Desesperar jamais…

Ontem, por um aplicativo de mensagem, uma grande amiga de Minas me perguntou há quanto tempo estou lidando com essa situação. Foram-se dois anos e meio ou mais. Perdi a conta! Dependendo do contexto, da circunstância, dois anos pode ser considerado “pouco”. Não pra mim. Neste inacabável período, convivi com o desconhecido, incertezas, com vários momentos de frustração e desânimos que beiravam a apatia. Relembro esforços inúteis na investigação de uma dor persistente e chata. Na verdade, muuuita dor. Limitante.

Enveredei por várias especialidades médicas, clínicas e exames. Ingeri medicamentos fortes pra ‘segurar a onda’ quando o mar estava revolto!! Verdadeiros “sossega leões” que me levaram, inclusive, até a Califórnia. Senti alguns dos seus efeitos colaterais no estômago e nos tufos de fios de cabelos ao chão, rs… (Um parênteses aqui ao mencionar o impacto para as mulheres, quando se trata de “cabelos”). rsss, Também não faltaram as inúmeras sessões de acupuntura e fisioterapia!!

No meio do imbróglio projetos e planos foram desviados para “o oxigênio” – termo que uso pra designar o “ponto de espera”. Aprendi com Motomura, um dos meus educadores. Resignei-me, repensei direções, desenhei e agi com passos novos, diria, adaptados. Tudo para lidar com o suposto “fracasso” frente a um “bicho desconhecido”. Confesso que tive dúvidas sobre a possível retomada dessas iniciativas.

Como “consultora de desenvolvimento executivo e de profissionais de gestão”, sempre compartilhei o conceito de “RESILIÊNCIA”, o que de forma simples e pelas minhas palavras é dar a volta por cima o mais rapidamente possível, independente do que houvesse acontecido. O lapso temporal de retomada significa o grau de resiliência atingido. Fracassos são úteis sim, mas podem ser breves. Pensava comigo mesmo: preciso segurar a onda e levantar a cabeça. Hora dessas isso se resolve.

À medida que o tempo passava e não apresentavam-se soluções ou uma maior clareza da origem, muitas dúvidas sobre o futuro me acompanhavam. Afinal, não sou mais nenhuma jovenzinha. rs.

Dá-me a tua mão desconhecida, que a vida está me doendo, e não sei como falar – a realidade é delicada demais, só a realidade é delicada, minha irrealidade e minha imaginação são mais pesadas.

Por Clarice Lispector

No decorrer desse processo cheguei a ganhar uma trégua. Alguns meses e uma esperança fez crescer a expectativa de que aquilo, o que quer que fosse, pudesse ter acabado. Infelizmente foi só um pequeno fôlego. Daí a pouco, o “monstrinho” voltou, e eu reiniciei a pesquisa. Essa frase representa bem o meu espírito naquele ponto: “é o que temos para hoje”.

Reflexões que estiveram comigo no percurso: Como segurar a ansiedade, a tristeza ou o desânimo nas antessalas diversas? Como manter o equilíbrio? Como cultivar a paciência e aliviar o cansaço na busca? Como desviar os pensamentos de “planos improváveis”? O que posso fazer com tudo isso? O que escolho fazer?

Quando meu olhar percorreu o vivido e analisei a forma como reagi a tudo me reconheci “na luta”. Algumas vezes só, outras vezes em boa companhia. Me reconheci na persistência e na teimosia em lidar com algo inquietante. Conversas com amigos que conviveram com sintomas similares me acordaram para alguns novos aspectos. Vestida de uma determinação atroz abri mais uma frente sem saber muito bem como iria terminar. Marquei com um profissional indicado por uma amiga-irmã. Lá fui eu. Novo “round”.

Não me canso de repetir: quanta gente boa tem no meu caminho, caaaaaraaaaaa!!! Com calma e impressionante experiência o doutor começou analisar a minha história, relatos, exames novos e antigos. Observou o caminho percorrido e reconheceu os excelentes profissionais pelos quais eu havia passado. Acessou tudo, inclusive laudos confusos e por vezes contraditórios, com uma tranquilidade de quem sabe o que está fazendo.

Estar nessa posição é desafiador e ao mesmo tempo, admirável. Significa ficar diante de um painel com inúmeros dados e informações e achar significados em tudo aquilo. Prá mim, uma leiga, isso me pareceu grande. Grande não, imenso. Afinal, a dor era minha. Só eu sabia seu porte e suas entranhas.

Enfim, ele diagnosticou uma situação um tanto incomum no meu quadro clínico e penso que sua experiência, competência e anos de estrada falaram alto. Pós centro-cirurgico, a dor, aquela antiga companheira das noites adentro, emudeceu-se. Ele extirpou aquilo!! Sem palavras!! (no words). Serei-lhe eternamente grata por me devolver perspectivas de vida!!! A ele e à sua equipe.

Por ser um médico desprovido de vaidade, diferente de muitos que conheço, fiquei na dúvida se ele gostaria de ser nomeado aqui. Dessa feita, optei por não fazê-lo.

Alguns daqueles planos do oxigênio começaram a ficar mais próximos!!! Possibilidades se desenham e vão fazer brilhar o meu caminho!!… eba!!

Lembrei da música do Ivan Lins e Vitor Martins, da década de 70: Desesperar jamais. Ela não deixa de ser um alento, um chamado à resiliência, paciência e persistência.

Tudo, de um jeito ou de outro, encontra seu caminho, encontra seu lugar. O que é seu é pra viver.

BJo

Segue a Letra e link com a música

Desesperar Jamais

Desesperar Jamais
Aprendemos muito nestes anos.
Afinal de contas, não tem cabimento.
Entregar o jogo no primeiro tempo.
Nada de correr da raia, nada de morrer na praia.
Nada, nada, nada de esquecer.
Do balanço de perdas e danos.
Já tivemos muitos desenganos.
Já tivemos muito que chorar.
Mas agora acho que chegou a hora de fazer valer o dito popular.
Desesperar, jamais.
Aprendemos muito nestes anos.
Afinal de contas, não tem cabimento. Entregar o jogo no primeiro tempo.
Nada de correr da raia, nada de morrer na praia.
Nada, nada, nada de esquecer.
Do balanço de perdas e danos.
Já tivemos muitos desenganos.
Já tivemos muito que chorar.
Mas…

“É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou …”

Eu me vejo,
me assemelho,
me leio,
me questiono,
me emociono,
com as tantas “palavras”,
ou “provocações”
de Clarice Lispector.
Uma verdadeira arte na expressão de sentimentos,
na tradução da existência humana.

Como bem disse Yudith Rosembaum não se lê Clarice impunemente.

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Compartilho sua bela crônica “As três experiências”, de 1968,
atemporal.

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres. Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera. “

Veja esse video sobre a leitura de Clarice e seus efeitos.

bjo,

Darlene

Sobre Clarice

Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice Lispector se chamou Chaya Pinkhasovna Lispector. Mas de ucraniana só teve o local nascimento: ao longo de sua carreira, ela dizia literalmente nunca ter pisado lá, visto que foi carregada no colo. Em 1921, ela e a família migraram para o Brasil fugindo da perseguição a judeus durante a Guerra Civil Russa. Instalaram-se primeiro em Maceió, e logo mudaram para o Recife, tanto que Lispector se considerava pernambucana. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com o pai e as irmãs após a morte da mãe. Lá estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, embora já se interessasse mais pelo meio literário.

Fonte: Revista Galileu

Ligação entre o sono e a ansiedade (David DiSalvo)

“Os resultados da pesquisa sugerem que a perda de sono e a ansiedade estão intimamente ligadas entre os apresentados na Neuroscience 2018, a conferência anual da Society for Neuroscience realizada em San Diego, Califórnia. No entanto, a notícia não é de todo terrível – o evento deste ano ofereceu alguns incentivos baseados na ciência, além de causas de preocupação.

A neurociência continua enfocando os mistérios do sono (e, sim, ainda é muito misteriosa, apesar de sua onipresença na mídia) – não apenas os perigos de não conseguir o suficiente, mas a lista de papéis vitais que desempenha em nossos cérebros.

A pesquisa discutida no evento deste ano abordou uma série de descobertas, desde os papéis do sono na consolidação da memória até a remoção de lixo no tecido cerebral. Estamos aprendendo com mais estudos a cada ano que o sono, incluindo sonecas bem posicionadas, facilita a consolidação de informações do cérebro – transferindo o frete da memória de armazenamento de curto prazo para armazenamento de longo prazo e aprimorando sua acessibilidade para quando precisamos. Sem sono, a memória simplesmente não acontece.

Também aprendemos que o sono proporciona ao cérebro um período inestimável de transporte de toxinas do tecido neural através de um complexo sistema de remoção de lixo. Operando separadamente do sistema linfático do corpo, o aparato de eliminação de lixo do cérebro parece dependente do sono para funcionar adequadamente. Ligações entre doenças neurodegenerativas como Alzheimer e o acúmulo de toxinas no tecido cerebral são excepcionalmente fortes, e a perda de sono é provavelmente o culpado.

Uma sessão de painel no evento deste ano, chamada “Ameaças de privação do sono”, destacou novas descobertas sobre a conexão entre a perda do sono e a ansiedade.

“A privação do sono não é o que normalmente pensamos ser”, disse o moderador da sessão Clifford Saper, MD, PhD da Harvard Medical School. Geralmente não é “ficar acordado 40 horas de uma vez”, mas gradualmente perdendo o sono com o tempo.

Saper observou que a maior parte da privação de sono é mais especificamente a privação REM (movimento rápido dos olhos), referindo-se ao período de sono durante o qual o corpo se torna mais relaxado enquanto o cérebro se torna mais ativo. Durante o ciclo normal do sono, as pessoas gastam cerca de 20% do tempo em REM, mas o sono interrompido atrasa o ciclo, com consequências para a memória, os sistemas nervoso e imunológico e muito mais.

A pesquisa apresentada durante o painel descobriu que a atividade cerebral após períodos de privação de sono espelha a atividade cerebral indicativa de transtornos de ansiedade. A amígdala – sede da resposta de luta ou fuga do cérebro – fica particularmente “excitada” quando não dormimos o suficiente.

Um estudo descobriu que cérebros de participantes que experimentaram até mesmo breves períodos de privação de sono mostraram maior atividade em um complexo de “regiões geradoras de emoções do cérebro” e atividade reduzida em “regiões reguladoras de emoções”.

Essas descobertas estão ligadas ao motivo pelo qual as pessoas com transtornos de ansiedade relatam uma explosão de ansiedade logo de manhã. O sono ruim parece colocar o cérebro em guarda, desencadeando picos de hormônios do estresse, como o cortisol, produzindo uma “florada ansiedade” antes mesmo do início do dia.

O painel também abordou o “ciclo vicioso de ansiedade e perda de sono” – enquanto a perda de sono é muitas vezes um precursor dos transtornos de ansiedade, a ansiedade também leva à perda do sono. As condições se alimentam mutuamente, com efeitos compostos.

Felizmente, a ciência também está servindo boas notícias com aplicações práticas. Como a ligação entre a ansiedade e o sono é tão forte, os pesquisadores relataram que a “terapia do sono” poderia ser um método eficaz de tratar transtornos de ansiedade. Encontrar maneiras de melhorar o sono de um paciente com ansiedade pode ser uma das oportunidades de tratamento mais negligenciadas e acessíveis.

“Os resultados [da pesquisa] sugerem que a terapia do sono poderia reduzir a ansiedade em populações não clínicas, bem como pessoas que sofrem de ataques de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e outras condições”, disse o painelista e principal autor do estudo. Eti Ben-Simon, PhD, do Centro de Ciências do Sono Humano da Universidade da Califórnia, Berkeley.

E a boa notícia é que muitos dos efeitos negativos da perda do sono parecem reversíveis após apenas uma noite de sono tranquilo.

“Para pessoas saudáveis, a pesquisa mostra que uma noite de recuperação do sono traz sistemas on-line e traz os níveis de ansiedade de volta ao normal”, acrescentou o Dr. Ben-Simon.

O que pode ajudar a explicar por que pesquisas anteriores descobriram que recuperar o sono durante o final de semana acaba sendo eficaz – algumas noites de sono sólido podem equilibrar muitos dos aspectos negativos das atividades estressantes das noites de segunda a sexta-feira. Não é uma solução ideal (o padrão ouro é consistentemente dormir bem), mas certamente melhor do que não se recuperar.

O resultado: mesmo se você estiver com dificuldades para dormir bem, certifique-se de recuperar pelo menos uma noite ou duas durante a semana para sintonizar as partes geradoras de emoções do cérebro e reativar a regulação emocional. Esse é apenas um entre muitos benefícios de ter uma boa noite de sono, mas um dia.

O resultado: mesmo se você estiver com dificuldades para dormir bem, certifique-se de recuperar pelo menos uma noite ou duas durante a semana para sintonizar as partes geradoras de emoções do cérebro e reativar a regulação emocional. Esse é apenas um entre muitos benefícios de ter uma boa noite de sono, mas especialmente importante quando se trata de controlar a ansiedade.

A pesquisa discutida neste artigo foi apresentada na Neuroscience 2018, a conferência anual da Society for Neuroscience.

A recém revisada e atualizada edição de 2018 do What Makes Your Brain Happy e por que você deve fazer o oposto está agora disponível.”

Você pode encontrar os artigos mais recentes de David DiSalvo na Forbes.

Texto com tradução automática.

O que lhe compete?

“Mantenha sua atenção inteiramente concentrada no que de fato lhe compete e tenha sempre em mente que aquilo que pertence aoos outros é problema deles, e não seu.

Se agir assim, estará imune a coações e ninguém o poderá reprimir. Será verdadeiramente livre e eficiente em suas ações, pois seus esforços serão canalizados para boas atividades, e não desperdiçados em críticas ou confrontos com outras pessoas.

Tendo conhecimento e dando atenção ao que de fato lhe compete, não será obrigado a realizar qualquer coisa contra sua vontade. Os outros não poderão feri-lo, você não fará inimigos nem será prejudicado.

Se o seu objetivo é viver de acordo com esses princípios, lembre-se de que não será fácil: você deverá abrir mão de algumas coisas e adiar outras. É possível que até mesmo precise privar-se de riquezas e poder se quiser atingir a felicidade e a liberdade. “

Título “Ocupe-se apenas do que você pode controlar”, de Epicteto ( do livro A arte de viver, interpretação de Sharon Lebell)

Primeiro diga a si mesmo o que você deveria ser; depois faça o que tem que fazer.

Desrespeito .. nahhhh!

Muito mais fácil adotar um “deixa prá lá”, ou mesmo um “fulano não está num bom dia hoje”, quando somos submetidos a situações constrangedoras, seja por desrespeito ou por falta de educação.

Se você tem essa tendência, de colocar “panos quentes”, o que eu tenho pra te dizer é:

Paaaaara!!!

MUDE.

Deixar “passar”, de forma absolutamente passiva, comportamentos desrespeitosos, deseducados.. é omissão. Perde-se a oportunidade de fazer a diferença no seu entorno. De transformar.

Esses dias fui “destratada” duas vezes seguidas, pela mesma pessoa. Aconteceu quando liguei num cartório da cidade de São Paulo. (4o. cartório de registro de imóveis de SP), em busca de informações.

Uma grosseria sem tamanho!!

A pessoa não me conhece. Nunca me viu. (nem pintada rsss). Eu queria apenas saber a situação de um processo que havia “pago” para dar andamento. Eles fazem esse serviço e “ganha” pra isso.

A simples falta de um número (protocolo) não deveria ser motivo para aquele destempero. Tudo bem, se fosse regra não ser atendido por falta de protocolo, era só dizer. Com educação – Não posso lhe atender sem o documento. É uma regra do serviço. (se fosse, obviamente. o que não era o caso).

Simples assim.

Eu disse a ela isso. Se você não pode ou não quer me atender, é só dizer. Você não precisa me desrespeitar ou ser mal educada comigo.

Escolhi não permanecer mais na ligação com uma pessoa tão desagradável, por mais que eu precisasse da informação.

Expressar-se sobre o que você vê acerca de comportamentos indevidos é um mecanismo para promover diferentes posturas. Ou mesmo mudanças. Obviamente que dizer, ou manifestar-se não significa que isso ocorrerá, mas minimamente fará o interlocutor pensar.

Olha.. não estou dizendo para você atuar no mesmo nível, padrão de tensão, ou mesmo “dar o troco”. Isso seria um desrespeito igual. Estou dizendo para dizer ao outro sobre a atuação dele, equivocada, indevida, ou o que for.

Não saia da presença de outras pessoas, sem fazer a sua diferença. Mesmo que isso ocorra numa situação constrangedora como essa.

Feito.

A “personalidade” pode mudar ou permanece igual a vida toda? Um novo estudo sugere que é um pouco de cada.

A personalidade permanece a mesma desde o nascimento pelo resto de sua vida, ou pode ser mudada? Um novo estudo que abrange 50 anos de dados sugere que é possivelmente uma mistura de ambos.

Por décadas a personalidade foi considerada tão pouco concreta quanto o concreto – quem você era aos 15 anos é quem você seria aos 75 anos. Mas nos últimos 20 anos, a ciência cognitiva e comportamental revelou insights dinâmicos sobre o cérebro humano e os comportamentos correspondentes. Chegamos a ver a personalidade como, pelo menos, marginalmente mutável e, possivelmente, muito mais.

O estudo mais recente acompanhou as mudanças de personalidade ao longo de cinco décadas, e os resultados sugerem que, enquanto certos elementos da personalidade permanecem estáveis ​​ao longo do tempo, outros mudam de maneiras distintas. Em outras palavras, a personalidade é relativamente estável e mutável, e o grau de mudança é específico para cada pessoa.

A boa notícia da pesquisa é que, para aqueles de nós que experimentam mudanças significativas de personalidade, a mudança é principalmente em uma direção positiva.


“Em média, todos se tornam mais conscienciosos, mais estáveis ​​emocionalmente e mais agradáveis”, disse a principal autora do estudo, Rodica Damian, professora assistente de psicologia na Universidade de Houston.

Ao mesmo tempo, as pessoas que eram especialmente atenciosas, agradáveis ​​e emocionalmente estáveis ​​em tenra idade, também eram mais propensas a ser mais tarde.


“As pessoas que são mais conscienciosas do que outras pessoas com 16 anos são mais conscienciosas do que outras com 66 anos”, disse Damian.

O estudo extraiu dados do Inventário de Personalidade de Talentos do Projeto, um repositório de dados de personalidade sobre mais de 400.000 pessoas (no total) reunidas ao longo de um período de 50 anos. O valor dos resultados vem do intervalo de tempo expansivo, que permite aos pesquisadores medir as mudanças nos traços de personalidade, como conscienciosidade, extroversão e neuroticismo ao longo do tempo.

Quanto ao que influencia a estabilidade ou maleabilidade da personalidade, tanto a genética quanto os fatores ambientais desempenham papéis principais, com pesquisas anteriores sugerindo que cada um contribui igualmente para o resultado. O enrugamento relativamente novo nesse entendimento é a influência epigenética, na qual os genes de certos fatores podem ser “ativados” por influências ambientais.

O estudo também descobriu que, embora alguns elementos da personalidade pareçam mais específicos de gênero, as mulheres e os homens mudam praticamente na mesma proporção em relação ao tempo de vida. Nenhum dos dois tem uma vantagem sobre a “maturidade da personalidade” ao longo do tempo.

Uma grande conclusão das descobertas, enfatizaram os pesquisadores, é que, quando se trata de mudança de personalidade, não devemos nos comparar com os outros. Seu amigo especialmente simpático e sociável no ensino médio ainda será provavelmente mais simpático e sociável do que a maioria das pessoas que você conhece na meia-idade, portanto não deixe que o espelho social o leve a uma comparação. O que importa é o quanto você mudou – e que, de acordo com este estudo, é uma avaliação muito específica da pessoa.

O estudo foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology.

Texto pstado em 16 de novembro de 2018 por David DiSalvo.  http://www.daviddisalvo.org.
Traduzido em método automático.

A vida é curta ou longa ?

“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos  uma grande parte dela.  A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fimi, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.  Desse modo,   não temos uma vida breve,  mas fazemos com que seja assim.  Não somos privados, mas pródigos de vida.  Como grandes riquezas, quando chegam às mãos de um mau administrador,  em um curto espaço de tempo, se dissipam, mas se modestas e confiadas a um bom guardião,  aumentam com o tempo, assim a existência se prolonga por um largo período para o que sabe dela usufruir.”

Sêneca

Estrada, Rua, Viagens, Aventura, Pessoas

Esse pequeno texto nos ajuda a pensar sobre a vida… a vida que a gente leva. Algumas questões para orientar nossas reflexões nesse sentido:

  1. Como percebo minha vida?  Curta ou longa?
  2. A que tenho dedicado meu tempo nobre? 
  3. Atuo em realizações relevantes, importantes? Causas? Projetos?
  4. Meu curto prazo tem espaço para ações do longo prazo?
  5. Sou bom administrador da minha vida, do meu tempo?
  6. Quais os valores tenho respeitado e que me orientam nas escolhas?
  7. O que posso fazer adicionalmente para melhorar a minha ocupação?
  8. O que posso deixar de fazer e que não fará a menor diferença?
  9. Quanto do meu tempo estou dedicando à ambições desmedidas?
  10. Quanto do meu tempo dedico a me incomodar com os outros ao invés de cuidar do que sou e do que quero ser? 
  11. Quanto tempo dedicao a cuidar de patrimónios e propriedades e não cuido do meu patrimônio interno,  de questões significativas?
  12. Quanto do meu tempo fico me incomodando com os outros e não comigo mesmo?  Falando dos outros,  observando os outros,  criticando os outros…
  13. Por que, pontualmente me permito ser tomado por ondas de sofrimento,  de dor, por questões que não deveriam tomar minha mente e coração?
  14. Quão úteis são as conversas que tenho?
  15. Tenho tido tempo para pensar, para planejar,  para agir nos meus planos e atividades?
  16. O que mais  tem me ocupado?
  17. Fica contando os dias para sair de férias?
  18. Minha convivência com meus amigos, familiares, pessoas queridas?  Está em dia?

“Não te envergonhas de destinar para ti somente resquícios da vida e reservar para a meditação apenas a idade que já não é produtiva? Não é tarde demais para começar a viver?”

A vida, se souberes viver, é longa.”

Bora,  “viver”.

A vida que vale a pena!