não, imenso. Afinal, a dor era minha. Só eu sabia seu porte e suas entranhas.

Enfim, ele diagnosticou uma situação um tanto incomum no meu quadro clínico e penso que sua experiência, competência e anos de estrada falaram alto. Pós centro-cirurgico, a dor, aquela antiga companheira das noites adentro, emudeceu-se. Ele extirpou aquilo!! Sem palavras!! (no words). Serei-lhe eternamente grata por me devolver perspectivas de vida!!! A ele e à sua equipe.

Por ser um médico desprovido de vaidade, diferente de muitos que conheço, fiquei na dúvida se ele gostaria de ser nomeado aqui. Dessa feita, optei por não fazê-lo.

Alguns daqueles planos do oxigênio começaram a ficar mais próximos!!! Possibilidades se desenham e vão fazer brilhar o meu caminho!!… eba!!

Lembrei da música do Ivan Lins e Vitor Martins, da década de 70: Desesperar jamais. Ela não deixa de ser um alento, um chamado à resiliência, paciência e persistência.

Tudo, de um jeito ou de outro, encontra seu caminho, encontra seu lugar. O que é seu é pra viver.

BJo

Segue a Letra e link com a música

Desesperar Jamais

Desesperar Jamais
Aprendemos muito nestes anos.
Afinal de contas, não tem cabimento.
Entregar o jogo no primeiro tempo.
Nada de correr da raia, nada de morrer na praia.
Nada, nada, nada de esquecer.
Do balanço de perdas e danos.
Já tivemos muitos desenganos.
Já tivemos muito que chorar.
Mas agora acho que chegou a hora de fazer valer o dito popular.
Desesperar, jamais.
Aprendemos muito nestes anos.
Afinal de contas, não tem cabimento. Entregar o jogo no primeiro tempo.
Nada de correr da raia, nada de morrer na praia.
Nada, nada, nada de esquecer.
Do balanço de perdas e danos.
Já tivemos muitos desenganos.
Já tivemos muito que chorar.
Mas…

“É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou …”

Eu me vejo,
me assemelho,
me leio,
me questiono,
me emociono,
com as tantas “palavras”,
ou “provocações”
de Clarice Lispector.
Uma verdadeira arte na expressão de sentimentos,
na tradução da existência humana.

Como bem disse Yudith Rosembaum não se lê Clarice impunemente.

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Compartilho sua bela crônica “As três experiências”, de 1968,
atemporal.

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres. Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera. “

Veja esse video sobre a leitura de Clarice e seus efeitos.

bjo,

Darlene

Sobre Clarice

Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice Lispector se chamou Chaya Pinkhasovna Lispector. Mas de ucraniana só teve o local nascimento: ao longo de sua carreira, ela dizia literalmente nunca ter pisado lá, visto que foi carregada no colo. Em 1921, ela e a família migraram para o Brasil fugindo da perseguição a judeus durante a Guerra Civil Russa. Instalaram-se primeiro em Maceió, e logo mudaram para o Recife, tanto que Lispector se considerava pernambucana. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com o pai e as irmãs após a morte da mãe. Lá estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, embora já se interessasse mais pelo meio literário.

Fonte: Revista Galileu

Ligação entre o sono e a ansiedade (David DiSalvo)

“Os resultados da pesquisa sugerem que a perda de sono e a ansiedade estão intimamente ligadas entre os apresentados na Neuroscience 2018, a conferência anual da Society for Neuroscience realizada em San Diego, Califórnia. No entanto, a notícia não é de todo terrível – o evento deste ano ofereceu alguns incentivos baseados na ciência, além de causas de preocupação.

A neurociência continua enfocando os mistérios do sono (e, sim, ainda é muito misteriosa, apesar de sua onipresença na mídia) – não apenas os perigos de não conseguir o suficiente, mas a lista de papéis vitais que desempenha em nossos cérebros.

A pesquisa discutida no evento deste ano abordou uma série de descobertas, desde os papéis do sono na consolidação da memória até a remoção de lixo no tecido cerebral. Estamos aprendendo com mais estudos a cada ano que o sono, incluindo sonecas bem posicionadas, facilita a consolidação de informações do cérebro – transferindo o frete da memória de armazenamento de curto prazo para armazenamento de longo prazo e aprimorando sua acessibilidade para quando precisamos. Sem sono, a memória simplesmente não acontece.

Também aprendemos que o sono proporciona ao cérebro um período inestimável de transporte de toxinas do tecido neural através de um complexo sistema de remoção de lixo. Operando separadamente do sistema linfático do corpo, o aparato de eliminação de lixo do cérebro parece dependente do sono para funcionar adequadamente. Ligações entre doenças neurodegenerativas como Alzheimer e o acúmulo de toxinas no tecido cerebral são excepcionalmente fortes, e a perda de sono é provavelmente o culpado.

Uma sessão de painel no evento deste ano, chamada “Ameaças de privação do sono”, destacou novas descobertas sobre a conexão entre a perda do sono e a ansiedade.

“A privação do sono não é o que normalmente pensamos ser”, disse o moderador da sessão Clifford Saper, MD, PhD da Harvard Medical School. Geralmente não é “ficar acordado 40 horas de uma vez”, mas gradualmente perdendo o sono com o tempo.

Saper observou que a maior parte da privação de sono é mais especificamente a privação REM (movimento rápido dos olhos), referindo-se ao período de sono durante o qual o corpo se torna mais relaxado enquanto o cérebro se torna mais ativo. Durante o ciclo normal do sono, as pessoas gastam cerca de 20% do tempo em REM, mas o sono interrompido atrasa o ciclo, com consequências para a memória, os sistemas nervoso e imunológico e muito mais.

A pesquisa apresentada durante o painel descobriu que a atividade cerebral após períodos de privação de sono espelha a atividade cerebral indicativa de transtornos de ansiedade. A amígdala – sede da resposta de luta ou fuga do cérebro – fica particularmente “excitada” quando não dormimos o suficiente.

Um estudo descobriu que cérebros de participantes que experimentaram até mesmo breves períodos de privação de sono mostraram maior atividade em um complexo de “regiões geradoras de emoções do cérebro” e atividade reduzida em “regiões reguladoras de emoções”.

Essas descobertas estão ligadas ao motivo pelo qual as pessoas com transtornos de ansiedade relatam uma explosão de ansiedade logo de manhã. O sono ruim parece colocar o cérebro em guarda, desencadeando picos de hormônios do estresse, como o cortisol, produzindo uma “florada ansiedade” antes mesmo do início do dia.

O painel também abordou o “ciclo vicioso de ansiedade e perda de sono” – enquanto a perda de sono é muitas vezes um precursor dos transtornos de ansiedade, a ansiedade também leva à perda do sono. As condições se alimentam mutuamente, com efeitos compostos.

Felizmente, a ciência também está servindo boas notícias com aplicações práticas. Como a ligação entre a ansiedade e o sono é tão forte, os pesquisadores relataram que a “terapia do sono” poderia ser um método eficaz de tratar transtornos de ansiedade. Encontrar maneiras de melhorar o sono de um paciente com ansiedade pode ser uma das oportunidades de tratamento mais negligenciadas e acessíveis.

“Os resultados [da pesquisa] sugerem que a terapia do sono poderia reduzir a ansiedade em populações não clínicas, bem como pessoas que sofrem de ataques de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e outras condições”, disse o painelista e principal autor do estudo. Eti Ben-Simon, PhD, do Centro de Ciências do Sono Humano da Universidade da Califórnia, Berkeley.

E a boa notícia é que muitos dos efeitos negativos da perda do sono parecem reversíveis após apenas uma noite de sono tranquilo.

“Para pessoas saudáveis, a pesquisa mostra que uma noite de recuperação do sono traz sistemas on-line e traz os níveis de ansiedade de volta ao normal”, acrescentou o Dr. Ben-Simon.

O que pode ajudar a explicar por que pesquisas anteriores descobriram que recuperar o sono durante o final de semana acaba sendo eficaz – algumas noites de sono sólido podem equilibrar muitos dos aspectos negativos das atividades estressantes das noites de segunda a sexta-feira. Não é uma solução ideal (o padrão ouro é consistentemente dormir bem), mas certamente melhor do que não se recuperar.

O resultado: mesmo se você estiver com dificuldades para dormir bem, certifique-se de recuperar pelo menos uma noite ou duas durante a semana para sintonizar as partes geradoras de emoções do cérebro e reativar a regulação emocional. Esse é apenas um entre muitos benefícios de ter uma boa noite de sono, mas um dia.

O resultado: mesmo se você estiver com dificuldades para dormir bem, certifique-se de recuperar pelo menos uma noite ou duas durante a semana para sintonizar as partes geradoras de emoções do cérebro e reativar a regulação emocional. Esse é apenas um entre muitos benefícios de ter uma boa noite de sono, mas especialmente importante quando se trata de controlar a ansiedade.

A pesquisa discutida neste artigo foi apresentada na Neuroscience 2018, a conferência anual da Society for Neuroscience.

A recém revisada e atualizada edição de 2018 do What Makes Your Brain Happy e por que você deve fazer o oposto está agora disponível.”

Você pode encontrar os artigos mais recentes de David DiSalvo na Forbes.

Texto com tradução automática.

O que lhe compete?

“Mantenha sua atenção inteiramente concentrada no que de fato lhe compete e tenha sempre em mente que aquilo que pertence aoos outros é problema deles, e não seu.

Se agir assim, estará imune a coações e ninguém o poderá reprimir. Será verdadeiramente livre e eficiente em suas ações, pois seus esforços serão canalizados para boas atividades, e não desperdiçados em críticas ou confrontos com outras pessoas.

Tendo conhecimento e dando atenção ao que de fato lhe compete, não será obrigado a realizar qualquer coisa contra sua vontade. Os outros não poderão feri-lo, você não fará inimigos nem será prejudicado.

Se o seu objetivo é viver de acordo com esses princípios, lembre-se de que não será fácil: você deverá abrir mão de algumas coisas e adiar outras. É possível que até mesmo precise privar-se de riquezas e poder se quiser atingir a felicidade e a liberdade. “

Título “Ocupe-se apenas do que você pode controlar”, de Epicteto ( do livro A arte de viver, interpretação de Sharon Lebell)

Primeiro diga a si mesmo o que você deveria ser; depois faça o que tem que fazer.

Desrespeito .. nahhhh!

Muito mais fácil adotar um “deixa prá lá”, ou mesmo um “fulano não está num bom dia hoje”, quando somos submetidos a situações constrangedoras, seja por desrespeito ou por falta de educação.

Se você tem essa tendência, de colocar “panos quentes”, o que eu tenho pra te dizer é:

Paaaaara!!!

MUDE.

Deixar “passar”, de forma absolutamente passiva, comportamentos desrespeitosos, deseducados.. é omissão. Perde-se a oportunidade de fazer a diferença no seu entorno. De transformar.

Esses dias fui “destratada” duas vezes seguidas, pela mesma pessoa. Aconteceu quando liguei num cartório da cidade de São Paulo. (4o. cartório de registro de imóveis de SP), em busca de informações.

Uma grosseria sem tamanho!!

A pessoa não me conhece. Nunca me viu. (nem pintada rsss). Eu queria apenas saber a situação de um processo que havia “pago” para dar andamento. Eles fazem esse serviço e “ganha” pra isso.

A simples falta de um número (protocolo) não deveria ser motivo para aquele destempero. Tudo bem, se fosse regra não ser atendido por falta de protocolo, era só dizer. Com educação – Não posso lhe atender sem o documento. É uma regra do serviço. (se fosse, obviamente. o que não era o caso).

Simples assim.

Eu disse a ela isso. Se você não pode ou não quer me atender, é só dizer. Você não precisa me desrespeitar ou ser mal educada comigo.

Escolhi não permanecer mais na ligação com uma pessoa tão desagradável, por mais que eu precisasse da informação.

Expressar-se sobre o que você vê acerca de comportamentos indevidos é um mecanismo para promover diferentes posturas. Ou mesmo mudanças. Obviamente que dizer, ou manifestar-se não significa que isso ocorrerá, mas minimamente fará o interlocutor pensar.

Olha.. não estou dizendo para você atuar no mesmo nível, padrão de tensão, ou mesmo “dar o troco”. Isso seria um desrespeito igual. Estou dizendo para dizer ao outro sobre a atuação dele, equivocada, indevida, ou o que for.

Não saia da presença de outras pessoas, sem fazer a sua diferença. Mesmo que isso ocorra numa situação constrangedora como essa.

Feito.

A “personalidade” pode mudar ou permanece igual a vida toda? Um novo estudo sugere que é um pouco de cada.

A personalidade permanece a mesma desde o nascimento pelo resto de sua vida, ou pode ser mudada? Um novo estudo que abrange 50 anos de dados sugere que é possivelmente uma mistura de ambos.

Por décadas a personalidade foi considerada tão pouco concreta quanto o concreto – quem você era aos 15 anos é quem você seria aos 75 anos. Mas nos últimos 20 anos, a ciência cognitiva e comportamental revelou insights dinâmicos sobre o cérebro humano e os comportamentos correspondentes. Chegamos a ver a personalidade como, pelo menos, marginalmente mutável e, possivelmente, muito mais.

O estudo mais recente acompanhou as mudanças de personalidade ao longo de cinco décadas, e os resultados sugerem que, enquanto certos elementos da personalidade permanecem estáveis ​​ao longo do tempo, outros mudam de maneiras distintas. Em outras palavras, a personalidade é relativamente estável e mutável, e o grau de mudança é específico para cada pessoa.

A boa notícia da pesquisa é que, para aqueles de nós que experimentam mudanças significativas de personalidade, a mudança é principalmente em uma direção positiva.


“Em média, todos se tornam mais conscienciosos, mais estáveis ​​emocionalmente e mais agradáveis”, disse a principal autora do estudo, Rodica Damian, professora assistente de psicologia na Universidade de Houston.

Ao mesmo tempo, as pessoas que eram especialmente atenciosas, agradáveis ​​e emocionalmente estáveis ​​em tenra idade, também eram mais propensas a ser mais tarde.


“As pessoas que são mais conscienciosas do que outras pessoas com 16 anos são mais conscienciosas do que outras com 66 anos”, disse Damian.

O estudo extraiu dados do Inventário de Personalidade de Talentos do Projeto, um repositório de dados de personalidade sobre mais de 400.000 pessoas (no total) reunidas ao longo de um período de 50 anos. O valor dos resultados vem do intervalo de tempo expansivo, que permite aos pesquisadores medir as mudanças nos traços de personalidade, como conscienciosidade, extroversão e neuroticismo ao longo do tempo.

Quanto ao que influencia a estabilidade ou maleabilidade da personalidade, tanto a genética quanto os fatores ambientais desempenham papéis principais, com pesquisas anteriores sugerindo que cada um contribui igualmente para o resultado. O enrugamento relativamente novo nesse entendimento é a influência epigenética, na qual os genes de certos fatores podem ser “ativados” por influências ambientais.

O estudo também descobriu que, embora alguns elementos da personalidade pareçam mais específicos de gênero, as mulheres e os homens mudam praticamente na mesma proporção em relação ao tempo de vida. Nenhum dos dois tem uma vantagem sobre a “maturidade da personalidade” ao longo do tempo.

Uma grande conclusão das descobertas, enfatizaram os pesquisadores, é que, quando se trata de mudança de personalidade, não devemos nos comparar com os outros. Seu amigo especialmente simpático e sociável no ensino médio ainda será provavelmente mais simpático e sociável do que a maioria das pessoas que você conhece na meia-idade, portanto não deixe que o espelho social o leve a uma comparação. O que importa é o quanto você mudou – e que, de acordo com este estudo, é uma avaliação muito específica da pessoa.

O estudo foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology.

Texto pstado em 16 de novembro de 2018 por David DiSalvo.  http://www.daviddisalvo.org.
Traduzido em método automático.

A vida é curta ou longa ?

“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos  uma grande parte dela.  A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fimi, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.  Desse modo,   não temos uma vida breve,  mas fazemos com que seja assim.  Não somos privados, mas pródigos de vida.  Como grandes riquezas, quando chegam às mãos de um mau administrador,  em um curto espaço de tempo, se dissipam, mas se modestas e confiadas a um bom guardião,  aumentam com o tempo, assim a existência se prolonga por um largo período para o que sabe dela usufruir.”

Sêneca

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Esse pequeno texto nos ajuda a pensar sobre a vida… a vida que a gente leva. Algumas questões para orientar nossas reflexões nesse sentido:

  1. Como percebo minha vida?  Curta ou longa?
  2. A que tenho dedicado meu tempo nobre? 
  3. Atuo em realizações relevantes, importantes? Causas? Projetos?
  4. Meu curto prazo tem espaço para ações do longo prazo?
  5. Sou bom administrador da minha vida, do meu tempo?
  6. Quais os valores tenho respeitado e que me orientam nas escolhas?
  7. O que posso fazer adicionalmente para melhorar a minha ocupação?
  8. O que posso deixar de fazer e que não fará a menor diferença?
  9. Quanto do meu tempo estou dedicando à ambições desmedidas?
  10. Quanto do meu tempo dedico a me incomodar com os outros ao invés de cuidar do que sou e do que quero ser? 
  11. Quanto tempo dedicao a cuidar de patrimónios e propriedades e não cuido do meu patrimônio interno,  de questões significativas?
  12. Quanto do meu tempo fico me incomodando com os outros e não comigo mesmo?  Falando dos outros,  observando os outros,  criticando os outros…
  13. Por que, pontualmente me permito ser tomado por ondas de sofrimento,  de dor, por questões que não deveriam tomar minha mente e coração?
  14. Quão úteis são as conversas que tenho?
  15. Tenho tido tempo para pensar, para planejar,  para agir nos meus planos e atividades?
  16. O que mais  tem me ocupado?
  17. Fica contando os dias para sair de férias?
  18. Minha convivência com meus amigos, familiares, pessoas queridas?  Está em dia?

“Não te envergonhas de destinar para ti somente resquícios da vida e reservar para a meditação apenas a idade que já não é produtiva? Não é tarde demais para começar a viver?”

A vida, se souberes viver, é longa.”

Bora,  “viver”.

A vida que vale a pena!

“Emoções negativas geram processos inflamatórios? o que dizem as pesquisas.”

“Uma enormidade de pesquisas demonstram   que a inflamação mata. Quando a resposta natural de nossos corpos a doenças e lesões não é controlada, pode levar a condições crônicas variando de artrite a depressão e doenças cardíacas.

Nessas pesquisas também foram encontrados links para alguns tipos de câncer e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. O que ainda é pouco  entendido é se nossas respostas emocionais também desencadeiam e pioram a inflamação.

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from pixabay.com

Um novo estudo se concentrou nessa questão examinando o aumento de processos inflamatórios em pessoas que perderam recentemente um cônjuge. Os resultados sugerem que não só o luto pode resultar em mais inflamação, mas em níveis comparáveis ​​a doenças cardiovasculares potencialmente fatais.

Os pesquisadores conduziram entrevistas com pouco menos de 100 pessoas cujos cônjuges morreram recentemente e também coletaram amostras de sangue. As amostras de sangue daqueles que estavam passando por “sofrimento elevado”, incluindo a sensação de que a vida havia perdido seu significado, tinham níveis de inflamação 17% mais altos do que aqueles que não se sentiam assim (medidos pelos níveis de proteínas de citocinas inflamatórias). E o primeiro terço do grupo de luto tinha níveis quase 54% mais altos do que o terço inferior.

“Pesquisas anteriores mostraram que a inflamação contribui para quase todas as doenças em adultos mais velhos”, disse o principal autor do estudo, Chris Fagundes, professor assistente de ciências psicológicas na Rice University.

“Nós também sabemos que a depressão está ligada a níveis mais altos de inflamação, e aqueles que perdem um cônjuge estão em risco consideravelmente maior de depressão, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e mortalidade prematura. No entanto, este é o primeiro estudo a confirmar que o sofrimento dos níveis de sintomas depressivos das pessoas – podem promover inflamação, que por sua vez pode causar resultados negativos na saúde “.

O que esta pesquisa nos diz, primeiro, é que o velho ditado sobre morrer de um coração partido é mais verdadeiro do que imaginamos. O luto, via inflamação, pode nos matar, e isso não é uma hipérbole. Os resultados do último estudo confirmam pesquisas anteriores mostrando que a perda de um cônjuge “aumenta a mortalidade por todas as causas do parceiro enlutado”. 

Isso vale igualmente para mulheres e homens, particularmente para adultos mais velhos.As descobertas também oferecem um aviso sobre emoções não gerenciadas. O luto é saudável, mas o que esta pesquisa parece mostrar é que o sofrimento extremo que leva à perda do sentido da vida é perigoso em mais de um sentido. Se agimos ou não em nossas emoções, elas têm conseqüências bioquímicas que podem prejudicar nossa saúde.

O estudo foi publicado na revista Psychoneuroendocrinolgy. 

A recém-revisada e atualizada edição de 2018 do What Makes Your Brain Happy e por que você deve fazer o oposto está agora disponível.”

Texto escrito e postado em 1 de dezembro de 2018 por David DiSalvo. no  http://www.daviddisalvo.org

Essa é uma tradução automática. 

Informações sobre o autor –

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David DiSalvo is a science writer and public education specialist who writes about the intersection of science, technology and culture.

His work has appeared in Scientific American MindPsychology TodayForbesTIMEThe Wall Street JournalChicago TribuneMental FlossSlateSalonEsquire and other publications, and he is the writer behind the widely read blogs, Neuropsyched, Neuronarrative and The Daily Brain. He is frequently interviewed about science and technology topics, including appearances on NBC Nightly News, National Public Radio and CNN Headline News.   

Casa Arrumada

por Carlos Drummond de Andrade

“Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Arrume a casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.”

Arrume a casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela...

Carlos Drummond de Andrade

“Quem é você?”, por Ana Holanda

“Pode parecer até bobo, mas uma das razões pelas quais nos colocamos a quilômetros de distância do outro é porque,  muitas vezes, confundimos “quem somos” com “quem estamos”.  Tente se fazer essa pergunta agora:  Quem é você? Posso afirmar com bastante certeza  que a resposta será aquilo que você faz, o cargo que ocupa neste momento, a empresa para a qual trabalha, o seu status social etc.  A primeira vez que me fiz essa pergunta eu mesma respondi:  “Sou jornalista, editora de revista.” E então me dei conta de que eu não sou,  eu apenas estou isso.

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Acreditamos tão fortemente nisso que, numa reunião social quando nos perguntam: “O que você faz?”,  imediatamente respondemos nossa profissão ou aquilo com que trabalhamos. São nossas credenciais para o mundoo.  Então um dia surge uma baita crise econômica,  você é demitido,  e deixa de ser aquilo em que acreditava tanto.  Isso pode acontecer na vida de qualquer um a partir da perda de emprego, do fim de um relacionamento,  da morte de alguém querido, uma guerra, um tsunami,  uma enchente. É incrível: em um espaço tão curto de tempo tudo o que a gente acreditava ser vai embora.

Gosto muito da médica geriatra Ana Claudia Quintana Arantes. Eu a conheci na The School of Life de São Paulo, um espaço para cursos sobre questões ligadas à vida e que tem entre seus fundadores o fisósofo Alain de Botton.   Ana ministra na escola uma aula linda demais, chamada Como lidar com a morte.   Ela é especialista em cuidades paliativos e lida, todos os dias,  com gente que está muito próxima da morte.  Ela traz alívio para a dor física – e ouso dizer que emocional também – de quem está vivenciando seus últimos dias por aqui.  Ela tem, aliás,  uma fala potente no TEDx FMUSP e que vale muito a pena dar uma espiada (“A morte é um dia que vale a pena viver^,  disponível no youtube).

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No final de 2016 ela lançou um livro de mesmo nome, no qual demonstra, no texto de abertura, a maneira como costuma se apresentar às pessoas – e o incômodo que isso causa.  Ao ser perguntada, em um evento social, o que fazia, ela deciciu responder a verdade: cuidava de pessoas que morrem.  Isso foi seguido por um silêncio profundo.  “Falar de morte em festa é algo impensável. O clima fica tenso, e mesmo a distância percebo olhares e pensamentos.  Posso escutar  a respiração das pessoas que me cercam.  Algumas desviam o olhar para o chão, buscando o buraco onde gostariam de se esconder.  Outros continuam me olhando com aquela expressão: ~OI?´,  esperando que eu rapidamente possa consertar a frase e explicar que não me expressei bem.  Já fazia algum tempo que eu tinha vontade de fazer isso, mas me faltava coragem para enfrentar o abominável silêncio que, eu já imaginava,  precederia qualquer comentário.  Ainda assim,  não me arrependi.  Internamente,  eu me consolava e perguntava: ´Algum dia as pessoas escolherão falar da vida por esse caminho.  Será que vai ser hoje?.”

Ana Claudia Quintana Arantes é uma das médicas mais humanas e sensíveis que conheço. Ela se aproxima, toca, olha nos olhos,  conversa, se interessa pelo outro, se emociona sem medo de deixar as lágrimas escororerem, e isso faz uma grande diferença na vida de muita gente.  Ela afeta as pessoas porque percebe o humano que existe em cada um. Se reconhece e se entrega.  E o texto não é muito diferente disso. Quando nos reconhecemos nas palavras que colocamos no papel,   o outro também se reconhece. Mas este precisa ser um processo com menos máscaras.  Daí a necessidade de você se perguntar: quem é você?”

Texto de Ana Holanda,  do livro “Como se encontrar na escrita”. 

_DSC9365awAna é jornalista, formada pela PUC-SP. Passou pelas principais redações de revistas do país, e desde 2011 é editora-chefe da revista Vida Simples.  É embaixadora da The School of Life no Brasil.  Na filial da escola em São Paulo, ministra o curso Como se Encontrar na Escrita.  Também viaja pelo país dando workshops e palestras sobre Escrita Afetuosa e sobre narrativas que nascem na cozinha.  Saiba mais sobre ela em www.anaholanda.com.br.

 

“Phubbing: o comportamento de não desgrudar do celular está acabando com relacionamentos”

“É como dar uma grande banana a seu (sua) companheiro (a).”

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A tecnologia é uma ferramenta sensacional. Tem viabilizado transformações em dimensões inimaginãveis.  Quem me conhece sabe o quanto eu a aprecio (até demais).  Mas como tudo na vida é necessário utilizar adequadamente,  com equilíbrio.  Como diz o ditado “bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

Incômodo,  “desagrado” é o que sinto quando  presencio  o “desvio de atenção”, o “desprestígio” e até mesmo o “desrespeito”  provocado pelo uso indevido no convívio entre pessoas. Chega a ser, por vezes,  uma atitude deselegante, interrompendo raciocínios,  dedos de prosas,  olhares. Até mesmo filmes.  Eu mesmo já cometi deslizes desses em várias  situações. Tive a feliz  colaboração  de pessoas próximas e queridas. Acatei rapidamente o feedback (filhos).  O que me ajudou a pensar e me reposicionar.

A utilização massiva e desagradável ocorre não somente nos contextos das relações afetivas e familiares.  Tem sido usual e frequente no ambiente de trabalho, durante reuniões e atividades coletivas.   As mensagens instantâneas jorram. Que descuidado esse telefone (rs).!!!!           Que as interações são muito facilitadas pelas aplicações,  não resta dúvida.  Entretanto, vale sim,  a pena,  pensar no seu uso consciente. A busca do equilíbrio.  Um enorme  desafio desses novos tempos.

Por conta desses impactos,   transcrevo aqui,  um texto de um estudo americano,  publicado originalmente em inglês pelo HuffPost US e posteriormente traduzido por eles.

“Uma saída a dois não poderia acabar de maneira mais deprimente: uma das clientes da terapeuta conjugal Christine Wilke estava prestando tanta atenção a seu telefone recentemente que nem sequer percebeu que a noite a dois tinha acabado.

“Ela tinha um problema sério com o telefone e se deu conta disso quando saiu para jantar com o namorado”, comentou a terapeuta conjugal de Easton, Pensilvânia. “A cliente estava tão focada na telinha que, quando finalmente desviou os olhos do celular, o namorado já havia pago a conta e estava saindo do restaurante.”

A mulher estava praticando “phubbing” intensivamente: ignorando seu companheiro e prestando atenção no smartphone. O phubbing, uma palavra criada a partir da soma de “phone” (telefone) e “snubbing” (esnobar), está se tornando cada vez mais comum em nossas interações sociais, especialmente nos relacionamentos românticos.

Em um estudo recente realizado pela Universidade Baylor com 143 pessoas envolvidas em relacionamentos românticos, 70% disseram que os celulares “às vezes”, “com frequência”, “muito frequentemente” ou “o tempo todo” atrapalham suas interações com seu companheiro.

Em uma pesquisa posterior que envolveu 145 adultos, 22,6% disseram que o phubbing já havia provocado conflitos em seus relacionamentos e 36,6% relataram sentir-se deprimidos às vezes porque têm a impressão de que seu parceiro priorizava seu telefone, em vez deles.

Wilkes vê essa dinâmica frustrante se repetir o tempo todo em seu consultório.

Os casais que eu atendo muitas vezes querem ter uma conexão mais profunda um com o outro, mas seus respectivos telefones tomaram conta de suas vidas“, ela comenta.
“As pessoas me dizem muitas vezes que a sensação é de que seu companheiro está tendo um caso com o telefone.”

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Manter um relacionamento estando atrás de um telefone não é uma boa maneira e levar a vida. A seguir, Wilkes e outros terapeutas conjugais de todo o país compartilham conselhos sobre como coibir sua mania de phubbing.

1. Pare de achar que você precisa documentar no Snapchat ou Instagram tudo que vocês fazem quando saem juntos.

“Uma das coisas que ainda me espantam (e, como terapeuta, me entristecem) é quando um casal está jantando, por exemplo, em um lugar público, mas uma das pessoas esta ocupada postando fotos, em vez de dar atenção real à outra. As redes sociais trazem muitos benefícios positivos, mas também podem levar as pessoas a buscar a gratificação imediata, em vez de viverem a satisfação do momento. Se você é alguém que publica posts para chamar a atenção de outros, em vez de realmente curtir a pessoa com quem está, é hora de se disciplinar um pouco. Desista dessa obsessão por acumular curtidas. É claro que isso não significa que você não deva postar uma selfie simpática de vocês dois. Mas aguarde para postar até a noite a dois ter terminado, ou, no mínimo, espere para postar na hora em que seu companheiro tiver ido ao banheiro.” – Carin Goldstein, terapeuta conjugal e familiar em Sherman Oaks, Califórnia.

2. Desligue seu telefone por pelo menos 30 minutos por dia.

“Uma das ‘lições de casa’ que passo aos casais é criarem um período diário de 30 minutos sem eletrônicos. É a hora em que eles podem ter um contato significativo cara a cara, sem ingerências de fora. Com muita frequência esses 30 minutos acabam virando um período de tempo muito mais longo, porque acabam representando um momento de intimidade que os dois valorizam muito.” – Christine Wilke

3. Eleve seu tempo sem tecnologia para outro patamar: tire um fim de semana inteiro sem celular.

“Trabalhei com um casal que foi passar um fim de semana em Palm Springs e definiu algumas regras de antemão relativa a eletrônicos: os celulares tinham que ficar desligados e dentro da mala ao longo do fim de semana inteiro. Cada pessoa era autorizada a ligar o celular por apenas cinco minutos por dia, o tempo de verificar se não havia alguma crise os aguardando quando voltassem. No final do fim de semana, eles disseram que adoraram a chance de prestar mais atenção às coisas pequenas: a piscina refrescante, as gargalhadas durante o jantar e a intimidade real entre os dois.” – Spencer Scott, psicólogo de Santa Monica, Califórnia.

4. Se seu companheiro se sentir “phobado”, reconheça o fato e pare de “phobar”.

“Combinem de cada um informar ao outro quando sente que está sendo ‘phobado’ ou quando ele próprio está tendo uma recaída e praticando phubbing. Como todos nós podemos cair na tentação de mergulhar fundo no telefone, podemos não ter consciência disso quando recaímos no mau hábito. Combinar que você vai dar ouvidos a seu parceiro quando ele se sentir ‘phobado’ e então se dispor a deixar o telefone de lado já constitui um passo sadio para conservar a relação.” – Kristin Zeising, psicóloga de San Diego, Califórnia.

5. Não encare seu celular como seu inimigo absoluto.

“Pode parecer contraintuitivo, mas se você anseia por tempo e atenção de seu companheiro, procure não enxergar o telefone como sendo a raiz do problema, mas como uma ferramenta para a solução. Torpedos bem articulados enviados ao longo do dia, ou mesmo Snapchats (que levam dois minutos para ser feitos e enviados) podem ser ótimos para lembrar a seu parceiro que cada um está pensando no outro ao longo do dia. Podem fazer você se sentir menos isolado e insatisfeito.” Spencer Scott

6. Saiba que num primeiro momento você se sentirá estranho ao guardar seu telefone.

“Ficar grudado ao celular é um hábito que vicia e que não será fácil de cortar. Entender o porquê disso pode levar tempo, mas você vai dar conta! Em um primeiro momento você sentirá algo descrito como uma dissonância cognitiva. Interromper o uso do celular não lhe parecerá correto nem normal. Levará quase um mês para o novo hábito lhe parecer normal – ou seja, dar a seus entes queridos, amigos e familiares sua atenção em pessoa, e não por meio de um telefone. Mas acredite em mim, terá valido a pena.” Barbara Melton, terapeuta em Charleston, Carolina do Sul.”

 

Publicado por

https://www.huffpostbrasil.com/2017/11/13/phubbing-o-comportamento-de-nao-desgrudar-do-celular-esta-acabando-com-relacionamentos_a_23275752/

Fonte extraída em 15.10.2018

 

 

“Metade”

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.

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Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

por Oswaldo Montenegro

 

A questão da disciplina

Em tempos de confusão acerta do que é ou não “disciplina”,  considerei muito prática a explicação do Gikovate. Veja:

“A palavra “disciplina” já teve conotação positiva; relacionava-se com valor e era considerada uma aquisição indispensável para o desenvolvimento emocional das pessoas.

Ultimamente, passou a ser associada a autoritarismo, a disciplina militar. Pais disciplinadores passaram a ser vistos como pessoas antiquadas, como quem não ama de verdade os filhos. Damos a certas palavras conotações de ordem moral e é comum não sabemos sequer o que elas realmente significam, como nesse caso.

“Disciplina” pode ser definida como a vitória da razão sobre as emoções. Não que devamos reprimir sempre as nossas emoções em nome da razão. As emoções são inerentes a nós. O ideal é que possamos cada vez mais aprender a lidar com elas, encontrando um equilíbrio adequado entre razões e emoções. Trata-se de uma conquista difícil, diretamente relacionada com a maturidade da pessoa. Muitas são as circunstâncias em que existe um antagonismo entre emoção e razão. Na criança vence a emoção, mas, com o crescimento, a razão deveria transformar-se em poder central das decisões. É uma pena que isso só ocorra a certo número de pessoas – fortes o suficiente para suportar a frustração relacionada com a renúncia.

Vamos a um exemplo esclarecedor que já foi usado por muitos autores. Quando, numa manhã fria e escura de inverno, o despertador toca, nos informando que é hora de levantar, passamos a viver um dos conflitos mais duros entre a razão – que nos lembra de nossos deveres – e a preguiça – emoção natural em nós e que se recusa à obediência. Das pessoas que se deixam vencer pela preguiça, pouco se pode esperar em termos de sucesso nas atividades relacionadas com o trabalho. Sabemos que este se distingue do lazer pelo caráter obrigatório, pelos compromissos que temos com outras pessoas e pelo rigor com que seremos julgados se não obtivermos resultados aceitáveis.

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Se o compromisso estiver relacionado com o lazer, desde que não tenhamos combinado nada com ninguém, não levantar ofenderá “apenas” a nós mesmos, que nos avaliaremos como fracos. Não aprovaremos nossa conduta se tivermos faltado a um compromisso esportivo ou se tivermos perdido a hora para uma viagem de lazer. Isso nos fará mal, mas procuraremos nos enganar, dizendo que na próxima vez isso não vai acontecer. Se tivermos nos comprometido a acordar cedo para fazer algum tipo de ginástica e a preguiça nos vencer, não será nada bom para nossa autoestima, pois nos sentiremos “para baixo”. Poderemos fingir para os outros que estamos bem e que a cama estava uma delícia, mas não poderemos jamais enganar a nós mesmos; sabemos que fraquejamos e lamentaremos por isso.

Por outro lado, se o compromisso for com terceiros e envolver atividades profissionais importantes, os resultados objetivos serão catastróficos – além do prejuízo maior à autoestima. Caso um vendedor falte ao compromisso com seu cliente, talvez não seja perdoado e não tenha outra chance. O mesmo vale para o funcionário de uma empresa que sempre chega atrasado: acabará demitido, evidentemente. O médico que não comparecer aos compromissos com seus clientes será dispensado, e assim por diante.

Além da ofensa à autoestima, esses profissionais sofrerão todo tipo de sanção objetiva, de modo que não terão dinheiro nem o respeito dos outros.

Inversamente, aqueles que se reconhecem capazes de ter uma razão vencedora, que domine as emoções em geral, se tornam cada vez mais fortes, à medida que acumulam sucessos nas disputas que travam com eles mesmos.  E acabam por desenvolver um novo tipo de prazer, dos mais importantes para a nossa psicologia: o prazer de ser forte o suficiente para renunciar a um prazer imediato em favor de uma recompensa maior que virá em algum momento do futuro. Assim, a renúncia aos prazeres imediatos se transforma em um novo e maior tipo de prazer, o prazer da renúncia. Quem quiser dar certo no jogo da vida terá de se desenvolver até chegar a esse ponto de maturidade interior. Essas pessoas são capazes de dirigir a própria vida, pois deixam de ser escravas das emoções.

É preciso cautela, pois, à medida que a renúncia se transforma em fonte de prazer, ela pode passar a ser buscada de modo ativo e prejudicial. Orgulhar-se de ser capaz de fazer renúncias necessárias é coisa boa e ponderada. Entretanto, renúncias indevidas, buscadas apenas com o intuito de provocar a sensação de superioridade e de força extraordinária, são um excesso, algo que nos afasta do bom senso e já contém os sinais característicos dos vícios.”

 

(Trecho do livro “Os sentidos da vida”, p. 81-84),  de Flávio GIkovate – Publicado no próprio site do autor pela sua equipe, em 07.08.2018

O império do consumo – Eduardo Galeano

“A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, resultam ser voláteis como o capital que as financia e o trabalho que as gera.”
– Eduardo Galeano

Eduardo Galeano – foto: Samuel Sánchez

 

O império do consumo

“Esta ditadura da uniformização obrigatória impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.”
– Eduardo Galeano

A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.

O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.

Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?

A explosão do consumo no mundo atual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia. E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar.

A expansão da procura choca com as fronteiras que lhe impõe o mesmo sistema que a gera. O sistema necessita de mercados cada vez mais abertos e mais amplos, como os pulmões necessitam o ar, e ao mesmo tempo necessitam que andem pelo chão, como acontece, os preços das matérias-primas e da força humana de trabalho.

O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos. Diz-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa dormir as flores, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores são submetidas a luz contínua, para que cresçam mais depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também estão proibidas de ter a noite. E as pessoas estão condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem a metade dos sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que se vendem legalmente no mundo, e mais da metade das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, o que não é pouca coisa se se considerar que os EUA têm apenas cinco por cento da população mundial.

“Gente infeliz os que vivem a comparar-se”, lamenta uma mulher no bairro do Buceo, em Montevideo. A dor de já não ser, que outrora cantou o tango, abriu passagem à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. “Quando não tens nada, pensas que não vales nada”, diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, de Buenos Aires. E outro comprova, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: “Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas e vivem suando em bicas para pagar as prestações”.

Invisível violência do mercado: a diversidade é inimiga da rentabilidade e a uniformidade manda. A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.

O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde a quantidade com a qualidade, confunde a gordura com a boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a “obesidade severa” aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou uns 40% nos últimos 16 anos, segundo a investigação recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado.

O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar só sai do automóvel par trabalhar e para ver televisão. Sentado perante o pequeno écran, passa quatro horas diárias a devorar comida de plástico.

Triunfa o lixo disfarçado de comida: esta indústria está a conquistar os paladares do mundo e a deixar em farrapos as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que veem de longe, têm, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade, são um patrimônio coletivo que de algum modo está nos fogões de todos e não só na mesa dos ricos.

Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão a ser espezinhadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hambúrguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida à escala mundial, obra da McDonald’s, Burger King e outras fábricas, viola com êxito o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.

O campeonato mundial de futebol de 98 confirmou-nos, entre outras coisas, que o cartão MasterCard tonifica os músculos, que a Coca-Cola brinda eterna juventude e o menu do MacDonald’s não pode faltar na barriga de um bom atleta. O imenso exército de McDonald’s dispara hambúrgueres às bocas das crianças e dos adultos no planeta inteiro. O arco duplo desse M serviu de estandarte durante a recente conquista dos países do Leste da Europa. As filas diante do McDonald’s de Moscou, inaugurado em 1990 com fanfarras, simbolizaram a vitória do ocidente com tanta eloquência quanto o desmoronamento do Muro de Berlim.

Um sinal dos tempos: esta empresa, que encarna as virtudes do mundo livre, nega aos seus empregados a liberdade de filiar-se a qualquer sindicato. A McDonald’s viola, assim, um direito legalmente consagrado nos muitos países onde opera. Em 1997, alguns trabalhadores, membros disso que a empresa chama a Macfamília, tentaram sindicalizar-se num restaurante de Montreal, no Canadá: o restaurante fechou. Mas em 1998, outros empregados da McDonald’s, numa pequena cidade próxima a Vancouver, alcançaram essa conquista, digna do Livro Guinness.

As massas consumidoras recebem ordens num idioma universal: a publicidade conseguiu o que o esperanto quis e não pôde. Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que o televisor transmite. No último quarto de século, os gastos em publicidade duplicaram no mundo. Graças a ela, as crianças pobres tomam cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite, e o tempo de lazer vai-se tornando tempo de consumo obrigatório.

Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisor e o televisor tem a palavra. Comprados a prazo, esse animalejo prova a vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos. Pobres e ricos conhecem, assim, as virtudes dos automóveis do último modelo, e pobres e ricos inteiram-se das vantajosas taxas de juros que este ou aquele banco oferece.

Os peritos sabem converter as mercadorias em conjuntos mágicos contra a solidão. As coisas têm atributos humanos: acariciam, acompanham, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o automóvel é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados.

As angústias enchem-se atulhando-se de coisas, ou sonhando fazê-lo. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar as alfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas. Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas te escolhem e te salvam do anonimato multitudinário.

A publicidade não informa acerca do produto que vende, ou raras vezes o faz. Isso é o que menos importa. A sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias: Em quem o senhor quer converter-se comprando esta loção de fazer a barba? O criminólogo Anthony Platt observou que os delitos da rua não são apenas fruto da pobreza extrema. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Sempre ouvi dizer que o dinheiro não produz a felicidade, mas qualquer espectador pobre de TV tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro produz algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.

Segundo o historiador Eric Hobsbawm, o século XX pôs fim a sete mil anos de vida humana centrada na agricultura desde que apareceram as primeiras culturas, em fins do paleolítico. A população mundial urbaniza-se, os camponeses fazem-se cidadãos. Na América Latina temos campos sem ninguém e enormes formigueiros urbanos: as maiores cidades do mundo e as mais injustas. Expulsos pela agricultura moderna de exportação, e pela erosão das suas terras, os camponeses invadem os subúrbios. Eles acreditam que Deus está em toda parte, mas por experiência sabem que atende nas grandes urbes.

As cidades prometem trabalho, prosperidade, um futuro para os filhos. Nos campos, os que esperam veem passar a vida e morrem a bocejar; nas cidades, a vida ocorre, e chama. Apinhados em tugúrios [casebres], a primeira coisa que descobrem os recém chegados é que o trabalho falta e os braços sobram.

Enquanto nascia o século XIV, frei Giordano da Rivalto pronunciou em Florença um elogio das cidades. Disse que as cidades cresciam “porque as pessoas têm o gosto de juntar-se”. Juntar-se, encontrar-se. Agora, quem se encontra com quem? Encontra-se a esperança com a realidade? O desejo encontra-se com o mundo? E as pessoas encontram-se com as pessoas? Se as relações humanas foram reduzidas a relações entre coisas, quanta gente se encontra com as coisas?

O mundo inteiro tende a converter-se num grande écran de televisão, onde as coisas se olham mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos. As estações de ônibus e de comboios, que até há pouco eram espaços de encontro entre pessoas, estão agora a converter-se em espaços de exibição comercial.

O shopping center, ou shopping mall, vitrine de todas as vitrines, impõe a sua presença avassaladora. As multidões acorrem, em peregrinação, a este templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que os seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora submete-se ao bombardeio da oferta incessante e extenuante.

A multidão, que sobe e baixa pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago, e para ver e ouvir não é preciso pagar bilhete. Os turistas vindos das povoações do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas bênçãos da felicidade moderna, posam para a foto, junto às marcas internacionais mais famosas, como antes posavam junto à estátua do grande homem na praça.

Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao shopping center, como antes iam ao centro. O tradicional passeio do fim de semana no centro da cidade tende a ser substituído pela excursão a estes centros urbanos. Lavados, passados e penteados, vestidos com as suas melhores roupas, os visitantes vêm a uma festa onde não são convidados, mas podem ser observadores. Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsula espacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas.

A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, resultam ser voláteis como o capital que as financia e o trabalho que as gera.

O dinheiro voa à velocidade da luz: ontem estava ali, hoje está aqui, amanhã, quem sabe, e todo trabalhador é um desempregado em potencial. Paradoxalmente, os shopping centers, reinos do fugaz, oferecem com o máximo êxito a ilusão da segurança. Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, sem noite e sem dia e sem memória, e existem fora do espaço, para além das turbulências da perigosa realidade do mundo.

Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota como esgotam, pouco depois de nascer, as imagens que dispara a metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas a que outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar no conto de que Deus vendeu o planeta a umas quantas empresas, porque estando de mau humor decidiu privatizar o universo?

A sociedade de consumo é uma armadilha caça-bobos. Os que têm a alavanca simulam ignorá-lo, mas qualquer um que tenha olhos na cara pode ver que a grande maioria das pessoas consome pouco, pouquinho e nada, necessariamente, para garantir a existência da pouca natureza que nos resta.

A injustiça social não é um erro a corrigir, nem um defeito a superar: é uma necessidade essencial. Não há natureza capaz de alimentar um shopping center do tamanho do planeta.

Fonte: Publicado originalmente na revista Carta Capital, em 30.12.2010.

Fonte –  Revista Prosa Verso e Arte,  em 01.10.2018

Mais sobre Eduardo Galeano:
Eduardo Galeano (textos, vídeos, crônicas e contos)

#asmelhorescoisasdavidanãosãocoisas

Consenti tannnnto com esse posicionamento do Mark (autor do livro “a sutil arte de ligar o foda-se”, que decidi compartilhar com você.

Isso não significa que compartilho de todas as ideias dele.  Algumas ainda têm me feito pensar sobre (rs).   Mas nada como dedicar nosso tempo de vida às questões realmente importantes e permanentes.  Essas sim, alimentam a alma e promovem a alegria de viver.

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tome nota..

“Nada contra bons negócios, mas ter necessidades demais faz mal para sua saúde mental.  Você acaba se agarrando demais ao que é superficial e falso, dedicando a vida à meta de alcançar uma miragem de felicidade e satisfação.

O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos,  e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante. “

Mark Manson

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Prefere leitura rasa ou funda?

Em tempos de altíssima oferta de informações, dados  e outros atrativos,  os livros têm sido “jogados às traças”. Postergados.  Até esquecidos.   O rápido passar de olhos nos títulos ou em pequenos trechos tem sido um costume usual. Por vezes,  satisfazem os desejos das mentes.  Leituras rasas.  Curtas.  Todos passam por elas.

Falta tempo.  Dias corridos.  Compromissos inadiáveis.

Escolhas.

E a leitura, aquela  escolhida, necessária, detida? Essa fica na lista de pendências.  Lista de afazeres, quase nunca feitos.  Pense comigo.  Quais os últimos livros que você leu?  E por que leu?

Saborear o texto do outro. Buscar entender seu contexto. Compreender ideias. Pensar na sua lógica. Prazeres daqueles que curtem aprender com os outros.  Apreciam a diversidade e  a arte por detrás das palavras. Daqueles que gostam da “fundura”  (termo de um conhecido  escritor)  das coisas.

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Em há tanta disponibilidade!!  Excelentes e provocativas obras!!

Recentemente, junto com uma parceira (o que é uma estratégia de execução fantástica), estabeleci um desafio diário, que envolvia a prática sistemática de  algumas atividades.  Uma delas,  obviamente, era a leitura.   Tudo bem, sempre apreciei.  Mas realizar  esse desafio me acordou ainda mais para esse gosto.  Em trinta dias percorri quase três.  Não me recordo de ter lido tanto em tão pouco tempo.

Você pode pensar:  “a quantidade não é o mais importante”.  Se pensa assim,  você está coberto de razão!!  Não se trata da quantidade de páginas que você lê.  Mas do porquê da leitura.  Trata-se de como se lê. Trata-se de estar aberto para onde o conteúdo  “levará” você.

O fato de estabelecer a leitura diária como objetivo e meta  foi  uma forma bastante positiva para  acelerar e intensificar essa minha prática.  Foi uma forma de dedicar uma parte do tempo (programada ) para isso.   E acredite.  Valeu muito a pena!

“A vida começa a cada manhã.
Joel Olsteen

Caso tenha dificuldades em estabelecer a leitura como uma prática,  comece por estabelecer uma pequena meta. Estabeleça o desafio  de apenas cinco páginas por dia.   Se seu livro tem cento e oitenta páginas, por exemplo, você o terá lido em apenas trinta e seis dias. No ano terá lido em torno de dez livros. Crie uma disciplina, uma rotina específica,  um horário determinado para isso. Todos os dias.  Aos poucos poderá aumentar a meta. Dez, vinte páginas.  Mantenha seu livro sempre à mão.  Num lugar que possa vê-lo com frequência.

Considere ter uma caneta ou lápis para marcar os pontos importantes.  Aquelas frases que lhe chamam atenção de alguma forma e que de repente, você poderá voltar sem ter que perder tempo procurando a localização.   Faça anotações nos cantos.

Uma dica: Escolha temas que você goste muito ou um assunto que você precise aprender um pouco mais.    Os livros são um excelente mecanismo de desenvolvimento.  Além, é claro, de ampliar seus conhecimentos gerais e seu pensamento crítico.

“Uma pessoa que não quer ler não tem nenhuma vantagem
sobre um que não sabe ler.
Mark Twain

Se essa postagem foi útil pra você e se promoveu alguma mudança de comportamento e posicionamento, compartilhe comigo.  Ficarei feliz de saber.

Boas leituras.  Com fundura.

Bjo,
Darlene

O reparo, dentro e fora.

notebook-2247351_640O REPARO, dentro e fora.

É nessa dança que reside a palavra.

O olhar de fora, acende a luz.

O de dentro faz nascer a flor.

O que chega na vista é pra chegar.

Livre. Leve.

Despretensioso.

Que é pra tocar a alma e por em pauta.

Que é pra  ver.

Ver de reparar.

Que é até pra curar.

Deixa o olho ver.

Deixa ele acordar você.

Por dentro.

Por fora.

É você.

 

 

 

Cuidado com o que pensa! #03CC

Por que as pessoas quando envelhecem tendem a ter preguiça e apatia em relação ao aprendizado? Será que só por seguir um padrão de mentalidade e conduta que se repete ao longo da história?

“À medida que envelhecemos, tendemos a simplificar nossas atividades mentais, muitas vezes, como mecanismo de defesa.  Sentimo-nos seguros com o que sabemos e evitamos aprender qualquer coisa nova.  Chopra

E como já trouxe nos posts anteriores,  se a pessoa deixa de solicitar atividades ao cérebro, ela abdica de construir mais e novas estruturas sinápticas.  O que poderia fazer semmmmpre.

Qual o segredo então?  Manter acesa a luz,  de forma consciente.  A luz que ilumina os sentimentos e pensamentos,  a luz que busca novos conhecimentos e ativa de forma criadora a evolução cerebral.  Prevenção de doenças inclusive.  “Alzheimer”    sim….  muitos lapsos de memória podem ser desencadeados pela falta de utilização da estrutura cerebral.

Como os exercícios físicos.  Se você deixa de realizá-los, minimamente,  sua musculatura muda consideravelmente e há uma perda de força física.

men-1276384_640Manter a atenção consciente,  um aprendizado que tive nos estudos logosóficos, é uma chave para a evolução e para uma vida mais realizadora e feliz. A atenção,  aliada a conhecimentos, conceitos,  favorece de forma substancial as escolhas e mais que isso,  faz o processo criativo acontecer.   Exercita o cérebro.

Algo que Deepak trouxe, e que eu nunca havia parado pra pensar é que as expectativas são um gatilho poderoso para o cérebro.  Se a pessoa pensa que vai perder a memória e tensiona sua vida com alguns lapsos, isso, muito provavelmente está interferindo na sua função de recordar.  Ou seja:  Cuidado com o que pensa !!  Isso modifica você, pode ser para o bem ou não.  De novo,  depende de sua consciência e conhecimento.

Olha essa informação:

“Biologicamente,  mais de 80% das pessoas acima de 70 anos não têm  perda significativa de memória.  Chopra

Uma lição de hoje  (inspirada pelo livro SUPERCÉREBRO que deu origem a essa série de postos)  é que tenhamos cuidado com as expectativas e afirmações que colocamos na nossa vida. De preferência que sejam  positivas,  construtivas e sem o danado, do medo.  Medo de envelhecer, medo de perder a memória,  medo.. medo.. medo…    o limitador!

Que cada um possa plantar  a força da “fé no futuro”, da  “capacidade de empreender”,  do entusiasmo genuíno na vida e nas ações dia a dia são lubrificantes importantes para o corpo.

O fator alegria,  o entusiasmo,  as emoções fortes em geral tem sido consideradas  poderosas no sentido de acumularem registros mais facilmente na memória.  São observações dessas etapas de pesquisas , e, os estudos, as pesquisas têm muito mais ainda pra contar sobre esse mistério,  o cérebro.

Está curtindo essa série de posts? Compartilhe com as pessoas que você considera que poderão se beneficiar deles. No mínimo, pra pensar, criar novas sinapses,  não é? (rs)

Até o próximo,

Bjo,
Darlene

Palavras conectam… 📚

Sempre nos demos bem..   suas histórias, seu interesse pela literatura,  seu gosto pela educação…  tanto “reparo” de admiração tenho por ela, minha tia.  Recente tomamos um café em casa e fomos ao cinema. Desses programas adoráveis… de muita prosa.

Ao passar pela livraria…  não havia como escapar.  Juntas, desfrutávamos do lugar.    E não é que ao procurar um livro de poesias ela descobriu alguns tesouros..??  Com um sorriso estampado, meio que justificando alguns achados comentou:  “ah, tenho certeza que eu escolhi a profissão certa”.

Descobriu dois livros.. . sobre o amor,  sobre relações, sobre a vida.   Eram livros compostos por frases..  inspirações.  Ela os folheava e encantava-se.  Conhecemos juntas o Lucão, publicitário de Goiás (do blog Abra o bico), e o Carpinejar, poeta dos guardanapos.  Ao folhear saboreávamos as palavras cheias de sentimento, de sentido. Muitas pareciam de dentro da gente. A literatura faz isso com, conecta.  Irresistíveis, ela levou os dois pra casa.

Ao sair do cinema fez questão de voltar lá e me comprar  mais um deles de presente… Aí não resisti, comprei o outro. rsss   Acabei carregando também os dois autores. ..  o poeta que escreve nos guardanapos.   O livro dele,  como se fosse um pacote de guardanapos destaca-se.. como que para  jogar com as frases, com as palavras numa boa mesa de convivências,  de “dedo de prosa”,  como falamos em Minas.

A d o r e i ..

 

p.s –

Algumas das pérolas dos dois livros aqui pra você leitor, também..

Prática simples e útil pra ser mais produtivo! Yeah!!! 💪

Em tempos de grandes desafios  por maior concentração (foco), mais clareza de propósitos, gerencia do tempo, resultados e equilíbrio entre as várias áreas da vida, ressurge a recomendação por “escrever”por estabelecer uma rotina diária de registros. Pode favorecer a vida.

Quando pensa-se em  “diário”,  logo vem à mente aquele conceito tradicional do caderno onde se relata tudo… detalhes, memórias, lembrança.    Não é o caso aqui.   Nessa perspectiva, essa proposta não trata de escrever TUDO…   Refere-se à organizar melhor os conteúdos da sua vida.

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Um dos caminhos sugeridos por alguns autores é ter  dois registros ao dia:
a) um  pela manhã, contendo uma vista para o dia que se inicia e;
b) um registro ao final do dia,  com as conclusões e relevâncias, reflexões.

Num de meus posts sobre “mindset” mencionei sobre estar atento aos aprendizados do dia.  Sobre perguntar-se sempre,  o que aprendi hoje?  O quê, de novo,  acrescentei na minha vida?  São perguntas propícias para o final do dia.

Aprendi com Pecotche uma outra medida fabulosa…  simples e funcional.  Ao deitar, já elabore mentalmente o seu dia seguinte,  as atividades que estão programadas,  o que gostaria de viver.  Assim, quando acordar, já estará com esse planejamento prévio “pensado”.   Experimente!!

Uma das maiores tenistas mundiais, com uma coleção de prêmios, Martina Navratilova,  revelou,  numa entrevista  recente para o economista Tyler Cowen,  que o uso do diário  lhe ajudou a ter maior eficácia na vida e na carreira. Contribuiu para que pudesse canalizar esforços para seus objetivos de longo prazo, mas olhando o curto.  O dia a dia.  De acordo com ela,  essa prática te ajuda a se manter centrada nos seus projetos,  propósitos, nos seus objetivos primordiais.  Te mantem na “linha”.

Chamo a atenção também para  a necessidade de segmentar os projetos,  particionar as iniciativas,  alocando atividades menores na agenda, nos dias.  (sprints)

Enfim,   absolutamente  necessário “botar reparo” no seu dia,  em quê você investirá seu tempo,  seu esforço e por que.

Os benefícios da adoção dessa prática simples e útil podem ser ainda maiores.  Por exemplo, ao escrever,  trabalha-se mais a organização de ideias, a estruturação mental do tema.  Outro,  você terá possibilidade de utilizar o mecanismo para medir sua evolução.  As anotações vão favorecer sua visão sobre o caminho percorrido e seu cumprimento,  as distâncias para conquistar o que almeja.  Me lembrou uma frase muito conhecida no contexto de negócios – Você não consegue gerenciar,  o que você não mede. Consinto. Ponto.

“Os dias são caros. Quando você gasta um dia, você tem um dia a menos para gastar. Então tenha certeza de que irá gastar cada dia sabiamente.”

Jim Rohm

Bjo,

Darlene

Liderança Situacional: cada ocasião, uma nova oportunidade!🎊

Durante os preparos para os módulos do Programa SOS Liderança,   gosto muito de voltar aos conceitos fundamentais e fazer um repasse nos meus conteúdos,  realizar um “refresh“,  uma atualização. Normalmente, como há algum tempo não toco especificamente no tema em pauta, faço um mergulho e …. uau!!! Observo que os meus olhos já são outros.  Aí mora “certa” beleza de ver,  botar reparo no tempo de  “hoje”.    Como de lá pra cá,  já tive outras experiências, vivências, certamente a minha visão está consideravelmente diferente e na maioria das vezes, acrescida.

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Quero trazer um pouquinho desse olhar sobre o tema liderança situacional. Um dos seus princípios básicos  é a capacidade em “reconhecer”,  identificar,  fazer o diagnóstico de determinada “situação”.  Esse é um passo importante para lidar,  saber como se comportar melhor com seus liderados e com as necessidades específicas deles.

Como o próprio nome sugere “situacional”,   refere-se ao  “momento presente” e específico.    Daí a oportunidade imediata de “renovação”,   Mesmo já tendo vivido momentos similares, ou com variáveis análogas (mesma pessoa,  mesma empresa,  mesmo projeto),  essa é uma circunstância nova.

Liderança Situacional – Cada ocasião, uma nova oportunidade!!!

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Assim torna-se necessário e muito bem-vindo um novo olhar, um novo diagnóstico.

Receitas velhas não necessariamente são adequadas para situações novas.  A realização da leitura do contexto requer “conceitos”,  conhecimentos,  requer visão,  (que estão sempre em evolução) para que o líder consiga interpretar corretamente e para que aja, utilizando-se do estilo compatível.

Imagine um médico fazendo uma prescrição sem ter feito um diagnóstico correto.  Coitado do paciente.  Nem me fale sobre isso... tenho tido experiências críticas nesse campo (ufa!). Assuntos pra outra hora… (rs)

O fato é que nessa etapa são necessários conhecimentos e conceitos sobre níveis de desenvolvimento das pessoas,  suas necessidades,  sobre a maturidade profissional, sobre os requisitos técnicos de situação avaliada,  sobre os objetivos a serem alcançados, entre outros.  O autoconhecimento e a inteligência emocional são aliados fortes nesse percurso pois as emoções estarão sempre presentes em todos os momentos e relações e vale a pena estar atento a elas.

Esse processo de diagnóstico e a aplicação do estilo adequado podem render muitos frutos tais como:

  • uma  maior motivação dos liderados,
  • o aumento na produtividade da equipe,
  • uma comunicação mais fluida;  e,  consequentemente,
  • um clima mais propicio para resultados de toda ordem,

inclusive sobre a energia e alegria dos colaboradores.

Já parou pra pensar sobre isso??

Até sempre..

Da

 

Emoção não pede licença! 😡

A busca por mais consciência,  por uma vida em estado de atenção plena,  por ampliar a capacidade interna de resolução,  por decisões mais acertadas, por mais satisfação e  felicidade tem despertado a atenção de estudiosos, de cientistas que  realizam pesquisas das  variadas facetas do comportamento humano.
As emoções sempre foram temas instigantes, porque, assim como os pensamentos, surgem impulsivamente,  sem pedir licença,  sem dar aviso prévio,  sem qualquer autorização ou “burocracia”, por vezes, sem lógica.   Chamadas também de “sentimentos” e de “deficiências” (pelo caráter negativo) são involuntárias. Quando você vê,  já foi, ela se apresentou e está sentada no melhor lugar  da sua sala de visitas.   Provê ao ser humano,  um aviso, um movimento de cuidado,  para ajudar-lhe também em situações  críticas e de perigo.    O próprio nome já diz.  Emoção,  que vem do  latim  “emovere”  significa “por em movimento”.
Vamos trazê-las à mente…:
  • O mal comportamento do outro é motivo para que você desista?
  • Ao considerar atos de  desrespeito ou mesmo uma injustiça,  o que te move?
  • Ao irritar-se  por condutas alheias,  qual a sua reação imediata?
  • Foi, de alguma forma, traído por alguém de sua confiança?  Como lida com isso? O que isso movimenta em você?
Eu, você, nossos amigos,  nossos familiares…  Ninguém está ileso. Todos vamos viver essas situações hora ou outra.
Certa vez, há muitos anos atrás,  um desses episódios ocorreu-me no mundo corporativo.  Recordo que senti a presença da “Dona Raiva”,  do “Senhor medo”,   e me privei de continuar num projeto muito importante e totalmente vinculado à área que eu dirigia  (que eu curtia muito), para não submeter-me  a um

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profissional verbalmente ameaçador (“não quero saber, faça o que eu mando ou te mando embora daqui”),  fisicamente agressivo (fisionomia e com fortes tapas na mesa) e que tinha o papel de proceder, teoricamente, ao contrário.  Detinha, além da oportunidade,  a responsabilidade de criar um belo resultado, por meio de um conjunto de profissionais de alto nível, muitos executivos, inclusive.   Ao me ver naquela situação, já tendo percorrido longos anos na carreira executiva e vivido muitas experiências complexas,  tinha dúvidas sobre o caminho correto a seguir.  Sentia-me desrespeitada pessoal e profissionalmente, além de considerar  uma baita  “injustiça”  com as pessoas do conjunto.
Minha reação foi de compartilhar, de forma discreta, com as pessoas “responsáveis”,  ou em posições que carregavam essa “responsabilidade”. Mesmo para a direção de recursos humanos (em geral atenta a essas questões humanas) mas eu talvez eu não tenha sido eficaz,  ou mesmo “bem vista”.  O fato é que nada foi feito.A conduta comum mais observada é o acatamento pelo medo e a uma confortável passividade.  (omissão é sempre um caminho mais fácil e cômodo).  E para quem recebe a informação é difícil ouvir e mais difícil ainda  “tratar”,  encaminhar ações  em ambientes organizacionais.  São muitas variáveis de contexto envolvidas: cultura, política, estrutura organizacional, interesses de toda ordem, etc.
Na minha ótica,  eu não poderia assistir tudo aquilo inerte,  desconsiderando e omitindo-me. Estaria traindo meu jeito de ser. Isso não fazia parte do meu “skill“,   do meu repertório natural de ações na época.   Era literalmente um “tradeoff” – um tema do Programa SOS Liderança e do Programa 4TOUCH,  que trata sobre a necessidade de fazer escolhas.
Aprofundando um pouco mais…
Por várias vezes pensei:
* Covardia minha?.   Me respondi:  Não,  preciso me dar ao respeito.
* Mudar de direção estrategicamente,   fazer escolhas alinhadas aos seus princípios  é ser covarde?  Nesse momento entra em jogo os conceitos de vida,  os valores e o que se quer ser e viver. O respeito começa por si mesmo,  nas suas escolhas.  Assim,  eu perdi a oportunidade de um projeto importante, mas ganhei uma paz interior inigualável. FEITO!
* Mas “o que é” e “o que não” é covardia?  Fui ao  conceito da palavra:
comportamento que denota ausência de coragem; atitude, gesto que se caracteriza pelo temor, pelo acanhamento, pela falta de ousadia, pela raiva ou por sentimento de injustiça.
Recentemente,  anos depois desse ocorrido,  li num dos estudos sobre neurociência, sobre emoção  raiva –  que em geral tem um componente de maldade, mas que pode ser também um caminho para exprimir uma indignação legítima diante de uma injustiça.  “Ela contém aspectos de clareza, atenção e eficácia que, em si mesmos,  não são perniciosos. ” Me fez acordar essa experiência e revisitá-la em perspectiva e análise.
Alegria, tristeza, raiva, irritação
Diante de obstáculos,  insatisfações,  expectativas não atendidas, ausência de reciprocidade, injustiças, seja no pessoal,  profissional,  social ou política, o que você faz com esse movimento  que,  sem pedir licença,  simplesmente “brota” dentro de você?
As relações humanas nos desafiam  e  ensinam a todo momento: namorados,  maridos/esposas,  filhos,  familiares,  amigos,  colegas de trabalho, chefes e superiores,  subordinados,  políticos,   etc.   Diria que são os nossos propulsores de emoções. (ou combustão rs).
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Além das relações humanas em si,  as nossas atividades diárias nos expõem:  o trânsito,  a carência de tempo,  a pressão do trabalho,   as necessidades de sobrevivência financeira,  os sonhos não realizados.
TODOS,  todos os seres humanos passam por elas,  mas nem todos estão conscientes ainda,  são capazes de gerencia-los adequadamente e principalmente agir de forma positiva, construtiva. São tantas as repercussões desses momentos que o  querido “equilíbrio”  tão necessário,  muitas vezes, passa longe.
As emoções são  as  “matérias primas”  da  “inteligência emocional”,  tema que se desenvolve-se progressivamente e ganha espaços e pesquisas desde 1995, com o lançamento do conceito no livro de mesmo nome,  do Professor de Harvard, Daniel Goleman.
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Identificá-las, qualificá-las e saber lidar com elas passa ser uma competência.   Torná-las movimentos positivos internos é um processo de desenvolvimento.   Para os líderes, especialmente, esse tema tem um significado crucial,  dado que um de seus importantes papéis é lidar com as pessoas e consequentemente com a emoções delas.  Isso  faz uma grande diferença.    Em 2011 escrevi um artigo que está aqui no site,  onde apresentei o conceito de liderança primal,  lidando com a sensibilidade e eficácia.  Se tiver interesse em mergulhar um pouco mais messe conceito acesse aqui ->  Liderança PRIMAL.
Também citei as bases da  ‘inteligência emocional”  no ebook,  “Segredos na arte de se relacionar”. 
Esse tema tem uma conexão direta com a neurociência, porque depende das aptidões mentais do indivíduo. Razão e sensibilidade (emoção) andam de mãos dadas.  Então não há como falar de emoções,  sem trazer à tona as  capacidades mentais.  Muitas conexões pela frente !!
Emoções – Aprender a lidar com elas,  treinar seu auto-controle,  desenvolver-se é um caminho viável e factível.  Quem quiser pode percorrer  e existem muitas ferramentas  e “tecnologias” disponíveis.  Cito o mindfulness,  por exemplo.    Como todo processo de capacitação, exigirá esforço,  paciência,  atenção, tempo.   Mas asseguro,  vale a pena!
Até sempre,
Darlene

Experimente sair do lugar comum. Vale a pena! 🏠

Nos últimos anos tenho sido adepta dos novos modelos de compartilhamentos de “ativos”, de coisas.   Alguns, especialmente os profissionais de negócios, os conhecem também como “sharing economy“,  a economia do compartilhamento,  onde se “divide” algo com outras pessoas,  desde casas, carros,  ferramentas, roupas, bicicletas, livros, …., o que fizer sentido ou o que a criatividade conseguir alcançar.

Tenho apreciado  as experiências como  UberAirbnbhostel,  e outras.  Já me hospedei, pelo Airbnb,  em casas inteiras, em quartos  de casas com os seus moradores,  e também em outros países (algumas cidades da Itália, por exemplo).

É um verdadeiro “aprender” com o inusitado. É sai do lugar comum! Cada situação é única, singular. Trata-se de um interessante,  e não necessariamente fácil,  exercício de desprendimento.  Por esses caminhos afora,  experimentei dificuldades, facilidades, mas o mais legal de tudo,  conheci muitas pessoas de bem.    Sou grata por isso!!!

Recentemente, após vários dias de intensa adaptação, vivendo uma  busca incessante por lugares “legais” para morar,  utilizei novamente o modelo.  Entrei pra ficar por 15 dias  na casa de alguém que não conheço.  Aliás, conheço sim. Calma, vou explicar.  Quando mencionei “conhecer” aqui não significa encontrar,  conversar, olhar no olho,  Significa sentir afinidades pelo estilo do seu lugar,  pela mobília e sua disposição,  pelas suas cores, pela textura das paredes, pelos objetos cuidadosamente colocados,  pelas sutilezas dos detalhes.

IMG_4863Encontrei peças e móveis em  “madeira de demolição” trabalhados na arte colorida parecendo coisa das Minas Gerais, minha terra de origem.   A mesa, coberta com um cuidadoso e colorido forro,  dando um ar de graça e de alegria, aquele jeito próprio da  “casa da gente”,  pronta pra chegar, sentar e comer.  Meio que convidando  pra um “dedo de prosa” ao melhor estilo mineiro.

Tem mais..

Me deparei com informações de países por onde passei e que de novo, me acordaram boas e felizes recordações:   os sapatinhos de Amsterdam,  as garrafas de vinho da Italia, os bibelôs da torre Eiffel,.  ah Paris…  Até o gosto pelos cafés,  vinhos, livros, artes e pelas viagens, coincidiu.  Diga-se de passagem,   são minhas  grandes preferências na vida.  Estava tudo ali…

Logo que li o anúncio desse lugar, gostei. E fui receptivamente aceita, pelo contato digital.  Ao chegar,  me esperava  um “elaborado” escrito de “instruções” de como viver melhor na casa.  Coisas do tipo:  horário do lixeiro,  o “abre e fecha” de torneiras,  funcionamento dos eletrodomésticos, jeito de lidar com o armário,  local onde se encontrava o detergente da lava-louças, entre outras.  Parecendo mesmo coisa de família,  conselhos e orientações de mãe pra filha(o) talvez.

Sou grata demais por esse aconchego..  por  sentir-me  literalmente em casa,  por esse calor gostoso de um canto vivo (é isso,  vivo) no meio da parte árida de São Paulo.  Olha, confesso, eu estava mesmo precisando disso.

 

Nunca imaginaria que um lugar pudesse me abraçar desse jeito.  Senti-me  parte dali. Seja lá quem for a dona ou o dono, posso afirmar,  já gostei de você!!  💜 (descobri depois que escrevi esse artigo, era um casal em viagem)

Amei, Darlene

Ops… … tem mais…

 

A coragem é um caso se amor com o desconhecido.  Osho

e por falar em coragem….

Vou pegar uma carona no assunto de ser aconchegado por outras pessoas e fazer uma provocação:  Quer testar novos modelos,  viver experiências diferentes?? Veja aqui algumas referências pra você pesquisar!!

Airbnb – casas e quartos de outras pessoas que você pode alugar por alguns dias – http://www.airbnb.com.br

WorldPackers – Encontre oportunidades em mais de 100 países para viajar trocando suas habilidades por hospedagem – intercâmbio de trabalho.
http://www.worldpackers.com

Couchsurfing -a expressão pode significar  “surfe no sofá”,   a proposta é exatamente essa: os surfistas (viajantes) procuram encontrar pessoas pelo mundo com a disponibilidade de compartilhar o seu sofá por uma ou mais noites. (gratuitamente). \  http://www.couchsurfing.com

Trocacasa – um site que viabiliza a troca de casa nas férias,  em vários países do mundo.  os moradores podem trocar de casa por um período.
http://www.trocacasa.com

Compartilhamento de carros – (favorece a mobilidade urbana)  – Dirija  um  carro, sem se preocupar com IPVA, seguro, etc… etc.. e às vezes com  vaga de estacionamento garantida no centro da cidade… (ohh). Várias empresas estão apostando nesse modelo pelo mundo afora.  Modelos: Free Floating, One Way, Round Trip e Peer to Peer.  Cada modelo oferece características próprias.    Algumas empresas: ZAZCAR no Brasil, Car2go,  Drivenow,  Autolib,  Vulog, Turo,  Getaround,  Fleety,  Pegcar.  entre outras.

Uber – carros de outras pessoas e com motorista, o próprio dono. ( esse todo mundo conhece) (kkk) –
http://www.uber.com

 

Até mais,

Darlene

 

Se você gostou desse artigo, compartilhe, curta.. 

 

 

Satisfação!!! Cadê? 👩🏻‍🎓👩‍🍳👨🏾‍🌾👨‍🚀👩🏾‍🔬👩‍🎤👨‍💻

A fonte de verdadeira satisfação  provém,  em torno de 60% ou mais,  de atividades produtivas, e também de realizações do trabalho.  Quando tive acesso a essa informação,  me veio à tona,  a busca incessante das pessoas,  por prazeres de todo tipo e em toda parte,  para “aproveitar a vida”.   Daí que acabam encontrando boas sensações, entretanto,  aparecem como fugazes.  Obviamente que não se pode generalizar,  existem casos e casos.

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Entretanto,   e o mais legal  é  considerar que o trabalho,  “maldito” por muitos,  por ser “penoso”,   “difícil”  e  até mesmo  “um castigo” –  predicados que aprendemos ao longo da vida –    é fonte de muitas realizações positivas e duradouras.

Certa vez,  faz muitos anos,  assisti um show do Toquinho, num encontro anual de executivos,  promovido pela empresa e algo que  ele disse ao final,  me marcou  e  tenho comigo até hoje:

“Estou fazendo a coisa que mais gosto,  música.   E ainda ganho dinheiro pra isso.”

Pensei comigo,   que privilégio poder ganhar dinheiro com a realização de gostos, de prazeres da vida.  Muitos anos depois,  participei de um evento em São Paulo,  com o Rick Jarow,   o autor do livro “Criando o trabalho que você ama”.,   e mais uma vez essas reflexões vieram  à tona.

  • É possível trabalhar com o que se ama?  Ou é uma utopia?
  • Será um privilégio para poucos,  como o Toquinho?
  • Fazer o que se gosta,  o que se ama, nem sempre “dá dinheiro”.

O fato é que a gente para muito pouco pra pensar no que “de fato”, no que  “realmente” gostamos, no que realmente somos.   Inundados por influências,  por modelos pre-concebidos,  muitas vezes “achamos” que gostamos.  Vez ou outra,  uma voz interna cochicha o contrário.  Parece nossa consciência ou nossa alma querendo um espaço pra respirar (rs)…

Lendo a Revista Vida Simples,  um texto(capa),  assinado pela querida e editora  Ana Holanda,  entitulado “Como encontrar o trabalho dos sonhos” me deparei de novo com essas mesmas questões.   Palavras afetuosas e que me fizeram pensar  novamente nas motivações que nos impulsionam a agir na vida.   Mais especialmente a agir para o trabalho.    Ela adiciona o elemento “alma”…  qual o trabalho sua alma quer?.   E menciona:

“E essa escuta,  a da alma, é algo que a gente demora a apurar. “

Arrisco dizer que muitos não chegam lá (rs).  Lembrei daquele número que mencionei no início desse artigo, que repito,  “em torno de 60%”  das realizações com satisfação verdadeira provêm de  atividades produtivas. Conectei com a frase citada na revista,  do filósofo Albert Camus,  que gostei muito:

˜Sem trabalho, toda a vida apodrece, mas, quando o trabalho é desprovido de alma, a vida sufoca e morre.

Encontrar o que nos motiva,  o que realmente nos mobiliza à realizações profundas e positivas  requer o exercício do autoconhecimento.  Requer parar pra pensar,  requer fazer escolhas.  Quando desenvolvi o 4TOUCH,   um programa destinado ao desenvolvimento pessoal,   que ajuda as pessoas a saírem da inércia e serem mais realizadoras,  eu mantinha essas reflexões cultivadas por anos,  como pano-de-fundo. Logo instituí o primeiro módulo voltado ao autoconhecimento. Para estimulá-las a pensarem sobre si mesmas,  seus valores,  seus gostos pessoais,  suas habilidades, suas motivações,  seus propósitos e significados.

Esses caminhos de descobertas,  de diálogos internos podem ser muito valiosos,  seja para confirmar os caminhos já escolhidos, seja para decidir por outros.   O fato é que,  ampliar o nível de consciência do que se é favorece muito a conquista de uma vida mais plena, com mais significado e porque não dizer,  mais feliz?

Até sempre,

Darlene

 

 

 

Você escolhe o que quer ser!! Ou não?

As escolhas  (tradeoffs),  em qualquer época da vida, não são triviais e ou necessariamente fáceis.  Pense em quantas e relevantes escolhas você realizou  ao longo do seu caminho: escolher o seu curso superior,  escolher sua profissão,  sua escola/universidade,  seu trabalho,  seu chefe,  escolher a empresa para a qual trabalhar,  escolher seus amigos,   seu namorado (a),  seu marido (esposa)..  e por aí vai.

Abrir mão de algo,  fazer concessões,  optar por algumas perdas.  Compõem o processo  natural de tomada de decisões. Pressupõem  ganhos e perdas.   Se você quer ter uma trajetória profissional,  qualquer que seja a área,  precisa escolher dedicar-se, concentrar esforços,  aprofundar-se em estudos e práticas,   em detrimento de outras atividades. Isso,  óbvio,  se se pretende alcançar seus objetivos.

Já dizia um antigo conhecido meu,   “there is no free lunch“…  ou seja,  não existe almoço grátis,  tudo tem seu preço.  Prefiro até dizer que tudo tem seu valor.   Implicitamente,  as escolhas são realizadas a partir do que representam,  do que valem  para cada uma das pessoas.  Algo de muito valor para mim  não necessariamente tem o mesmo valor para você e vice-versa.

Cada ser humano carrega em si,  uma individualidade própria,  uma história construída pelas suas próprias decisões.   Saber o que não fazer, é também tão importante, quanto saber o que fazer.  Por vezes, representa uma grande parte das nossas conquistas,  já que nosso tempo é exíguo.   Como Gonzales Pecotche diz:  “tempo é vida” e por isso não podemos desperdiçá-lo    De nada adianta  “lotar” a vida de atividades,  de “prazeres”,  e não conseguir dar foco, realizar e conquistar suas metas pessoais, por insuficiência de atenção dirigida!!

E você?  Como está escolhendo o que quer ser?  Ou está deixando o mundo escolher por você?

Dentre os meus vários vídeos de um minuto (disponíveis no youtube.com/darlenedutra),   destaquei um pra você, que fala de escolhas.   Me dê seu feedback -darlene@pothum.com.br.

 

Se você curtiu esse conteúdo,  curta e compartilhe. 

 

Há vida lá fora!

Acredite!  Grande parte das  horas diárias das pessoas são gastas em comportamentos absolutamente automáticos. Dentro do táxi, do metrô, do ônibus, do carro, … Podem passar por paisagens lindas, porém,  sem de fato vê-las,  apreciá-las,  desfrutá-las.knight-122838_640

Ao final de um período (dia, mês, ano) constatam  o sentimento de insatisfação por não terem feito o que gostariam. Permeia  a sensação de que poderiam ter feito mais ou de forma diferente.   Com tantos desenvolvimentos tecnológicos, inovações,  modernos padrões de vida as pessoas ainda estão abarrotadas de atividades, sem tempo para muitas outras que gostariam de realizar. Não parece contraditório?

Estamos correndo atrás do que mesmo?  

Se a resposta for “da felicidade”,   será esse o caminho?   Dedicamos uma enormidade de tempo na busca, do que  “achamos”  que nos fará mais felizes e ainda assim nos sentimos insatisfeitos,  infelizes até.  Se esse não é o seu caso,  tiro o meu chapéu pra você e o cumprimento efusivamente.

Ao assistir  cenas,  imagens  de pessoas  se acotovelando,   “loucos pra comprar”  num desses dias de black friday,  a famosa data de promoções fantásticas,  “pasmei”.  O que move tamanho desejo pelas compras, pelo consumo desenfreado?  Por que tantas pessoas querem ter mais e mais,  a qualquer custo?  Compulsivas por conquistar sempre mais e melhor, movimentadas pelos modelos e “padrões” divulgados incessantemente pelo marketing.  Estão tentando comprar a felicidade?

O que mais tem movido as pessoas? 

Gosto muito do projeto Walk & Talk – Histórias que Inspiram  realizado pela Luah e o Danilo,  projeto onde visitaram 28 países em 5 continentes ouvindo as pessoas sobre o que as motivavam viver.   Trata-se de um conteúdo que nos convida a pensar sobre essa questão:  o que nos move e  motiva?  O que te faz levantar da cama e agir ?

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fonte: Walk & Talk – Histórias que Inspiram

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Existem muitas pessoas que são teoricamente “bem sucedidas”, que têm tudo que gostariam (coisas), viagens, carros, casa confortável, status social, um trabalho que as remunera de forma diferenciada.  E por que,  ainda assim, não se sentem plenas, satisfeitas  ou felizes.

Olham pra dentro de si mesmas e  não conseguem encontrar as respostas para esse sentimento de “falta”  que mora ali.   Comprar coisas,  ter coisas,  não resolve isso. Viver para receber o salário e gastá-lo simplesmente não é o suficiente.

O que estou trazendo aqui pode soar  meio utópico, meio romântico.  Falar de sentimentos,  de realidades internas desatendidas não é usual à maioria.   E pode parecer fraqueza (para muitos).   Mas não é. Assisto movimentos significativos ao redor do mundo que retratam exatamente essa busca por uma vida de maior significância e menos “coisas”.   Veja:

a) Simplicidade voluntária,  de acordo com a wikipedia, e que transcrevo aqui, a  “Vida simples ou simplicidade voluntária é um estilo de vida no qual os indivíduos shoes-2465908_640conscientemente escolhem minimizar a preocupação com o “quanto mais melhor”, em termos de riqueza e consumo. Seus adeptos escolhem uma vida simples por diferentes razões que podem estar ligadas a espiritualidade, saúde, qualidade de vida e do tempo passado com a família e amigos, redução do stress, preservação do meio ambiente, justiça social ou anticonsumismo, enquanto outros escolhem viver mais simplesmente por preferência pessoal ou por razões econômicas – embora a vida simples seja essencialmente uma escolha e nada tenha a ver com “pobreza forçada”. A pobreza é involuntária e debilitante, a simplicidade é voluntária e mobilizadora, adverte Duane Elgin, autor do livro Simplicidade Voluntária. Significa fazer um esforço consciente para descobrir o que realmente é importante e abrir mão do que é supérfluo, descobrindo assim que uma vida mais frugal exteriormente pode ser muito mais rica e abundante interiormente. “

b) Downshifting – termo frequentemente utilizado para descrever um movimento quenote-415143_640 promove a redução da velocidade (diminuir a marcha),  redução da intensidade no nível de atividades e  que promove uma mudança no estilo de vida,  de maior para menor consumo. Um fenômeno que envolve renúncias voluntárias de cargos de chefia e de trabalho em prol do auto-desenvolvimento  ou de uma auto-realização baseada em outros fatores, culturais,  familiares,  de relações.   É desencadeado, por vezes,  nos momentos de alto stress no trabalho,  seja pelas péssimas condições oferecidas pelos empregadores, seja por trabalhar em algo que desgosta, por obrigação ou por despender muito mais tempo ao trabalho do que gostaria (problemas de trânsito, deslocamentos, etc.).

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c) Minimalismo,   é uma  palavra muito utilizada atualmente por pessoas que decidiram reduzir seu consumismo e voltando sua atenção para outros aspectos da vida. Aqueles que o dinheiro não pode comprar. Significa uma revisão geral no estilo de vida, no emprego inteligente do tempo  (tempo é luxo)  e na aplicação otimizada de recursos (financeiros ou não). Pode ser bem representado pela frase:  “o menos é mais”.

As pessoas que estão, de certa forma,  se familiarizando com esses movimentos privilegiam  mais a “qualidade” dos seus momentos de vida,  desfrutando com intensidade de suas relações,  aportando um valor mais real  e justo à outras variáveis,  que não só o trabalho.  Escolhem viver fora do “modelo automático”  do  “ganha-gasta”.

As dezenas de histórias que tenho tido contato no mundo moderno,  os seres que percorreram caminhos como esses – hoje mais conhecidos por conta do acesso fácil à informação – ajudam os demais a ampliar a visão acerca de escolhas e fazem pensar sobre caminhos alternativos e bem possíveis.    Arrisco dizer que acabam contribuindo para acordar medos guardados em gavetas e levar as pessoas  a assumirem mais as próprias inquietações internas a favor de mudanças.

Defendo a busca peloequilíbrio  entre as várias dimensões da vida.  No 4TOUCH, por meio de um processo “autocoaching” digital,  estimulo as pessoas a pensarem em seus vários cenários:  pessoal, família, trabalho, sociedade, etc.  O melhor dos mundos é ter um  trabalho que se desfrute e se curta muito,   que permita ser  uma pessoa produtiva sob condições razoáveis,  preservando a qualidade de vida,   permitindo uma conciliação com diversos  outros interesses.

Citado pelo Walk & Talk, e dito pelos gregos:

“as pessoas que encontram seus talentos e fazem aquilo que amam são mais entusiasmadas e motivadas que as demais. “

Manter-se sempre em atividades é fundamental,  sejam elas quais forem.  E se essas forem remuneradas, melhor ainda.  Já dizia Confúcio:  “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”   Afinal, precisamos sobreviver – alimentação, vestuário,  saúde,  mobilidade, etc –   suprir nossas necessidades físicas minimamente.  (lembrei de Maslow rs).

Recordo de uma frase minha,  que  utilizava por ocasião das  férias,  durante minha estada no mundo corporativo, e que fui entender mais profundamente muito, muito tempo depois.

“Há vida lá fora.”

Ela denotava um certo desequilíbrio que eu vivia entre as várias dimensões da vida. Nessas ocasiões  representava pra mim a possibilidade, mesmo que temporária,   de  “ter o domínio,  a liberdade de gerenciar  o meu tempo”.

Ser capaz de sentir a vida com a calma necessária, capturando as delicadezas, as sutilezas dos momentos, saboreando as experiências é algo encantador.

Reconheço a complexidade e as dificuldades  para mudança nos padrões de comportamentos,  para quebra de modelos e sistemas transmitidos por gerações.  Isso requer um conhecimento apurado de si mesmo (autoconhecimento) e uma boa dose de coragem.  Sempre que divulgo essas reflexões,   várias pessoas curtem, comentam  e colaboram com elas.   Confirmam assim esse existe um  desejo latente em viver diferente,  transformar,  mudar o “status quo”.   Feliz por isso! Afinal,  há vida lá fora. (rs)

Se você tem o vírus do incômodo positivo,  da inquietação por uma vida mais plena, pense nisso.  Se gostou desse tema – desse “dedo de prosa”,  como dizem os mineiros do interior –  me escreva contando sua história.    Vou adorar conhecer.  darlene@pothum.com.br

Indicações:

Filme  Alike (youtube)

Projeto Walk & Talk – Histórias que Inspiram

“Minha mãe fazia” Crônicas e Receitas & Curso de Escrita – Etapa II em Uberlândia

No final de maio tivemos em Uberlândia, a Ana Holanda,  editora chefe da Revista Vida Simples,  com o curso Escrita Criativa e Afetuosa.    Foi uma belíssima oportunidade não só para aprender,  mas para entender um pouco mais sobre onde nasce a escrita dentro da gente…   Por onde anda nosso  “olhar”  e como traduzimos isso em palavras.

Agora,  dia 23 de junho,  ela estará de volta aqui,  na Livraria Saraiva, (19 horas) fazendo o lançamento do seu livro    “Minha mãe fazia”.     Esse livro vai além das receitas em sí e nos transporta para os contextos de vidas envoltas no alimento. Nos faz pensar que o alimento em si é só um pequeno pedaço dos relacionamentos e convivências em volta dele.  Alimentos são fontes de lembranças, de emoções, de afeto,  de pessoas.

“Cozinhar, pode acreditar,  acalma os pensamentos, põe as ideias em ordem. Porque, entre um ovo que se quebra,  a mistura que ganha forma e o caldo da carne que apura,  os pensamentos e sentimentos vão  reduzindo o passo e ocupando o espaço devido.  ”  Ana Holanda

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No dia 24,  das 08.30 as 12.30  teremos uma segunda etapa do Curso Escrita Criativa e Afetuosa, com duração de 4 horas.  Para os que não puderam participar da primeira etapa e tiverem interesse em aproveitar essa oportunidade,  basta entrar em contato comigo.  999763434 –

Te encontro lá!!

Até sempre,
Darlene

Conversas difíceis

Ao longo da vida… serão inúmeras…. e em  situações de todo tipo.

Em um dos bons livros sobre esse tema, os autores  mencionam que  DIÁLOGO DIFÍCIL é aquele que causa “desconforto”. E se propõem “colaborar” com as pessoas, para que elas atuem melhor em situações importantes e que exijam argumentações, posicionamentos.

Veja e se recorde de algumas das  situações  em que ocorrem esses tipos de “diálogos”:
– dificuldades nos relacionamentos
– cobrança de resultados de outras pessoas
– discordância de posição, principalmente de autoridades ou chefias
– dizer não para uma situação
– dar uma má notícia
– dar um feedback mais difícil

Uma imagem que gostei muito foi a comparação de  uma mensagem difícil com uma granada. Sempre causará estragos. E se você não o fizer, estará com a granada sem pino nas suas  próprias mãos.  Ou seja, algo não resolvido permanece com você.

Pensar sobre a forma de abordar o assunto,  o melhor momento,  o local,   as possíveis reações  é uma forma de você se preparar para lidar melhor com a situação.

É bom lembrar que todo o universo,  com uma exceção insignificante, é composto de outros.

John Andrew Holmes

Com esforço e dedicação  é possível sim, evoluir.  Em tudo  aquilo que colocamos energia, foco e especialmente ação encontramos alguns resultados.   As pessoas que percorreram esse caminho relataram a diminuição da ansiedade e maior auto-confiança,  maior sensação de integridade.

Elas  (as conversas difíceis) fazem parte da vida!!! NÂO podemos  e não devemos evitá-las. Então vamos aprender como lidar melhor com elas??

Até sempre..

Darlene

Eu comigo.. evoluções necessárias..

Dado minhas preferências e interesses pelas questões humanas,  e pela minha necessidade de  evolução pessoal  tenho aprendido a observar e entender melhor as minhas  reações internas diante das situações.

São as mais variadas, asseguro… (rs)
E se configuram elementos interessantes de análises… (rs)

As perguntas que surgem e contribuem nesses momentos são:

Por que  sinto ou reajo dessa forma em determinadas situações ou circunstâncias?
Qual a base, a causa, a origem desse tipo de reação?
O que posso fazer para mudar isso?
Se eu passar por essa circunstância novamente,  como atuar?
… outras e outras e outras…

Esse mecanismo de reflexão  interna faz parte de um processo de  autodesenvolvimento, de auto-reconhecimento e evolução.   Tem relação direta com o “MINDSET” (modelo mental) de crescimento que eu já trouxe  nesta série de postagens,   representa também uma fonte de muitas descobertas,  uma chave para o exercício dos feedbacks principalmente os da categoria “avaliativos”.

É mais poderoso aquele que tem poder sobre si.  (Lúcio Sêneca)

As possibilidades de aprendizado são muito favorecidas quando  o “processo” ocorre consigo mesmo:  você se auto avaliando e promovendo as correções necessárias.     Parece fácil… mas não é.   Há que se ter: predisposição para mudar,  vontade de ser melhor, necessidade de evoluir e acima de tudo, humildade para reconhecer que não sabe todas as coisas, que é passível de erros.    Em geral,  e principalmente no contexto dos negócios, existem dificuldades em se assumir os próprios erros,  as pessoas são mais “orgulhosas” (grifo meu porque a palavra deveria ser outra,  não se trata necessariamente orgulho …).  Pedir desculpas então…   pode representar “fraqueza”.

Esse percurso (eu comigo)  requer a atenção diligente como companheira e um diálogo profundo consigo mesmo.  Requer ação! Teste! Implementação!

Para quem se interessa nesse caminho de aperfeiçoamento é recomendável manter um estado de inquietude positiva, não se deixando acomodar pelas conquistas ao longo do tempo.

No fundo,  esse processo significa … “Eu me dando FEEDBACK” .. (rs)

“O autoconhecimento se aprende melhor não pela contemplação mas pela ação. Procure cumprir seu dever e logo descobrirá do que você é feito.”
Johann Goethe

Até sempre,

Darlene

 

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não fui a escolhida…

Cheguei a pensar que eu era o problema !!!
Me considerei mesmo incompetente!!
Como dizem os gaúchos:  “Bah..Tchê“!!   Ou “Barbaridade Tchê!!!

Não ser capaz de ocupar uma posição para a qual eu me preparava há anos foi realmente frustrante.  Eu tinha, em geral,  o reconhecimento positivo de grande parte das pessoas,  tinha feedbacks relevantes sobre minha performance e experiência com gestão de pessoas  (inclusive formais),  escrevi uma trajetória de realizações e engajamento  reais,  ou seja, muitas variáveis  favoráveis para que eu fizesse o  “step” seguinte, o próximo passo.

Naquele momento me passou um pensamento de arrependimento por  não ter aceito um convite de  trabalho numa grande empresa no Rio de Janeiro, épocas antes.  Mas como nada ocorre por acaso…

Ao viver tal episódio tive a necessidade interna de entender  a decisão,  tentei  obter informações mais aprofundadas,  mas foram iniciativas e movimentos em vão.  Tem decisões que nunca serão totalmente expostas e entendidas. Mesmo com o apoio dos aparatos do marketing interno sempre haverão dúvidas  porque envolvem questões que não são explícitas  e não são declaradas nessas circunstâncias.

“Teoricamente” eu  pensava  que mereceria  um feedback sobre o pontos que precisaria evoluir e conquistar para assumir mais responsabilidades e  ou para que eu pudesse me preparar para um outro posicionamento profissional.   Em matérias avançadas de gestão de pessoas esse seria um caminho natural e óbvio,  mas isso nem sempre funciona assim.

Muito pelo contrário,  as pesquisas nos revelam que falta muito ainda às organizações para que hajam processos de gestão e feedbacks adequados.  Ainda depende muito da cultura,   do interesse individual  do gestor no desenvolvimento das pessoas,  da sua capacitação em “dar feedback” de forma genuína e natural,  e mesmo do cuidado “humano” com os profissionais.

Em alguns estudos e fontes conhecidas da administração (Drucker) :

“os executivos gastam muito tempo gerenciando pessoas e tomando grandes decisões sobre pessoas do que qualquer outra coisa – e estão certos. Nenhuma outra decisão tem consequências tão duradouras ou é tão difícil  de ser desfeita.  Porém, mesmo assim de modo geral, os executivos tomam decisões ruins com respeito a promoções e a alocação de pessoal.  Segundo opinião geral, a média de acertos desses executivos não ultrapassa 0,333. Quando muito, 33% dessas decisões revelam-se corretas,  33% são minimamente eficazes; e 33% são um completo fracasso. Em nenhuma outra área da administração toleraríamos um desempenho tão desprezível.”

As decisões sobre pessoas são complexas, carregam em si uma série de variáveis e por vezes, não necessariamente conscientes: ancoragem emocional, apego ao familiar, rotulação,  julgamentos precipitados,  superestimação da capacidade, conhecimentos específicos,   dificuldades de avaliações, necessidades de capacitações mutáveis (estágio e maturidade dos negócios),  procrastinação, avaliação de pessoas em termos absolutos, tentativas de salvar as aparências, gregarismos,  pressões políticas,   conflitos de interesses,  princípios e valores, intuição, contextos culturais, etc…   Acho que já foi muito. Na  bibliografia há uma fartura dessas questões.!!

Quando coloco aqui essa racionalização pode parecer que apresento justificativas pela minha não escolha.  Mas,  não!!  Por pior e mais frustrante que tenha sido  me proporcionou um verdadeiro  SALTO DE VISÃO E AMADURECIMENTO PROFISSIONAL…

Passei a ler, estudar,  refletir e compreendi muito mais aspectos das culturas organizacionais e seus protagonistas.   Mergulhei nas matérias sobre lideranças (que sempre gostei demais), sobre  as geografias de decisões nas empresas,   sobre as mazelas do poder,  sobre as práticas políticas,  sobre características psicológicas, entre outros.

Também pude realizar um trabalho de  autoconhecimento e auto-avaliação na busca de uma maior elucidação  das minhas reais competências e capacitações de trabalho para novas oportunidades e experiências.

Enfim,  foi uma SUPER oportunidade para aquisição de conhecimentos que foram fabulosos e substanciais pra mim! 

Em certo momento,  cheguei a pensar…  “Naquele contexto, que bom que não fui eu.”.

As relações de toda ordem passam por alinhamentos  de interesses,   de objetivos, de propósitos e sobretudo de princípios. A aceleração promovida pelas tecnologias e inovações ampliam o espectro de escolhas de todos os atores – empregadores e empregados.  Os modelos e  as relações de produção e  trabalho passam por uma significativa transformação e por conseguinte as geografias de decisões de todos os agentes desse panorama também.

Aprendi que as experiências difíceis são fontes de crescimento quando há uma mentalidade aberta  e  uma inquietação intelectual e emocional para evoluir.

As grandes decisões sobre pessoas abrem muitos caminhos,  muitas PORTAS…
Como não ser grata por isso??

Até sempre!

Darlene

P.S.:

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Corrigir sem ofender..

Nesses dias postei sobre  as dificuldades em  ˜ser autêntico”,  sobre  as pessoas  “se vestirem”  de muitos papéis na “selva da sobrevivência”.
Gostei muito do texto do Cortella (Livro Educação, Convivência e Ética: Audácia e Esperança.. que chama atenção para outro ponto de vista. Ser autêntico não é SER DESCUIDADO e falar tudo que pensa a qualquer tempo.
Transcrevo  aqui,  porque vale a pena a leitura!!!!
 Captura de Tela 2017-02-18 às 08.22.19.png“O que é uma pessoa honrada? Aquela que, entre outras coisas, tem a percepção da piedade, aquilo que precisa ser resguardado na convivência. Uma pessoa autêntica tem a autenticidade grudada à piedade. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, dizer tudo o que penso. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, desqualificar apenas porque quero ser transparente. Ser autêntico não significa ser transparente de maneiro contínua.

Ser transparente para si mesmo? Sem dúvida, mas dizer tudo o que pensa numa convivência é ofensivo. O exemplo do menino de 5,6 anos de idade que traz o presente clássico do Dia dos Pais feito pelas próprias mãos. Chega da escola com aquelas coisas “horrorosas”, feitas com casca de ovo, palito de sorvete, que chegam a cheirar mal. “Pai, tá bonito?” É óbvio que o pai dirá que está maravilhoso naquela circunstância. A ideia do elogio ou do não elogio tem de ser circunstancializada.

Uma pessoa autêntica não aquela que é o tempo todo transparente. Se ela não tiver percepção de circunstância, ela se torna inconveniente.

“Mas é assim que eu penso”.

O fato de pensar assim não exime a pessoa de ser moderada. Isso não a leva a perder a autenticidade, apenas a resguardar a expressão de modo como é. Porque, como eu sou com os outros, tenho de ser de fato o que sou, mas não posso desconsiderar que outros existem.

É preciso cautela, em nome da autenticidade, para não ser ofensivo. Nem descambar para o terreno da crueldade. Por exemplo, a criança chega com o presente e o pai diz: “Não está, não.  Você devia ter feito uma coisa bonita”. Ora, na condição daquela criança, ela fez algo belíssimo. E é belo porque ela fez no melhor da sua condição.

Não é a mesma circunstância de um pai ou de uma mãe que percebem que a criança fez algo com desleixo. Nesse caso, não deve elogiar por elogiar, porque isso deseduca. Se um filho ou uma filha traz um desenho que pode ser precário, mas que, naquela circunstância, naquela idade, naquele modo, é o melhor que a criança poderia fazer, é preciso elogiar em alto estilo. É sinal de afeto imenso. Mas, se o desenho apresentado é resultado de um desleixo, não se deve elogiar.
Eu posso dizer a clássica fase de que educa: “Você é capaz de fazer melhor do que isso que está me mostrando”. Isso é educação. O que é crueldade? Dizer: “Isso é péssimo”.

Quem educa precisa corrigir sem ofender, orientar sem humilhar.
Precisa conviver com essa virtude, que é a piedade.”

 

Até sempre..

Darlene

Boa semana!! Boas viagens!!!

 

“Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor.  E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. 

Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos,
e simplesmente ir ver.”

Amyr Klink

 

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feedback faz falta…

 

… e afeta os resultados (na última linha) das organizações.

A falta de feedback é uma das razões de descontentamento  dos colaboradores com o trabalho. Numa pesquisa realizada sobre o tema,  os números chamam a atenção.

Este foi um deles !!!!

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As pessoas quando não recebem feedbacks ficam duvidosas  se o esforço  e a dedicação que oferecem estão sendo “vistos”,   estão sendo “adequados”,   reconhecidos pelos seus superiores, pares, etc.    Com muita frequência não conseguem conectar seu trabalho aos objetivos estratégicos da empresa.

Daí que 65% das colaboradores querem mais feedback.

Apresento um outro número bastante expressivo:  39% da força de trabalho NÄO se sente reconhecida ou apreciada.   (é muuuitoo) 

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Esse resultado  me faz pensar que,  se existe esse percentual de “dúvida” com relação ao próprio trabalho,  pode haver implicitamente muitas oportunidades aí:

melhor  produtividade – se as pessoas não tem  certeza  dos seus resultados podem não estar entregando a totalidade de seu potencial…  ou podem não estar entregando o que de fato a empresa precisa (?!?!)

quase 40%  do quadro de colaboradores  pode estar com problemas de motivação. Isso exerce impacto direto nas realizações  e  no  contexto social do trabalho.  Além de afetar, de certa forma,  os outros 60% sob o ponto de vista de ambiente de trabalho.

Uma cultura de feedback  implementada pode influenciar os resultados de negócio?  Eu pessoalmente acredito nisso!!

Recentemente num artigo de Lolly Daskal,  ela mencionou as cinco maiores causas  de pedidos de demissões por colaboradores que mesmo apreciando o trabalho decidem sair das atuais organizações.

Duas das cinco  causas tem relação direta com a prática do mecanismo de feedback:

falta de reconhecimento

estagnação

Os estudos mostram que as pessoas tem necessidades de  enxergar perspectivas de evolução  no seu trabalho e de verem seus resultados reconhecidos, valorizados.

Ora,  se as empresas são feitas de pessoas …

Até sempre,

Darlene

 

 

Coragem! “a vida é muito curta pra ser pequena “.

Pra começar bem a semana institua o pensamento de  CORAGEM e de VALENTIA …. como um caminho de progressão, como uma mola propulsora de  vida com valor, como  um viabilizador de experiências.

Vejo pessoas  paralisarem  ou adiarem  suas iniciativas, vontades, projetos.. por falta dela..!!

Tenho uma amiga jovem de Florianópolis, que conheci num curso em 2015,  e  recordo como se fosse hoje a frase que dizia cheia de energia (estímulo cativante da juventude):

“SE JOGA!!”.

A minha interpretação para ela  é:   ..  tenha coragem.. enfrente.. supere!!

CORAGEM – Originalmente, surgiu do latim “cor”, que significa “coração”, e a definição original da palavra era “contar a história de quem você é com o coração”.

“Significa agir com a intenção do coração!! ” Motomura

Ouvi essa frase pela primeira vez pelo Cortella,  num de seus livros e compartilho:

“A vida é muito curta pra ser pequena!!”

Para essa semana… “Se joga!”  .. para viver e fazer da sua vida algo GRANDE!!!

Até sempre!
Darlene

construindo pontes…

Considerando-se  o acesso facilitado a uma enormidade  de informações, dados, e conhecimentos,  a habilidade em conectar mentes e corações  – Construção de relações – para realização de objetivos ou  propósitos comuns,  tornou-se ainda mais necessária e requerida.

Quando pensamos sobre isso são tantos aspectos … mas hoje quero ressaltar  um deles:
a autenticidade.

"Autêntico significa verdadeiro, legítimo, genuíno. 
É um adjetivo que caracteriza aquilo que não deixa dúvidas, 
em que há autenticidade, que não é falso, que é real, positivo."

Uma das qualidades em extinção em terras de egos inflados.

Tantas máscaras,   tantas representações,  tantas manipulações
têm vestido os seres para sobreviver num mundo de pressões,  rótulos e exigências que a autenticidade tem estado anestesiada.   (difícil ser autêntico e principalmente bancar isso).  O medo e  a apatia das pessoas frente às situações têm demonstrado isso claramente.

Veja alguns pensamentos correntes:

"Me posicionar  pra quê?"   
"Apresentar meu ponto de vista diferente  demanda esforço de explicação..."
"Se eu for realmente quem eu sou,  não serei bem quisto..."
"Se eu disser o que penso, posso ser demitido... "

 

“as mentiras mais devastadoras para a nossa auto-estima
não são as que contamos, mas as que vivemos.”   
Nathaniel Branden

Qual a relação da “construção de relações” e “autenticidade”?

Tenho compreendido que a construção de relações baseada em comportamentos “artificiais” não se sustenta ao longo do tempo.  Se as pessoas não são  autênticas e verdadeiras nessas empreitadas,  as chances de insucessos (nas relações verdadeiras) são reais.

Oportunamente essas relações podem ate ser úteis para atingir determinados propósitos e  interesses momentâneos de alguns.  Mas não sendo amparadas por esta (autenticidade) e outras virtudes  acabam não se constituindo de fato em “construção de relações”…     Peço licença para, de forma criativa, chamar de “arranjos sociais com propósitos definidos” (rss).

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Deixo pra pensar:

  • o que de fato representa pra você   “construir relações”,
    construir verdadeiras pontes entre as pessoas?
  • o  que significa pra você ser autêntico?

Gostei de um artigo do site administradores.com.br que fala sobre o que é ser autêntico. Se você tiver interesse, segue o link: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-que-e-ser-autentico/38509/

Até sempre..

Darlene

Aproveite seu tempo… é VIDA!

A semana está começando  … ..  temos muito por fazer!!

Aproveite seu tempo.. pense agora sobre as atividades que precisa realizar e como vai distribuí-las nos dias da semana!!    Organize para que tenha condições de realizar tudo o que gostaria e contemple possíveis adversidades.  Não se esqueça de deixar um “slot”, um “lugarzinho” para as suas relações próximas

Em geral o trabalho tem consumido muito do tempo das pessoas e  as outras áreas da vida, ficam a desejar em atenção e qualidade.   Estima-se que 61% das pessoas (pesquisa) não encontram o ansiado equilíbrio entre o trabalho e as atividades pessoais.

Certifique-se que sua programação contemplou outros aspectos não profissionais: uma conversa com seu filho,   um jantar com seus amigos,   uma visita ou telefonema  a uma pessoa querida com quem não fala há muito tempo,  uma mensagem de afeto e reconhecimento, uma pedalada com uma companhia valiosa….. ..  etc, etc, etc, …

Em todas as ocasiões,  certamente haverá um “feedback”,  um olhar que seja.!!  Desfrute!

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Boa semana e até sempre!

Darlene

 

Se quiser dividir experiências.. me escreva
darlene@pothum.com.br

Baixe o ebook sobre FEEDBACK – Segredos de se relacionar

 

feedback não é só para o trabalho!

Quando falo de feedback, muitas pessoas relacionam imediatamente o tema aos aspectos da vida profissional,  dado que tem sido amplamente utilizado nesse contexto. Contudo,  o feedback é um mecanismo válido para as relações humanas,  quaisquer que sejam.

Tenho escrito vários posts aqui sobre o tema e já passei algumas dicas sobre outros contextos de utilização dessa ferramenta “INCRÌVEL”.

Continue nos seguindo que vamos evoluir com informações prá você.

Até sempre,

Darlene

Estudar para a vida!

Tenho aprendido que a vida é uma bela oportunidade de evolução e que estudar é um dos melhores caminhos para ser melhor, para estar melhor.


Aprender, no dicionário é …
v. tr.

1. Ir adquirindo o conhecimento de.
v. intr.
2. Estudar.

Então, estude, aprenda e viva.
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