pode virar “peteco” (feedback)

 

Mais elemento base das relações pessoais e profissionais…

ENTENDIMENTO

Nas interações entre as pessoas é muito comum e também profícuo  que hajam interpretações diferentes sobre determinado tema. Afinal as pessoas tem histórias, conhecimentos,  experiências e  repertórios distintos.  Isso é o grande!

Quando falamos dos processos de crescimento e feedback,  é importante cuidar do entendimento  do que está sendo dito. Uma dica nesse sentido é tentar  manter o foco no ocorrido, na circunstância que originou o posicionamento para  obter maior clareza possível da situação.

Enorme exercício, diga-se de passagem,  principalmente se você não gostou ou discorda do que ouviu...

Observe-se internamente. Sua memória pode começar a trazer à tona histórias, justificativas e argumentos de toda ordem para contrapor a crítica, a observação que está recebendo.

Uma expressão muito engraçada do linguajar mineiro exemplifica bem esse estado mental …  “a mente vira um peteco”… (rs)   Significa que virou uma confusão, uma bagunça.

Assuma uma postura de prontidão para receber e procure não ficar em dúvida sobre o que o outro “quis dizer”. Se você não entendeu,  pergunte, até  que fique claro o que foi colocado. Entenda  qual a expectativa de mudança que o outro gostaria de  promover em você.

Em algumas situações,  não teremos condições de uma análise imediata.  Muitas vezes as críticas nos movimentam internamente dificultando uma análise tranquila e justa. Quando isso ocorrer  recomendo seriamente,  “leve para o travesseiro”.

Nada como uma noite de sono.

Aguarde o dia seguinte, mantenha-se  em estado de “observação” interna,  para que possa ter o tempo necessário  e a tranquilidade imprescindível para refletir.  Isso impedirá você de atuar impulsivamente,   de responder no automático e mesmo de cometer erros.

 

“Dar feedback é um desafio,
pois precisamos entender as outras pessoas e a maneira como elas reagem para aprimorar nossa capacidade de dar retorno.  E ser capaz de fazer uma ‘leitura’  das outras pessoas não é uma habilidade inata,
mas algo que precisamos desenvolver.”

Richard L.Williams

 

Lembre-se do post sobre mentalidade necessária para crescer (mindset).

Até sempre,
Darlene

conecte-se

Hoje vou mencionar  um elemento básico (pra não dizer óbvio) e também fundamental nas interações humanas e nos processos de feedback ( trocas ).

 

OUVIR

Muitas pessoas pensam que ouvem bem.  Talvez não.  Não da forma como é necessário à troca,  à conexão entre as pessoas.

Rubem Alves, numa de suas crônicas  (que gosto demais),  diz que  estamos cheios de cursos de oratórias mas que deveríamos criar  um curso para ensinar a “escutatória”.  Não estamos habituados a  “parar”  literalmente  para ouvir o outro. É complicado e sutil…

Enquanto as pessoas estão falando,   nossa mente está em turbilhão: pensando,  julgando,  elaborando,   construindo respostas, e sei lá mais o quê.

Ouvir bem pressupõe um estado mental  sereno,  tranquilo, mais livre,  com foco e atenção dirigida ao que a outra pessoa está dizendo.

“Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.”

Alberto Caeiro.

Num processo genuíno de crescimento mútuo – com a troca natural, com o uso do feedback na mediação –  o silêncio interno e  o saber ouvir com esse conceito aqui colocado, podem ser fatores extasiantes e transformadores.

Pense nisso e até sempre.

Darlene

feedback – um facilitador das relações humanas, quaisquer que sejam elas.

                            

Olá,

Ao longo dos meus mais de 30 anos no mundo corporativo observei uma grande dificuldade que as pessoas tem em geral – o feedback.

Com o objetivo de contribuir com as pessoas e para dar vazão  âs minhas observações,  estudos e experiências coletadas sobre esse tema, inicio aqui uma série de postagens.

A idéia é explorar,  de forma simples e prática,  alguns conceitos e  situações reais no dia-a-dia das pessoas.

Vamos começar trazendo o nosso adorável “dicionário” do google.

feedback
‘fidbæk/
substantivo masculino
  1. 1.
    reação a um estímulo; efeito retroativo.
  2. 2.
    comn informação que o emissor obtém da reação do receptor à sua mensagem, e que serve para avaliar os resultados da transmissão.

Nos acompanhe aqui..

Ver o post original

dar e receber (50-50 ou 100-100)?

“O princípio da diplomacia é dar e receber:
dar um e receber dez.”  

Mark Twain

As questões de reciprocidade estão sempre na pauta das relações humanas.  São alvos de desafetos, discórdias, reclamações e até de competições.

Existe a seguinte expressão,  comumente utilizada nas empreitadas coletivas:  50-50, cinquenta-cinquenta  ou  “fifth-fifth”  que  pressupõe a contribuição de duas partes pela metade para formação de um todo,  no caso os 100%.

Como diria um amigo meu, com quem tenho muitas e boas conversas:  “DISCORDO”…rss

Aqui abro um pequeno parênteses: podemos discordar e “dizer” que discordamos?
As pessoas demonstram muito mais facilidade em “concordar”.

Dá menos trabalho, rss. 
Leva menos tempo…
Não precisa de argumentos…
Não precisa pensar…

Normalmente como é o seu processo de contrapor uma ideia,  um pressuposto, um pensamento?  (fecho parênteses, rs)

Resultado de imagem para 50-50

Com relação ao 50%, tenho aprendido que cada um deve fazer seu máximo, ou seja os 100%. Sempre que ficamos esperando a outra parte,  desviamos a atenção ou deixamos de realizar no nosso limite de capacidade. Acaba sendo um pensamento cômodo  de “terceirização”  de parte da atividade.

Me vem aquela frase habitual: “eu já fiz  minha parte”

Fica aqui a dica,  faça o seu máximo.  A energia que permeia esse tipo de posicionamento é diferente, muito mais positiva. Se todos fizerem seu máximo certamente os resultados serão bem melhores.

mindset pra aproveitar melhor as oportunidades

O tão falado “MINDSET”  pode ser  um acelerador ou um obstáculo no processo de feedback.

São vários os tipos de feedbacks e muitas vezes não pensamos sobre eles. Não  estamos habituados a capturá-los, a  convertê-los em aprendizados e especialmente em ações. Ficamos no “piloto automático” e deixamos a vida passar.  Não consideramos essas oportunidades como um mecanismo de crescimento.

Resultado de imagem para MINDSET

Fonte: http://big-change.org/growth-mindset/

Para que isso seja possível é preciso desenvolver uma nova “mentalidade”.   Uma forma nova de encarar esse caminho.    O tão chamado  “novo mindset”  – significa adotar uma nova forma de pensar e agir, uma reconfiguração no modelo mental buscando um  jeito diferente de ver as situações.

Para que possa percorrer e aproveitar essa trajetória do feedback como oportunidade   sugiro adotar  algumas frases inspiradoras e chaves no seu dia-a-dia:

 – ao acordar,  pense  ” o que vou aprender de novo hoje “,
                                         ” com quem vou aprender esse algo novo”.

 – ao terminar o dia,  pense  ” o que aprendi de diferente hoje,
                                                      ” quem me ensinou algo novo e como foi”. 

Vão te ajudar a se abrir para as inovações que ocorrerem e aproveitar os feedbacks e mensagens que acontecerem nas suas relações durante o dia.

Se você se permitir fazer esse teste…   me dê um feedback.

Me mande uma mensagem relatando  como foi sua experiëncia.

Até sempre!!!

Darlene

por que as pessoas não tem coragem de dar feedbacks?

Caso real:

Exercito o feedback muuuitas vezes e em vários contextos da vida (familiares,  amigos, colegas, parceiros, fornecedores,  clientes, conhecidos, … estranhos..rs)  e estou atenta aos seus resultados.

Recentemente,  em parceria com uma consultoria  que tem colaborado comigo num trabalho, enviamos uma pesquisa utilizando a metodologia 360 graus,  para quarenta pessoas da minha convivência mais próxima.

A ideia era que essas pessoas do meu círculo de relações ( amigos, colegas,  familiares,  alunos,  superiores hierárquicos do meu último trabalho, entre outros ) pudessem responder questões a meu respeito num determinado tema.

Optamos por colocar a pesquisa sem identificação do respondente e os avisamos na mensagem que seria assim.    Por que isso?

Resultado de imagem para coragem imagem

Muitas pessoas, pra não dizer a maioria delas,  não tem a habilidade ou a facilidade em dar feedbacks aos seus amigos.  Observo que isso ocorre com mais frequência nas culturas latinas,  que valorizam muito os relacionamentos e por isso apresentam mais  dificuldades em ser diretos, assertivos com os demais.   Existe nessa cultura  o receio de “magoar” ou de não ser “bem visto”  se falar abertamente.

Por outro lado,  isso é absolutamente compreensível porque muitas pessoas também não conseguem “receber  bem”   o feedback e a “percepção”  dos demais.

No meu caso, foi uma experiência muito positiva porque eu estava buscando algumas percepções a meu respeito,  de vários pontos de vistas diferentes.   Os retornos que pude ter me ajudaram nas definições de novos aspectos pessoais, profissionais  e na elaboração de planos futuros.

Como o feedback é bommmmm, pra gente evoluir!!!

Aproveito aqui o post para agradecer a todos que responderam esse trabalho!
Vocês são demais!!

Até sempre!!!

Darlene

feedback não é só para o trabalho!

Quando falo de feedback, muitas pessoas relacionam imediatamente o tema aos aspectos da vida profissional,  dado que tem sido amplamente utilizado nesse contexto. Contudo,  o feedback é um mecanismo válido para as relações humanas,  quaisquer que sejam.

Tenho escrito vários posts aqui sobre o tema e já passei algumas dicas sobre outros contextos de utilização dessa ferramenta “INCRÌVEL”.

Continue nos seguindo que vamos evoluir com informações prá você.

Até sempre,

Darlene