“É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou …”

Eu me vejo,
me assemelho,
me leio,
me questiono,
me emociono,
com as tantas “palavras”,
ou “provocações”
de Clarice Lispector.
Uma verdadeira arte na expressão de sentimentos,
na tradução da existência humana.

Como bem disse Yudith Rosembaum não se lê Clarice impunemente.

Resultado de imagem para clarice lispector

Compartilho sua bela crônica “As três experiências”, de 1968,
atemporal.

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres. Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera. “

Veja esse video sobre a leitura de Clarice e seus efeitos.

bjo,

Darlene

Sobre Clarice

Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice Lispector se chamou Chaya Pinkhasovna Lispector. Mas de ucraniana só teve o local nascimento: ao longo de sua carreira, ela dizia literalmente nunca ter pisado lá, visto que foi carregada no colo. Em 1921, ela e a família migraram para o Brasil fugindo da perseguição a judeus durante a Guerra Civil Russa. Instalaram-se primeiro em Maceió, e logo mudaram para o Recife, tanto que Lispector se considerava pernambucana. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com o pai e as irmãs após a morte da mãe. Lá estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, embora já se interessasse mais pelo meio literário.

Fonte: Revista Galileu

“Eureka”, uma habilidade?

Sensíveis. Próximos. Humanos. Alguns dos motivos pelos quais eu gosto dos textos da Revista Vida Simples.

Esses dias um deles, sobre “serendipidade” me fez pensar sobre a habilidade de criar, de ser um real produtor de inovações, de ideias geniais, de estabelecer achados inusitados. Um competência, eu diria, extraordinária!

Optei por reproduzir parte aqui. Quem sabe o instigue, como ocorreu comigo. Começando por SERENDIPIDADE….

“Como encontrar?

A falta de uma definição exata não atrapalha sua busca: todos procuram a serendipidade ou tentam construir cenários para que ela se manifeste. As empresas veem como uma ferramenta para sobreviver à crise; o mundo digital, como isca para conquistar usuários. E, finalmente, nós, simples mortais, para quem serendipidade também é sinônimo de felicidade.

A questão que se coloca é: como cultivar isso? Podemos treinar para sermos mais “serendipitosos”? Construir um ambiente para que isso se manifeste? Todos os casos práticos e testemunhos indicam que sim. A serendipidade é uma capacidade que pode ser cultivada, adquirida e sustentada (e, como propõe a internet, também comprada e vendida).

A primeira coisa é ser proativo. Como o próprio conto mostra ( parte anterior do texto), a serendipidade é uma habilidade. Ela só foi detectada e percebida por um sujeito ATIVO. Os príncipes puseram-se na estrada e estavam abertos para o desconhecido, para as aventuras e as surpresas inerentes a uma viagem. A postura, o otimismo, a alegria e a entrega transformaram-nos em heróis viajantes. O conto mostra ainda que eles eram observadores sagazes, estavam atentos a cada detalhe do caminho e eram capazes de ver sentido em tudo o que era observado. E é essa habilidade – a capacidade de combinar eventos ou observações de maneiras significativas – que a diferença da sorte. Serendipidade é ver combinações significativas onde os outros não veem.

Outro ponto: estude arduamente. Por mais que as narrativas reforcem, nenhuma descoberta científica foi feita por pura sorte, de forma aleatória. Não foi um mecânico que descobriu a penicilina, por exemplo. Todos os acidentes ou acasos felizes na ciência têm um ponto em comum: cada um foi reconhecido, avaliado e posto em prática à luz da experiência intelectual do descobridor. ^O acaso favorece a mente preparada^. disse Louis Pasteur ( 1822- 1896), cientista francês reconhecido pelas suas notáveis descobertas de causas e prevenções de doenças, ele própria uma ^vítima` de sincronismos de eventos intencionais e fortuitos. Entre os seus feitos está a vacina contra a raiva e o método para conservar alimentos (como o leite), a pasteurização.

Abrace a diversidade. A segmentação do conhecimento é importante e faz o especialista, mas não tenha medo de explorar outros saberes. No tópico sobre a construção do “eu” único e poderoso, o filósofo inglês John Stuart MIll ( 1806-1873) afirma que o mais alto e harmonioso grau de desenvolvimento que um homem pode atingir vem da fórmula INDIVIDUALIDADE + DIVERSIDADE = ORIGINALIDADE. Cultive-se, aprimore-se, percorra o mundo, percorra o outro. E atenção: não se trata de diversidade apelativa e alienante dos dispositivos eletrônicos. É a diversidade com qualidade. Exponha-se a outros saberes, converse com pessoas de outras áreas, fale com desconhecidos. Os livros são fontes preciosas para isso. Procure ler aqueles que sejam de assunto fora da sua área de trabalho. Na educação grega – um modelo de educação reconhecido e aplicado até hoje ( PAIDEIA) – , um soldado que não soubesse poesia jamais chegaria a general.

Mais uma questão: trabalhe arduamente, mas arrume tempo para a contemplação, para a meditação, para a posse de si mesmo. ( …. )

A descoberta mais significativa da biologia moderna – a estrutura da molécula de DNA – nunca foi uma pesquisa oficial. Ela aconteceu nas margens de grandes pesquisas e foi “tolerada” pela chefia. Se você n]ao tem interesse num projeto, não impeça outros de seguir em frente. É dessa abertura que nasce a habilidade de fazer conexões, a capacidade de ver combinações onde outros não viram. Esse é o ponto que diferencia a serendipidade da sorte. “

Texto de Margot Cardoso, para Revista Vida Simples.

O que lhe compete?

“Mantenha sua atenção inteiramente concentrada no que de fato lhe compete e tenha sempre em mente que aquilo que pertence aoos outros é problema deles, e não seu.

Se agir assim, estará imune a coações e ninguém o poderá reprimir. Será verdadeiramente livre e eficiente em suas ações, pois seus esforços serão canalizados para boas atividades, e não desperdiçados em críticas ou confrontos com outras pessoas.

Tendo conhecimento e dando atenção ao que de fato lhe compete, não será obrigado a realizar qualquer coisa contra sua vontade. Os outros não poderão feri-lo, você não fará inimigos nem será prejudicado.

Se o seu objetivo é viver de acordo com esses princípios, lembre-se de que não será fácil: você deverá abrir mão de algumas coisas e adiar outras. É possível que até mesmo precise privar-se de riquezas e poder se quiser atingir a felicidade e a liberdade. “

Título “Ocupe-se apenas do que você pode controlar”, de Epicteto ( do livro A arte de viver, interpretação de Sharon Lebell)

Primeiro diga a si mesmo o que você deveria ser; depois faça o que tem que fazer.

Desrespeito .. nahhhh!

Muito mais fácil adotar um “deixa prá lá”, ou mesmo um “fulano não está num bom dia hoje”, quando somos submetidos a situações constrangedoras, seja por desrespeito ou por falta de educação.

Se você tem essa tendência, de colocar “panos quentes”, o que eu tenho pra te dizer é:

Paaaaara!!!

MUDE.

Deixar “passar”, de forma absolutamente passiva, comportamentos desrespeitosos, deseducados.. é omissão. Perde-se a oportunidade de fazer a diferença no seu entorno. De transformar.

Esses dias fui “destratada” duas vezes seguidas, pela mesma pessoa. Aconteceu quando liguei num cartório da cidade de São Paulo. (4o. cartório de registro de imóveis de SP), em busca de informações.

Uma grosseria sem tamanho!!

A pessoa não me conhece. Nunca me viu. (nem pintada rsss). Eu queria apenas saber a situação de um processo que havia “pago” para dar andamento. Eles fazem esse serviço e “ganha” pra isso.

A simples falta de um número (protocolo) não deveria ser motivo para aquele destempero. Tudo bem, se fosse regra não ser atendido por falta de protocolo, era só dizer. Com educação – Não posso lhe atender sem o documento. É uma regra do serviço. (se fosse, obviamente. o que não era o caso).

Simples assim.

Eu disse a ela isso. Se você não pode ou não quer me atender, é só dizer. Você não precisa me desrespeitar ou ser mal educada comigo.

Escolhi não permanecer mais na ligação com uma pessoa tão desagradável, por mais que eu precisasse da informação.

Expressar-se sobre o que você vê acerca de comportamentos indevidos é um mecanismo para promover diferentes posturas. Ou mesmo mudanças. Obviamente que dizer, ou manifestar-se não significa que isso ocorrerá, mas minimamente fará o interlocutor pensar.

Olha.. não estou dizendo para você atuar no mesmo nível, padrão de tensão, ou mesmo “dar o troco”. Isso seria um desrespeito igual. Estou dizendo para dizer ao outro sobre a atuação dele, equivocada, indevida, ou o que for.

Não saia da presença de outras pessoas, sem fazer a sua diferença. Mesmo que isso ocorra numa situação constrangedora como essa.

Feito.

A “personalidade” pode mudar ou permanece igual a vida toda? Um novo estudo sugere que é um pouco de cada.

A personalidade permanece a mesma desde o nascimento pelo resto de sua vida, ou pode ser mudada? Um novo estudo que abrange 50 anos de dados sugere que é possivelmente uma mistura de ambos.

Por décadas a personalidade foi considerada tão pouco concreta quanto o concreto – quem você era aos 15 anos é quem você seria aos 75 anos. Mas nos últimos 20 anos, a ciência cognitiva e comportamental revelou insights dinâmicos sobre o cérebro humano e os comportamentos correspondentes. Chegamos a ver a personalidade como, pelo menos, marginalmente mutável e, possivelmente, muito mais.

O estudo mais recente acompanhou as mudanças de personalidade ao longo de cinco décadas, e os resultados sugerem que, enquanto certos elementos da personalidade permanecem estáveis ​​ao longo do tempo, outros mudam de maneiras distintas. Em outras palavras, a personalidade é relativamente estável e mutável, e o grau de mudança é específico para cada pessoa.

A boa notícia da pesquisa é que, para aqueles de nós que experimentam mudanças significativas de personalidade, a mudança é principalmente em uma direção positiva.


“Em média, todos se tornam mais conscienciosos, mais estáveis ​​emocionalmente e mais agradáveis”, disse a principal autora do estudo, Rodica Damian, professora assistente de psicologia na Universidade de Houston.

Ao mesmo tempo, as pessoas que eram especialmente atenciosas, agradáveis ​​e emocionalmente estáveis ​​em tenra idade, também eram mais propensas a ser mais tarde.


“As pessoas que são mais conscienciosas do que outras pessoas com 16 anos são mais conscienciosas do que outras com 66 anos”, disse Damian.

O estudo extraiu dados do Inventário de Personalidade de Talentos do Projeto, um repositório de dados de personalidade sobre mais de 400.000 pessoas (no total) reunidas ao longo de um período de 50 anos. O valor dos resultados vem do intervalo de tempo expansivo, que permite aos pesquisadores medir as mudanças nos traços de personalidade, como conscienciosidade, extroversão e neuroticismo ao longo do tempo.

Quanto ao que influencia a estabilidade ou maleabilidade da personalidade, tanto a genética quanto os fatores ambientais desempenham papéis principais, com pesquisas anteriores sugerindo que cada um contribui igualmente para o resultado. O enrugamento relativamente novo nesse entendimento é a influência epigenética, na qual os genes de certos fatores podem ser “ativados” por influências ambientais.

O estudo também descobriu que, embora alguns elementos da personalidade pareçam mais específicos de gênero, as mulheres e os homens mudam praticamente na mesma proporção em relação ao tempo de vida. Nenhum dos dois tem uma vantagem sobre a “maturidade da personalidade” ao longo do tempo.

Uma grande conclusão das descobertas, enfatizaram os pesquisadores, é que, quando se trata de mudança de personalidade, não devemos nos comparar com os outros. Seu amigo especialmente simpático e sociável no ensino médio ainda será provavelmente mais simpático e sociável do que a maioria das pessoas que você conhece na meia-idade, portanto não deixe que o espelho social o leve a uma comparação. O que importa é o quanto você mudou – e que, de acordo com este estudo, é uma avaliação muito específica da pessoa.

O estudo foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology.

Texto pstado em 16 de novembro de 2018 por David DiSalvo.  http://www.daviddisalvo.org.
Traduzido em método automático.

Sejamos todos feministas

“Você não deve mais gerenciar esse projeto porque está passando por uma fase difícil,  por conta da doença do seu pai.”  Uma “desculpa” que ouvi de um  “chefe homem”.  Um dos motivos “escolhidos” para ser destituída de um trabalho relevante.   

Insensível.  Essa é a palavra que prá mim,  descreve bem.   Ao longo de minha vida profissional percebi que para muitos homens,  “sentir” ,  “sofrer a perda”,  nada mais é  que símbolo de  “fraqueza”.  Sinal de incapacidade para lidar com as questões profissionais.   
Páaaara!!! Desumano isso!!!

Nunca me envergonhei de sentir profundamente a perda de uma pessoa que amasse tanto.  Quem nunca??  Fico chocada pela forma como as diferenças de gênero se escondem nas entrelinhas das decisões. Muitos gestores, vestidos de conceitos equivocados acerca da sensibilidade, de família, de maternidade, de paternidade, das necessidades humanas em si, podem prejudicar os profissionais em suas carreiras e atuações.  E isso passa desapercebido nos “sistemas”,  em padrões vigentes. 

Essa não foi a única vez e sei que não será a última, que vou presenciar desrespeitos por conta de ter nascido mulher. 

Mulher sim.. com muito orgulho.

Tanto um homem como uma mulher podem ser inteligentes, inovadores, criativos.  Nós evoluímos.  Mas nossas ideias de gênero ainda deixam a desejar. 

Chimamanda

Passei o olho pela cômoda do quarto e me deparei com  um pequeno livro. De cara me prendeu a atenção pelo título..  Comecei a rolar as páginas e não parei mais de ler.  Linguagem fácil.  Recheado de histórias e casos. Tudo  tão próximo das realidades que tratam abusos “de gênero”!   E numa voz  que cola.. engaja e  insere o leitor (ou a leitora rs) no cenário.  A gente se reconhece nas palavras dela.  Os sentimentos são muito próximos…  

 E concluindo a leitura…  afirmo: 

Eu sou sim… feminista! 

Dentro do conceito trazido pela autora,   Chimamanda Ngozi Adichie, que diz:  “Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.”.  
Essa definição foi mencionada nesse seu livro “Sejamos todos feministas”.  E que foi também a inspiração para o título desse escrito.

Uma passagem do livro:


Tenho uma amiga americana que substituiu um homem num cargo de gerência.  Seu predecessor era considerado um “cara durão”,  que conseguia tudo; era grosseiro,  agressivo e rigooroso quanto à folha de ponto.  Ela assumiu o cargo, e se imaginava tão dura quanto o chefe anterior,  mas talvez um pouco mais generosa – ao contrário dela, ele nem sempre lembrava que as pessoas tinham família.  Em poucas semanas no emprego, ela puniu um empregado por ter falsificado a folha de ponto – exatamente como seu predecessor teria feito.  O empregado reclamou com o gerente sênior, dizendo que ela era agressiva e difícil.   Os outros funcionários concordaram.  Um deles, inclusive, disse que tinha achado que ela traria um “toque feminino” ao ambiente de trabalho,  mas que isso não acontecera.  Não ocorreu a ninguém que ela estava fazendo a mesma coisa pela qual um homem teria recebido elogios.

Consenti  com muitos  posicionamentos expressos por ela e  ressalto aqui alguns desses pontos:

1) Os pais precisam estar atentos para a educação das crianças (meninos e meninas),  de forma a não estimular (mesmo sem querer) as diferenças de gênero.

2) Mulheres não devem temer por se posicionar em relação à sua igualdade perante várias situações,  no trabalho,  no casamento,  nos relacionamentos.  Mesmo que isso implique,  “deixar de ser querida”.  Assumir o que são efetivamente,  sem se vestir de modelos para agradar padrões.

3) Cuidado com as afirmativas de que problemas de gênero  são culturais.  E com isso,  acomodar-se como algo fixo, rígido. Cultura é o resultado de um povo.  Cultura está sempre em tranformação a a partir da conduta coletiva do grupo. “A cultura funciona afinal de contas, para preservar e dar continuiade a um povo.” 

4) Precisamos,  homens e mulheres, melhorar nosso caminho para as gerações futuras.  Podemos lidar com isso de formas muito melhores, mais justas,  mais HUMANAS.

E tem muito mais…

Nesse vídeo abaixo,   a gravação do seu discurso no TED da África, com o tema que deu origem ao pequeno,  porém, GRANDE  livro.  

Clap Clap Clap

Discurso de Chimamanda Ngozi Adichie,  nigeriana,  realizado em 2012

“Emoções negativas geram processos inflamatórios? o que dizem as pesquisas.”

“Uma enormidade de pesquisas demonstram   que a inflamação mata. Quando a resposta natural de nossos corpos a doenças e lesões não é controlada, pode levar a condições crônicas variando de artrite a depressão e doenças cardíacas.

Nessas pesquisas também foram encontrados links para alguns tipos de câncer e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. O que ainda é pouco  entendido é se nossas respostas emocionais também desencadeiam e pioram a inflamação.

Cérebro, Inflamação, Curso, Médica, Cuidados De Saúde
from pixabay.com

Um novo estudo se concentrou nessa questão examinando o aumento de processos inflamatórios em pessoas que perderam recentemente um cônjuge. Os resultados sugerem que não só o luto pode resultar em mais inflamação, mas em níveis comparáveis ​​a doenças cardiovasculares potencialmente fatais.

Os pesquisadores conduziram entrevistas com pouco menos de 100 pessoas cujos cônjuges morreram recentemente e também coletaram amostras de sangue. As amostras de sangue daqueles que estavam passando por “sofrimento elevado”, incluindo a sensação de que a vida havia perdido seu significado, tinham níveis de inflamação 17% mais altos do que aqueles que não se sentiam assim (medidos pelos níveis de proteínas de citocinas inflamatórias). E o primeiro terço do grupo de luto tinha níveis quase 54% mais altos do que o terço inferior.

“Pesquisas anteriores mostraram que a inflamação contribui para quase todas as doenças em adultos mais velhos”, disse o principal autor do estudo, Chris Fagundes, professor assistente de ciências psicológicas na Rice University.

“Nós também sabemos que a depressão está ligada a níveis mais altos de inflamação, e aqueles que perdem um cônjuge estão em risco consideravelmente maior de depressão, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e mortalidade prematura. No entanto, este é o primeiro estudo a confirmar que o sofrimento dos níveis de sintomas depressivos das pessoas – podem promover inflamação, que por sua vez pode causar resultados negativos na saúde “.

O que esta pesquisa nos diz, primeiro, é que o velho ditado sobre morrer de um coração partido é mais verdadeiro do que imaginamos. O luto, via inflamação, pode nos matar, e isso não é uma hipérbole. Os resultados do último estudo confirmam pesquisas anteriores mostrando que a perda de um cônjuge “aumenta a mortalidade por todas as causas do parceiro enlutado”. 

Isso vale igualmente para mulheres e homens, particularmente para adultos mais velhos.As descobertas também oferecem um aviso sobre emoções não gerenciadas. O luto é saudável, mas o que esta pesquisa parece mostrar é que o sofrimento extremo que leva à perda do sentido da vida é perigoso em mais de um sentido. Se agimos ou não em nossas emoções, elas têm conseqüências bioquímicas que podem prejudicar nossa saúde.

O estudo foi publicado na revista Psychoneuroendocrinolgy. 

A recém-revisada e atualizada edição de 2018 do What Makes Your Brain Happy e por que você deve fazer o oposto está agora disponível.”

Texto escrito e postado em 1 de dezembro de 2018 por David DiSalvo. no  http://www.daviddisalvo.org

Essa é uma tradução automática. 

Informações sobre o autor –

DavidDiSalvo.jpg

David DiSalvo is a science writer and public education specialist who writes about the intersection of science, technology and culture.

His work has appeared in Scientific American MindPsychology TodayForbesTIMEThe Wall Street JournalChicago TribuneMental FlossSlateSalonEsquire and other publications, and he is the writer behind the widely read blogs, Neuropsyched, Neuronarrative and The Daily Brain. He is frequently interviewed about science and technology topics, including appearances on NBC Nightly News, National Public Radio and CNN Headline News.