Você escolhe o que quer ser!! Ou não?

As escolhas  (tradeoffs),  em qualquer época da vida, não são triviais e ou necessariamente fáceis.  Pense em quantas e relevantes escolhas você realizou  ao longo do seu caminho: escolher o seu curso superior,  escolher sua profissão,  sua escola/universidade,  seu trabalho,  seu chefe,  escolher a empresa para a qual trabalhar,  escolher seus amigos,   seu namorado (a),  seu marido (esposa)..  e por aí vai.

Abrir mão de algo,  fazer concessões,  optar por algumas perdas.  Compõem o processo  natural de tomada de decisões. Pressupõem  ganhos e perdas.   Se você quer ter uma trajetória profissional,  qualquer que seja a área,  precisa escolher dedicar-se, concentrar esforços,  aprofundar-se em estudos e práticas,   em detrimento de outras atividades. Isso,  óbvio,  se se pretende alcançar seus objetivos.

Já dizia um antigo conhecido meu,   “there is no free lunch“…  ou seja,  não existe almoço grátis,  tudo tem seu preço.  Prefiro até dizer que tudo tem seu valor.   Implicitamente,  as escolhas são realizadas a partir do que representam,  do que valem  para cada uma das pessoas.  Algo de muito valor para mim  não necessariamente tem o mesmo valor para você e vice-versa.

Cada ser humano carrega em si,  uma individualidade própria,  uma história construída pelas suas próprias decisões.   Saber o que não fazer, é também tão importante, quanto saber o que fazer.  Por vezes, representa uma grande parte das nossas conquistas,  já que nosso tempo é exíguo.   Como Gonzales Pecotche diz:  “tempo é vida” e por isso não podemos desperdiçá-lo    De nada adianta  “lotar” a vida de atividades,  de “prazeres”,  e não conseguir dar foco, realizar e conquistar suas metas pessoais, por insuficiência de atenção dirigida!!

E você?  Como está escolhendo o que quer ser?  Ou está deixando o mundo escolher por você?

Dentre os meus vários vídeos de um minuto (disponíveis no youtube.com/darlenedutra),   destaquei um pra você, que fala de escolhas.   Me dê seu feedback -darlene@pothum.com.br.

 

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Há vida lá fora!

 

Acredite!  Grande parte das  horas diárias das pessoas são gastas em comportamentos absolutamente automáticos. Dentro do táxi, do metrô, do ônibus, do carro, … Podem passar por paisagens lindas, porém,  sem de fato vê-las,  apreciá-las,  desfrutá-las.knight-122838_640

Ao final de um período (dia, mês, ano) constatam  o sentimento de insatisfação por não terem feito o que gostariam. Permeia  a sensação de que poderiam ter feito mais ou de forma diferente.   Com tantos desenvolvimentos tecnológicos, inovações,  modernos padrões de vida as pessoas ainda estão abarrotadas de atividades, sem tempo para muitas outras que gostariam de realizar. Não parece contraditório?

Estamos correndo atrás do que mesmo?  

Se a resposta for “da felicidade”,   será esse o caminho?   Dedicamos uma enormidade de tempo na busca, do que  “achamos”  que nos fará mais felizes e ainda assim nos sentimos insatisfeitos,  infelizes até.  Se esse não é o seu caso,  tiro o meu chapéu pra você e o cumprimento efusivamente.

Ao assistir  cenas,  imagens  de pessoas  se acotovelando,   “loucos pra comprar”  num desses dias de black friday,  a famosa data de promoções fantásticas,  “pasmei”.  O que move tamanho desejo pelas compras, pelo consumo desenfreado?  Por que tantas pessoas querem ter mais e mais,  a qualquer custo?  Compulsivas por conquistar sempre mais e melhor, movimentadas pelos modelos e “padrões” divulgados incessantemente pelo marketing.  Estão tentando comprar a felicidade?

O que mais tem movido as pessoas? 

Gosto muito do projeto Walk & Talk – Histórias que Inspiram  realizado pela Luah e o Danilo,  projeto onde visitaram 28 países em 5 continentes ouvindo as pessoas sobre o que as motivavam viver.   Trata-se de um conteúdo que nos convida a pensar sobre essa questão:  o que nos move e  motiva?  O que te faz levantar da cama e agir ?

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fonte: Walk & Talk – Histórias que Inspiram

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Existem muitas pessoas que são teoricamente “bem sucedidas”, que têm tudo que gostariam (coisas), viagens, carros, casa confortável, status social, um trabalho que as remunera de forma diferenciada.  E por que,  ainda assim, não se sentem plenas, satisfeitas  ou felizes.

Olham pra dentro de si mesmas e  não conseguem encontrar as respostas para esse sentimento de “falta”  que mora ali.   Comprar coisas,  ter coisas,  não resolve isso. Viver para receber o salário e gastá-lo simplesmente não é o suficiente.

O que estou trazendo aqui pode soar  meio utópico, meio romântico.  Falar de sentimentos,  de realidades internas desatendidas não é usual à maioria.   E pode parecer fraqueza (para muitos).   Mas não é. Assisto movimentos significativos ao redor do mundo que retratam exatamente essa busca por uma vida de maior significância e menos “coisas”.   Veja:

a) Simplicidade voluntária,  de acordo com a wikipedia, e que transcrevo aqui, a  “Vida simples ou simplicidade voluntária é um estilo de vida no qual os indivíduos shoes-2465908_640conscientemente escolhem minimizar a preocupação com o “quanto mais melhor”, em termos de riqueza e consumo. Seus adeptos escolhem uma vida simples por diferentes razões que podem estar ligadas a espiritualidade, saúde, qualidade de vida e do tempo passado com a família e amigos, redução do stress, preservação do meio ambiente, justiça social ou anticonsumismo, enquanto outros escolhem viver mais simplesmente por preferência pessoal ou por razões econômicas – embora a vida simples seja essencialmente uma escolha e nada tenha a ver com “pobreza forçada”. A pobreza é involuntária e debilitante, a simplicidade é voluntária e mobilizadora, adverte Duane Elgin, autor do livro Simplicidade Voluntária. Significa fazer um esforço consciente para descobrir o que realmente é importante e abrir mão do que é supérfluo, descobrindo assim que uma vida mais frugal exteriormente pode ser muito mais rica e abundante interiormente. “

b) Downshifting – termo frequentemente utilizado para descrever um movimento quenote-415143_640 promove a redução da velocidade (diminuir a marcha),  redução da intensidade no nível de atividades e  que promove uma mudança no estilo de vida,  de maior para menor consumo. Um fenômeno que envolve renúncias voluntárias de cargos de chefia e de trabalho em prol do auto-desenvolvimento  ou de uma auto-realização baseada em outros fatores, culturais,  familiares,  de relações.   É desencadeado, por vezes,  nos momentos de alto stress no trabalho,  seja pelas péssimas condições oferecidas pelos empregadores, seja por trabalhar em algo que desgosta, por obrigação ou por despender muito mais tempo ao trabalho do que gostaria (problemas de trânsito, deslocamentos, etc.).

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c) Minimalismo,   é uma  palavra muito utilizada atualmente por pessoas que decidiram reduzir seu consumismo e voltando sua atenção para outros aspectos da vida. Aqueles que o dinheiro não pode comprar. Significa uma revisão geral no estilo de vida, no emprego inteligente do tempo  (tempo é luxo)  e na aplicação otimizada de recursos (financeiros ou não). Pode ser bem representado pela frase:  “o menos é mais”.

As pessoas que estão, de certa forma,  se familiarizando com esses movimentos privilegiam  mais a “qualidade” dos seus momentos de vida,  desfrutando com intensidade de suas relações,  aportando um valor mais real  e justo à outras variáveis,  que não só o trabalho.  Escolhem viver fora do “modelo automático”  do  “ganha-gasta”.

As dezenas de histórias que tenho tido contato no mundo moderno,  os seres que percorreram caminhos como esses – hoje mais conhecidos por conta do acesso fácil à informação – ajudam os demais a ampliar a visão acerca de escolhas e fazem pensar sobre caminhos alternativos e bem possíveis.    Arrisco dizer que acabam contribuindo para acordar medos guardados em gavetas e levar as pessoas  a assumirem mais as próprias inquietações internas a favor de mudanças.

Defendo a busca peloequilíbrio  entre as várias dimensões da vida.  No 4TOUCH, por meio de um processo “autocoaching” digital,  estimulo as pessoas a pensarem em seus vários cenários:  pessoal, família, trabalho, sociedade, etc.  O melhor dos mundos é ter um  trabalho que se desfrute e se curta muito,   que permita ser  uma pessoa produtiva sob condições razoáveis,  preservando a qualidade de vida,   permitindo uma conciliação com diversos  outros interesses.

Citado pelo Walk & Talk, e dito pelos gregos:

“as pessoas que encontram seus talentos e fazem aquilo que amam são mais entusiasmadas e motivadas que as demais. “

Manter-se sempre em atividades é fundamental,  sejam elas quais forem.  E se essas forem remuneradas, melhor ainda.  Já dizia Confúcio:  “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”   Afinal, precisamos sobreviver – alimentação, vestuário,  saúde,  mobilidade, etc –   suprir nossas necessidades físicas minimamente.  (lembrei de Maslow rs).

Recordo de uma frase minha,  que  utilizava por ocasião das  férias,  durante minha estada do mundo corporativo, e que fui entender mais profundamente muito, muito tempo depois.

“Há vida lá fora.”

Ela denotava um certo desequilíbrio que eu vivia entre as várias dimensões da vida. Nessas ocasiões  representava pra mim a possibilidade, mesmo que temporária,   de  “ter o domínio,  a liberdade de gerenciar  o meu tempo”.

Ser capaz de sentir a vida com a calma necessária, capturando as delicadezas, as sutilezas dos momentos, saboreando as experiências é algo encantador.

Reconheço a complexidade e as dificuldades  para mudança nos padrões de comportamentos,  para quebra de modelos e sistemas transmitidos por gerações.  Isso requer um conhecimento apurado de si mesmo (autoconhecimento) e uma boa dose de coragem.  Sempre que divulgo essas reflexões,   várias pessoas curtem, comentam  e colaboram com elas.   Confirmam assim esse existe um  desejo latente em viver diferente,  transformar,  mudar o “status quo”.   Feliz por isso! Afinal,  há vida lá fora. (rs)

Se você tem o vírus do incômodo positivo,  da inquietação por uma vida mais plena, pense nisso.  Se gostou desse tema – desse “dedo de prosa”,  como dizem os mineiros do interior –  me escreva contando sua história.    Vou adorar conhecer.  darlene@pothum.com.br

 

Indicações:

Filme  Alike (youtube)

Projeto Walk & Talk – Histórias que Inspiram

 

 

 

“Minha mãe fazia” Crônicas e Receitas & Curso de Escrita – Etapa II em Uberlândia

No final de maio tivemos em Uberlândia, a Ana Holanda,  editora chefe da Revista Vida Simples,  com o curso Escrita Criativa e Afetuosa.    Foi uma belíssima oportunidade não só para aprender,  mas para entender um pouco mais sobre onde nasce a escrita dentro da gente…   Por onde anda nosso  “olhar”  e como traduzimos isso em palavras.

Agora,  dia 23 de junho,  ela estará de volta aqui,  na Livraria Saraiva, (19 horas) fazendo o lançamento do seu livro    “Minha mãe fazia”.     Esse livro vai além das receitas em sí e nos transporta para os contextos de vidas envoltas no alimento. Nos faz pensar que o alimento em si é só um pequeno pedaço dos relacionamentos e convivências em volta dele.  Alimentos são fontes de lembranças, de emoções, de afeto,  de pessoas.

“Cozinhar, pode acreditar,  acalma os pensamentos, põe as ideias em ordem. Porque, entre um ovo que se quebra,  a mistura que ganha forma e o caldo da carne que apura,  os pensamentos e sentimentos vão  reduzindo o passo e ocupando o espaço devido.  ”  Ana Holanda

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No dia 24,  das 08.30 as 12.30  teremos uma segunda etapa do Curso Escrita Criativa e Afetuosa, com duração de 4 horas.  Para os que não puderam participar da primeira etapa e tiverem interesse em aproveitar essa oportunidade,  basta entrar em contato comigo.  999763434 –

Te encontro lá!!

Até sempre,
Darlene

Conversas difíceis

Ao longo da vida… serão inúmeras…. e em  situações de todo tipo.

Em um dos bons livros sobre esse tema, os autores  mencionam que  DIÁLOGO DIFÍCIL é aquele que causa “desconforto”. E se propõem “colaborar” com as pessoas, para que elas atuem melhor em situações importantes e que exijam argumentações, posicionamentos.

Veja e se recorde de algumas das  situações  em que ocorrem esses tipos de “diálogos”:
– dificuldades nos relacionamentos
– cobrança de resultados de outras pessoas
– discordância de posição, principalmente de autoridades ou chefias
– dizer não para uma situação
– dar uma má notícia
– dar um feedback mais difícil

Uma imagem que gostei muito foi a comparação de  uma mensagem difícil com uma granada. Sempre causará estragos. E se você não o fizer, estará com a granada sem pino nas suas  próprias mãos.  Ou seja, algo não resolvido permanece com você.

Pensar sobre a forma de abordar o assunto,  o melhor momento,  o local,   as possíveis reações  é uma forma de você se preparar para lidar melhor com a situação.

É bom lembrar que todo o universo,  com uma exceção insignificante, é composto de outros.

John Andrew Holmes

Com esforço e dedicação  é possível sim, evoluir.  Em tudo  aquilo que colocamos energia, foco e especialmente ação encontramos alguns resultados.   As pessoas que percorreram esse caminho relataram a diminuição da ansiedade e maior auto-confiança,  maior sensação de integridade.

Elas  (as conversas difíceis) fazem parte da vida!!! NÂO podemos  e não devemos evitá-las. Então vamos aprender como lidar melhor com elas??

Até sempre..

Darlene

Eu comigo.. evoluções necessárias..

Dado minhas preferências e interesses pelas questões humanas,  e pela minha necessidade de  evolução pessoal  tenho aprendido a observar e entender melhor as minhas  reações internas diante das situações.

São as mais variadas, asseguro… (rs)
E se configuram elementos interessantes de análises… (rs)

As perguntas que surgem e contribuem nesses momentos são:

Por que  sinto ou reajo dessa forma em determinadas situações ou circunstâncias?
Qual a base, a causa, a origem desse tipo de reação?
O que posso fazer para mudar isso?
Se eu passar por essa circunstância novamente,  como atuar?
… outras e outras e outras…

Esse mecanismo de reflexão  interna faz parte de um processo de  autodesenvolvimento, de auto-reconhecimento e evolução.   Tem relação direta com o “MINDSET” (modelo mental) de crescimento que eu já trouxe  nesta série de postagens,   representa também uma fonte de muitas descobertas,  uma chave para o exercício dos feedbacks principalmente os da categoria “avaliativos”.

É mais poderoso aquele que tem poder sobre si.  (Lúcio Sêneca)

As possibilidades de aprendizado são muito favorecidas quando  o “processo” ocorre consigo mesmo:  você se auto avaliando e promovendo as correções necessárias.     Parece fácil… mas não é.   Há que se ter: predisposição para mudar,  vontade de ser melhor, necessidade de evoluir e acima de tudo, humildade para reconhecer que não sabe todas as coisas, que é passível de erros.    Em geral,  e principalmente no contexto dos negócios, existem dificuldades em se assumir os próprios erros,  as pessoas são mais “orgulhosas” (grifo meu porque a palavra deveria ser outra,  não se trata necessariamente orgulho …).  Pedir desculpas então…   pode representar “fraqueza”.

Esse percurso (eu comigo)  requer a atenção diligente como companheira e um diálogo profundo consigo mesmo.  Requer ação! Teste! Implementação!

Para quem se interessa nesse caminho de aperfeiçoamento é recomendável manter um estado de inquietude positiva, não se deixando acomodar pelas conquistas ao longo do tempo.

No fundo,  esse processo significa … “Eu me dando FEEDBACK” .. (rs)

“O autoconhecimento se aprende melhor não pela contemplação mas pela ação. Procure cumprir seu dever e logo descobrirá do que você é feito.”
Johann Goethe

Até sempre,

Darlene

 

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Uma semana de bons sentimentos…

O cotidiano, por vezes,  entorpece outras esferas da vida.. Desejo que essa seja uma semana de  muitos e bons sentimentos nas suas relações e no seu convívio com as pessoas.

“.. o sentimento é uma força existencial que deve ser considerada como parte da própria vida. ”

Raumsol

até sempre,
Darlene

não fui a escolhida…

Cheguei a pensar que eu era o problema !!!
Me considerei mesmo incompetente!!
Como dizem os gaúchos:  “Bah..Tchê“!!   Ou “Barbaridade Tchê!!!

Não ser capaz de ocupar uma posição para a qual eu me preparava há anos foi realmente frustrante.  Eu tinha, em geral,  o reconhecimento positivo de grande parte das pessoas,  tinha feedbacks relevantes sobre minha performance e experiência com gestão de pessoas  (inclusive formais),  escrevi uma trajetória de realizações e engajamento  reais,  ou seja, muitas variáveis  favoráveis para que eu fizesse o  “step” seguinte, o próximo passo.

Naquele momento me passou um pensamento de arrependimento por  não ter aceito um convite de  trabalho numa grande empresa no Rio de Janeiro, épocas antes.  Mas como nada ocorre por acaso…

Ao viver tal episódio tive a necessidade interna de entender  a decisão,  tentei  obter informações mais aprofundadas,  mas foram iniciativas e movimentos em vão.  Tem decisões que nunca serão totalmente expostas e entendidas. Mesmo com o apoio dos aparatos do marketing interno sempre haverão dúvidas  porque envolvem questões que não são explícitas  e não são declaradas nessas circunstâncias.

“Teoricamente” eu  pensava  que mereceria  um feedback sobre o pontos que precisaria evoluir e conquistar para assumir mais responsabilidades e  ou para que eu pudesse me preparar para um outro posicionamento profissional.   Em matérias avançadas de gestão de pessoas esse seria um caminho natural e óbvio,  mas isso nem sempre funciona assim.

Muito pelo contrário,  as pesquisas nos revelam que falta muito ainda às organizações para que hajam processos de gestão e feedbacks adequados.  Ainda depende muito da cultura,   do interesse individual  do gestor no desenvolvimento das pessoas,  da sua capacitação em “dar feedback” de forma genuína e natural,  e mesmo do cuidado “humano” com os profissionais.

Em alguns estudos e fontes conhecidas da administração (Drucker) :

“os executivos gastam muito tempo gerenciando pessoas e tomando grandes decisões sobre pessoas do que qualquer outra coisa – e estão certos. Nenhuma outra decisão tem consequências tão duradouras ou é tão difícil  de ser desfeita.  Porém, mesmo assim de modo geral, os executivos tomam decisões ruins com respeito a promoções e a alocação de pessoal.  Segundo opinião geral, a média de acertos desses executivos não ultrapassa 0,333. Quando muito, 33% dessas decisões revelam-se corretas,  33% são minimamente eficazes; e 33% são um completo fracasso. Em nenhuma outra área da administração toleraríamos um desempenho tão desprezível.”

As decisões sobre pessoas são complexas, carregam em si uma série de variáveis e por vezes, não necessariamente conscientes: ancoragem emocional, apego ao familiar, rotulação,  julgamentos precipitados,  superestimação da capacidade, conhecimentos específicos,   dificuldades de avaliações, necessidades de capacitações mutáveis (estágio e maturidade dos negócios),  procrastinação, avaliação de pessoas em termos absolutos, tentativas de salvar as aparências, gregarismos,  pressões políticas,   conflitos de interesses,  princípios e valores, intuição, contextos culturais, etc…   Acho que já foi muito. Na  bibliografia há uma fartura dessas questões.!!

Quando coloco aqui essa racionalização pode parecer que apresento justificativas pela minha não escolha.  Mas,  não!!  Por pior e mais frustrante que tenha sido  me proporcionou um verdadeiro  SALTO DE VISÃO E AMADURECIMENTO PROFISSIONAL…

Passei a ler, estudar,  refletir e compreendi muito mais aspectos das culturas organizacionais e seus protagonistas.   Mergulhei nas matérias sobre lideranças (que sempre gostei demais), sobre  as geografias de decisões nas empresas,   sobre as mazelas do poder,  sobre as práticas políticas,  sobre características psicológicas, entre outros.

Também pude realizar um trabalho de  autoconhecimento e auto-avaliação na busca de uma maior elucidação  das minhas reais competências e capacitações de trabalho para novas oportunidades e experiências.

Enfim,  foi uma SUPER oportunidade para aquisição de conhecimentos que foram fabulosos e substanciais pra mim! 

Em certo momento,  cheguei a pensar…  “Naquele contexto, que bom que não fui eu.”.

As relações de toda ordem passam por alinhamentos  de interesses,   de objetivos, de propósitos e sobretudo de princípios. A aceleração promovida pelas tecnologias e inovações ampliam o espectro de escolhas de todos os atores – empregadores e empregados.  Os modelos e  as relações de produção e  trabalho passam por uma significativa transformação e por conseguinte as geografias de decisões de todos os agentes desse panorama também.

Aprendi que as experiências difíceis são fontes de crescimento quando há uma mentalidade aberta  e  uma inquietação intelectual e emocional para evoluir.

As grandes decisões sobre pessoas abrem muitos caminhos,  muitas PORTAS…
Como não ser grata por isso??

Até sempre!

Darlene

P.S.:

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Corrigir sem ofender..

Nesses dias postei sobre  as dificuldades em  ˜ser autêntico”,  sobre  as pessoas  “se vestirem”  de muitos papéis na “selva da sobrevivência”.
Gostei muito do texto do Cortella (Livro Educação, Convivência e Ética: Audácia e Esperança.. que chama atenção para outro ponto de vista. Ser autêntico não é SER DESCUIDADO e falar tudo que pensa a qualquer tempo.
Transcrevo  aqui,  porque vale a pena a leitura!!!!
 Captura de Tela 2017-02-18 às 08.22.19.png“O que é uma pessoa honrada? Aquela que, entre outras coisas, tem a percepção da piedade, aquilo que precisa ser resguardado na convivência. Uma pessoa autêntica tem a autenticidade grudada à piedade. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, dizer tudo o que penso. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, desqualificar apenas porque quero ser transparente. Ser autêntico não significa ser transparente de maneiro contínua.

Ser transparente para si mesmo? Sem dúvida, mas dizer tudo o que pensa numa convivência é ofensivo. O exemplo do menino de 5,6 anos de idade que traz o presente clássico do Dia dos Pais feito pelas próprias mãos. Chega da escola com aquelas coisas “horrorosas”, feitas com casca de ovo, palito de sorvete, que chegam a cheirar mal. “Pai, tá bonito?” É óbvio que o pai dirá que está maravilhoso naquela circunstância. A ideia do elogio ou do não elogio tem de ser circunstancializada.

Uma pessoa autêntica não aquela que é o tempo todo transparente. Se ela não tiver percepção de circunstância, ela se torna inconveniente.

“Mas é assim que eu penso”.

O fato de pensar assim não exime a pessoa de ser moderada. Isso não a leva a perder a autenticidade, apenas a resguardar a expressão de modo como é. Porque, como eu sou com os outros, tenho de ser de fato o que sou, mas não posso desconsiderar que outros existem.

É preciso cautela, em nome da autenticidade, para não ser ofensivo. Nem descambar para o terreno da crueldade. Por exemplo, a criança chega com o presente e o pai diz: “Não está, não.  Você devia ter feito uma coisa bonita”. Ora, na condição daquela criança, ela fez algo belíssimo. E é belo porque ela fez no melhor da sua condição.

Não é a mesma circunstância de um pai ou de uma mãe que percebem que a criança fez algo com desleixo. Nesse caso, não deve elogiar por elogiar, porque isso deseduca. Se um filho ou uma filha traz um desenho que pode ser precário, mas que, naquela circunstância, naquela idade, naquele modo, é o melhor que a criança poderia fazer, é preciso elogiar em alto estilo. É sinal de afeto imenso. Mas, se o desenho apresentado é resultado de um desleixo, não se deve elogiar.
Eu posso dizer a clássica fase de que educa: “Você é capaz de fazer melhor do que isso que está me mostrando”. Isso é educação. O que é crueldade? Dizer: “Isso é péssimo”.

Quem educa precisa corrigir sem ofender, orientar sem humilhar.
Precisa conviver com essa virtude, que é a piedade.”

 

Até sempre..

Darlene

Boa semana!! Boas viagens!!!

 

“Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor.  E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. 

Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos,
e simplesmente ir ver.”

Amyr Klink

 

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feedback faz falta…

 

… e afeta os resultados (na última linha) das organizações.

A falta de feedback é uma das razões de descontentamento  dos colaboradores com o trabalho. Numa pesquisa realizada sobre o tema,  os números chamam a atenção.

Este foi um deles !!!!

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As pessoas quando não recebem feedbacks ficam duvidosas  se o esforço  e a dedicação que oferecem estão sendo “vistos”,   estão sendo “adequados”,   reconhecidos pelos seus superiores, pares, etc.    Com muita frequência não conseguem conectar seu trabalho aos objetivos estratégicos da empresa.

Daí que 65% das colaboradores querem mais feedback.

Apresento um outro número bastante expressivo:  39% da força de trabalho NÄO se sente reconhecida ou apreciada.   (é muuuitoo) 

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Esse resultado  me faz pensar que,  se existe esse percentual de “dúvida” com relação ao próprio trabalho,  pode haver implicitamente muitas oportunidades aí:

melhor  produtividade – se as pessoas não tem  certeza  dos seus resultados podem não estar entregando a totalidade de seu potencial…  ou podem não estar entregando o que de fato a empresa precisa (?!?!)

quase 40%  do quadro de colaboradores  pode estar com problemas de motivação. Isso exerce impacto direto nas realizações  e  no  contexto social do trabalho.  Além de afetar, de certa forma,  os outros 60% sob o ponto de vista de ambiente de trabalho.

Uma cultura de feedback  implementada pode influenciar os resultados de negócio?  Eu pessoalmente acredito nisso!!

Recentemente num artigo de Lolly Daskal,  ela mencionou as cinco maiores causas  de pedidos de demissões por colaboradores que mesmo apreciando o trabalho decidem sair das atuais organizações.

Duas das cinco  causas tem relação direta com a prática do mecanismo de feedback:

falta de reconhecimento

estagnação

Os estudos mostram que as pessoas tem necessidades de  enxergar perspectivas de evolução  no seu trabalho e de verem seus resultados reconhecidos, valorizados.

Ora,  se as empresas são feitas de pessoas …

Até sempre,

Darlene