Lira Itabirana, de Carlos Drummond de Andrade

Poema de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Lira Itabirana, fotografado da edição do jornal. Tornou-se viral… pela realidade desses dias… (Brumadinho) – um texto chamado de “profético”:

I

O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.

II

Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!

III

A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.

IV

Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

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Histórias pra contar em 2019…

Última semana do ano… E você pode estar pensando… Lá vem tudo de novo… Adeus ano velho, feliz ano novo…. ai ai ai… (rs)

Depende. Depende “do jeito” que a gente vê. Cada um enxerga, interpreta e analisa a partir do seu repertório individual. Absolutamente pessoal.
Prá mim, é sim. Um momento mais que oportuno para revisitar os feitos e não feitos nesse ano que se despede.

Pensar sobre:

Seus sonhos, projetos:  tudo que você, no início desse ano, se propôs realizar, nos seus trabalhos, nas suas atividades profissionais, nos seus projetos de vida, etc.

Conhecimentos, capacidades, competências, comportamentos:
relembre saberes adquiridos, ou requeridos, identifique melhorias observadas nas suas condutas. Quais aspectos você se superou, se tornou uma pessoa melhor.

Cursos, certificações, livros, filmes, viagens:  de que meios ou recursos você se valeu para ampliar sua visão, seus conhecimentos, seu pensamento crítico, sua amplitude de análise e julgamentos, sua condição de decisões.

Relacionamentos: quais convivências, vivências, na sua família, nos seus amores, com amigos queridos, foram iniciativas suas. Contabilize as circunstâncias, situações memoráveis ocorridas nas suas diversas vidas de relações. Promovidas por você ou pelos demais. O que de esforço você empreendeu nessas relações?

Pensamentos, sentimentos: o que te deixou feliz, triste, desanimado, entusiasmado, feliz… Que sucessos e/ou fracassos impactantes você colecionou em 2018. O que não conseguiu realizar e as razões.

Saúde, física, mental e espiritual:   analise sua performance, atividades físicas realizadas, alimentação balanceada ou refletida, hábitos saudáveis adquiridios. Também, os trabalhos voluntários que teve a chance de fazer, as colaborações coletivas com outros grupos e tribos.
Seus momentos a sós consigo mesmo, por meio de silêncios produtivos, meditação, contemplação ou outros.

Agradecimentos e reconhecimentos: quem foram as pessoas que, em qualquer uma dessas esferas, contribuiu para que você chegasse aqui, no agora, alguém melhor. Um contato, uma palavra de agradecimento, um cartão, uma ligação talvez?

Sugestões. Provocações. Inspirações. Foi essa minha intenção aqui.
Alguns desses itens, ocorrem inclusive, por meio dos outros. (tudo junto misturado rs). Não há modelo. Não se trata de uma receita. Cada um percorreu seu próprio caminho, e o elabora em sua estrutura mental individual. Não necessariamente com essa classificação e nem tampouco nessa ordem.

E como diz o ditado ou a poesia… recordar não é viver??

Uns pedaçõs ” de vida” percorreram minha mente, meu coração, enquanto eu me lembrava de quanta coisa aconteceu comigo… Confesso. Ri por dentro. Aquele riso de “ufa”… passei por tudo disso. Ou de “uau” … uma alegria que não se expressa por gargalhadas, mas por um sentimento interno de satisfação.

Só posso me sentir grata por tudo, o que foi positivo e o que não foi. Até porque, “na real”, nem tudo são flores. Mas TUDO, tudo mesmo, nos ensina de alguma forma. Se a gente estiver mesmo afim de aprender, óbvio.

Bom demais pensar que teremos mais tempo, mais vida.
Novo ano, novas oportunidades! E por que não pensar sobre isso agora? Tire um tempinho pra ficar com você mesmo e faça esse exercício. Se possível, anote. Escreva suas conclusões e a SUA visão sobre o seu futuro. Aquele que é SUA responsabilidade construir.

Tenho certeza de que EM VOCÊ, existem milhares de histórias guardadas, esperando para serem contadas…
Que tal escolher aquelas para viver em 2019?

Tenho aprendido que não podemos esperar o acaso trazer o que queremos. É preciso arregaçar as mangas e literalmente “correr atrás”. Lembra da frase “quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho.”?

Meus votos de que você, conte e viva suas histórias de forma integral, intensa, autêntica e genuína…. Porque isso sim, valerá muito a pena!! Conte comigo pra isso.

Desfrute 2019!

O mais é nada

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.

Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.

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Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.

Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.

As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.


O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!

Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.

Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.

Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.

Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.

Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.

Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.

Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.

Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.

Olhe para o lado, alguém precisa de você.

Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.

Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se achá-lo, segure-o!

Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.

O mais é nada.

Fernando Pessoa

A vida é curta ou longa ?

“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos  uma grande parte dela.  A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fimi, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.  Desse modo,   não temos uma vida breve,  mas fazemos com que seja assim.  Não somos privados, mas pródigos de vida.  Como grandes riquezas, quando chegam às mãos de um mau administrador,  em um curto espaço de tempo, se dissipam, mas se modestas e confiadas a um bom guardião,  aumentam com o tempo, assim a existência se prolonga por um largo período para o que sabe dela usufruir.”

Sêneca

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Esse pequeno texto nos ajuda a pensar sobre a vida… a vida que a gente leva. Algumas questões para orientar nossas reflexões nesse sentido:

  1. Como percebo minha vida?  Curta ou longa?
  2. A que tenho dedicado meu tempo nobre? 
  3. Atuo em realizações relevantes, importantes? Causas? Projetos?
  4. Meu curto prazo tem espaço para ações do longo prazo?
  5. Sou bom administrador da minha vida, do meu tempo?
  6. Quais os valores tenho respeitado e que me orientam nas escolhas?
  7. O que posso fazer adicionalmente para melhorar a minha ocupação?
  8. O que posso deixar de fazer e que não fará a menor diferença?
  9. Quanto do meu tempo estou dedicando à ambições desmedidas?
  10. Quanto do meu tempo dedico a me incomodar com os outros ao invés de cuidar do que sou e do que quero ser? 
  11. Quanto tempo dedicao a cuidar de patrimónios e propriedades e não cuido do meu patrimônio interno,  de questões significativas?
  12. Quanto do meu tempo fico me incomodando com os outros e não comigo mesmo?  Falando dos outros,  observando os outros,  criticando os outros…
  13. Por que, pontualmente me permito ser tomado por ondas de sofrimento,  de dor, por questões que não deveriam tomar minha mente e coração?
  14. Quão úteis são as conversas que tenho?
  15. Tenho tido tempo para pensar, para planejar,  para agir nos meus planos e atividades?
  16. O que mais  tem me ocupado?
  17. Fica contando os dias para sair de férias?
  18. Minha convivência com meus amigos, familiares, pessoas queridas?  Está em dia?

“Não te envergonhas de destinar para ti somente resquícios da vida e reservar para a meditação apenas a idade que já não é produtiva? Não é tarde demais para começar a viver?”

A vida, se souberes viver, é longa.”

Bora,  “viver”.

A vida que vale a pena!

“Emoções negativas geram processos inflamatórios? o que dizem as pesquisas.”

“Uma enormidade de pesquisas demonstram   que a inflamação mata. Quando a resposta natural de nossos corpos a doenças e lesões não é controlada, pode levar a condições crônicas variando de artrite a depressão e doenças cardíacas.

Nessas pesquisas também foram encontrados links para alguns tipos de câncer e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. O que ainda é pouco  entendido é se nossas respostas emocionais também desencadeiam e pioram a inflamação.

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from pixabay.com

Um novo estudo se concentrou nessa questão examinando o aumento de processos inflamatórios em pessoas que perderam recentemente um cônjuge. Os resultados sugerem que não só o luto pode resultar em mais inflamação, mas em níveis comparáveis ​​a doenças cardiovasculares potencialmente fatais.

Os pesquisadores conduziram entrevistas com pouco menos de 100 pessoas cujos cônjuges morreram recentemente e também coletaram amostras de sangue. As amostras de sangue daqueles que estavam passando por “sofrimento elevado”, incluindo a sensação de que a vida havia perdido seu significado, tinham níveis de inflamação 17% mais altos do que aqueles que não se sentiam assim (medidos pelos níveis de proteínas de citocinas inflamatórias). E o primeiro terço do grupo de luto tinha níveis quase 54% mais altos do que o terço inferior.

“Pesquisas anteriores mostraram que a inflamação contribui para quase todas as doenças em adultos mais velhos”, disse o principal autor do estudo, Chris Fagundes, professor assistente de ciências psicológicas na Rice University.

“Nós também sabemos que a depressão está ligada a níveis mais altos de inflamação, e aqueles que perdem um cônjuge estão em risco consideravelmente maior de depressão, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e mortalidade prematura. No entanto, este é o primeiro estudo a confirmar que o sofrimento dos níveis de sintomas depressivos das pessoas – podem promover inflamação, que por sua vez pode causar resultados negativos na saúde “.

O que esta pesquisa nos diz, primeiro, é que o velho ditado sobre morrer de um coração partido é mais verdadeiro do que imaginamos. O luto, via inflamação, pode nos matar, e isso não é uma hipérbole. Os resultados do último estudo confirmam pesquisas anteriores mostrando que a perda de um cônjuge “aumenta a mortalidade por todas as causas do parceiro enlutado”. 

Isso vale igualmente para mulheres e homens, particularmente para adultos mais velhos.As descobertas também oferecem um aviso sobre emoções não gerenciadas. O luto é saudável, mas o que esta pesquisa parece mostrar é que o sofrimento extremo que leva à perda do sentido da vida é perigoso em mais de um sentido. Se agimos ou não em nossas emoções, elas têm conseqüências bioquímicas que podem prejudicar nossa saúde.

O estudo foi publicado na revista Psychoneuroendocrinolgy. 

A recém-revisada e atualizada edição de 2018 do What Makes Your Brain Happy e por que você deve fazer o oposto está agora disponível.”

Texto escrito e postado em 1 de dezembro de 2018 por David DiSalvo. no  http://www.daviddisalvo.org

Essa é uma tradução automática. 

Informações sobre o autor –

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David DiSalvo is a science writer and public education specialist who writes about the intersection of science, technology and culture.

His work has appeared in Scientific American MindPsychology TodayForbesTIMEThe Wall Street JournalChicago TribuneMental FlossSlateSalonEsquire and other publications, and he is the writer behind the widely read blogs, Neuropsyched, Neuronarrative and The Daily Brain. He is frequently interviewed about science and technology topics, including appearances on NBC Nightly News, National Public Radio and CNN Headline News.   

H2Humanos é que sois.

A diferença substancial entre gestor e líder  aparece já no prefácio do livro  sobre liderança  do Simon Sinek.

“Quem é você?  Por que você está aqui?  Qual é o seu propósito? Estas são as primeiras questões para as quais queremos respostas,.  antes de iniciar um relacionamento com pessoas desconhecidas.” George Flynn

Depois vem os valores,  os princípios e quais as questões mais importantes na vida delas. Como elas se posicionam e se projetam no mundo.

Ainda:

“Não conheço nenhum estudo de caso na história que descreva uma organização cujos gestores a tiraram de alguma crise.  Em todos os casos, isso coube a seus líderes.”

Consinto com Flynn (autoria do prefácio)  quando menciona que os programas de desenvolvimento, em geral,  tem o foco no desenvolvimento de habilidades e técnicas em gestão. Trabalham com obtenção de conhecimentos para produção de resultados a curto prazo.  Pra ontem.  Agora,  aprender a ser líder?    Isso são outros quinhentos.   

Essas diferenças é que fazem organizações terem mais resultados que outras.

A proposta dessa obra excepcional é direcionar conteúdos  para a liderança,  colocada numa perspectiva ampliada.  Visa favorecer e ou mesmo criar uma nova geração de lideres.  Aqueles que transformam seu entorno.  Transformam o mundo em que vivem.    O autor busca explicar profundamente os elementos de conduta que caracterizam esses líderes e os levam longe.

“o verdadeiro preço da liderança é a disposição de colocar as necessidades dos outraos acima das suas. “

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Me questiono sobre minhas posições. Sempre. São muitas batalhas entre o “pensamento crítico”  e a “visão positiva”. Penso: será isso mais uma ilusão?  Uma utopia?  Mas eu,  humanista de carteirinha,   de forma realista – sem óculos  cor-de-rosa – acredito no poder da inspiração,  no poder do exemplo,  na força da ética e do bem.  Aqui em referência, acredito  no lado humano do líder.

“Quando os líderes inspiram seus liderados,  as pessoas sonham com um futuro  melhor,  investem tempo e esforço para aprender mais, fazem mais por suas organizações e,  durante o processo tornam-se líderes também.  Um líder que cuida de seu pessoal e manteém seu foco no bem-estar da organização nunca fracassará. “

Independente da problemática, das situações diversas que contornam esse tema,   o nosso mundo é o mundo dos seres humanos…

Bj, Darlene

Texto inspirado no prefácio do livro “Líderes se servem por último”,   de Simon Sinek.