As várias linguagens do amor – grounding #7

Éramos 15 agrupados por uma situação ocasional. Íamos passar algumas horas juntos sendo conduzidos por uma jovem árabe e um provável indiano.  No meio do caminho um senhorzinho contador de histórias, responsável por nos guiar durante a visita a um Museu de história árabe perguntou sobre os nossos países de origem e até, aquele momento,  nós mesmos não sabíamos uns dos outros. rs

E foi uma amostra no mínimo interessante.  Cada pequeno grupo (família, casais ou amigos) vinha de uma parte diferente: Holanda, Bélgica, Noruega, Finlândia, Suécia, Alemanha e eu, a única das Américas.  O idioma de comunicação transitava entre o inglês e o alemão.

Nunca havíamos nos visto antes e estávamos ali realizando uma empreitada com curiosidades ou interesses comuns. Me fez lembrar do termo Torre de Babel, nome também de um balé que assisti recentemente no Teatro Municipal em São Paulo.  Nisto pensei sobre as várias linguagens do entendimento.  

Que a verdade seja dita e escrita, rsss   Nessas andanças é usual encontrarmos com pessoas simpáticas e corteses como também, o inverso. Cruzamos com outras, que por vezes agem de formas desagradáveis  e mesmo grosseiras.  

E eu experimentei isto. Pouco tempo depois desta passagem agradável e multicultural a vida me chacoalhou. De onde eu menos esperava – de brasileiros, “irmãos” de idioma e de nação – ganhei uma “desconsideração”. Tamanha foi a deselegância a ponto de terem que esquivar-se da minha vista a posteriori.

Das lições que tenho guardado com apreço esta é uma delas:  não devo me deixar molestar por atuações como esta. Escolhas e condutas são individuais. Assim também são as responsabilidades. Eu prefiro, sempre que possível,  (porque ninguém é perfeito)  atuar com serenidade e o equilíbrio necessário.   Cada um com seus travesseiros.

Apaziguar a mente e erguer uma pauta de compreensão e amor não é corriqueiro.  Amar as pessoas que você gosta,  a  família,  seus filhos,  seus amigos… ahhhh isso é bom demais!! E fácil. Né não??   Agora amar a “humanidade” circundante, reconhecendo suas limitações e dificuldades, não é para “os fracos”, (rs)  porém, é possível.   É sobre ter consciência do que você é e sobre as suas escolhas.  É sobre ter auto gestão mental e emocional.  

O humanista Pecotche ensina: “Mude os pensamentos e você muda a sua vida”.  

Preferir não criticar e não reagir. Conseguir manter a mente calma – o que não significa não produzir emoções – é uma chave.  Somente nesse estágio de flexibilidade mental é possível lidar melhor com as situações. O silêncio,  a paciência e  a compaixão são excelentes companhias. Indicação de uso sem restrições. Comportamentos destrutivos que presenciamos são bons exemplos de como não agir.  Eu espero nunca  precisar esconder meu rosto e ter que evitar alguém por vergonha de minhas condutas indevidas.  Lutando por isso.

“O que você tem todo mundo pode ter, mas o que você é… ninguém pode ser.” Constanza Pascolato

E uma das chaves é pensar nas tantas almas boas por ai,  nas gentilezas da maioria das pessoas. Isso sim vale a pena!! Uma amiga querida escreveu esses dias no nosso grupo: “com viagens assim nunca mais voltamos para o ponto de partida… somos transformados.”.  Consinto totalmente com ela.  Experiências e histórias que fazem nossa humanidade bem melhor.

 A de dentro e a de fora de nós.

Até sempre… “in grounding”..

Darlene Dutra

#euestiveaqui #groundingaroundtheworld #humanidadespelomundo #grounding #desenvolvimentohumano #humanidades #darlenedutra #multiculturalidade #conhecimento #knowledge #vulnerability #vulnerable #humanrisks #decisionmaps #empreendedorismo #visãodefuturo #strategieview #humandevelopment #leadership

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.