“Pare” para olhar… – grounding #9

Logo quando desci do avião percebi que a experiência nesse país seria um tanto inusitada. Aglomerado de pessoas, vendedores, taxistas, gente pra tudo que é lado  e barulho.  Muito.  Informações claras e aparentes??  Ahhh está pedindo muito.  Muitas divergências, sim.  Ali, naquele momento pensei que eu deveria me “reprogramar” para a experiência.   Precisava preparar os olhos, o coração e a mente.  Como profissional de tecnologia da informação,  identifiquei que seria necessário um novo “software”.   Os últimos que implantei estavam absolutamente inadequados para esse projeto.  Nem “upgrade” ou “downgrade” seriam solução. 

Processo de reinicialização feito. Engenharia de requisitos (ufa) e gestão e expectativas revisados. Hora de ir atrás do que interessa. Gente. Cultura. Vida.  Adianto e afirmo que definitivamente este não é um lugar para pessoas cheias de “nove horas” e com um patamar de exigências e sofisticação.  Trata-se de um lugar rústico e de enormes carências. Mas cheio de energia… Deve ser por causa das montanhas.. ou das pessoas que as buscam pra escalar. Muito sonho por ali. rs

Uma fotografia rápida e primeiras impressões:  imagine um trânsito caótico.  Multiplique por cinco e adicione buzinas,  sinalização complexa ou inexistente,   vias internas e mais estreitas com todos os carros e motos circulando juntos em vários sentidos e  no meio de tudo, pessoas andando.  Aqui, na região do Thamel eu entendi bem o conceito de “ter jogo de cintura”.  Ou você tem ou você não sobrevive. (rs).  Também sobre competências específicas do lugar: direção maluca e defensiva. (rs)   

Um país asiático pobre, com economia baseada na agricultura e turismo, situado na encosta da cordilheira do Himalaia. Apresenta condições de vida rústicas e precárias.  Nas minhas pesquisas li que possuem altos níveis de fome e pobreza. É visível. E lamentável também.

Conectei estas informações com a quantidade de asiáticos trabalhando em vários países mais ricos e próximos por onde andei. Ampliei minha compreensão sobre esses movimentos. A busca por oportunidades e melhores condições de vida certamente é o motivador.

Terra de gente simples, agradável pronta pra ajudar com um sorriso no rosto. Na maioria dos lugares o cumprimento usual é “namastêêê”.  Acompanhado muitas vezes, com uma expressão afetuosa.  Típico do sul da Ásia. Significa “eu saúdo você”. Etimologicamente, do Sânscrito, significa literalmente “curvo-me perante a ti” e é considerada a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.  

Num dos lugares históricos,  de pé ao meu lado, uma senhora pedia que eu lhe desse “apenas”  cem rupias nepalenses por uma bolsa artesanal.  Em torno de um dólar.  Assim como ela,  várias outras pessoas – muitas mulheres – na feira de rua tentavam tirar uns trocados pra sobreviver.  

Caminhei algumas horas por estreitas ruas e sem pavimentação.  Lotadas de pequenos e simples comércios.  Uma porta atrás da outra. Vi de tudo.  De “souvenirs”, tecido, costureiras, artesanato, livros usados, objetos tradicionais, pequenos câmbios (porque quase nenhum lugar aceita cartões de crédito), à  roupas usadas e calçados para trilhas e escaladas.  Observei também fisionomias,  traços cansados e por vezes,  olhares sofridos.

Por ali também encontrei jovens em pequenos grupos. Exercitando as tagarelices costumeiras da adolescência. Perguntei sobre o estruturado e formal uniforme (gravatas) que usavam. Me contaram que estavam vindo do colégio.  Fiquei surpresa e feliz de ver o valor dado à educação, um dos caminhos valiosos de transformação social.

Além de todas as questões esse país sofreu um terremoto que completa os contornos do lugar. Os inúmeros monumentos (em condições de baixa conservação, alguns atingidos no terremoto) são considerados acervos importantes pela Organização das Nações Unidas para Ciência, Educação e Cultura. Vários dos locais são apontados como patrimônios históricos e acervos da humanidade.   

Quer conhecer um pouco mais dessa realidade diferente e forte? Assista a um filme “a escalada”.

Como é impressionante as tonalidades de cada país. Eita  mundo carregado de contrastes gigantescos. Termino com uma frase que ouvi num filme esses dias: 

“Até os lugares mais feios podem se tornar lindos, desde que você pare para olhar.” Liz Hannah

Namastê.

Informações adicionais:

Nepal, capital Catmandu.

Neste país está o Monte Evereste, o ponto mais alto da terra, com 8848 metros, na fronteira com o Tibet. As principais cidades desta nação são, além da capital, a cidade-lago de Pokhara e Lumbini onde nasceu Sidarta Gautama, o Buda.

Em 2008, após uma década de protestos, houve a abolição da monarquia até então existente. O Nepal hoje é uma democracia representativa ( monarquia em transição) com sete províncias.  É um país em desenvolvimento.(145ª.posição no IDH – 2014). 
Estou torcendo por ele.

Fontes: Wikipedia  e   http://www.significados.com.br

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