“É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou …”

Eu me vejo,
me assemelho,
me leio,
me questiono,
me emociono,
com as tantas “palavras”,
ou “provocações”
de Clarice Lispector.
Uma verdadeira arte na expressão de sentimentos,
na tradução da existência humana.

Como bem disse Yudith Rosembaum não se lê Clarice impunemente.

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Compartilho sua bela crônica “As três experiências”, de 1968,
atemporal.

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres. Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera. “

Veja esse video sobre a leitura de Clarice e seus efeitos.

bjo,

Darlene

Sobre Clarice

Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice Lispector se chamou Chaya Pinkhasovna Lispector. Mas de ucraniana só teve o local nascimento: ao longo de sua carreira, ela dizia literalmente nunca ter pisado lá, visto que foi carregada no colo. Em 1921, ela e a família migraram para o Brasil fugindo da perseguição a judeus durante a Guerra Civil Russa. Instalaram-se primeiro em Maceió, e logo mudaram para o Recife, tanto que Lispector se considerava pernambucana. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com o pai e as irmãs após a morte da mãe. Lá estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, embora já se interessasse mais pelo meio literário.

Fonte: Revista Galileu

A questão da disciplina

Em tempos de confusão acerta do que é ou não “disciplina”,  considerei muito prática a explicação do Gikovate. Veja:

“A palavra “disciplina” já teve conotação positiva; relacionava-se com valor e era considerada uma aquisição indispensável para o desenvolvimento emocional das pessoas.

Ultimamente, passou a ser associada a autoritarismo, a disciplina militar. Pais disciplinadores passaram a ser vistos como pessoas antiquadas, como quem não ama de verdade os filhos. Damos a certas palavras conotações de ordem moral e é comum não sabemos sequer o que elas realmente significam, como nesse caso.

“Disciplina” pode ser definida como a vitória da razão sobre as emoções. Não que devamos reprimir sempre as nossas emoções em nome da razão. As emoções são inerentes a nós. O ideal é que possamos cada vez mais aprender a lidar com elas, encontrando um equilíbrio adequado entre razões e emoções. Trata-se de uma conquista difícil, diretamente relacionada com a maturidade da pessoa. Muitas são as circunstâncias em que existe um antagonismo entre emoção e razão. Na criança vence a emoção, mas, com o crescimento, a razão deveria transformar-se em poder central das decisões. É uma pena que isso só ocorra a certo número de pessoas – fortes o suficiente para suportar a frustração relacionada com a renúncia.

Vamos a um exemplo esclarecedor que já foi usado por muitos autores. Quando, numa manhã fria e escura de inverno, o despertador toca, nos informando que é hora de levantar, passamos a viver um dos conflitos mais duros entre a razão – que nos lembra de nossos deveres – e a preguiça – emoção natural em nós e que se recusa à obediência. Das pessoas que se deixam vencer pela preguiça, pouco se pode esperar em termos de sucesso nas atividades relacionadas com o trabalho. Sabemos que este se distingue do lazer pelo caráter obrigatório, pelos compromissos que temos com outras pessoas e pelo rigor com que seremos julgados se não obtivermos resultados aceitáveis.

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Se o compromisso estiver relacionado com o lazer, desde que não tenhamos combinado nada com ninguém, não levantar ofenderá “apenas” a nós mesmos, que nos avaliaremos como fracos. Não aprovaremos nossa conduta se tivermos faltado a um compromisso esportivo ou se tivermos perdido a hora para uma viagem de lazer. Isso nos fará mal, mas procuraremos nos enganar, dizendo que na próxima vez isso não vai acontecer. Se tivermos nos comprometido a acordar cedo para fazer algum tipo de ginástica e a preguiça nos vencer, não será nada bom para nossa autoestima, pois nos sentiremos “para baixo”. Poderemos fingir para os outros que estamos bem e que a cama estava uma delícia, mas não poderemos jamais enganar a nós mesmos; sabemos que fraquejamos e lamentaremos por isso.

Por outro lado, se o compromisso for com terceiros e envolver atividades profissionais importantes, os resultados objetivos serão catastróficos – além do prejuízo maior à autoestima. Caso um vendedor falte ao compromisso com seu cliente, talvez não seja perdoado e não tenha outra chance. O mesmo vale para o funcionário de uma empresa que sempre chega atrasado: acabará demitido, evidentemente. O médico que não comparecer aos compromissos com seus clientes será dispensado, e assim por diante.

Além da ofensa à autoestima, esses profissionais sofrerão todo tipo de sanção objetiva, de modo que não terão dinheiro nem o respeito dos outros.

Inversamente, aqueles que se reconhecem capazes de ter uma razão vencedora, que domine as emoções em geral, se tornam cada vez mais fortes, à medida que acumulam sucessos nas disputas que travam com eles mesmos.  E acabam por desenvolver um novo tipo de prazer, dos mais importantes para a nossa psicologia: o prazer de ser forte o suficiente para renunciar a um prazer imediato em favor de uma recompensa maior que virá em algum momento do futuro. Assim, a renúncia aos prazeres imediatos se transforma em um novo e maior tipo de prazer, o prazer da renúncia. Quem quiser dar certo no jogo da vida terá de se desenvolver até chegar a esse ponto de maturidade interior. Essas pessoas são capazes de dirigir a própria vida, pois deixam de ser escravas das emoções.

É preciso cautela, pois, à medida que a renúncia se transforma em fonte de prazer, ela pode passar a ser buscada de modo ativo e prejudicial. Orgulhar-se de ser capaz de fazer renúncias necessárias é coisa boa e ponderada. Entretanto, renúncias indevidas, buscadas apenas com o intuito de provocar a sensação de superioridade e de força extraordinária, são um excesso, algo que nos afasta do bom senso e já contém os sinais característicos dos vícios.”

 

(Trecho do livro “Os sentidos da vida”, p. 81-84),  de Flávio GIkovate – Publicado no próprio site do autor pela sua equipe, em 07.08.2018

Prefere leitura rasa ou funda?

Em tempos de altíssima oferta de informações, dados  e outros atrativos,  os livros têm sido “jogados às traças”. Postergados.  Até esquecidos.   O rápido passar de olhos nos títulos ou em pequenos trechos tem sido um costume usual. Por vezes,  satisfazem os desejos das mentes.  Leituras rasas.  Curtas.  Todos passam por elas.

Falta tempo.  Dias corridos.  Compromissos inadiáveis.

Escolhas.

E a leitura, aquela  escolhida, necessária, detida? Essa fica na lista de pendências.  Lista de afazeres, quase nunca feitos.  Pense comigo.  Quais os últimos livros que você leu?  E por que leu?

Saborear o texto do outro. Buscar entender seu contexto. Compreender ideias. Pensar na sua lógica. Prazeres daqueles que curtem aprender com os outros.  Apreciam a diversidade e  a arte por detrás das palavras. Daqueles que gostam da “fundura”  (termo de um conhecido  escritor)  das coisas.

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Em há tanta disponibilidade!!  Excelentes e provocativas obras!!

Recentemente, junto com uma parceira (o que é uma estratégia de execução fantástica), estabeleci um desafio diário, que envolvia a prática sistemática de  algumas atividades.  Uma delas,  obviamente, era a leitura.   Tudo bem, sempre apreciei.  Mas realizar  esse desafio me acordou ainda mais para esse gosto.  Em trinta dias percorri quase três.  Não me recordo de ter lido tanto em tão pouco tempo.

Você pode pensar:  “a quantidade não é o mais importante”.  Se pensa assim,  você está coberto de razão!!  Não se trata da quantidade de páginas que você lê.  Mas do porquê da leitura.  Trata-se de como se lê. Trata-se de estar aberto para onde o conteúdo  “levará” você.

O fato de estabelecer a leitura diária como objetivo e meta  foi  uma forma bastante positiva para  acelerar e intensificar essa minha prática.  Foi uma forma de dedicar uma parte do tempo (programada ) para isso.   E acredite.  Valeu muito a pena!

“A vida começa a cada manhã.
Joel Olsteen

Caso tenha dificuldades em estabelecer a leitura como uma prática,  comece por estabelecer uma pequena meta. Estabeleça o desafio  de apenas cinco páginas por dia.   Se seu livro tem cento e oitenta páginas, por exemplo, você o terá lido em apenas trinta e seis dias. No ano terá lido em torno de dez livros. Crie uma disciplina, uma rotina específica,  um horário determinado para isso. Todos os dias.  Aos poucos poderá aumentar a meta. Dez, vinte páginas.  Mantenha seu livro sempre à mão.  Num lugar que possa vê-lo com frequência.

Considere ter uma caneta ou lápis para marcar os pontos importantes.  Aquelas frases que lhe chamam atenção de alguma forma e que de repente, você poderá voltar sem ter que perder tempo procurando a localização.   Faça anotações nos cantos.

Uma dica: Escolha temas que você goste muito ou um assunto que você precise aprender um pouco mais.    Os livros são um excelente mecanismo de desenvolvimento.  Além, é claro, de ampliar seus conhecimentos gerais e seu pensamento crítico.

“Uma pessoa que não quer ler não tem nenhuma vantagem
sobre um que não sabe ler.
Mark Twain

Se essa postagem foi útil pra você e se promoveu alguma mudança de comportamento e posicionamento, compartilhe comigo.  Ficarei feliz de saber.

Boas leituras.  Com fundura.

Bjo,
Darlene

#gratidão – uma chave 🙏🏻

Hoje é o dia #26 de um desafio de 30 dias, estabelecido  junto com uma amiga e parceira querida. Experimentamos ao longo desses dias, colocar em prática um conjunto de atividades regulares, construtivas,   com o objetivo de nos impulsionar, alavancar, acelerar nossos objetivos.

Tem sido um bom mergulho interno, pois a própria predisposição em  estabelecer um tempo para auto-reflexão, já se substancia num caminho mínimo, de partida,  de construção própria, interna.

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Ao pensar, escrever, ler, meditar acerca de tantos aspectos da vida, não tem como não ser absolutamente grata por muitas coisas.  O pensamento de gratidão, brota instantaneamente e abre muitos canais internos,  quando identifico o bem que recebi e ainda recebo.  Expandi meu conceito de gratidão quando estudei por muitos anos, a ciência logosófica.  Sentir a gratidão de forma genuína e aplicada,  colabora com o meu reposicionamento imediato diante de circunstâncias das mais diversas:  erros,  tristeza, solidão, medo, incerteza, vulnerabilidade, desânimos, dúvidas,  entre outros.

Se cada um buscasse dentro de si a recordação das horas felizes e de tudo que foi motivo de ventura, muito seguramente encontraria mais de uma razão para deleitar o espírito nessa revivência de imagens queridas.

da Logosofia

Escrevi,  nessas atividades práticas do desafio #30D,   a quê,  eu sinto profunda gratidão. Vou compartilhar com você aqui. De repente,  você pode ser grato, tanto quanto  eu,  a alguns desses elementos e teremos a oportunidade de compartilhar dessa energia, a “engrossar juntos esse caldo”. (frase de mineira, essa… rs).

Eu sou grata pela minha família, meus filhos, meus pais, irmãs,  sobrinhos, …

Eu sou grata a Deus,  pela minha oportunidade da vida, por respirar,  por poder viver tantas coisas…

Eu sou grata pela minha trajetória pessoal e profissional,  pelas oportunidades que tive, com as quais aprendi largamente…

Eu sou grata pela minha inteligência,  por ter oportunidade de pensar, estudar, ler, refletir e fazer mudanças necessárias, que me encaminhem melhor…

Eu sou grata pelo meu interesse cultural e intelectual,  por querer ser sempre uma pessoa melhor…

Eu sou grata pelos meus mestres,  mentores,  guias, orientadores.  Meus pais,  filhos, irmãs, professores,  chefes, namorados,  amigos, autores especiais.. ..

Eu sou grata pelas parcerias que tenho estabelecido em vários setores da vida…

Eu sou grata pelos meus amigos , por tornarem minha vida muito mais que especial. extraordinária…

Eu sou grata pela liberdade que conquistei para fazer escolhas importantes, nas quais acredito e invisto.

Eu sou grata pelo meu corpo, pela minha saúde,  que me permitem realizar..

Eu sou grata por encontrar profissionais que me ajudam a lidar com as dificuldades físicas (médicos dentistas fisioterapeutas ), quando necessário…   o corpo, por vezes, reclama. Poder contar com eles é uma benção…

Eu sou grata  pelas experiências que vivi e que tatuaram em mim a pessoa que sou (maternidade, casamento, relacionamentos, trabalhos, escolas, .. etc, etc, etc.)..

Eu sou grata por ter escolhido realizar uma trajetória de aprendizagem contínua, por ter me permitido realizar muitos cursos, pesquisas, leituras, certificações,  que me ajudam  a evoluir mental e emocionalmente, e a ampliar minha visão,  construir mais perspectivas para meu futuro…

Eu sou grata pelas oportunidades de trabalho que tenho conquistado, porque por meio dele,  posso colaborar com outras pessoas,  realizar o que gosto, o que tenho como propósitos….

Eu sou grata pela confiança que as pessoas depositam em mim… isso, pra mim,  tem um grande valor …

Sou grata porque sempre que repasso essa lista,  consigo reconhecer mais elementos, pessoas e situações que potencializam esse sentimento em mim.

#gratidão.

O fato de expressar a gratidão,  genuinamente sentida,  é uma bela oportunidade para reconhecer as prerrogativas que possui.  Isso é fabuloso.  A possibilidade de não passar ileso e indiferente a tantas oportunidades.   Além disso,  estudos recentes, ligados á felicidade, á neurociência, á satisfação,  têm apontado ao sentimento de gratidão, uma série de benefícios para a saúde mental.  Veja aqui nesse link, um desses estudos mencionados pela revista Galileu.  Também aqui,  um belo artigo sobre a Pedagogia Logosófica. Na internet você poderá pesquisar outras fontes de informações interessantes sobre isso.

Encontrei um  vídeo instrucional muito fofo, que explica um pouco mais os impactos cerebrais do sentimento de gratidão e os benefícios da escolha por exercitá-la diariamente.  Caso lhe interesse, basta clicar.

A gratidão, como sentimento de imponderável valor, parece ser um dos tantos segredos que o ser humano deve descobrir, para extrair dele esse bem que geralmente se busca ali onde não está e que, encontrado, se desvaloriza e se esquece.

Da Logosofia

Independente de qualquer coisa.  #gratidão.

Afinal, não custa nada.  Absolutamente nada.  Ser grato.

Bom domingo e boa semana.

bjo,

Darlene

 

 

 

Cuidado com o que pensa! #03CC

Por que as pessoas quando envelhecem tendem a ter preguiça e apatia em relação ao aprendizado? Será que só por seguir um padrão de mentalidade e conduta que se repete ao longo da história?

“À medida que envelhecemos, tendemos a simplificar nossas atividades mentais, muitas vezes, como mecanismo de defesa.  Sentimo-nos seguros com o que sabemos e evitamos aprender qualquer coisa nova.  Chopra

E como já trouxe nos posts anteriores,  se a pessoa deixa de solicitar atividades ao cérebro, ela abdica de construir mais e novas estruturas sinápticas.  O que poderia fazer semmmmpre.

Qual o segredo então?  Manter acesa a luz,  de forma consciente.  A luz que ilumina os sentimentos e pensamentos,  a luz que busca novos conhecimentos e ativa de forma criadora a evolução cerebral.  Prevenção de doenças inclusive.  “Alzheimer”    sim….  muitos lapsos de memória podem ser desencadeados pela falta de utilização da estrutura cerebral.

Como os exercícios físicos.  Se você deixa de realizá-los, minimamente,  sua musculatura muda consideravelmente e há uma perda de força física.

men-1276384_640Manter a atenção consciente,  um aprendizado que tive nos estudos logosóficos, é uma chave para a evolução e para uma vida mais realizadora e feliz. A atenção,  aliada a conhecimentos, conceitos,  favorece de forma substancial as escolhas e mais que isso,  faz o processo criativo acontecer.   Exercita o cérebro.

Algo que Deepak trouxe, e que eu nunca havia parado pra pensar é que as expectativas são um gatilho poderoso para o cérebro.  Se a pessoa pensa que vai perder a memória e tensiona sua vida com alguns lapsos, isso, muito provavelmente está interferindo na sua função de recordar.  Ou seja:  Cuidado com o que pensa !!  Isso modifica você, pode ser para o bem ou não.  De novo,  depende de sua consciência e conhecimento.

Olha essa informação:

“Biologicamente,  mais de 80% das pessoas acima de 70 anos não têm  perda significativa de memória.  Chopra

Uma lição de hoje  (inspirada pelo livro SUPERCÉREBRO que deu origem a essa série de postos)  é que tenhamos cuidado com as expectativas e afirmações que colocamos na nossa vida. De preferência que sejam  positivas,  construtivas e sem o danado, do medo.  Medo de envelhecer, medo de perder a memória,  medo.. medo.. medo…    o limitador!

Que cada um possa plantar  a força da “fé no futuro”, da  “capacidade de empreender”,  do entusiasmo genuíno na vida e nas ações dia a dia são lubrificantes importantes para o corpo.

O fator alegria,  o entusiasmo,  as emoções fortes em geral tem sido consideradas  poderosas no sentido de acumularem registros mais facilmente na memória.  São observações dessas etapas de pesquisas , e, os estudos, as pesquisas têm muito mais ainda pra contar sobre esse mistério,  o cérebro.

Está curtindo essa série de posts? Compartilhe com as pessoas que você considera que poderão se beneficiar deles. No mínimo, pra pensar, criar novas sinapses,  não é? (rs)

Até o próximo,

Bjo,
Darlene

Você tem “supercérebro”! #01CC

Por conta do meu interesse pelas ciências cognitivas, buscando sempre maior aperfeiçoamento das minhas atividades do desenvolvimento, tenho pesquisado e lido a respeito do cérebro e afins.  Quero compartilhar com você algumas informações que considero oportunas e úteis.  Farei uma série de posts com o tema cérebro,  inspiradas pelo Deepak Chopra. Hoje é o primeiro deles.

Notório que a ciência caminha muito mais rapidamente nas descobertas relacionadas ao cérebro, à neurociência,   que no passado.  Os avanços tecnológicos  favorecem muito o desenvolvimento dessa parte incrível dos seres humanos.

“Nosso cérebro contem  100 bilhões de células nervosas, que forma de um trilhão a talvez um quatrilhão de conexões chamadas “sinapses”.”  Chopra

Elas, as sinapses estão continuamente se reorganizando com base nas nossas experiências, informações, criações  e nos nossos contextos.  Tudo que compreendemos, vemos, sentimos, tocamos, saboreamos, cheiramos não seria aprendido sem ele,  o senhor cérebro.

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“Nosso cérebro não só interpreta o mundo, mas o cria.”

Daí que precisamos utilizar esse dom que recebemos ao nascer.  Como o que fazemos todos os dias modifica nossas estruturas cerebrais,  que são dinâmicas, esse é um dos  caminhos  fundamentais na construção do futuro de cada indivíduo.

A máxima de que “pau que nasce torto morre torto” pode ser descartada,  pois o cérebro está apto a aprender  novas habilidades, independente de idade,   basta que o acionemos pra essa  prática. Ou seja, basta que queiramos isso.

Diferente de outros órgãos do corpo humano, o cérebro é um que evoluirá a vida toda. Então ele pode, aprender, aprender, aprender…   E uma das teorias  menciona que basta dedicar 10.000 horas  para adquirir qualquer competência especial. Competências, inclusive,  imputadas  unicamente ao “talento” nato.

A vida é então um campo fértil ao desenvolvimento de capacidades.  ..  Pode parecer óbvio isso.  E é.   Mas frequente do que eu gostaria, eu vejo pessoas estagnadas em seus processos de aperfeiçoamento.  Muito aquém do que poderiam conquistar.  Há uma estagnação em muitos aspectos da vida, intelectual, emocional, .. e outros.  Daí que pode ser óbvio, mas não necessariamente, consciente.

E uma das chaves para abrir essa possibilidade chama-se  curiosidade,  ou  interesse.  De acordo com Deepak Chopra,  existem dois conjuntos de características que representam a evolução ou não dessa estrutura.  Uma, o cérebro básico,  como o próprio nome diz,  exercita de forma básica as funções cerebrais  e o super cérebro, que estimula o próprio desenvolvimento.

Veja algumas das características de quem utiliza mais o cérebro básico

  1. Na medida que o tempo passa, a pessoa pára ou diminui muito a velocidade do seu desenvolvimento.
  2. Quando aprende algo, não leva adiante.
  3. Não gosta muito de mudanças  e resiste a elas.
  4. Não vai além daquilo que já é do seu domínio. Limita a expansão.

Agora algumas das características de um cérebro (supercérebro), como ele coloca.

  1. Continua evoluindo durante a vida inteira.
  2. Aprende novas habilidades e leva-as adiante, o mais possível.
  3. Adapta-se mais rapidamente às mudanças.
  4. Gosta de desafios,  se não realiza bem,  retorna e tenta de novo.
  5. Mantem-se bastante ativo,  com períodos curtos de inatividade.\
  6. Gosta de reinventar-se.
  7. Abandona crenças e opiniões.

Fica claro que  que cada um é absolutamente responsável  por estimular a própria curiosidade, o próprio interesse.  Cada um é mestre de si mesmo.  e tem a principal função de tirar o cérebro do adormecimento, da inércia.   Escolhas !!! De novo na nossa pauta.  O que cada um escolhe viver.. (rs).

Existem evidências de que manter atividade social e intelectual retarda a senilidade, o envelhecimento do cérebro. E o contrário também é um fato,  um estudo mostrou que o estresse rotineiro, interfere no cérebro, prejudica a tomada de decisões,  a avaliação de situações e a corrigir erros, rumos.

” use seu cérebro, não permita que ele o use.”

A recomendação colocada é que cada um seja auto-observadores do próprio cérebro, fazendo um papel de  “testemunha silenciosa”, para se perceber e aprender a lidar com ele.

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“A capacidade do cérebro é tão incrível que um feto prestes a nascer forma 250.000 novas células cerebrais por minuto, gerando milhões de novas conexões sinápticas a cada sessenta segundos.”

O potencial cerebral é  então ilimitado.  Há que testá-lo aos  limites.

Como você tem utilizado o seu supercérebro?

Espero que tenha curtido .. até o próximo post.

bjo

Darlene.

 

Fonte:  Deepak Chopra – Livro Super Cérebro

 

Não aceite a “mediocridade”… 🏆

Somos o resultado das escolhas que fazemos, das decisões que tomamos, das ações que realizamos.

Ao ler um livro sobre “realizações”  dia desses,  me chamou especial atenção a afirmativa de que a grande maioria das pessoas acomoda-se em ser “medíocre”,  ou  “mediano”.

Embora sintam-se  não totalmente satisfeitas  em vários aspectos da vida, estão abaixo do que gostariam, aceitam isso passivamente, não se movem suficientemente ao contrário para encontrar soluções  e caminhos que as projetem  a níveis superiores.

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A questão que fica martelando é:  por que contentar-se com menos,  tendo em si o potencial de realizar mais?   Considerando a premissa de que todos nascem com as mesmas prerrogativas, então onde ficam guardadas as energias, motivações para a busca de melhores resultados?

  • Será que as pessoas não se percebem merecedoras, dignas, capazes  de terem melhores desempenhos e conquistas?
  • Será que existe uma certa comodidade em terceirizar essa responsabilidade a outros?  (pessoas, instituições)  É mais confortável apontar a outros ao invés de dedicar-se, agir?
  • Será que há uma espera por “milagres”?   Se, por exemplo,  o aluno não estuda,  não passará pelo vestibular.  É uma questão de lógica.
  • Os problemas são os outros. ?!?!? Uma das formas de reconhecermos nossos erros e acertos é pelo olhar dos outros,  pelas convivências, que expõem nossas fragilidades, nossas dificuldades e problemas.  Ora,  então os  “outros é que são o inferno”,  já dizia o pensador francês, Sartre.

Enquanto isso a vida passa ,   e rápido.

“A vida é curta demais” é repetido com frequência suficiente para ser um clichê, mas desta vez é verdade. Você não tem empo para ser infeliz e medíocre. Isso não é apenas sem sentido; é doloroso.” Seth Godin

Aprendi que  uma das grandes dificuldades para a realização das pessoas,  reside no “COMO”.  Elas sabem o que gostariam de alcançar,  o sonho, objetivo. Mas nem sempre possuem a habilidade ou o conhecimento de  “como” fazer.

Faço também uma conexão  com a cultura e a educação.  Observo que o  contexto cultural e o processo educacional pelos quais  uma pessoa passa,  exerce importante influência na capacidade para essas conquistas.

Posto isso,  quero ressaltar o “desenvolvimento pessoal” como  um cenário estratégico para  viabilização dos resultados almejados.  Do “sucesso”,  para alguns.   Adotar uma mentalidade de aprendiz,  o tempo todo,    buscando aprender o que for necessário rumo aos planos e projetos.    Seja na área de relacionamentos,  financeira,  espiritual,  emocional, etc.

“Se você quer que sua vida seja diferente,  precisa estar disposto a fazer algo diferente, em primeiro lugar. ”  Kevin Bracy

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Outro dia  comentei aqui no blog sobre  escrever um rápido diário.  Considero uma das práticas simples e rápidas para uma reflexão contínua acerca das escolhas e ações.  Poder favorecer o caminho de evolução.

Rumo ao primeiro passo?

Conte comigo.  Por meio da metodologia do coaching,  tenho ajudado as pessoas a se capacitarem,  a pensarem sobre como conquistar suas metas e objetivos.

Bjo,
Darlene

Gerenciando suas escolhas!🖌

Para os profissionais que estão em busca de uma formação diferenciada,   que gostam de estabelecer metas desafiadoras para si mesmos e construir novos caminhos, compartilho uma palestra realizada pelo Filipe Nunes. Engenheiro agrônomo, graduado pela Universidade Federal de Uberlandia, com parte na França,  MBA e Mestrado em Relações Internacionais nos Estados Unidos.

Captura de Tela 2018-06-04 às 11.41.31Ele, logo no inicio da vida profissional já realizava reflexões sobre o trabalho, suas implicações e oportunidades.  Decidiu investir em seu desenvolvimento pessoal e para isso precisou revisitar seus hábitos diários,  reformular a forma como utilizava seu tempo e estabelecer outras práticas. Literalmente,  fazer ESCOLHAS importantes.

Conquistou, a partir de mudanças essenciais,  dedicar mais do seu tempo físico e mental para sua formação,  tendo sido aprovado em duas Universidades Americanas para cursar o conhecido MBA americano.   Optou por realizar o MBA na Wharton School,   juntamente com um Mestrado em Relações internacionais  no Lauder Institute, ambos na Universidade da Pensilvânia,  na Philadelphia.

Estive pessoalmente na Universidade e pude conhecer de perto a instituição, sua estrutura e organização, o que me impressionou fortemente.  A Universidade da Pensilvania foi a primeira universidade americana, criada no ano de 1740, por Benjamim Franklin.

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Essa palestra do Filipe foi proferida antes dele ir para os cursos que citei acima, onde ele compartilha um pouco de suas reflexões, boa parte ocorrida nesse momento de preparação.

Quer conhecer o Filipe, o que pensou, o que realizou.?

Assista no dia 11.06 – as 20 horas a reprise da palestra “Gerenciando suas escolhas” –

Basta clicar aqui e garantir sua vaga.

 

 

 

 

 

Hora de escrever uma história diferente! Acende a luz! 🖌

Por ocasião de uma das certificações internacionais em Coaching tive acesso a uma diversidade de informações interessantes  e úteis,  que ampliaram ainda mais minhas referências sobre os seres humanos,  seus comportamentos e oportunidades.  Esses conhecimentos  me ajudaram a revisitar meus próprios paradigmas. Hora de dar o crédito ao Rhandy,  e aproveitar para ser grata a ele por esse insight.

Quero compartilhar com você uma delas, de forma muito simplificada, obviamente, mas que represento aqui pela imagem de um interruptor.   Isso,  um interruptor,  que se você  pressionar,   obterá mais clareza,  terá luz.

Mais luz pra você, mais luz para seu espaço, mais luz  pra sua vida.

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Os seres humanos  (eu, você e todo mundo)   crescem cercados de rótulos, de conceitos encaixotados. Na grande maioria das vezes, assimilamos isso como nosso.   Esses rótulos ou “embutidos” acabam por incorporar  aos nossos comportamentos,  nossos pensamentos e  às nossas histórias.  Vou te dar alguns exemplos:
“Mané é agressivo”,
“Fátima é ciumenta.”,
“Joãozinho se irrita facilmente.”,  “Pedro não é confiável”.

Mas é exatamente aí que mora a oportunidade.  Essas características representam apenas  rótulos.  Não são as pessoas.

Repetindo, que é pra ligar a luz (rs).  São rótulos, não são as pessoas.

Se não se der conta do potencial disso na vida,  poderá passar a vida toda carregando esses bonecos e fazendo e refazendo suas histórias com eles.  A oportunidade aqui é desencadear a possibilidade de escrever novas histórias.  Só que,  SEM  os embutidos.  Sem eles, os rótulos.  Não parece simples?  Só parece.  O processo para identificar esses  “incorporados”  não é tão óbvio e fácil e exige uma vontade interna importante para auto-observação, para a revisão necessária e para promover a mudança.

Hoje, especialmente estava refletindo sobre um rótulo que incorporei por conta de uma experiência infeliz que vivi.  É como se essa vivência tivesse criado uma ferida e pior,  passou a fazer parte de mim, das minhas histórias.   Me pego observando a “repetência”. Se estivesse na escola, teria repetido o ano.  (bombado). Por isso a importância de criar um ferramenta pra fazer isso mudar.  O papel do coach é muito esse, de ajudar a realizar as mudanças que as pessoas precisam.

TEORICAMENTE  parece simples.  Mas não é.  No papel,  nas palavras.. pode até  ser.

Na prática, na realidade,  são  necessários,  além da identificação dos rótulos,  os esforços concentrados para remoção.  E a teoria nem sempre anda junto com a prática.

O grande de tudo é que “você pode escrever uma história diferente”  e não ficar preso aos modelos passados,  embutidos e inculcados ao longo do caminho percorrido.

Liga o interruptor ….   a história tá só começando…

bjo

Darlene

 

Prática simples e útil pra ser mais produtivo! Yeah!!! 💪

Em tempos de grandes desafios  por maior concentração (foco), mais clareza de propósitos, gerencia do tempo, resultados e equilíbrio entre as várias áreas da vida, ressurge a recomendação por “escrever”por estabelecer uma rotina diária de registros. Pode favorecer a vida.

Quando pensa-se em  “diário”,  logo vem à mente aquele conceito tradicional do caderno onde se relata tudo… detalhes, memórias, lembrança.    Não é o caso aqui.   Nessa perspectiva, essa proposta não trata de escrever TUDO…   Refere-se à organizar melhor os conteúdos da sua vida.

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Um dos caminhos sugeridos por alguns autores é ter  dois registros ao dia:
a) um  pela manhã, contendo uma vista para o dia que se inicia e;
b) um registro ao final do dia,  com as conclusões e relevâncias, reflexões.

Num de meus posts sobre “mindset” mencionei sobre estar atento aos aprendizados do dia.  Sobre perguntar-se sempre,  o que aprendi hoje?  O quê, de novo,  acrescentei na minha vida?  São perguntas propícias para o final do dia.

Aprendi com Pecotche uma outra medida fabulosa…  simples e funcional.  Ao deitar, já elabore mentalmente o seu dia seguinte,  as atividades que estão programadas,  o que gostaria de viver.  Assim, quando acordar, já estará com esse planejamento prévio “pensado”.   Experimente!!

Uma das maiores tenistas mundiais, com uma coleção de prêmios, Martina Navratilova,  revelou,  numa entrevista  recente para o economista Tyler Cowen,  que o uso do diário  lhe ajudou a ter maior eficácia na vida e na carreira. Contribuiu para que pudesse canalizar esforços para seus objetivos de longo prazo, mas olhando o curto.  O dia a dia.  De acordo com ela,  essa prática te ajuda a se manter centrada nos seus projetos,  propósitos, nos seus objetivos primordiais.  Te mantem na “linha”.

Chamo a atenção também para  a necessidade de segmentar os projetos,  particionar as iniciativas,  alocando atividades menores na agenda, nos dias.  (sprints)

Enfim,   absolutamente  necessário “botar reparo” no seu dia,  em quê você investirá seu tempo,  seu esforço e por que.

Os benefícios da adoção dessa prática simples e útil podem ser ainda maiores.  Por exemplo, ao escrever,  trabalha-se mais a organização de ideias, a estruturação mental do tema.  Outro,  você terá possibilidade de utilizar o mecanismo para medir sua evolução.  As anotações vão favorecer sua visão sobre o caminho percorrido e seu cumprimento,  as distâncias para conquistar o que almeja.  Me lembrou uma frase muito conhecida no contexto de negócios – Você não consegue gerenciar,  o que você não mede. Consinto. Ponto.

“Os dias são caros. Quando você gasta um dia, você tem um dia a menos para gastar. Então tenha certeza de que irá gastar cada dia sabiamente.”

Jim Rohm

Bjo,

Darlene

Há vida lá fora!

Acredite!  Grande parte das  horas diárias das pessoas são gastas em comportamentos absolutamente automáticos. Dentro do táxi, do metrô, do ônibus, do carro, … Podem passar por paisagens lindas, porém,  sem de fato vê-las,  apreciá-las,  desfrutá-las.knight-122838_640

Ao final de um período (dia, mês, ano) constatam  o sentimento de insatisfação por não terem feito o que gostariam. Permeia  a sensação de que poderiam ter feito mais ou de forma diferente.   Com tantos desenvolvimentos tecnológicos, inovações,  modernos padrões de vida as pessoas ainda estão abarrotadas de atividades, sem tempo para muitas outras que gostariam de realizar. Não parece contraditório?

Estamos correndo atrás do que mesmo?  

Se a resposta for “da felicidade”,   será esse o caminho?   Dedicamos uma enormidade de tempo na busca, do que  “achamos”  que nos fará mais felizes e ainda assim nos sentimos insatisfeitos,  infelizes até.  Se esse não é o seu caso,  tiro o meu chapéu pra você e o cumprimento efusivamente.

Ao assistir  cenas,  imagens  de pessoas  se acotovelando,   “loucos pra comprar”  num desses dias de black friday,  a famosa data de promoções fantásticas,  “pasmei”.  O que move tamanho desejo pelas compras, pelo consumo desenfreado?  Por que tantas pessoas querem ter mais e mais,  a qualquer custo?  Compulsivas por conquistar sempre mais e melhor, movimentadas pelos modelos e “padrões” divulgados incessantemente pelo marketing.  Estão tentando comprar a felicidade?

O que mais tem movido as pessoas? 

Gosto muito do projeto Walk & Talk – Histórias que Inspiram  realizado pela Luah e o Danilo,  projeto onde visitaram 28 países em 5 continentes ouvindo as pessoas sobre o que as motivavam viver.   Trata-se de um conteúdo que nos convida a pensar sobre essa questão:  o que nos move e  motiva?  O que te faz levantar da cama e agir ?

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fonte: Walk & Talk – Histórias que Inspiram

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Existem muitas pessoas que são teoricamente “bem sucedidas”, que têm tudo que gostariam (coisas), viagens, carros, casa confortável, status social, um trabalho que as remunera de forma diferenciada.  E por que,  ainda assim, não se sentem plenas, satisfeitas  ou felizes.

Olham pra dentro de si mesmas e  não conseguem encontrar as respostas para esse sentimento de “falta”  que mora ali.   Comprar coisas,  ter coisas,  não resolve isso. Viver para receber o salário e gastá-lo simplesmente não é o suficiente.

O que estou trazendo aqui pode soar  meio utópico, meio romântico.  Falar de sentimentos,  de realidades internas desatendidas não é usual à maioria.   E pode parecer fraqueza (para muitos).   Mas não é. Assisto movimentos significativos ao redor do mundo que retratam exatamente essa busca por uma vida de maior significância e menos “coisas”.   Veja:

a) Simplicidade voluntária,  de acordo com a wikipedia, e que transcrevo aqui, a  “Vida simples ou simplicidade voluntária é um estilo de vida no qual os indivíduos shoes-2465908_640conscientemente escolhem minimizar a preocupação com o “quanto mais melhor”, em termos de riqueza e consumo. Seus adeptos escolhem uma vida simples por diferentes razões que podem estar ligadas a espiritualidade, saúde, qualidade de vida e do tempo passado com a família e amigos, redução do stress, preservação do meio ambiente, justiça social ou anticonsumismo, enquanto outros escolhem viver mais simplesmente por preferência pessoal ou por razões econômicas – embora a vida simples seja essencialmente uma escolha e nada tenha a ver com “pobreza forçada”. A pobreza é involuntária e debilitante, a simplicidade é voluntária e mobilizadora, adverte Duane Elgin, autor do livro Simplicidade Voluntária. Significa fazer um esforço consciente para descobrir o que realmente é importante e abrir mão do que é supérfluo, descobrindo assim que uma vida mais frugal exteriormente pode ser muito mais rica e abundante interiormente. “

b) Downshifting – termo frequentemente utilizado para descrever um movimento quenote-415143_640 promove a redução da velocidade (diminuir a marcha),  redução da intensidade no nível de atividades e  que promove uma mudança no estilo de vida,  de maior para menor consumo. Um fenômeno que envolve renúncias voluntárias de cargos de chefia e de trabalho em prol do auto-desenvolvimento  ou de uma auto-realização baseada em outros fatores, culturais,  familiares,  de relações.   É desencadeado, por vezes,  nos momentos de alto stress no trabalho,  seja pelas péssimas condições oferecidas pelos empregadores, seja por trabalhar em algo que desgosta, por obrigação ou por despender muito mais tempo ao trabalho do que gostaria (problemas de trânsito, deslocamentos, etc.).

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c) Minimalismo,   é uma  palavra muito utilizada atualmente por pessoas que decidiram reduzir seu consumismo e voltando sua atenção para outros aspectos da vida. Aqueles que o dinheiro não pode comprar. Significa uma revisão geral no estilo de vida, no emprego inteligente do tempo  (tempo é luxo)  e na aplicação otimizada de recursos (financeiros ou não). Pode ser bem representado pela frase:  “o menos é mais”.

As pessoas que estão, de certa forma,  se familiarizando com esses movimentos privilegiam  mais a “qualidade” dos seus momentos de vida,  desfrutando com intensidade de suas relações,  aportando um valor mais real  e justo à outras variáveis,  que não só o trabalho.  Escolhem viver fora do “modelo automático”  do  “ganha-gasta”.

As dezenas de histórias que tenho tido contato no mundo moderno,  os seres que percorreram caminhos como esses – hoje mais conhecidos por conta do acesso fácil à informação – ajudam os demais a ampliar a visão acerca de escolhas e fazem pensar sobre caminhos alternativos e bem possíveis.    Arrisco dizer que acabam contribuindo para acordar medos guardados em gavetas e levar as pessoas  a assumirem mais as próprias inquietações internas a favor de mudanças.

Defendo a busca peloequilíbrio  entre as várias dimensões da vida.  No 4TOUCH, por meio de um processo “autocoaching” digital,  estimulo as pessoas a pensarem em seus vários cenários:  pessoal, família, trabalho, sociedade, etc.  O melhor dos mundos é ter um  trabalho que se desfrute e se curta muito,   que permita ser  uma pessoa produtiva sob condições razoáveis,  preservando a qualidade de vida,   permitindo uma conciliação com diversos  outros interesses.

Citado pelo Walk & Talk, e dito pelos gregos:

“as pessoas que encontram seus talentos e fazem aquilo que amam são mais entusiasmadas e motivadas que as demais. “

Manter-se sempre em atividades é fundamental,  sejam elas quais forem.  E se essas forem remuneradas, melhor ainda.  Já dizia Confúcio:  “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”   Afinal, precisamos sobreviver – alimentação, vestuário,  saúde,  mobilidade, etc –   suprir nossas necessidades físicas minimamente.  (lembrei de Maslow rs).

Recordo de uma frase minha,  que  utilizava por ocasião das  férias,  durante minha estada no mundo corporativo, e que fui entender mais profundamente muito, muito tempo depois.

“Há vida lá fora.”

Ela denotava um certo desequilíbrio que eu vivia entre as várias dimensões da vida. Nessas ocasiões  representava pra mim a possibilidade, mesmo que temporária,   de  “ter o domínio,  a liberdade de gerenciar  o meu tempo”.

Ser capaz de sentir a vida com a calma necessária, capturando as delicadezas, as sutilezas dos momentos, saboreando as experiências é algo encantador.

Reconheço a complexidade e as dificuldades  para mudança nos padrões de comportamentos,  para quebra de modelos e sistemas transmitidos por gerações.  Isso requer um conhecimento apurado de si mesmo (autoconhecimento) e uma boa dose de coragem.  Sempre que divulgo essas reflexões,   várias pessoas curtem, comentam  e colaboram com elas.   Confirmam assim esse existe um  desejo latente em viver diferente,  transformar,  mudar o “status quo”.   Feliz por isso! Afinal,  há vida lá fora. (rs)

Se você tem o vírus do incômodo positivo,  da inquietação por uma vida mais plena, pense nisso.  Se gostou desse tema – desse “dedo de prosa”,  como dizem os mineiros do interior –  me escreva contando sua história.    Vou adorar conhecer.  darlene@pothum.com.br

Indicações:

Filme  Alike (youtube)

Projeto Walk & Talk – Histórias que Inspiram

Seja um Professor de Muitos Resultados e Conquiste Novos Projetos

Sabemos que atualmente o momento não é dos mais favoráveis para nenhum profissional, mas, quando se trata da área da docência, parece que há sempre um agravante histórico que acaba por deixar o professor num limbo que o divide geralmente em três momentos: formação, docência e aposentadoria.

Mas, com os avanços constantes em todas as carreiras, até mesmo uma profissão tão tradicional como a da docência necessita de um upgrade de vez em quando para que assim você possa gerar resultados e conquistar novos projetos.

Ser um professor bem-sucedido envolve muitos pontos, os quais vão além de ser competente naquilo em que atua, mas, estar sempre à disposição de novos cursos e especializações vão tornar você em um profissional cada vez mais motivado e criativo dentro da sua área.

Por isso este artigo está aqui para mostrar para você, que é ou quer ser um professor, como conquistar novos projetos e ser um profissional bem-sucedido em sua área de atuação, levando consigo cada vez mais conhecimento para a sala de aula.

Divida o seu Tempo Adequadamente

Muitos professores trabalham em mais de uma instituição em horários e turnos diferentes – na intenção de elevar um pouco mais os ganhos do final do mês ( porque como sabemos tem muito trabalho a ser feito e a remuneração, bem, já dizia o mestre Chico Anysio em sua Escolinha “e o salário, oh”).

E pouca coisa mudou desde então.

Mas um professor que se desdobra entre escolas, turmas e turnos diferentes precisa encontrar um tempo para investir em qualidade de vida e, principalmente em atualização.

O bom profissional precisa sempre estar por dentro das últimas notícias tanto do mundo quanto de sua própria área de atuação – o profissional que acaba dedicando a maior parte do seu tempo apenas ao trabalho acaba por estagnar em relação ao mercado.

O resultado é que o seu trabalho, por mais que você goste, acaba por se tornar um automatismo enfadonho. 

Investimento em Pós-Graduações

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Em geral, os estudantes das instituições depois que terminam as suas licenciaturas acabam em dois caminhos: o primeiro o da atuação nas escolas particulares ou nos concursos públicos que acabam por ser o destino da maior parte de algumas turmas.

Poucos são os estudantes que decidem se aventurar em uma especialização ou em outras formas de pós-graduação e mesmo assim continuar atuando em escolas.

A maioria visa projetos de pesquisa ou mesmo lecionar em faculdades.

Se você é professor de escolas é sempre bom investir em alguma forma de pós-graduação, ou cursos correlatos – dessa maneira, além de se manter atualizado intelectualmente você se tornará um profissional mais motivado a incrementar novas práticas de ensino. 

Oportunidades

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Instituições públicas e privadas são fontes de oportunidades das mais diversas para quem está querendo ser um professor bem-sucedido.

Esteja atento a agências de fomento como o Capes, o CNPQ, ou mesmo o próprio Ministério da Educação e o Programa de Bolsas do Santander.

Estas instituições oferecem incentivos e oportunidades para professores aprimorarem as suas habilidades, realizarem um curso no exterior, cursar uma especialização há muito tempo adiada e, ainda, oferecem financiamento para pesquisas científicas.

Basta ficar de olho em editais e outras chamadas que podem ser as responsáveis por alavancar a sua carreira e dar aquele já comentado upgrade na sua carreira de professor.

Lembrando que é sempre importante que você esteja por dentro das novidades da sua área de atuação: seja através de sites de notícias ou através de portais que são voltados a este fim.

E não esqueça de ter um tempo livre para poder se dedicar a si mesmo.

 

E aí, curtiu esse artigo? Já está pensando no que investir para se tornar um profissional qualificado? Deixe nos comentários e compartilhe em suas redes sociais! Até a próxima!

Humanização na escrita

Sabe quando você está lendo um texto ou está ouvindo a narração de alguém (Mônica Cunha, por exemplo, dona de uma voz poderosa!!)   e você se sente transportada para dentro daquela cena,  dentro daquela foto e começa a se solidarizar,  se  “empatizar” com os sentimentos daquelas pessoas?  Se comove,  se emociona e se pega consentindo (sentindo com) com eles, como se estivesse sentado ali,  do lado deles,  vendo suas fisionomias  e compartilhando a tristeza,  a angústia e até  mesmo a decepção?

Foi exatamente assim que me vi,  ao ouvir a leitura de um relato jornalístico contando a história  de uma mãe,  que perdeu a vida,  ou melhor,  se entregou literalmente, por não ter forças para lutar,  tão triste estava pela perda de um filho assassinado por policiais.

Aquele escrito,  aquele texto,  tinha “gente” como protagonista,  tinha as pessoas como foco principal  e nos ensinou muitas coisas.  Ensinou sobre sentimentos,  injustiças,  julgamentos, impunidades,  perdas,  sobre  gente.   E mais .. ensinou como escrever.

Foi exatamente isso que o me ocorreu no curso de escrita criativa e afetuosa com a Ana Holanda,  escritora, jornalista e editora chefe da Revista Vida Simples.   É um curso que, literalmente,   ensina a “humanização na escrita”,  ensina  a trazer à tona o ser humano, as pessoas. Ensina tocar, afetar o outro através do poder das palavras.  Não somente o ser humano da história,  presente no relato,  mas principalmente o ser humano que está dentro de cada um dos escrevinhadores.

Turma da Escrita

Belíssima oportunidade para rever o papel da escrita,  que agora,  se ampliou,  (de arte a terapia, rs) dando vazão a novos olhares e novas paisagens,  ajudando as pessoas de várias formas,  de vários jeitos.

Atualmente estou como  Consultora em Humanização e muitas pessoas me perguntam sobre  o que significa essa minha atuação.  Esse,  foi um dos meus projetos, a viabilização de um curso dessa extirpe… desse calibre…  dessa fundura.  Tenho certeza que tocou muitas pessoas e as colocou mais em contato com a  “humanidade”,   que existe dentro de cada um de nós.  Feliz por isso!!!

Recomendo demais o curso! Muito grata a você Ana,   Beijo especial!!

Até sempre,

Darlene

 

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“Minha mãe fazia” Crônicas e Receitas & Curso de Escrita – Etapa II em Uberlândia

No final de maio tivemos em Uberlândia, a Ana Holanda,  editora chefe da Revista Vida Simples,  com o curso Escrita Criativa e Afetuosa.    Foi uma belíssima oportunidade não só para aprender,  mas para entender um pouco mais sobre onde nasce a escrita dentro da gente…   Por onde anda nosso  “olhar”  e como traduzimos isso em palavras.

Agora,  dia 23 de junho,  ela estará de volta aqui,  na Livraria Saraiva, (19 horas) fazendo o lançamento do seu livro    “Minha mãe fazia”.     Esse livro vai além das receitas em sí e nos transporta para os contextos de vidas envoltas no alimento. Nos faz pensar que o alimento em si é só um pequeno pedaço dos relacionamentos e convivências em volta dele.  Alimentos são fontes de lembranças, de emoções, de afeto,  de pessoas.

“Cozinhar, pode acreditar,  acalma os pensamentos, põe as ideias em ordem. Porque, entre um ovo que se quebra,  a mistura que ganha forma e o caldo da carne que apura,  os pensamentos e sentimentos vão  reduzindo o passo e ocupando o espaço devido.  ”  Ana Holanda

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No dia 24,  das 08.30 as 12.30  teremos uma segunda etapa do Curso Escrita Criativa e Afetuosa, com duração de 4 horas.  Para os que não puderam participar da primeira etapa e tiverem interesse em aproveitar essa oportunidade,  basta entrar em contato comigo.  999763434 –

Te encontro lá!!

Até sempre,
Darlene

Histórias que inspiram !!

Hoje vou escrever sobre um casal que gostei muito de conhecer.  Primeiro surfando na internet.  Chamou-me a atenção  o nome,  a natureza ou grandeza dos projetos  e senti que aquela história  tinha muita experiência e  valor.    De alguma forma meus projetos voltados à humanização,  à diversidade cultural  se conectavam com esse achado.

Fui aprofundar um pouco mais e me deparei com walk & talk  –  “Histórias que Inspiram”..  resultados de uma viagem ao mundo. Frutos de um projeto realizado com o coração  e que nos  viabilizou conhecer visões,  sentimentos,  motivações de várias pessoas em vários países e continentes.  Me encantei!

Sabe aquele “porque”  que te faz levantar da cama todos os dias? Veja alguns deles:  (fonte site walkandtalk.com.br)

Comecei a citar esse trabalho numa de minhas aulas no  4TOUCH – a jornada da realização, especialmente no módulo que trato sobre o autoconhecimento  e sobre criar significados e propósitos para a vida. Nessa lição recomendo aos alunos que visitem e conheçam  “Histórias que inspiram” e capturem insights,  reflexões.

Recentemente fiz contato com os dois, Danilo e Luah,  idealizadores dos projetos e marcamos um bate papo pela internet.  Sabe aquele contato leve,   vestido de autenticidade e de uma forma absolutamente generosa!!! Foi bem isso..   AMEI..    #gratidão

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http://walkandtalk.com.br/

Para essa semana,  indico a você que acesse, navegue por esses conteúdos e se INSPIRE também.  Segue o link pra você.

Histórias que INSPIRAM – por Danilo e Luah

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Será bom demais ter você aqui comigo..

Até sempre,

Darlene

Estudar para a vida!

Tenho aprendido que a vida é uma bela oportunidade de evolução e que estudar é um dos melhores caminhos para ser melhor, para estar melhor.


Aprender, no dicionário é …
v. tr.

1. Ir adquirindo o conhecimento de.
v. intr.
2. Estudar.

Então, estude, aprenda e viva.