H2Humanos é que sois.

A diferença substancial entre gestor e líder  aparece já no prefácio do livro  sobre liderança  do Simon Sinek.

“Quem é você?  Por que você está aqui?  Qual é o seu propósito? Estas são as primeiras questões para as quais queremos respostas,.  antes de iniciar um relacionamento com pessoas desconhecidas.” George Flynn

Depois vem os valores,  os princípios e quais as questões mais importantes na vida delas. Como elas se posicionam e se projetam no mundo.

Ainda:

“Não conheço nenhum estudo de caso na história que descreva uma organização cujos gestores a tiraram de alguma crise.  Em todos os casos, isso coube a seus líderes.”

Consinto com Flynn (autoria do prefácio)  quando menciona que os programas de desenvolvimento, em geral,  tem o foco no desenvolvimento de habilidades e técnicas em gestão. Trabalham com obtenção de conhecimentos para produção de resultados a curto prazo.  Pra ontem.  Agora,  aprender a ser líder?    Isso são outros quinhentos.   

Essas diferenças é que fazem organizações terem mais resultados que outras.

A proposta dessa obra excepcional é direcionar conteúdos  para a liderança,  colocada numa perspectiva ampliada.  Visa favorecer e ou mesmo criar uma nova geração de lideres.  Aqueles que transformam seu entorno.  Transformam o mundo em que vivem.    O autor busca explicar profundamente os elementos de conduta que caracterizam esses líderes e os levam longe.

“o verdadeiro preço da liderança é a disposição de colocar as necessidades dos outraos acima das suas. “

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Me questiono sobre minhas posições. Sempre. São muitas batalhas entre o “pensamento crítico”  e a “visão positiva”. Penso: será isso mais uma ilusão?  Uma utopia?  Mas eu,  humanista de carteirinha,   de forma realista – sem óculos  cor-de-rosa – acredito no poder da inspiração,  no poder do exemplo,  na força da ética e do bem.  Aqui em referência, acredito  no lado humano do líder.

“Quando os líderes inspiram seus liderados,  as pessoas sonham com um futuro  melhor,  investem tempo e esforço para aprender mais, fazem mais por suas organizações e,  durante o processo tornam-se líderes também.  Um líder que cuida de seu pessoal e manteém seu foco no bem-estar da organização nunca fracassará. “

Independente da problemática, das situações diversas que contornam esse tema,   o nosso mundo é o mundo dos seres humanos…

Bj, Darlene

Texto inspirado no prefácio do livro “Líderes se servem por último”,   de Simon Sinek.

 

“Quem é você?”, por Ana Holanda

“Pode parecer até bobo, mas uma das razões pelas quais nos colocamos a quilômetros de distância do outro é porque,  muitas vezes, confundimos “quem somos” com “quem estamos”.  Tente se fazer essa pergunta agora:  Quem é você? Posso afirmar com bastante certeza  que a resposta será aquilo que você faz, o cargo que ocupa neste momento, a empresa para a qual trabalha, o seu status social etc.  A primeira vez que me fiz essa pergunta eu mesma respondi:  “Sou jornalista, editora de revista.” E então me dei conta de que eu não sou,  eu apenas estou isso.

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Acreditamos tão fortemente nisso que, numa reunião social quando nos perguntam: “O que você faz?”,  imediatamente respondemos nossa profissão ou aquilo com que trabalhamos. São nossas credenciais para o mundoo.  Então um dia surge uma baita crise econômica,  você é demitido,  e deixa de ser aquilo em que acreditava tanto.  Isso pode acontecer na vida de qualquer um a partir da perda de emprego, do fim de um relacionamento,  da morte de alguém querido, uma guerra, um tsunami,  uma enchente. É incrível: em um espaço tão curto de tempo tudo o que a gente acreditava ser vai embora.

Gosto muito da médica geriatra Ana Claudia Quintana Arantes. Eu a conheci na The School of Life de São Paulo, um espaço para cursos sobre questões ligadas à vida e que tem entre seus fundadores o fisósofo Alain de Botton.   Ana ministra na escola uma aula linda demais, chamada Como lidar com a morte.   Ela é especialista em cuidades paliativos e lida, todos os dias,  com gente que está muito próxima da morte.  Ela traz alívio para a dor física – e ouso dizer que emocional também – de quem está vivenciando seus últimos dias por aqui.  Ela tem, aliás,  uma fala potente no TEDx FMUSP e que vale muito a pena dar uma espiada (“A morte é um dia que vale a pena viver^,  disponível no youtube).

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No final de 2016 ela lançou um livro de mesmo nome, no qual demonstra, no texto de abertura, a maneira como costuma se apresentar às pessoas – e o incômodo que isso causa.  Ao ser perguntada, em um evento social, o que fazia, ela deciciu responder a verdade: cuidava de pessoas que morrem.  Isso foi seguido por um silêncio profundo.  “Falar de morte em festa é algo impensável. O clima fica tenso, e mesmo a distância percebo olhares e pensamentos.  Posso escutar  a respiração das pessoas que me cercam.  Algumas desviam o olhar para o chão, buscando o buraco onde gostariam de se esconder.  Outros continuam me olhando com aquela expressão: ~OI?´,  esperando que eu rapidamente possa consertar a frase e explicar que não me expressei bem.  Já fazia algum tempo que eu tinha vontade de fazer isso, mas me faltava coragem para enfrentar o abominável silêncio que, eu já imaginava,  precederia qualquer comentário.  Ainda assim,  não me arrependi.  Internamente,  eu me consolava e perguntava: ´Algum dia as pessoas escolherão falar da vida por esse caminho.  Será que vai ser hoje?.”

Ana Claudia Quintana Arantes é uma das médicas mais humanas e sensíveis que conheço. Ela se aproxima, toca, olha nos olhos,  conversa, se interessa pelo outro, se emociona sem medo de deixar as lágrimas escororerem, e isso faz uma grande diferença na vida de muita gente.  Ela afeta as pessoas porque percebe o humano que existe em cada um. Se reconhece e se entrega.  E o texto não é muito diferente disso. Quando nos reconhecemos nas palavras que colocamos no papel,   o outro também se reconhece. Mas este precisa ser um processo com menos máscaras.  Daí a necessidade de você se perguntar: quem é você?”

Texto de Ana Holanda,  do livro “Como se encontrar na escrita”. 

_DSC9365awAna é jornalista, formada pela PUC-SP. Passou pelas principais redações de revistas do país, e desde 2011 é editora-chefe da revista Vida Simples.  É embaixadora da The School of Life no Brasil.  Na filial da escola em São Paulo, ministra o curso Como se Encontrar na Escrita.  Também viaja pelo país dando workshops e palestras sobre Escrita Afetuosa e sobre narrativas que nascem na cozinha.  Saiba mais sobre ela em www.anaholanda.com.br.

 

“Phubbing: o comportamento de não desgrudar do celular está acabando com relacionamentos”

“É como dar uma grande banana a seu (sua) companheiro (a).”

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A tecnologia é uma ferramenta sensacional. Tem viabilizado transformações em dimensões inimaginãveis.  Quem me conhece sabe o quanto eu a aprecio (até demais).  Mas como tudo na vida é necessário utilizar adequadamente,  com equilíbrio.  Como diz o ditado “bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

Incômodo,  “desagrado” é o que sinto quando  presencio  o “desvio de atenção”, o “desprestígio” e até mesmo o “desrespeito”  provocado pelo uso indevido no convívio entre pessoas. Chega a ser, por vezes,  uma atitude deselegante, interrompendo raciocínios,  dedos de prosas,  olhares. Até mesmo filmes.  Eu mesmo já cometi deslizes desses em várias  situações. Tive a feliz  colaboração  de pessoas próximas e queridas. Acatei rapidamente o feedback (filhos).  O que me ajudou a pensar e me reposicionar.

A utilização massiva e desagradável ocorre não somente nos contextos das relações afetivas e familiares.  Tem sido usual e frequente no ambiente de trabalho, durante reuniões e atividades coletivas.   As mensagens instantâneas jorram. Que descuidado esse telefone (rs).!!!!           Que as interações são muito facilitadas pelas aplicações,  não resta dúvida.  Entretanto, vale sim,  a pena,  pensar no seu uso consciente. A busca do equilíbrio.  Um enorme  desafio desses novos tempos.

Por conta desses impactos,   transcrevo aqui,  um texto de um estudo americano,  publicado originalmente em inglês pelo HuffPost US e posteriormente traduzido por eles.

“Uma saída a dois não poderia acabar de maneira mais deprimente: uma das clientes da terapeuta conjugal Christine Wilke estava prestando tanta atenção a seu telefone recentemente que nem sequer percebeu que a noite a dois tinha acabado.

“Ela tinha um problema sério com o telefone e se deu conta disso quando saiu para jantar com o namorado”, comentou a terapeuta conjugal de Easton, Pensilvânia. “A cliente estava tão focada na telinha que, quando finalmente desviou os olhos do celular, o namorado já havia pago a conta e estava saindo do restaurante.”

A mulher estava praticando “phubbing” intensivamente: ignorando seu companheiro e prestando atenção no smartphone. O phubbing, uma palavra criada a partir da soma de “phone” (telefone) e “snubbing” (esnobar), está se tornando cada vez mais comum em nossas interações sociais, especialmente nos relacionamentos românticos.

Em um estudo recente realizado pela Universidade Baylor com 143 pessoas envolvidas em relacionamentos românticos, 70% disseram que os celulares “às vezes”, “com frequência”, “muito frequentemente” ou “o tempo todo” atrapalham suas interações com seu companheiro.

Em uma pesquisa posterior que envolveu 145 adultos, 22,6% disseram que o phubbing já havia provocado conflitos em seus relacionamentos e 36,6% relataram sentir-se deprimidos às vezes porque têm a impressão de que seu parceiro priorizava seu telefone, em vez deles.

Wilkes vê essa dinâmica frustrante se repetir o tempo todo em seu consultório.

Os casais que eu atendo muitas vezes querem ter uma conexão mais profunda um com o outro, mas seus respectivos telefones tomaram conta de suas vidas“, ela comenta.
“As pessoas me dizem muitas vezes que a sensação é de que seu companheiro está tendo um caso com o telefone.”

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Manter um relacionamento estando atrás de um telefone não é uma boa maneira e levar a vida. A seguir, Wilkes e outros terapeutas conjugais de todo o país compartilham conselhos sobre como coibir sua mania de phubbing.

1. Pare de achar que você precisa documentar no Snapchat ou Instagram tudo que vocês fazem quando saem juntos.

“Uma das coisas que ainda me espantam (e, como terapeuta, me entristecem) é quando um casal está jantando, por exemplo, em um lugar público, mas uma das pessoas esta ocupada postando fotos, em vez de dar atenção real à outra. As redes sociais trazem muitos benefícios positivos, mas também podem levar as pessoas a buscar a gratificação imediata, em vez de viverem a satisfação do momento. Se você é alguém que publica posts para chamar a atenção de outros, em vez de realmente curtir a pessoa com quem está, é hora de se disciplinar um pouco. Desista dessa obsessão por acumular curtidas. É claro que isso não significa que você não deva postar uma selfie simpática de vocês dois. Mas aguarde para postar até a noite a dois ter terminado, ou, no mínimo, espere para postar na hora em que seu companheiro tiver ido ao banheiro.” – Carin Goldstein, terapeuta conjugal e familiar em Sherman Oaks, Califórnia.

2. Desligue seu telefone por pelo menos 30 minutos por dia.

“Uma das ‘lições de casa’ que passo aos casais é criarem um período diário de 30 minutos sem eletrônicos. É a hora em que eles podem ter um contato significativo cara a cara, sem ingerências de fora. Com muita frequência esses 30 minutos acabam virando um período de tempo muito mais longo, porque acabam representando um momento de intimidade que os dois valorizam muito.” – Christine Wilke

3. Eleve seu tempo sem tecnologia para outro patamar: tire um fim de semana inteiro sem celular.

“Trabalhei com um casal que foi passar um fim de semana em Palm Springs e definiu algumas regras de antemão relativa a eletrônicos: os celulares tinham que ficar desligados e dentro da mala ao longo do fim de semana inteiro. Cada pessoa era autorizada a ligar o celular por apenas cinco minutos por dia, o tempo de verificar se não havia alguma crise os aguardando quando voltassem. No final do fim de semana, eles disseram que adoraram a chance de prestar mais atenção às coisas pequenas: a piscina refrescante, as gargalhadas durante o jantar e a intimidade real entre os dois.” – Spencer Scott, psicólogo de Santa Monica, Califórnia.

4. Se seu companheiro se sentir “phobado”, reconheça o fato e pare de “phobar”.

“Combinem de cada um informar ao outro quando sente que está sendo ‘phobado’ ou quando ele próprio está tendo uma recaída e praticando phubbing. Como todos nós podemos cair na tentação de mergulhar fundo no telefone, podemos não ter consciência disso quando recaímos no mau hábito. Combinar que você vai dar ouvidos a seu parceiro quando ele se sentir ‘phobado’ e então se dispor a deixar o telefone de lado já constitui um passo sadio para conservar a relação.” – Kristin Zeising, psicóloga de San Diego, Califórnia.

5. Não encare seu celular como seu inimigo absoluto.

“Pode parecer contraintuitivo, mas se você anseia por tempo e atenção de seu companheiro, procure não enxergar o telefone como sendo a raiz do problema, mas como uma ferramenta para a solução. Torpedos bem articulados enviados ao longo do dia, ou mesmo Snapchats (que levam dois minutos para ser feitos e enviados) podem ser ótimos para lembrar a seu parceiro que cada um está pensando no outro ao longo do dia. Podem fazer você se sentir menos isolado e insatisfeito.” Spencer Scott

6. Saiba que num primeiro momento você se sentirá estranho ao guardar seu telefone.

“Ficar grudado ao celular é um hábito que vicia e que não será fácil de cortar. Entender o porquê disso pode levar tempo, mas você vai dar conta! Em um primeiro momento você sentirá algo descrito como uma dissonância cognitiva. Interromper o uso do celular não lhe parecerá correto nem normal. Levará quase um mês para o novo hábito lhe parecer normal – ou seja, dar a seus entes queridos, amigos e familiares sua atenção em pessoa, e não por meio de um telefone. Mas acredite em mim, terá valido a pena.” Barbara Melton, terapeuta em Charleston, Carolina do Sul.”

 

Publicado por

https://www.huffpostbrasil.com/2017/11/13/phubbing-o-comportamento-de-nao-desgrudar-do-celular-esta-acabando-com-relacionamentos_a_23275752/

Fonte extraída em 15.10.2018

 

 

A questão da disciplina

Em tempos de confusão acerta do que é ou não “disciplina”,  considerei muito prática a explicação do Gikovate. Veja:

“A palavra “disciplina” já teve conotação positiva; relacionava-se com valor e era considerada uma aquisição indispensável para o desenvolvimento emocional das pessoas.

Ultimamente, passou a ser associada a autoritarismo, a disciplina militar. Pais disciplinadores passaram a ser vistos como pessoas antiquadas, como quem não ama de verdade os filhos. Damos a certas palavras conotações de ordem moral e é comum não sabemos sequer o que elas realmente significam, como nesse caso.

“Disciplina” pode ser definida como a vitória da razão sobre as emoções. Não que devamos reprimir sempre as nossas emoções em nome da razão. As emoções são inerentes a nós. O ideal é que possamos cada vez mais aprender a lidar com elas, encontrando um equilíbrio adequado entre razões e emoções. Trata-se de uma conquista difícil, diretamente relacionada com a maturidade da pessoa. Muitas são as circunstâncias em que existe um antagonismo entre emoção e razão. Na criança vence a emoção, mas, com o crescimento, a razão deveria transformar-se em poder central das decisões. É uma pena que isso só ocorra a certo número de pessoas – fortes o suficiente para suportar a frustração relacionada com a renúncia.

Vamos a um exemplo esclarecedor que já foi usado por muitos autores. Quando, numa manhã fria e escura de inverno, o despertador toca, nos informando que é hora de levantar, passamos a viver um dos conflitos mais duros entre a razão – que nos lembra de nossos deveres – e a preguiça – emoção natural em nós e que se recusa à obediência. Das pessoas que se deixam vencer pela preguiça, pouco se pode esperar em termos de sucesso nas atividades relacionadas com o trabalho. Sabemos que este se distingue do lazer pelo caráter obrigatório, pelos compromissos que temos com outras pessoas e pelo rigor com que seremos julgados se não obtivermos resultados aceitáveis.

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Se o compromisso estiver relacionado com o lazer, desde que não tenhamos combinado nada com ninguém, não levantar ofenderá “apenas” a nós mesmos, que nos avaliaremos como fracos. Não aprovaremos nossa conduta se tivermos faltado a um compromisso esportivo ou se tivermos perdido a hora para uma viagem de lazer. Isso nos fará mal, mas procuraremos nos enganar, dizendo que na próxima vez isso não vai acontecer. Se tivermos nos comprometido a acordar cedo para fazer algum tipo de ginástica e a preguiça nos vencer, não será nada bom para nossa autoestima, pois nos sentiremos “para baixo”. Poderemos fingir para os outros que estamos bem e que a cama estava uma delícia, mas não poderemos jamais enganar a nós mesmos; sabemos que fraquejamos e lamentaremos por isso.

Por outro lado, se o compromisso for com terceiros e envolver atividades profissionais importantes, os resultados objetivos serão catastróficos – além do prejuízo maior à autoestima. Caso um vendedor falte ao compromisso com seu cliente, talvez não seja perdoado e não tenha outra chance. O mesmo vale para o funcionário de uma empresa que sempre chega atrasado: acabará demitido, evidentemente. O médico que não comparecer aos compromissos com seus clientes será dispensado, e assim por diante.

Além da ofensa à autoestima, esses profissionais sofrerão todo tipo de sanção objetiva, de modo que não terão dinheiro nem o respeito dos outros.

Inversamente, aqueles que se reconhecem capazes de ter uma razão vencedora, que domine as emoções em geral, se tornam cada vez mais fortes, à medida que acumulam sucessos nas disputas que travam com eles mesmos.  E acabam por desenvolver um novo tipo de prazer, dos mais importantes para a nossa psicologia: o prazer de ser forte o suficiente para renunciar a um prazer imediato em favor de uma recompensa maior que virá em algum momento do futuro. Assim, a renúncia aos prazeres imediatos se transforma em um novo e maior tipo de prazer, o prazer da renúncia. Quem quiser dar certo no jogo da vida terá de se desenvolver até chegar a esse ponto de maturidade interior. Essas pessoas são capazes de dirigir a própria vida, pois deixam de ser escravas das emoções.

É preciso cautela, pois, à medida que a renúncia se transforma em fonte de prazer, ela pode passar a ser buscada de modo ativo e prejudicial. Orgulhar-se de ser capaz de fazer renúncias necessárias é coisa boa e ponderada. Entretanto, renúncias indevidas, buscadas apenas com o intuito de provocar a sensação de superioridade e de força extraordinária, são um excesso, algo que nos afasta do bom senso e já contém os sinais característicos dos vícios.”

 

(Trecho do livro “Os sentidos da vida”, p. 81-84),  de Flávio GIkovate – Publicado no próprio site do autor pela sua equipe, em 07.08.2018

O que seu ego anda tirando de você? #06CC

Ainda sobre as possibilidades de criar uma nova realidade,  e utilizar melhor o  “supercérebro”…

Se o ego  é o responsável por fixar em nós, preconceitos, inclinações,  então é preciso identificar, reconhecer e minimizar ao máximo essa sua função.  Permitir,  se possível, que ele funcione mais fortemente nas fixações relacionadas a valores, por exemplo, o que é positivo.

Permita-me um parênteses,  para os que querem saber mais sobre a palavra EGO, coloquei o significado, pesquisado da internet, ao final desse post.  Passe lá.

Como o próprio nome diz.. o EGO,  representando posturas de  “egoísmo” e de abrangência pessoal, pode impedir ou limitar não somente a evolução cerebral (novas construções), como  a evolução de uma maior consciência.   Pode mascarar medos, inseguranças e impedir um crescimento super possível.  Veja pensamentos limitadores: “sei bem o que penso, não tente mudar minha opinião.”,   “outra pessoa que faça isso.”,  entre outros.

“o supercérebro é o produto da evolução com consciência. “

Ponto. Então você deve estar se perguntando…   Então o que e como fazer diante disso?

  • Primeiro,  lembrar da nossa capacidade de mudanças,  e conscientes. (descritas nas postagens anteriores dessa série rápida, inspirada no livro Supercérebro).
  • Segundo,  passe a questionar os seus padrões…  se questionar o porquê de pensar dessa ou daquela forma,  sobre os seus principais motivadores…  Dialogue consigo mesmo para tentar aprofundar na sua estrutura interna.

Esse é um caminho para abrir as portas de uma reinvenção pessoal.  Acredite!!

“Novas experiências significam novas redes neurais.

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Na visão do Dr. Chopra,  os cérebros humanos, podem ser divididos, funcionalmente quatro fases: instintiva,  emocional, intelectual e intuitivo.

A instintiva, responsável especialmente pela sobrevivência,  por nos manter alertas para muitas situações diárias.  Tem seu papel fundamental de  nos proteger, além de ser o “dono” das paixões,  do medo. Trata-se de uma parte reativa, dando origens ás nossas reações mais diversas.

A emocional, que registra todas as nossas experiências marcantes,  as boas e os traumas também.  Em qualquer fase do cérebro,  as emoções podem ser a causa de desequilíbrios, destemperos.   Os seres muito emocionais,   dado a intensidade em que ocorre,  podem perder a perspectiva e serem “orientados” pelas emoções, que podem levar a exaustão.  O sistema límbico abriga as emoções. A parte emocional, assim como a anterior, a instintiva é reativa, ou seja promove reações nos seres.

A racional  encontra a parte pensante, questionadora, tática do ser humano.  Nessa fase reside o aumento considerável de possibilidades para a vida humana.   Só o cérebro racional é capaz de afastar a mente da fase instintiva e emocional, criar soluções, caminhos, táticas.  O intelecto ajuda  o ser a lidar com seus medos, seus desejos,  suas tempestades.

A intuitiva, colocada em check pela racional,  é muito necessária… é acionada, por exemplo no processo de empatia.  Essa parte situa-se no córtex cingulado,  e em geral, é maior fisicamente nas pessoas do sexo feminino. Ela se manifesta por colaborar nas sensações observadas e estimuladas pelo contexto.

Ampliar a consciência desses mecanismos e seus funcionamentos viabiliza com que o ser humano possa enxergar perspectivas maiores. Poderá lidar melhor com seus medos, ansiedades, depressões, batalhas internas,  entre outros.

Até a próxima ..

bjo

Darlene

 

P.S – significado (dicionário)
ego – substantivo masculino
  1. 1.
    PSICOLOGIA
    núcleo da personalidade de uma pessoa.
  2. 2.
    PSICOLOGIA
    princípio de organização dinâmica, diretor e avaliador que determina as vivências e atos do indivíduo.
  3. 3.
    PSICANÁLISE
    de acordo com a segunda teoria freudiana, instância do aparelho psíquico que se constitui através das experiências do indivíduo e exerce, como princípio de realidade, função de controle sobre o seu comportamento, sendo grande parte de seu funcionamento inconsciente [As três instâncias que compõem o aparelho psíquico são o id, o ego e o superego. ].
  4. 4.
    m.q. EGOTISMO (‘apreço’, ‘tendência’).
Origem
⊙ ETIM lat. ego ‘eu’

Raiva suga sua energia.👊

Observou-se enfurecido por algo, ou por alguém?

Certa vez ouvi a seguinte resposta:  “Lógico,  ou você acha que tenho sangue de barata?” Rolei.. (rss)

Humanos são assim … tem emoções,  tem “repentes”,  temperos de toda ordem e por conta de alguns desses ficam até ensimesmados  (recolhidos em si), amargando.  Por vezes,  corroem-se  por dentro de tanto ficar pensando. Tem os que adoecem. Mas não arredam o pé da emoção.  A mantêm ali firme e forte, como um sanguessuga.

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O fato é que quando você se permite embolar nesse estado emocional / mental está deliberadamente entregando seu poder a  “isso”. 

Sentir raiva consome energia. você fica mais fraco.   Tem energia de sobra?  

A vida taí chamando..  gritando!!   A-cor-da!.

Existem  inúmeras outras questões precisando de sua energia, da sua capacidade de solução.  Há que considerar se  vale a pena colocar  “a raiva” em pauta.  E certamente a pessoa/situação que provocou isso em você não está nem ai.

É hora de pensar em  seguir em frente e concentrar as suas energias onde possa realmente ter realizações construtivas, onde possa transformar, fazer a diferença no seu entorno. 

Quando você se sentir prestes a ter um ataque de raiva,  busque um pensamento que lhe ajude a cortar o mal pela raiz.

Que tal esse:

“…não é viril ficar enfurecido. Pelo contrário, gentileza e civilidade são mais humanas e, portanto, mais masculinas. Um homem de verdade não cede à raiva e ao descontentamento, e essa pessoa tem força, coragem e perseverança – ao contrário da raiva e da queixa. Quanto mais próximo o homem chega a uma mente calma, mais perto ele está da força. ” 

tradução livre do stoic diary

Vida forte que segue,

bjos,


P.S.

 

Texto do blog  “O que significa”

Sangue de Barata 

Praticamente todo mundo já ouviu e até já utilizou essa expressão: “fulano tem sangue de barata”, “acham que eu tenho sangue de barata” e por aí vai.

Mas afinal, o que o dito popular quer dizer? Relaciona-se o ‘sangue de barata’ com a falta de atitude ou que esperem que você não tenha atitude. Alguém que aceita demais, não questiona. Apático. Não se opõe, não arrisca. Alguém medroso e que não responde a qualquer desaforo.sangue-de-barata

A barata, assim como a maioria dos insetos, não tem sangue (eles tem o que é chamado de hemolinfa que não apresenta pigmentos e é transparente). Dizem que o sangue é o condutor da nossa sensibilidade ao coração, e pela falta do ‘tradicional’ sangue na barata, a pessoa com o tal sangue de barata tem essa insensibilidade que a faz agir como descrevemos acima.

Há explicação também falando que quando estamos nervosos ficamos o sangue quente, o sangue sobe e como a barata não tem sangue convencional, teria sangue frio e não se abalaria por nada.

Créditos para –  https://oquesignifica.wordpress.com/2014/02/14/o-que-significa-ter-sangue-de-barata/

 

Palavras conectam… 📚

Sempre nos demos bem..   suas histórias, seu interesse pela literatura,  seu gosto pela educação…  tanto “reparo” de admiração tenho por ela, minha tia.  Recente tomamos um café em casa e fomos ao cinema. Desses programas adoráveis… de muita prosa.

Ao passar pela livraria…  não havia como escapar.  Juntas, desfrutávamos do lugar.    E não é que ao procurar um livro de poesias ela descobriu alguns tesouros..??  Com um sorriso estampado, meio que justificando alguns achados comentou:  “ah, tenho certeza que eu escolhi a profissão certa”.

Descobriu dois livros.. . sobre o amor,  sobre relações, sobre a vida.   Eram livros compostos por frases..  inspirações.  Ela os folheava e encantava-se.  Conhecemos juntas o Lucão, publicitário de Goiás (do blog Abra o bico), e o Carpinejar, poeta dos guardanapos.  Ao folhear saboreávamos as palavras cheias de sentimento, de sentido. Muitas pareciam de dentro da gente. A literatura faz isso com, conecta.  Irresistíveis, ela levou os dois pra casa.

Ao sair do cinema fez questão de voltar lá e me comprar  mais um deles de presente… Aí não resisti, comprei o outro. rsss   Acabei carregando também os dois autores. ..  o poeta que escreve nos guardanapos.   O livro dele,  como se fosse um pacote de guardanapos destaca-se.. como que para  jogar com as frases, com as palavras numa boa mesa de convivências,  de “dedo de prosa”,  como falamos em Minas.

A d o r e i ..

 

p.s –

Algumas das pérolas dos dois livros aqui pra você leitor, também..