O medo do julgamento te paralisa?

Esses dias,  durante uma reunião sobre negócios digitais e sobre os novos paradigmas desse mundo em transformação,   conversava com um profissional  muito reconhecido no mundo  “analógico”.  (!?!?!)

Dono de idéias legais para novos negócios,  um dos pontos que o impede de tirá-las do papel,  de efetivamente realizar  é o medo.  O medo do julgamento dos demais. Dado que trata-se de um profissional muito respeitado,  diretor comercial  de grandes empresas e uma tremenda história profissional,   tem receios de aparecer nesse novo contexto.  Isso exigiria dele uma  exposição que ele nunca teve.  “Eu,  gravando vídeos… conversando com as pessoas em lives no facebook?  “

    – o que meus amigos iriam pensar de mim?
– que estou  precisando de dinheiro,  ou que eu  pirei de vez…

O receio de  “mudar”  ou de “abalar”  uma imagem  construída ao longo de muitos anos pode impedir as pessoas de “se jogarem” em novos paradigmas,  de experimentarem novas atuações  pessoais ou profissionais. Elas vêm as coisas, as situações,  as oportunidades com aquilo que possuem dentro delas, construído e aprendido ao longo da vida.

A menos que elas carreguem algo que transcenda os aspectos pessoais,  algo  significante em suas vidas que as façam superar esses pensamentos, em geral, permanecerão onde estão.  Tenho compartilhado alguns artigos e conteúdos sobre o propósito,  sobre viver com base em significados, sobre  viver com grandeza.      Se essa for uma das bases do posicionamento, provavelmente,   o indivíduo se deixará mostrar.  Não por ele,  mas pela causa que ele leva.  Essa é uma característica de grandes líderes,  especialmente os líderes holísticos (EXAME). 

Consinto com um posicionamento recente da Juliana Saldanha (personal branding specialist,  de Londres) sobre o João Dória, que diz:

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“A melhor marca pessoal é aquela que não aparenta – nem de longe – estar sendo manipulada para construir uma imagem. João Dória é uma pessoa sem medo da vulnerabilidade porque acredita que o que está fazendo tem importância. A opinião do outro passa a representar um risco quando há medo da vergonha que a exposição pode trazer. Só deve subir no palco quem está seguro de quem é e para que veio.”

 Juliana Saldanha 

 

Essa última frase reforça que,  quem tem um norte, uma missão e atua por ela, provavelmente não sofrerá tanto essa restrição, esse medo.

A psicologia positiva  (estudos  científicos das potencialidades humanas ) tem colocado em pauta o termo  “crenças limitantes” para aqueles pensamentos que de alguma forma, têm sido inibidores da ação  para as pessoas com essa característica ou limitação.

Aqui,  alguns exemplos dessas crenças que,   em geral as pessoas carregam com elas e que foram  “armazenadas”  durante as experiências, ao longo da vida:

“Não consigo aprender isso”
“Eu sou cabeça dura mesmo.”
“Não sou bom o suficiente”
“Não sei como resolver esse problema”
“Não tenho dinheiro para nada”
“Tudo precisa ser perfeito”
“O problema é dos outros.”
“Não consigo por conta da crise.”
“Ah,  se eu tivesse dinheiro…”
“Sou assim mesmo, não vou mudar nunca”
“Não é possível viver do que se ama”
“Deixa para o ano que vem.  Agora não dá.”
“Nunca vou conseguir alcançar meus objetivos ou realizar meus sonhos”;
“Só se consegue dinheiro se for por vias erradas. Quem trabalha direito, não ganha.”

Esses estudos científicos  reforçam ainda,  a necessária atenção e relevância das emoções positivas (alegria,  esperança,  … etc.) no sentido de promover e reforçar outros aspectos do ser humano (positivismo),  o subsidiando nas oportunidades e nas situações que se apresentam.

A Logosofia,  a ciência do autoconhecimento e do afeto,  chama de deficiências os pensamentos negativos enquistados na mente ao longo da vida.  Menciona que eles exercem uma forte pressão à vontade do indivíduo.   E como estratégia para lidar com eles recomenda  a instituição na mente,  de pensamentos anti-deficientes,   que são gatilhos criados conscientemente com a finalidade de vigiar e paralisar os pensamentos dessa índole (deficientes).

Se você está com projetos e iniciativas esperando o melhor momento para colocá-los na sua pauta,  pense e repense  sobre as reais causas que o impedem de fazê-lo mais rapidamente.  De repente,   podem ser alguns desses  “objetos” paralisantes que estão fazendo parte de você!.  Espero ter lhe ajudado a pensar um pouco mais sobre isso.

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