Performance na prática.

Me peguei pensando em “performance”.  Palavra sonora, muito dita atualmente. Com poucos cliques e você a encontra nos títulos: “Como ser um profissional de alta performance”,   “10 regras para uma vida de alta performance”,   “7 características dos líderes de alta performance”.   Eu mesmo, já usei essa palavra muitas vezes nos meus artigos.  Soa como algo de “valor” que todo mundo busca.

“Performar bem” de repente vira  ambição em várias dimensões.
“Quero ser um profissional de sucesso.”
“Quero ser um bom companheiro, bom marido.”
“Quero ser um bom irmão”.
“Quero me alimentar  bem.”
“Quero ter hábitos e uma vida saudável.”
“Quero ter uma ótima performance física.”

Olhando assim assemelha-se ao conceito de “ser bom”.  Ser bom não,  ser ótimo. (rs)  As pessoas anseiam por excelentes desempenhos  em busca da felicidade,  de aceitação, de reconhecimento. E  quem não?

A realidade tem jogado na nossa cara que não é comum ser muito bom “em tudo”.  Dá pra sem melhor em algumas coisas, mais  que em outras. Esqueça a mentalidade “de graça”.  As realizações demandam esforço, concentração.  Dependendo do estágio de vida e  do momento específico da pessoa, é natural  a necessidade de uma concentração maior  e de dedicação em uma dessas dimensões.

Mas o que significa ALTA PERFORMANCE pra você?

Se for  “influenciar os outros para obter o que você quer”,    “ter maior controle da vida”,   ou  “concluir iniciativas quaisquer”…   então aqui você  não encontrará ajuda. Aqui, nesse “dedo de prosa”  sintético (não é um trabalho científico)   vou explorar algumas estratégias que podem favorecer o seu desempenho e a sua busca por melhores resultados.

Se puder,  porque não, ter  atuações mais eficazes? Afinal,  a gente está aqui pra evoluir, pra aprender, para uma jornada.

E você já parou pra pensar nos seus ofensores de desempenho?  O que te impede de percorrer essa jornada bem? O que você faz ou o que você pensa que impacta diretamente a sua performance?

Eu, por exemplo,  me pego fazendo muitas coisas ao mesmo tempo.  Tenho a sensação de que agindo assim distribuo a atenção e perco a oportunidade de melhores resultados.  Isso é bom ou ruim?  Como você se sente com várias iniciativas em execução de forma paralela?

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Como carregar tantas coisas ao mesmo tempo?

Estive pensando em atitudes, comportamentos que pudessem me ajudar. Com o propósito de ser melhor.  Sempre. Parece até um `mantra”.  (rs)

Percebi que algumas práticas fazem muito sentido na organização da vida, do tempo, em prol das expectativas de realização.    Embora sejam  óbvias,  nem sempre  se traduzem em comportamentos efetivamente.  Sabe aquele conhecimento que você tem mas que fica guardado na gaveta, porque você não usa nunca?   Insistem em ficar na ilustração mental   e alojarem-se facilmente  nos discursos.    (já sei, já sei, já sei)   De tanto aparecerem em livros,  artigos entram, por vezes,  para o rol das leituras de “auto-ajuda”.

Essa tal de  “auto-ajuda”   já  produziu tantas reações que acabou por depreciar-se. Passou a ser utilizada como um “chavão”,  para qualificar  determinados tipos de conteúdos e textos.  Ah .. o ser humano com suas manias de “enquadramento”  (rs).

Mas o fato é que:  nínguém.  Ninguém, além de você mesmo,  poderá resolver,  colocar qualquer ideia ou estratégia em ação, para ser melhor.  Então…  uma auto-ajuda, até que vai bem.   É uma boa receita.   Perdoem-me os críticos de plantão.

E por falar em práticas que deram certo,  quer conhecer algumas?

Prática:  FOCO.  Tenha claro os seus objetivos fundamentais para determinar o nível de atenção a cada um deles.  (autoconhecimento)

Imagine,  por exemplo, um jovem que deseja conquistar uma posição num curso superior.  Sua etapa de preparação requisitará  mais ênfase  e tempo para esse objetivo, do que para outros.  Temporariamente.

Isso não quer dizer que as outras dimensões serão adormecidas,  mas circunstancialmente poderão  ter menos  dedicação ou atenção.   Objetivos específicos como passar no vestibular,   iniciar um novo trabalho,   um novo emprego, uma nova relação demandarão uma dedicação pontual  para seu desenvolvimento e para sua conquista.

Prática:  PRIORIZE.  Faça escolhas ponderadas. Não será possível realizar TUDO o que quer.  (tradeoffs)

O ideal é estabelecer um equilíbrio entre as várias vidas. (Leia artigo equilibrio)  Contudo,  em momentos de metas arrojadas e que dependem de uma maior dedicação, cabe um estudo do emprego e aplicação da atenção.  Também cabe incluir “negociações”,   “acordos temporários” com as outras dimensões,  com a família, com a namorada, com o esposo,  .. etc.

Definir as metas a serem alcançadas ao longo do tempo.  Não basta querer,  é preciso especificar.   (SMART)  Fiz uma postagem recentemente sobre definição de METAS. Se lhe interessar bastar clicar aqui – Estabeleça METAS e persiga-as.

Por exemplo:  Se deseja mudar de trabalho,  pense sobre qual tipo de trabalho quer desenvolver,  em que contexto (empresa, cidade, negócios),  o que precisa (etapas) para que isso ocorra,   quanto tempo será necessário para que possa realizar essa atividade,  como vai distribuir esse plano no tempo,  como vai medir o resultado.
Organizar.  Isso.   Organizar.

Dica:   PLANEJE.  Estabeleça minimamente as suas grandes iniciativas, ações,  e suas metas no TEMPO.

Classifique os itens da sua lista.  Veja o que é mais relevante,  o que é mais importante e urgente.

Prática:  PLANO SEMANAL.   Faça uma visão (no início da semana) de todas as atividades relevantes e deixe sempre à vista. Num local que você acesse facilmente.

Ao realizar seu movimento de planejar, mesmo que “alto nível”,   sua mente já estará se preparando para vivê-las.   Já deu um passo.  O de pensar antes de fazer.

Não tente controlar TUDO.  Isso não é possível.  Por isso esteja preparado para as inserções não planejadas.   TODOS OS DIAS.

Prática: SLOT do IMPENSADO.   Reserve espaço na agenda semanal para lidar com as adversidades,  para resolver questões não previstas.  Elas existem. Sim.

Outro importante ofensor da performance chama-se “preocupação”.     Desconstruindo a palavra,  “PRE – OCUPAÇÂO”,  significa  ocupação  antecipada da mente com algo.    Daí,  desvia-se do  foco,  perde-se em atenção, reduz a energia.

Por exemplo,  inquieta-se ou preocupa-se demasiadamente com o futuro?

Prática:  ATITUDE. Pare,   pense e analise o que é verdadeiramente possível de ser feito.   O que está na sua esfera de ação.

É muito comum a ocupação da mente com problemas ou situações para as quais não temos qualquer  ação direta. Para as quais inexiste a capacidade individual ou a possibilidade de intervenção.  Assim, esses pontos  ficam instalados na mente,  “ocupando”  espaço  e desviando a atenção  do que de fato deveria.

Para os casos em que você não tem possibilidade atuação direta, estacione. Deixe para quem tem a responsabilidade direta na solução.   O resultado afeta você?  se sim,  o que você pode fazer ?

Prática:  CONTINGÊNCIA. O que de pior, pode acontecer?  Pense nos que você faria,   se o pior caso ocorresse?  Esteja preparado para encarar de frente o pior cenário e lidar com ele.

Feito isso,   você  deixará  sua mente mais livre para estabelecer  foco, concentrar-se no que é mais importante,  urgente.

Não fique sozinho.  Escolha amigos ou colegas em quem você confia e compartilhe seus planos,  objetivos  e  metas fundamentais.    Troque idéia e aprimore o que você já desenhou.   Uma pessoa em quem confia pode dar sugestões e lhe chamar a atenção para pontos que talvez você não tenha se atentado.

Prática:  COMPARTILHAR.   Ao dividir com alguém confiável,  você está reafirmando o seu compromisso e também estará angariando um companheiro de jornada,  que poderá te estimular e participar junto.   #tmj

Alguma dessas práticas cabem no seu contexto?  São aplicáveis?

Se o que estou dizendo a você, te fizeram pelo menos pensar nas suas prioridades,  nas suas ambições pessoais, profissionais,  familiares,  já fico feliz.  Se  algumas dessas dicas  foram úteis  o suficiente para sair do plano mental e terórico,  terá valido a pena.

Tenho constatado,  dia a dia,  que a crucial performance a ser conquistada é .. “ser humano”.  Essa é a grande prerrogativa e a maior de todas as conquistas.  Deixar sua humanidade manifestar-se a favor da vida, do que ela representa, de fato e de direito.  Permitir a sua essência manifestar-se livre e levemente,  sem os temores guardados ao longo da vida e restritivos à própria expressão, à alma,  à autenticidade.

Ser um ser humano íntegro.

Integral.

Ser digno,  fazer juz à vida que tem nas mãos. A humanidade agradece.

Bjo e até a próxima,

Darlene

 

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