“Eureka”, uma habilidade?

Sensíveis. Próximos. Humanos. Alguns dos motivos pelos quais eu gosto dos textos da Revista Vida Simples.

Esses dias um deles, sobre “serendipidade” me fez pensar sobre a habilidade de criar, de ser um real produtor de inovações, de ideias geniais, de estabelecer achados inusitados. Um competência, eu diria, extraordinária!

Optei por reproduzir parte aqui. Quem sabe o instigue, como ocorreu comigo. Começando por SERENDIPIDADE….

“Como encontrar?

A falta de uma definição exata não atrapalha sua busca: todos procuram a serendipidade ou tentam construir cenários para que ela se manifeste. As empresas veem como uma ferramenta para sobreviver à crise; o mundo digital, como isca para conquistar usuários. E, finalmente, nós, simples mortais, para quem serendipidade também é sinônimo de felicidade.

A questão que se coloca é: como cultivar isso? Podemos treinar para sermos mais “serendipitosos”? Construir um ambiente para que isso se manifeste? Todos os casos práticos e testemunhos indicam que sim. A serendipidade é uma capacidade que pode ser cultivada, adquirida e sustentada (e, como propõe a internet, também comprada e vendida).

A primeira coisa é ser proativo. Como o próprio conto mostra ( parte anterior do texto), a serendipidade é uma habilidade. Ela só foi detectada e percebida por um sujeito ATIVO. Os príncipes puseram-se na estrada e estavam abertos para o desconhecido, para as aventuras e as surpresas inerentes a uma viagem. A postura, o otimismo, a alegria e a entrega transformaram-nos em heróis viajantes. O conto mostra ainda que eles eram observadores sagazes, estavam atentos a cada detalhe do caminho e eram capazes de ver sentido em tudo o que era observado. E é essa habilidade – a capacidade de combinar eventos ou observações de maneiras significativas – que a diferença da sorte. Serendipidade é ver combinações significativas onde os outros não veem.

Outro ponto: estude arduamente. Por mais que as narrativas reforcem, nenhuma descoberta científica foi feita por pura sorte, de forma aleatória. Não foi um mecânico que descobriu a penicilina, por exemplo. Todos os acidentes ou acasos felizes na ciência têm um ponto em comum: cada um foi reconhecido, avaliado e posto em prática à luz da experiência intelectual do descobridor. ^O acaso favorece a mente preparada^. disse Louis Pasteur ( 1822- 1896), cientista francês reconhecido pelas suas notáveis descobertas de causas e prevenções de doenças, ele própria uma ^vítima` de sincronismos de eventos intencionais e fortuitos. Entre os seus feitos está a vacina contra a raiva e o método para conservar alimentos (como o leite), a pasteurização.

Abrace a diversidade. A segmentação do conhecimento é importante e faz o especialista, mas não tenha medo de explorar outros saberes. No tópico sobre a construção do “eu” único e poderoso, o filósofo inglês John Stuart MIll ( 1806-1873) afirma que o mais alto e harmonioso grau de desenvolvimento que um homem pode atingir vem da fórmula INDIVIDUALIDADE + DIVERSIDADE = ORIGINALIDADE. Cultive-se, aprimore-se, percorra o mundo, percorra o outro. E atenção: não se trata de diversidade apelativa e alienante dos dispositivos eletrônicos. É a diversidade com qualidade. Exponha-se a outros saberes, converse com pessoas de outras áreas, fale com desconhecidos. Os livros são fontes preciosas para isso. Procure ler aqueles que sejam de assunto fora da sua área de trabalho. Na educação grega – um modelo de educação reconhecido e aplicado até hoje ( PAIDEIA) – , um soldado que não soubesse poesia jamais chegaria a general.

Mais uma questão: trabalhe arduamente, mas arrume tempo para a contemplação, para a meditação, para a posse de si mesmo. ( …. )

A descoberta mais significativa da biologia moderna – a estrutura da molécula de DNA – nunca foi uma pesquisa oficial. Ela aconteceu nas margens de grandes pesquisas e foi “tolerada” pela chefia. Se você n]ao tem interesse num projeto, não impeça outros de seguir em frente. É dessa abertura que nasce a habilidade de fazer conexões, a capacidade de ver combinações onde outros não viram. Esse é o ponto que diferencia a serendipidade da sorte. “

Texto de Margot Cardoso, para Revista Vida Simples.

Sejamos todos feministas

“Você não deve mais gerenciar esse projeto porque está passando por uma fase difícil,  por conta da doença do seu pai.”  Uma “desculpa” que ouvi de um  “chefe homem”.  Um dos motivos “escolhidos” para ser destituída de um trabalho relevante.   

Insensível.  Essa é a palavra que prá mim,  descreve bem.   Ao longo de minha vida profissional percebi que para muitos homens,  “sentir” ,  “sofrer a perda”,  nada mais é  que símbolo de  “fraqueza”.  Sinal de incapacidade para lidar com as questões profissionais.   
Páaaara!!! Desumano isso!!!

Nunca me envergonhei de sentir profundamente a perda de uma pessoa que amasse tanto.  Quem nunca??  Fico chocada pela forma como as diferenças de gênero se escondem nas entrelinhas das decisões. Muitos gestores, vestidos de conceitos equivocados acerca da sensibilidade, de família, de maternidade, de paternidade, das necessidades humanas em si, podem prejudicar os profissionais em suas carreiras e atuações.  E isso passa desapercebido nos “sistemas”,  em padrões vigentes. 

Essa não foi a única vez e sei que não será a última, que vou presenciar desrespeitos por conta de ter nascido mulher. 

Mulher sim.. com muito orgulho.

Tanto um homem como uma mulher podem ser inteligentes, inovadores, criativos.  Nós evoluímos.  Mas nossas ideias de gênero ainda deixam a desejar. 

Chimamanda

Passei o olho pela cômoda do quarto e me deparei com  um pequeno livro. De cara me prendeu a atenção pelo título..  Comecei a rolar as páginas e não parei mais de ler.  Linguagem fácil.  Recheado de histórias e casos. Tudo  tão próximo das realidades que tratam abusos “de gênero”!   E numa voz  que cola.. engaja e  insere o leitor (ou a leitora rs) no cenário.  A gente se reconhece nas palavras dela.  Os sentimentos são muito próximos…  

 E concluindo a leitura…  afirmo: 

Eu sou sim… feminista! 

Dentro do conceito trazido pela autora,   Chimamanda Ngozi Adichie, que diz:  “Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.”.  
Essa definição foi mencionada nesse seu livro “Sejamos todos feministas”.  E que foi também a inspiração para o título desse escrito.

Uma passagem do livro:


Tenho uma amiga americana que substituiu um homem num cargo de gerência.  Seu predecessor era considerado um “cara durão”,  que conseguia tudo; era grosseiro,  agressivo e rigooroso quanto à folha de ponto.  Ela assumiu o cargo, e se imaginava tão dura quanto o chefe anterior,  mas talvez um pouco mais generosa – ao contrário dela, ele nem sempre lembrava que as pessoas tinham família.  Em poucas semanas no emprego, ela puniu um empregado por ter falsificado a folha de ponto – exatamente como seu predecessor teria feito.  O empregado reclamou com o gerente sênior, dizendo que ela era agressiva e difícil.   Os outros funcionários concordaram.  Um deles, inclusive, disse que tinha achado que ela traria um “toque feminino” ao ambiente de trabalho,  mas que isso não acontecera.  Não ocorreu a ninguém que ela estava fazendo a mesma coisa pela qual um homem teria recebido elogios.

Consenti  com muitos  posicionamentos expressos por ela e  ressalto aqui alguns desses pontos:

1) Os pais precisam estar atentos para a educação das crianças (meninos e meninas),  de forma a não estimular (mesmo sem querer) as diferenças de gênero.

2) Mulheres não devem temer por se posicionar em relação à sua igualdade perante várias situações,  no trabalho,  no casamento,  nos relacionamentos.  Mesmo que isso implique,  “deixar de ser querida”.  Assumir o que são efetivamente,  sem se vestir de modelos para agradar padrões.

3) Cuidado com as afirmativas de que problemas de gênero  são culturais.  E com isso,  acomodar-se como algo fixo, rígido. Cultura é o resultado de um povo.  Cultura está sempre em tranformação a a partir da conduta coletiva do grupo. “A cultura funciona afinal de contas, para preservar e dar continuiade a um povo.” 

4) Precisamos,  homens e mulheres, melhorar nosso caminho para as gerações futuras.  Podemos lidar com isso de formas muito melhores, mais justas,  mais HUMANAS.

E tem muito mais…

Nesse vídeo abaixo,   a gravação do seu discurso no TED da África, com o tema que deu origem ao pequeno,  porém, GRANDE  livro.  

Clap Clap Clap

Discurso de Chimamanda Ngozi Adichie,  nigeriana,  realizado em 2012

Prefere leitura rasa ou funda?

Em tempos de altíssima oferta de informações, dados  e outros atrativos,  os livros têm sido “jogados às traças”. Postergados.  Até esquecidos.   O rápido passar de olhos nos títulos ou em pequenos trechos tem sido um costume usual. Por vezes,  satisfazem os desejos das mentes.  Leituras rasas.  Curtas.  Todos passam por elas.

Falta tempo.  Dias corridos.  Compromissos inadiáveis.

Escolhas.

E a leitura, aquela  escolhida, necessária, detida? Essa fica na lista de pendências.  Lista de afazeres, quase nunca feitos.  Pense comigo.  Quais os últimos livros que você leu?  E por que leu?

Saborear o texto do outro. Buscar entender seu contexto. Compreender ideias. Pensar na sua lógica. Prazeres daqueles que curtem aprender com os outros.  Apreciam a diversidade e  a arte por detrás das palavras. Daqueles que gostam da “fundura”  (termo de um conhecido  escritor)  das coisas.

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Em há tanta disponibilidade!!  Excelentes e provocativas obras!!

Recentemente, junto com uma parceira (o que é uma estratégia de execução fantástica), estabeleci um desafio diário, que envolvia a prática sistemática de  algumas atividades.  Uma delas,  obviamente, era a leitura.   Tudo bem, sempre apreciei.  Mas realizar  esse desafio me acordou ainda mais para esse gosto.  Em trinta dias percorri quase três.  Não me recordo de ter lido tanto em tão pouco tempo.

Você pode pensar:  “a quantidade não é o mais importante”.  Se pensa assim,  você está coberto de razão!!  Não se trata da quantidade de páginas que você lê.  Mas do porquê da leitura.  Trata-se de como se lê. Trata-se de estar aberto para onde o conteúdo  “levará” você.

O fato de estabelecer a leitura diária como objetivo e meta  foi  uma forma bastante positiva para  acelerar e intensificar essa minha prática.  Foi uma forma de dedicar uma parte do tempo (programada ) para isso.   E acredite.  Valeu muito a pena!

“A vida começa a cada manhã.
Joel Olsteen

Caso tenha dificuldades em estabelecer a leitura como uma prática,  comece por estabelecer uma pequena meta. Estabeleça o desafio  de apenas cinco páginas por dia.   Se seu livro tem cento e oitenta páginas, por exemplo, você o terá lido em apenas trinta e seis dias. No ano terá lido em torno de dez livros. Crie uma disciplina, uma rotina específica,  um horário determinado para isso. Todos os dias.  Aos poucos poderá aumentar a meta. Dez, vinte páginas.  Mantenha seu livro sempre à mão.  Num lugar que possa vê-lo com frequência.

Considere ter uma caneta ou lápis para marcar os pontos importantes.  Aquelas frases que lhe chamam atenção de alguma forma e que de repente, você poderá voltar sem ter que perder tempo procurando a localização.   Faça anotações nos cantos.

Uma dica: Escolha temas que você goste muito ou um assunto que você precise aprender um pouco mais.    Os livros são um excelente mecanismo de desenvolvimento.  Além, é claro, de ampliar seus conhecimentos gerais e seu pensamento crítico.

“Uma pessoa que não quer ler não tem nenhuma vantagem
sobre um que não sabe ler.
Mark Twain

Se essa postagem foi útil pra você e se promoveu alguma mudança de comportamento e posicionamento, compartilhe comigo.  Ficarei feliz de saber.

Boas leituras.  Com fundura.

Bjo,
Darlene

Não aceite a “mediocridade”… 🏆

Somos o resultado das escolhas que fazemos, das decisões que tomamos, das ações que realizamos.

Ao ler um livro sobre “realizações”  dia desses,  me chamou especial atenção a afirmativa de que a grande maioria das pessoas acomoda-se em ser “medíocre”,  ou  “mediano”.

Embora sintam-se  não totalmente satisfeitas  em vários aspectos da vida, estão abaixo do que gostariam, aceitam isso passivamente, não se movem suficientemente ao contrário para encontrar soluções  e caminhos que as projetem  a níveis superiores.

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A questão que fica martelando é:  por que contentar-se com menos,  tendo em si o potencial de realizar mais?   Considerando a premissa de que todos nascem com as mesmas prerrogativas, então onde ficam guardadas as energias, motivações para a busca de melhores resultados?

  • Será que as pessoas não se percebem merecedoras, dignas, capazes  de terem melhores desempenhos e conquistas?
  • Será que existe uma certa comodidade em terceirizar essa responsabilidade a outros?  (pessoas, instituições)  É mais confortável apontar a outros ao invés de dedicar-se, agir?
  • Será que há uma espera por “milagres”?   Se, por exemplo,  o aluno não estuda,  não passará pelo vestibular.  É uma questão de lógica.
  • Os problemas são os outros. ?!?!? Uma das formas de reconhecermos nossos erros e acertos é pelo olhar dos outros,  pelas convivências, que expõem nossas fragilidades, nossas dificuldades e problemas.  Ora,  então os  “outros é que são o inferno”,  já dizia o pensador francês, Sartre.

Enquanto isso a vida passa ,   e rápido.

“A vida é curta demais” é repetido com frequência suficiente para ser um clichê, mas desta vez é verdade. Você não tem empo para ser infeliz e medíocre. Isso não é apenas sem sentido; é doloroso.” Seth Godin

Aprendi que  uma das grandes dificuldades para a realização das pessoas,  reside no “COMO”.  Elas sabem o que gostariam de alcançar,  o sonho, objetivo. Mas nem sempre possuem a habilidade ou o conhecimento de  “como” fazer.

Faço também uma conexão  com a cultura e a educação.  Observo que o  contexto cultural e o processo educacional pelos quais  uma pessoa passa,  exerce importante influência na capacidade para essas conquistas.

Posto isso,  quero ressaltar o “desenvolvimento pessoal” como  um cenário estratégico para  viabilização dos resultados almejados.  Do “sucesso”,  para alguns.   Adotar uma mentalidade de aprendiz,  o tempo todo,    buscando aprender o que for necessário rumo aos planos e projetos.    Seja na área de relacionamentos,  financeira,  espiritual,  emocional, etc.

“Se você quer que sua vida seja diferente,  precisa estar disposto a fazer algo diferente, em primeiro lugar. ”  Kevin Bracy

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Outro dia  comentei aqui no blog sobre  escrever um rápido diário.  Considero uma das práticas simples e rápidas para uma reflexão contínua acerca das escolhas e ações.  Poder favorecer o caminho de evolução.

Rumo ao primeiro passo?

Conte comigo.  Por meio da metodologia do coaching,  tenho ajudado as pessoas a se capacitarem,  a pensarem sobre como conquistar suas metas e objetivos.

Bjo,
Darlene

Experimente sair do lugar comum. Vale a pena! 🏠

Nos últimos anos tenho sido adepta dos novos modelos de compartilhamentos de “ativos”, de coisas.   Alguns, especialmente os profissionais de negócios, os conhecem também como “sharing economy“,  a economia do compartilhamento,  onde se “divide” algo com outras pessoas,  desde casas, carros,  ferramentas, roupas, bicicletas, livros, …., o que fizer sentido ou o que a criatividade conseguir alcançar.

Tenho apreciado  as experiências como  UberAirbnbhostel,  e outras.  Já me hospedei, pelo Airbnb,  em casas inteiras, em quartos  de casas com os seus moradores,  e também em outros países (algumas cidades da Itália, por exemplo).

É um verdadeiro “aprender” com o inusitado. É sai do lugar comum! Cada situação é única, singular. Trata-se de um interessante,  e não necessariamente fácil,  exercício de desprendimento.  Por esses caminhos afora,  experimentei dificuldades, facilidades, mas o mais legal de tudo,  conheci muitas pessoas de bem.    Sou grata por isso!!!

Recentemente, após vários dias de intensa adaptação, vivendo uma  busca incessante por lugares “legais” para morar,  utilizei novamente o modelo.  Entrei pra ficar por 15 dias  na casa de alguém que não conheço.  Aliás, conheço sim. Calma, vou explicar.  Quando mencionei “conhecer” aqui não significa encontrar,  conversar, olhar no olho,  Significa sentir afinidades pelo estilo do seu lugar,  pela mobília e sua disposição,  pelas suas cores, pela textura das paredes, pelos objetos cuidadosamente colocados,  pelas sutilezas dos detalhes.

IMG_4863Encontrei peças e móveis em  “madeira de demolição” trabalhados na arte colorida parecendo coisa das Minas Gerais, minha terra de origem.   A mesa, coberta com um cuidadoso e colorido forro,  dando um ar de graça e de alegria, aquele jeito próprio da  “casa da gente”,  pronta pra chegar, sentar e comer.  Meio que convidando  pra um “dedo de prosa” ao melhor estilo mineiro.

Tem mais..

Me deparei com informações de países por onde passei e que de novo, me acordaram boas e felizes recordações:   os sapatinhos de Amsterdam,  as garrafas de vinho da Italia, os bibelôs da torre Eiffel,.  ah Paris…  Até o gosto pelos cafés,  vinhos, livros, artes e pelas viagens, coincidiu.  Diga-se de passagem,   são minhas  grandes preferências na vida.  Estava tudo ali…

Logo que li o anúncio desse lugar, gostei. E fui receptivamente aceita, pelo contato digital.  Ao chegar,  me esperava  um “elaborado” escrito de “instruções” de como viver melhor na casa.  Coisas do tipo:  horário do lixeiro,  o “abre e fecha” de torneiras,  funcionamento dos eletrodomésticos, jeito de lidar com o armário,  local onde se encontrava o detergente da lava-louças, entre outras.  Parecendo mesmo coisa de família,  conselhos e orientações de mãe pra filha(o) talvez.

Sou grata demais por esse aconchego..  por  sentir-me  literalmente em casa,  por esse calor gostoso de um canto vivo (é isso,  vivo) no meio da parte árida de São Paulo.  Olha, confesso, eu estava mesmo precisando disso.

 

Nunca imaginaria que um lugar pudesse me abraçar desse jeito.  Senti-me  parte dali. Seja lá quem for a dona ou o dono, posso afirmar,  já gostei de você!!  💜 (descobri depois que escrevi esse artigo, era um casal em viagem)

Amei, Darlene

Ops… … tem mais…

 

A coragem é um caso se amor com o desconhecido.  Osho

e por falar em coragem….

Vou pegar uma carona no assunto de ser aconchegado por outras pessoas e fazer uma provocação:  Quer testar novos modelos,  viver experiências diferentes?? Veja aqui algumas referências pra você pesquisar!!

Airbnb – casas e quartos de outras pessoas que você pode alugar por alguns dias – http://www.airbnb.com.br

WorldPackers – Encontre oportunidades em mais de 100 países para viajar trocando suas habilidades por hospedagem – intercâmbio de trabalho.
http://www.worldpackers.com

Couchsurfing -a expressão pode significar  “surfe no sofá”,   a proposta é exatamente essa: os surfistas (viajantes) procuram encontrar pessoas pelo mundo com a disponibilidade de compartilhar o seu sofá por uma ou mais noites. (gratuitamente). \  http://www.couchsurfing.com

Trocacasa – um site que viabiliza a troca de casa nas férias,  em vários países do mundo.  os moradores podem trocar de casa por um período.
http://www.trocacasa.com

Compartilhamento de carros – (favorece a mobilidade urbana)  – Dirija  um  carro, sem se preocupar com IPVA, seguro, etc… etc.. e às vezes com  vaga de estacionamento garantida no centro da cidade… (ohh). Várias empresas estão apostando nesse modelo pelo mundo afora.  Modelos: Free Floating, One Way, Round Trip e Peer to Peer.  Cada modelo oferece características próprias.    Algumas empresas: ZAZCAR no Brasil, Car2go,  Drivenow,  Autolib,  Vulog, Turo,  Getaround,  Fleety,  Pegcar.  entre outras.

Uber – carros de outras pessoas e com motorista, o próprio dono. ( esse todo mundo conhece) (kkk) –
http://www.uber.com

 

Até mais,

Darlene

 

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Meninas, vocês são demais!! 💗💗💗

Ouço e estudo tanto sobre a importância das “inteligências relacionais” para o ser humano, em várias dimensões de sua vida, e isso me fez pensar na riqueza de uma experiência “mais virtual” que física, que tenho vivido e pela qual sou grata.

Por isso escrevo hoje. Para explicitar o meu respeito à muitas mulheres fortes, batalhadoras, cidadãs ativas, seres humanos “família”, muitas almas femininas com as quais tive a alegria de me conectar.  Participo há alguns anos de um grupo grande de mulheres “poderosas”, de XXX’s  (para preservar) do Brasil. (Agora não mais só do Brasil … )

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Pensei por várias vezes render-lhes a minha homenagem, “singela” que pudesse ser, e acabei me detendo. Mas hoje encorajei-me, após ler uma serie de mensagens e de manifestações do grupo.

Conheço poucas pessoalmente, dado que sempre estive no interior e a maioria transita e atua nas capitais. Mas nem por isso, deixei de conectar-me, interagir e sentir-me partícipe.

O que presencio nesse grupo são conexões de qualidade, que vão desde questões profissionais – a maioria delas – à questões familiares, sociais, políticas, entre outras.

Recordo que chamaram-me especial atenção os intercâmbios acerca de política por ocasião da estruturação do governo Temer: questões sobre nomes relevantes, sobre potenciais mulheres com competência e valor que poderiam ser sugeridas para colaborar em tamanhos desafios brasileiros. Vez ou outra se apresentam também opiniões sobre grandes e estratégicos acontecimentos no país e no mundo.

Mas esse foi apenas um ponto… Tem muuuuuito mais…

Presencio uma enormidade de trocas, “ajudas” de várias naturezas, cumprimentos, benchmarking, discussões técnicas e sociais, informações significativas que envolvem o trabalho, mudanças realizadas (promoções, trocas de empresas, transição), e não poderia deixar de citar, as delicadezas de toda ordem.

Os desafios, as superações conquistados são motivos de alegria coletiva, as dificuldades e problemas, razão para o acolhimento e para as palavras de apoio e solidariedade.

Obviamente que num conjunto tão grande, a diversidade é do mesmo tamanho, mas as precursoras equilibram o contexto. Nem preciso citar nomes.. todas nós sabemos!!! As que saíram do mundo corporativo para empreender, continuam lá, a convite. É o meu caso. Sigo agradecida por essa convivência virtual e cheia de humanidades!

Quando paro e penso sobre esse grupo.. Que bom que existe um conjunto como esse! De expressão, de vibração, de realização!!

Minha voz hoje é de gratidão meninas.

Bjus, vocês são demais!! (tim tim)

 

 

E você? Qual o legado está deixando?

Hoje eu trouxe como panorama de análise,   o filme considerado um “drama-biográfico”  –   Nise, o coração da loucura.  Um parênteses: eu “adoro” filmes e a sua utilização na didática em geral.   A história é contada no contexto do Hospital Psiquiátrico  do Engenho de Dentro  subúrbio do Rio de Janeiro,  e a atuação brilhante da Psiquiatra Nise da Silveira.

Como dizem por aí,   “botei reparo” em  vários pontos de reflexão e que podem ser tranquilamente transpostos a outros contextos e objetos de nossa análise e aprendizado.

Algumas lições importantes:

a) o inconformismo positivo: aquele incômodo necessário a todos nós,  que nos move rumo ao progresso, à  evolução,  que nos  faz saber que pode-se  mais,  que nos faz saber que é possível ser diferente.   Um inconformismo que leva à ação.

b) a riqueza da discordância: a mentalidade de  que não é necessário concordar com o “status quo”,  com os sistemas vigentes e que existe sempre outras alternativas para os problemas.  Sim, requer valentia,  coragem e disposição para contrapor colegas de trabalho, ter persistência,  autoconfiança  e transformar. Quebrar padrões vigentes,  mudar a transmissão de comportamentos de épocas,  é sim, possível.

c) o respeito ao humano:  independente das condições físicas, mentais, econômicas e sociais,  buscar o respeito ao ser humano, acima de tudo.  Em todas as situações, privilegiar a opção por medidas, métodos  e tratamentos humanizados e  acima de tudo, respeitosos.

d) o machismo:  demonstrou claramente como as restrições nas relações de trabalho entre os gêneros eram mais escancaradas (época em que as mulheres eram para casar, somente).  A realização de um trabalho sob esse prisma  pressupõe a necessidade de um esforço dobrado e sem contar com a inexistência de parcerias e apoios.  A desigualdade nesse quesito era ainda mais gritante, pra não dizer,  gigante.

e) estilo de liderança:   uma mulher,  que preserva suas características femininas e se mostra naturalmente  forte em atitudes, com posicionamentos firmes  e ao mesmo tempo docente e afetuosa na convivência.   Conseguiu,  mantendo  seu estilo próprio,   liderar mudanças significativas,  sem ser autoritária,  sem impor sua posição.  Me fez recordar uma frase da  Margareth Thatcher,  “Ser líder é como ser uma dama:  se você precisa provar que é,  então você não é. “

E você,  qual legado está deixando?

 “Há dez mil modos de ocupar-se da vida e de pertencer a sua época… Repetindo, há dez mil modos de pertencer à vida e de lutar por ela.” (Nise da Silveira)

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Fonte: da Wikipedia

 

No 4TOUCH – a jornada da realização,  ajudamos as pessoas a avaliarem seus propósitos. Clique no link e saiba mais detalhes desse programa e seus módulos.

Até sempre
Darlene

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