Conexões humanas – fundamentais para uma vida saudável

Há alguns anos optei por viver novos modelos de trabalho e criei uma oportunidade, transitei para um novo ciclo profissional. Habituada a determinados sistemas e modelos tradicionais de produção durante toda a vida o passo precisou de ingredientes como ousadia, coragem e determinação. Ouvi de uma diretora de recursos humanos na época que eu era uma pessoa de muita coragem ao ter aquela atitude e isto se tornou um reforço positivo para mim. Era isso mesmo que eu deveria fazer.

Eu sempre trabalhei em empresas rodeada de muitas pessoas. Equipes grandes. Interações nacionais e internacionais. Conheci tanta gente boa e interessante nesse caminho que não dá pra descrever. Isto tomaria mais de um livro de relatos. A mudança para o ciclo solo me causou, num primeiro momento, uma perda provisória. Chamo de um esvaziamento. Posso considerar que tenha sido um dos pontos mais críticos da transição: a redução significativa do contato humano, do tecido social tão costumeiro. Foi um sentimento intenso porque desde sempre gostei de gente, de trocas, das relações. Ao longo da nova experiência novos laços e modelos de relações foram sendo criados e a perda deu lugar a inovações nas formas de conectar outras pessoas.

Recentemente assistindo uma aula na especialização em neurociências, pude aprender sobre as químicas que percorrem nosso cérebro – com Paul Zak, PhD pelo Universidade da Pensylvania, e respeitado cientista no tema neuroeconomia – especialmente aquelas que geram e corroboram para nosso grau de satisfação na vida. A ocitocina, por muitos chamada de “fórmula da felicidade” ou é uma das responsáveis por essa repercussão positiva e produzida por nós em determinadas ocasiões. Ela cresce em situações de “convivência social”.

Os estudos científicos do Dr. Zak ao longo de muitos anos registram o nível dessa substância nos indivíduos em várias situações e contextos diferentes, inclusive em tribos ainda com costumes primitivas que vivem apartadas em lugares distantes. Alguns momentos sociais fazem com que este “hormônio do amor” aumente significativamente no corpo humano. Por exemplo, uma noiva teve o crescimento de 28% registrado após a cerimônia do seu casamento. Mãe, pai, noivo e pessoas próximas também tiveram seus percentuais acrescidos durante a experiência.

A produção de ocitocina também reduz o estresse cardiovascular, melhora o sistema imunológico e tende a aumentar a empatia, segundo o professor. Ao realizar estudos sobre o estresse, observou que pode manejar os estresse a seu favor, aprendendo a lidar com ele. O cérebro humano possui uma plasticidade e se adapta ao longo da vida mediante as experiências vividas. O aprendizado pode ser uma excelente ferramenta para a saúde mental se souber utilizá-lo.

Uma informação que considero relevante: 95% das pessoas produzem a ocitocina em situações sociais e coletivas. A exceção ocorre para alguns casos, patológicos inclusive, como os conhecidos psicopatas que não o produzem e nem se importam com o que fazem às outras pessoas para atingir seus objetivos.

De acordo com Zak, as pessoas que tem conexões sociais tendem a ter vidas mais longas e mais saudáveis. As pessoas precisam umas das outras. Nas palavras dele: “Somos seres fundamentalmente sociais. Somos feitos para nos conectarmos uns aos outros. ”

O autoconhecimento pode colaborar para criar uma vida mais saudável. A partir do momento em que a pessoa se conhece melhor e aprende sobre como ela funciona diante das situações aumenta a possibilidade de agir com mais consciência orquestrando devidamente seus comportamentos. Assim lidará melhor com suas necessidades e consequentemente construirá um viver melhor.

Até breve,

Darlene Dutra
Consultora estratégica
em humanização e negócios.

PS

Segundo a Wikipédia, a Ocitocina ou oxitocinona é um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na p90-hipófise posterior (Neurohipófise) tendo como função: promover as contrações musculares uterinas; reduzir o sangramento durante o parto; estimular a libertação do leite materno; desenvolver apego e empatia entre pessoas; produzir parte do prazer do orgasmo; e modular a sensibilidade ao medo (do desconhecido).[1][2]

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