Sobre Noma – grounding #6

Ela me mostrou pelo celular as fotos de vestes coloridas e modernas usadas pelas omanenses. Explicou que elas eram livres para escolher a cor e estampas preferidas.  Um parênteses meu:  nisso, eram livres.  Compreendi e presenciei nas ruas que em situações cotidianas e profissionais o preto era o mais usual.   Por parte dos homens as vestes são brancas e nesta região muitos trocaram o turbante por um “cap”  característico do lugar. O turbante ainda prevalece e tem também uma caracterísitca mais formal. 

Foto autorizada por ela.

Ao ver realidades tão distintas nossa mente começa a fazer comparações instantâneas, quase que automáticas. Refletimos e valorizamos mais o nosso jeito de viver. Tem tanta coisa disputando o alvo de nossa atenção que a gente não para pra pensar nos hábitos e culturas de onde nascemos. Esta pequena experiência demonstrou com mais clareza a liberdade que nós,  povos de outras bandas temos para fazer uma série de escolhas. 

A jovem suave e dona de um olhar bondoso explicou logo no início  que não era uma profissional de turismo e que estava ali compartilhando seu tempo entre os estudos  e o ofício de mostrar Muscat (capital de Omã,  o único país do mundo que começa com a letra “O”) aos visitantes. Uma cidade com quase cinquenta por cento de nativos e a outra parte de estrangeiros.  

Noma nos levou a vários lugares e entre eles a grande e conhecida mesquita. Lugar de cultos religiosos do islamismo. Embora eu tenha ido preparada com uma saia bastante longa, (mostrava parte da minha perna e meus pés),  Eu e uma companheira norueguesa não fomos aprovadas. Foi necessário alugar.

Internamente uma bela arte de mosaico  enchia as paredes e o teto.  Detalhes em ouro concluíam um acabamento delicado. Lustres de cristais enormes e também finalizados em ouro. Chão inteiro coberto por  um tapete produzido especialmente pelas mulheres do Irã e “sem emendas” – o segundo maior do mundo com esta característica.   As tecelãs estiveram muito tempo no local  o tecendo.  Isto, na sala reservada aos homens.  A das mulheres,  bem menor e menos suntuosa.   Perguntamos sobre os motivadores da diferença.  Ouvimos que as mulheres, dado os seus afazeres em casa e com os filhos,  eram autorizadas a realizar a “oração” onde quer que estivessem. Também que a posição de oração é um tanto inadequada para estarem juntos.  E todos o fazem cinco vezes ao dia, em horários específicos ao som de uma música própria. Som que ouvi várias vezes nos Emirados,  seja na rua ou nos shoppings.

Estas visitas, independente da função do lugar e da minha concordãncia ou não, são valiosas para um mergulho na cultura. Algo que adoro fazer. Conhecer e conversar com gente. Saber como vivem, seus costumes, suas dores, suas artes. Sua expressão na vida.

Durante todo o percurso a atenção dela, da Noma era evidente.  Mais uma pessoinha boa no meu caminho. Observo esta característica especialmente nas mulheres.  Me parece uma conexão velada pelas afinidades de gênero. Nos entendemos em muitas coisas.

Aqui não foi diferente. Thx Noma.  

Saudações árabes, Da.

#groundingaroundtheworld #humanidadespelomundo #grounding #desenvolvimento humano #humanidades #darlenedutra #multiculturalidade #conhecimento #knowledge

Curiosidades:

Omã é uma “monarquia absoluta”, situada num ponto estratégico do Golfo Pérsico. Um dos dois únicos sultanatos no mundo.    O Sultão Haitham bin Tariq Al Said, em 1970  herdou essa responsabilidade do seu primo,  um dos maiores líderes do oriente.  Deu foco importante à educação (taxa de alfabetização em 2010 – 86,9%) como meio de desenvolver uma força de trabalho nacional, considerada pelo governo um fator vital para o progresso econômico e social do país. Hoje, existem mais de 1000 escolas estaduais e cerca de 650.000 alunos em Omã.

A religião predominante é o islamismo tradicional, com restrições.

Confesso que fiquei triste em ler sobre os “direitos humanos” em Omâ,  cujas práticas são bem complicadas,  se comparadas a outras áreas tão desenvolvidas.  Conforme registro na fonte que pesquisei, trabalhadores estrangeiros chegam a ser abusados por seus empregadores. (não conheços os detalhes dessa afirmação)  E no país, os atos homossexuais são considerados ilegais.

Omã tem como ponto alto da economia a exploração do petróleo e é classificado como uma economia de alta renda.

Fonte: Wikipedia –  

#euestiveaqui #groundingaroundtheworld #humanidadespelomundo #grounding #desenvolvimentohumano #humanidades #darlenedutra #multiculturalidade #conhecimento #knowledge #vulnerability #vulnerable #humanrisks #decisionmaps #empreendedorismo #visãodefuturo #strategieview #humandevelopment #leadership

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.