Processo de meritocracia – um relato de experiëncia

Tenho atuado com gestão de pessoas por muitos anos. Durante esse tempo, só tenho confirmado o meu gosto por esse trabalho e o quanto me realizo nele. Uma das responsabilidades da gestão é a meritocracia e é sobre uma “parcela” desse tema que falarei hoje.
Dentre as várias ferramentas de reconhecimento disponíveis, remuneração ainda exerce um peso significativo em termos de satisfação das pessoas e é um dos mais discutidos pelas equipes. Este é um assunto que, na maioria das pesquisas de clima organizacional, apresenta resultados abaixo dos demais fatores, e é influenciado diretamente por outras variáveis de contexto, de cultura, de geografia e também pela própria natureza humana, que tem ambições de crescimento e evolução.
Recentemente, após quase um ano de trabalho e após superação de restrições e situações diversas, que não cabe relatar, pude viver o exercício da meritocracia, sob o prisma da “remuneração”. Embora já o tenha vivido muitas vezes, pensei novamente na forma de fazê-lo.
Para que seja positivo para todos envolvidos. É, de certa forma, um trabalho de seleção e os critérios precisam ser bem trabalhados.
Penso na importância de aproveitar esta oportunidade para esclarecer os motivadores do reconhecimento, os resultados da performance e as observações do período que certificaram tal decisão. Também me preocupo em ter comigo as lideranças intermediárias, responsáveis por parte das propostas, por somar pareceres e acrescentar suas posições às análises e propostas de reajustes salariais colocadas.
Nessa oportunidade, experimentei algo diferente, que nunca havia feito antes: convidamos pessoas do mesmo grupo de trabalho e que teriam o benefício naquele momento.
Até então, sempre adotávamos o modelo de entrevista individual. O formato coletivo, sob meu ponto de vista, foi muito bom, por diversos motivos:
– Transparência nos motivadores e critérios
– Comunicação coletiva de valores e resultados individuais, reconhecendo e compartilhando
o que as pessoas tem e fazem de melhor e a importancia de suas contribuições.
– Expõem-se mais os desafios alcançados e os porquês.
– Exemplos são dados de uns para os outros, seja para os que recebem, seja para os
líderes intermediários que tem um papel fundamental nesse momento.
Ao escolher este modelo, sei que corri vários riscos. Das comparações, das discordâncias e reações inusitadas referentes às razões, entre outros.
Concluo que foi uma ótima experiência:
– Ouvimos pareceres de pessoas mais novas “de casa” compartilhados com pessoas “de maior tempo de casa”. Houve uma interação de posições e da diversidade.
– Por vezes, fomos surpreendidos positivamente com depoimentos sobre transparência, sobre evoluções, sobre alegria, sobre agradecimentos.
– Ouvi as lideranças intermediárias sustentarem suas razões, seus motivadores e isso foi evolução nesse papel que exercem. Foram também exemplos.
A mensagem que quero deixar é que vale a pena dar o devido valor a esses momentos. Tratando-os com o cuidado que merecem, ampliando a visão das pessoas envolvidas sobre todo o processo, desde seu início.
É o cuidado que as pessoas merecem.
Saudações,

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