(um século) por Zack Magiezi

pixabay

Existia em mim um cansaço de homem centenário.
Nas tardes, eu ocupo o meu tempo, sentado em uma praça de alimentação qualquer, e observo a vida.
Essa se tornou um conjunto de repetições dentro do tempo? Os jovens comendo seus sanduíches com suas roupas iguais e seus jogos de conquistas banais, como um videogame qualquer.
Onde está a vida?
Na gente chique com as suas roupas chiques?
Nos que trabalham como loucos em troca de nada e ainda se julgam espertos. Status é algo criado para roubar o seu tempo, é uma miragem. Pessoas em relacionamentos vazios, academias cheias de pessoas que querem impressionar as outras. Vazios, vou me tornando um profeta furioso, minhas palavras estão repletas de fúria. Todos são engrenagens (eu também sou, essa é a minha dor), repetindo as mesmas coisas de maneira infinita, em cada dia da sua maldita existência.
Gritos mudos em dias de concreto. A vida pronuncia palavras furiosas.

Do Livro “Textos que ficaram quando você partiu”…

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