A álgebra da felicidade, do professor maluco

Na infância conviveu com diversas situações de família e com recursos limitados. Na juventude não teve um histórico acadêmico e pessoal considerado exemplar: notas baixas e dispersões. A partir de algumas influências como a namorada, amigos, colegas de quarto e professores encontrou um caminho de realização.

Dono de um histórico diferente. Não tradicional. Não usual. O professor da Stern of Business da Universidade de Nova York, Scott Galloway se reconhece como “o professor maluco”. Seus trabalhos e resultados têm repercutido por meio de suas empresas, livros e palestras. Sua trajetória foge um tanto de rotas mais conhecidas e ditas como “de sucesso”. Coloco entre aspas porque sucesso é relativo e um conceito que difere entre as pessoas e seus valores.

Sobre a felicidade nisto tudo. Menciona ele que a partir de uma depressão que o levara por vezes a buscar terapias e medicamentos iniciou sua busca pelo tema felicidade. A esta altura já tinha saído de empresas, teoricamente com bons resultados. Também saiu de um casamento tendo se mudado de cidade, indo viver em Nova York, onde começou a lecionar.

É dele a frase: “Receber conselhos de vida de um professor deprimido e louco pode não fazer sentido. Mas fiz minha lição de casa…” As descobertas lhe renderam um livro chamado de A Álgebra da Felicidade, onde ele reúne e estrutura os aprendizados que obteve.

Alguns de seus assinalamentos iniciais, de forma “simplificada” :

a) Trabalhe enquanto é jovem – dos 20 ao 40 anos é momento de trabalhar muito. Não tenha dúvidas e ilusões com relação a isso. A felicidade o espera adiante.

b) Equilíbrio entre carreira e o resto é mito. É uma questão de prioridade e escolhas Se quiser sua segurança e liberdade financeira, não há que se pensar em equilíbrio durante sua fase produtiva.

c) Não há nada fácil. É preciso se esforçar. MUITO.

d) Seja rápido. O mundo não é para os grandes e sim para os ágeis.

e) Tenha uma estratégia e seja persistente.


A decisão mais IMPORTANTE ?

De acordo com Scott uma das maiores decisões da vida de uma pessoa não é sobre o que ou onde irá trabalhar, mas quem irá lhe acompanhar pelo resto da vida. A escolha de um(a) bom(a) companheiro (a), para dividirem a vida, alguém com quem você se irá importar, cuidar, com quem queira transar, que ameniza as imperfeições (porque elas existem sim) e que aumente o brilho pela vida.

Ter o melhor trabalho, o maior sucesso não quer dizer ter uma vida feliz. Não quer dizer que o dinheiro ou o nível de realizações profissionais não traga satisfações. Mas que ter boas e saudáveis relações fazem parte da sua construção emocional. Em geral as pessoas que tem um companheiro para dividir, sejam as lutas ou as conquistas, são mais felizes. Aqui faço um parênteses para uma frase Logosófica que aprendi há muitos anos e que vive acordada na minha mente: “alegria ou se compartilha ou se perde.”. Do que adianta ter conquistas se não puder compartilhá-las com as pessoas que gosta?

Na experiência e aprendizados relatados pelo autor, a escolha do seu par é uma equação de três variáveis:

❤️ + V + 👜 = P2 (paixão, valores e dinheiro) – onde as melhores parcerias amorosas são baseadas em afeição e sexo, alinhamento de valores na vida e uma boa combinação na abordagem financeira (expectativas e abordagem).

Considerei uma abordagem bastante simplificada e objetiva a que ele deu ao tema, mas não discordo de que esses elementos da equação são realmente muito relevantes, dentre outros muitos aspectos que envolvem as relações de casal.

Até aqui fiz um breve apanhado de pontos iniciais do livro. Seguirei com outros novos em outras postagens para refletirmos juntos sobre a “álgebra da felicidade”, na visão de Scott. Deixe aqui suas visões e comentários a respeito.

Até sempre,

Darlene

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