Gestão – A força da liderança atenta e genuína

Aprecio as leituras sobre gestão,  principalmente as que me levam a pensar sobre liderança, suas condutas, estilos e seus impactos na organização e pessoas.  Li  um artigo escrito por Teresa Amabile (McKinsey) que apresenta um estudo sobre  “Como líderes destroem significados no trabalho”.  É um título traduzido  e não necessariamente expressa em português o seu sentido fiel  (How leaders kill meaning at work).

 O estudo analisou quatro caminhos pelos quais líderes executivos minam a criatividade, produtividade e comprometimento das pessoas impactando-as internamente e nos seus resultados no trabalho.

De todos os eventos que promovem o engajamento, comprometimento das pessoas,  um dos mais importantes é  a realização de progressos e evoluções em trabalhos significativos, que façam sentido para a organização, para a vida das pessoas.   Os trabalhos que carregam uma causa, um propósito,   promovem bem-estar,  satisfação e motivação para o desenvolvimento humano e consequentemente melhores resultados organizacionais.

O que foi constatado no estudo é que a maioria dos líderes, involuntariamente,  minam  estes motivadores no dia-a-dia por meio de suas palavras e ações. Estes efeitos ocorrem principalmente por aqueles que exercem liderança direta com as equipes de frente.  Os lideres mais seniores, tais como presidentes, vice-presidentes,  que em tese, tem pouco contato com as equipes,  são muito e intensamente observados  em suas ações e posicionamentos, mesmo que pouco frequentes, pois  transmitem mensagens a todos os demais. Impactam, pois,  toda a empresa. Conforme a autora, advém da hierarquia os direcionadores de significado e os grandes propósitos.

Por meio de estudos de dados, textos, foram apontadas quatro armadilhas, que podem ajudar os gestores a avaliar seus contextos e atuações:

a) Sinais de mediocridade – A redução de motivadores pode ser causada quando há um discurso colocado pelas hierarquias, contudo não se fundamentam com ações na prática do dia-a-dia.  Num dos casos estudados, apesar de existir uma retórica sobre ” ser inovador “,  ter uma “cultura de vanguarda”,  na realidade as ações demonstravam que eram tradicionais, comuns em seus planos e estratégias.

b) Transtorno do déficit de atenção estratégica –  As iniciativas estratégicas,  muitas vezes,  são abandonadas e sobrepostas por outras agendas em curso.  Não há uma dedicação de esforço e tempo suficiente para serem alavancadas,  estudadas em seus resultados,  avaliadas em suas repercussões e etc. As estratégias são alteradas com muita frequencia e não há a dedicação para o aprendizado oriundo das análises.  Concluo que os alvos estratégicos, nesse contexto,  não chegam a ser  disseminados o suficiente para serem absorvidos e alinhados para a execução.

c) “Keystone Kops” corporativo ( comédia cinema mudo ) – Existem contextos  organizacionais que denotam um  conturbado sistema de atividades, sem que necessariamente,  estejam direcionados aos objetivos estratégicos. Se avolumam em papeis, complexidade de relatorios, montanhas de dados mas não são efetivos para os resultados. Isto pode onerar a estrutura de custos da organização,  com os terríveis “custos ocultos”,  não explícitos e não gerenciados.  Outro sintoma é a ausência de coordenação  e direcionamento e as pessoas param de pensar que podem  produzir algo com alta qualidade.  Dessa forma é difícil manter o senso de propósito vivo.
Daí  o nome dado, em comparação com a comédia do cinema mudo,  que trata um grupo de policiais incompetentes, que correm em círculo, atrás deles mesmo, sem que sejam efetivos no resultado.

d) Metas grandes, peludas e audaciosas – Menos comum, mas existente, esta armadilha  também pode prejudicar o engajamento das pessoas.  Ao estabelecer metas intangíveis, muito além da exequibilidade razoável,  os líderes provocam a desmotivação geral pelas conquistas e pelo progresso. Frases como “Isto nunca será alcançado” desmobiliza a vontade de realização.

Evitando as armadilhas:
– Preocupe-se com a comunicação consistente e clara das estratégias
– Mantenha atenção  às perspectivas individuais das pessoas da equipe
– Entenda e avalie os gaps entre o topo e o que é a realidade no chão de fábrica.

Esse texto representa uma  interpretação pessoal, enriquecidos com pontos de vistas. Maiores informações e detalhes do estudo podem ser encontrados no artigo e também no livro que trata o tema.

Autora: Teresa Amabile; Steven Kramer

Editora: Boston, Mass : Harvard Business Review Press, 2011

Resumo: Explains how to foster progress, shows how to remove obstacles, including meaningless tasks and toxic relationships that disrupt employees´ work lives, and offers advice on enhaning employees´ inner work life

 

 

Aprecio as leituras sobre gestão,  principalmente as que me levam a pensar sobre liderança, suas condutas, estilos e seus impactos na organização e pessoas.  Li  um artigo escrito por Teresa Amabile (McKinsey) que apresenta um estudo sobre   “Como líderes destroem significados no trabalho”.  É um título traduzido  e não necessariamente expressa em português o seu sentido fiel  (How leaders kill meaning at work).

 
O estudo analisou quatro caminhos pelos quais líderes executivos minam a criatividade,  produtividade e comprometimento das pessoas impactando-as internamente e nos seus resultados no trabalho.
 
De todos os eventos que promovem o engajamento, comprometimento das pessoas,  um dos mais importantes é  a realização de progressos e evoluções em trabalhos significativos, que façam sentido para a organização, para a vida das pessoas.   Os trabalhos que carregam uma causa, um propósito,   promovem bem-estar,  satisfação e motivação para o desenvolvimento humano e consequentemente…

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