Pé na estrada… e fé na vida – grounding #1

Férias, Viagens, Verão, Estilo De Vida

Formidável é a diferença que mora em cada um de nós. Conheço pessoas que adoram ficar bem sossegadas e não tem qualquer interesse em conhecer lugares e culturas. Preferem a quietude das viagens em suas próprias casas. Qual o problema? Tá tudo bem com isso!! Aí está a beleza das individualidades. Não há certo ou errado. O importante é descobrir suas próprias motivações, seus estímulos e interesses, e o que lhe faz acordar e sentir entusiasmo pelo seu dia, pelo seu futuro, seja ele qual for.

Nas últimas décadas fui inoculada com o “vírus da viagem”. As várias delas: as viscerais, as do meu quarto, do livro da vez, as do modo tradicional com mala e tudo. Nas minhas listas de afazeres não falta o nome de algum lugar a ser visitado, conhecido e desfrutado. Havendo a possibilidade, não perco mesmo. Como diz um jeito mineiro: “Gosto demais da conta”. rs.

Ao fazer o percurso de volta pra casa, enquanto esperava o trânsito, me propus a pensar sobre isso:
Por que tenho tanto prazer em viajar?
Quais meus principais motivadores?

As viagens representam um encontro comigo mesmo. Dependendo da forma e do lugar podem se tornar mecanismos incríveis para um diálogo com minha voz interna. Uma verdadeira aproximação com meus claros e escuros, meus pesados e leves, meus coloridos e pretos, meus desejos e ordens. Ufa!! Um recurso para o autoconhecimento e autoreconhecimento. Uma bela de uma terapia. Eu e eu. Nelas eu evoluo e saio sempre uma pessoa MELHOR – o que literalmente é um dos meus objetivos de vida.

As viagens São oportunidades para encontrar “o mundo”, os demais. Ampliam meu repertório de conhecimentos e minha visão. Histórias, gente, comidas, imagens, um verdadeiro afago ao meu apetite intelectual e cultural. Aprendo andando, vendo, conversando, fotografando, experimentando. Ganho novos olhos, ouvidos e palavras.

Permanecer em atividade pra mim é uma forma de vida.
Escolhas e experiências valiosas são movimentos que eu posso criar, ou que outros podem criar pra mim. Aguçam meus interesses, mantem-me em plena ação, uma usina de vitalidade.

Assumo uma certa inquietação positiva, um medo da acomodação, medo da apatia e da depressão. Tenho receio que essa vontade passe ou que eu não consiga mais exercê-la. (rs)

Ao colocar-me nessas peregrinações, empreitadas deliciosas estou pondo a minha vida em foco. Enfim, viajar é uma extasiada sensação de liberdade. De poder ir e vir. Leveza!

Concluo com a inspiração e leitura do Amyr Klink, um navegador de muitos mares e que sabe, como ninguém, os remédios pra essa doença, para esse vírus.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink


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