Corrigir sem ofender..

Nesses dias postei sobre  as dificuldades em  ˜ser autêntico”,  sobre  as pessoas  “se vestirem”  de muitos papéis na “selva da sobrevivência”.
Gostei muito do texto do Cortella (Livro Educação, Convivência e Ética: Audácia e Esperança.. que chama atenção para outro ponto de vista. Ser autêntico não é SER DESCUIDADO e falar tudo que pensa a qualquer tempo.
Transcrevo  aqui,  porque vale a pena a leitura!!!!
 Captura de Tela 2017-02-18 às 08.22.19.png“O que é uma pessoa honrada? Aquela que, entre outras coisas, tem a percepção da piedade, aquilo que precisa ser resguardado na convivência. Uma pessoa autêntica tem a autenticidade grudada à piedade. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, dizer tudo o que penso. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, desqualificar apenas porque quero ser transparente. Ser autêntico não significa ser transparente de maneiro contínua.

Ser transparente para si mesmo? Sem dúvida, mas dizer tudo o que pensa numa convivência é ofensivo. O exemplo do menino de 5,6 anos de idade que traz o presente clássico do Dia dos Pais feito pelas próprias mãos. Chega da escola com aquelas coisas “horrorosas”, feitas com casca de ovo, palito de sorvete, que chegam a cheirar mal. “Pai, tá bonito?” É óbvio que o pai dirá que está maravilhoso naquela circunstância. A ideia do elogio ou do não elogio tem de ser circunstancializada.

Uma pessoa autêntica não aquela que é o tempo todo transparente. Se ela não tiver percepção de circunstância, ela se torna inconveniente.

“Mas é assim que eu penso”.

O fato de pensar assim não exime a pessoa de ser moderada. Isso não a leva a perder a autenticidade, apenas a resguardar a expressão de modo como é. Porque, como eu sou com os outros, tenho de ser de fato o que sou, mas não posso desconsiderar que outros existem.

É preciso cautela, em nome da autenticidade, para não ser ofensivo. Nem descambar para o terreno da crueldade. Por exemplo, a criança chega com o presente e o pai diz: “Não está, não.  Você devia ter feito uma coisa bonita”. Ora, na condição daquela criança, ela fez algo belíssimo. E é belo porque ela fez no melhor da sua condição.

Não é a mesma circunstância de um pai ou de uma mãe que percebem que a criança fez algo com desleixo. Nesse caso, não deve elogiar por elogiar, porque isso deseduca. Se um filho ou uma filha traz um desenho que pode ser precário, mas que, naquela circunstância, naquela idade, naquele modo, é o melhor que a criança poderia fazer, é preciso elogiar em alto estilo. É sinal de afeto imenso. Mas, se o desenho apresentado é resultado de um desleixo, não se deve elogiar.
Eu posso dizer a clássica fase de que educa: “Você é capaz de fazer melhor do que isso que está me mostrando”. Isso é educação. O que é crueldade? Dizer: “Isso é péssimo”.

Quem educa precisa corrigir sem ofender, orientar sem humilhar.
Precisa conviver com essa virtude, que é a piedade.”

 

Até sempre..

Darlene

feedback faz falta…

 

… e afeta os resultados (na última linha) das organizações.

A falta de feedback é uma das razões de descontentamento  dos colaboradores com o trabalho. Numa pesquisa realizada sobre o tema,  os números chamam a atenção.

Este foi um deles !!!!

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As pessoas quando não recebem feedbacks ficam duvidosas  se o esforço  e a dedicação que oferecem estão sendo “vistos”,   estão sendo “adequados”,   reconhecidos pelos seus superiores, pares, etc.    Com muita frequência não conseguem conectar seu trabalho aos objetivos estratégicos da empresa.

Daí que 65% das colaboradores querem mais feedback.

Apresento um outro número bastante expressivo:  39% da força de trabalho NÄO se sente reconhecida ou apreciada.   (é muuuitoo) 

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Esse resultado  me faz pensar que,  se existe esse percentual de “dúvida” com relação ao próprio trabalho,  pode haver implicitamente muitas oportunidades aí:

melhor  produtividade – se as pessoas não tem  certeza  dos seus resultados podem não estar entregando a totalidade de seu potencial…  ou podem não estar entregando o que de fato a empresa precisa (?!?!)

quase 40%  do quadro de colaboradores  pode estar com problemas de motivação. Isso exerce impacto direto nas realizações  e  no  contexto social do trabalho.  Além de afetar, de certa forma,  os outros 60% sob o ponto de vista de ambiente de trabalho.

Uma cultura de feedback  implementada pode influenciar os resultados de negócio?  Eu pessoalmente acredito nisso!!

Recentemente num artigo de Lolly Daskal,  ela mencionou as cinco maiores causas  de pedidos de demissões por colaboradores que mesmo apreciando o trabalho decidem sair das atuais organizações.

Duas das cinco  causas tem relação direta com a prática do mecanismo de feedback:

falta de reconhecimento

estagnação

Os estudos mostram que as pessoas tem necessidades de  enxergar perspectivas de evolução  no seu trabalho e de verem seus resultados reconhecidos, valorizados.

Ora,  se as empresas são feitas de pessoas …

Até sempre,

Darlene

 

 

construindo pontes…

Considerando-se  o acesso facilitado a uma enormidade  de informações, dados, e conhecimentos,  a habilidade em conectar mentes e corações  – Construção de relações – para realização de objetivos ou  propósitos comuns,  tornou-se ainda mais necessária e requerida.

Quando pensamos sobre isso são tantos aspectos … mas hoje quero ressaltar  um deles:
a autenticidade.

"Autêntico significa verdadeiro, legítimo, genuíno. 
É um adjetivo que caracteriza aquilo que não deixa dúvidas, 
em que há autenticidade, que não é falso, que é real, positivo."

Uma das qualidades em extinção em terras de egos inflados.

Tantas máscaras,   tantas representações,  tantas manipulações
têm vestido os seres para sobreviver num mundo de pressões,  rótulos e exigências que a autenticidade tem estado anestesiada.   (difícil ser autêntico e principalmente bancar isso).  O medo e  a apatia das pessoas frente às situações têm demonstrado isso claramente.

Veja alguns pensamentos correntes:

"Me posicionar  pra quê?"   
"Apresentar meu ponto de vista diferente  demanda esforço de explicação..."
"Se eu for realmente quem eu sou,  não serei bem quisto..."
"Se eu disser o que penso, posso ser demitido... "

 

“as mentiras mais devastadoras para a nossa auto-estima
não são as que contamos, mas as que vivemos.”   
Nathaniel Branden

Qual a relação da “construção de relações” e “autenticidade”?

Tenho compreendido que a construção de relações baseada em comportamentos “artificiais” não se sustenta ao longo do tempo.  Se as pessoas não são  autênticas e verdadeiras nessas empreitadas,  as chances de insucessos (nas relações verdadeiras) são reais.

Oportunamente essas relações podem ate ser úteis para atingir determinados propósitos e  interesses momentâneos de alguns.  Mas não sendo amparadas por esta (autenticidade) e outras virtudes  acabam não se constituindo de fato em “construção de relações”…     Peço licença para, de forma criativa, chamar de “arranjos sociais com propósitos definidos” (rss).

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Deixo pra pensar:

  • o que de fato representa pra você   “construir relações”,
    construir verdadeiras pontes entre as pessoas?
  • o  que significa pra você ser autêntico?

Gostei de um artigo do site administradores.com.br que fala sobre o que é ser autêntico. Se você tiver interesse, segue o link: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-que-e-ser-autentico/38509/

Até sempre..

Darlene

Aproveite seu tempo… é VIDA!

A semana está começando  … ..  temos muito por fazer!!

Aproveite seu tempo.. pense agora sobre as atividades que precisa realizar e como vai distribuí-las nos dias da semana!!    Organize para que tenha condições de realizar tudo o que gostaria e contemple possíveis adversidades.  Não se esqueça de deixar um “slot”, um “lugarzinho” para as suas relações próximas

Em geral o trabalho tem consumido muito do tempo das pessoas e  as outras áreas da vida, ficam a desejar em atenção e qualidade.   Estima-se que 61% das pessoas (pesquisa) não encontram o ansiado equilíbrio entre o trabalho e as atividades pessoais.

Certifique-se que sua programação contemplou outros aspectos não profissionais: uma conversa com seu filho,   um jantar com seus amigos,   uma visita ou telefonema  a uma pessoa querida com quem não fala há muito tempo,  uma mensagem de afeto e reconhecimento, uma pedalada com uma companhia valiosa….. ..  etc, etc, etc, …

Em todas as ocasiões,  certamente haverá um “feedback”,  um olhar que seja.!!  Desfrute!

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Boa semana e até sempre!

Darlene

 

Se quiser dividir experiências.. me escreva
darlene@pothum.com.br

Baixe o ebook sobre FEEDBACK – Segredos de se relacionar

 

receber críticas DÓI… 🙄 😰 😡

Ao longo de minhas vivências e estudos  tenho tido contato  com variadas fontes e bibliografias acerca desse tema.

Uma delas,  a Sheila Heen,  que gosto DEMAIS  e considero uma autora diferenciada, trata especialmente da dificuldades que a maioria das pessoas,  para não dizer a totalidade das pessoas tem em relação à “receptividade” do feedback.

Ela reafirma algo que a maioria de nós provavelmente já experimentou em vários momentos de nossas vidas: dar feedbacks é muito mais simples e fácil do que receber.

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Assista ao vídeo de 1Minuto

Ouvir as críticas dos demais DÓI, incomoda,  angustia,  chateia,  porque não estamos preparados “nativamente” para esse movimento.  Desde a infância queremos ser queridos, amados e respeitados e um feedback com algo a melhorar significa implicitamente que não somos bons  e por isso “menos queridos”,  “menos amados”.

A adoção do mindset de crescimento, de aprendizado que comentei em um outro post é um caminho que favorece  o autoconhecimento e contribui para amplificar a postura de “aprender a aprender”.  Ou como disse Fernando Jucá: “expertise em aprender”.

Te convido a pensar nas suas reações diante das considerações não favoráveis emitidas por outras pessoas em relação a você.  
O que você faz com elas?

Se puder e quiser, compartilhe comigo..   darlene@pothum.com.br

Tem muuuito mais sobre isso e continuaremos conectados por aqui.

Até sempre.

Darlene

 

 

“estrumbicando”

á trouxe prá você os vocábulos OUVIR e ENTENDER…

Hoje é dia do COMUNICAR!

Esse é um tema, eu diria, delicado.   De acordo com estudos e estatísticas, somos bombardeados com trinta e cinco mil mensagens por dia. Isso significa dizer que a disputa pela nossa atenção é algo complexo: redes sociais, reportagens,  televisão,  placas nas ruas, família,  whatsapp,  livros, telefone, etc.

Eu sei que esse tema possui uma enormidade de variáveis e que compensaria um curso a parte,   mas considerei importante  trazer rapidamente algumas  questões que julgo necessárias para o processo de relacionamento entre as pessoas e o feedback.

Cito a importância de saber se colocar, se posicionar sobre o fato a ser explorado e saber realizar a crítica.    Quantos  relacionamentos já se perderam apenas  porque as pessoas não se dispuseram a se comunicar bem.. se fazer entender.

A comunicação é uma das grandes fontes de conflito e desentendimentos entre as pessoas.

 “Eu disse algo e vocë entendeu outra coisa”.   

           ou mesmo 

“A gente se entende só pelo olhar”. 

Se preocupe em elaborar o que será dito de forma a transmitir com  clareza,  para que haja compreensão da mensagem.    A forma como nos comunicamos abrange não somente as palavras que colocamos, envolve também nossas expressões,  fisionomia,  emoções,  gestos, olhares.

Ë muito relevante cuidar:

o que estou dizendo,

como estou  dizendo,

por que estou dizendo e

onde estou dizendo.

Onde  há um entendimento mútuo significa que a comunicação foi satisfatória.

“Uma boa comunicação é feita de pedaços de vida, de amor, de sensibilidade, de inteireza, dignidade, verdades, compreensão, compaixão. Requer treino, como para quase tudo na vida. “

Thais Accioly

 

Bom  desejo que essas informações sejam úteis pra você nos seus relacionamentos.

Afinal,  queremos ser melhores nisso não é?

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Até sempre,

Darlene

pode virar “peteco” (feedback)

 

Mais elemento base das relações pessoais e profissionais…

ENTENDIMENTO

Nas interações entre as pessoas é muito comum e também profícuo  que hajam interpretações diferentes sobre determinado tema. Afinal as pessoas tem histórias, conhecimentos,  experiências e  repertórios distintos.  Isso é o grande!

Quando falamos dos processos de crescimento e feedback,  é importante cuidar do entendimento  do que está sendo dito. Uma dica nesse sentido é tentar  manter o foco no ocorrido, na circunstância que originou o posicionamento para  obter maior clareza possível da situação.

Enorme exercício, diga-se de passagem,  principalmente se você não gostou ou discorda do que ouviu...

Observe-se internamente. Sua memória pode começar a trazer à tona histórias, justificativas e argumentos de toda ordem para contrapor a crítica, a observação que está recebendo.

Uma expressão muito engraçada do linguajar mineiro exemplifica bem esse estado mental …  “a mente vira um peteco”… (rs)   Significa que virou uma confusão, uma bagunça.

Assuma uma postura de prontidão para receber e procure não ficar em dúvida sobre o que o outro “quis dizer”. Se você não entendeu,  pergunte, até  que fique claro o que foi colocado. Entenda  qual a expectativa de mudança que o outro gostaria de  promover em você.

Em algumas situações,  não teremos condições de uma análise imediata.  Muitas vezes as críticas nos movimentam internamente dificultando uma análise tranquila e justa. Quando isso ocorrer  recomendo seriamente,  “leve para o travesseiro”.

Nada como uma noite de sono.

Aguarde o dia seguinte, mantenha-se  em estado de “observação” interna,  para que possa ter o tempo necessário  e a tranquilidade imprescindível para refletir.  Isso impedirá você de atuar impulsivamente,   de responder no automático e mesmo de cometer erros.

 

“Dar feedback é um desafio,
pois precisamos entender as outras pessoas e a maneira como elas reagem para aprimorar nossa capacidade de dar retorno.  E ser capaz de fazer uma ‘leitura’  das outras pessoas não é uma habilidade inata,
mas algo que precisamos desenvolver.”

Richard L.Williams

 

Lembre-se do post sobre mentalidade necessária para crescer (mindset).

Até sempre,
Darlene