Professora voluntária deixa família em polvorosa.

Leitores, um conteúdo diferente do meu habitual. Estou respondendo a um pedido irrecusável. “Escreva essa crônica… “. Está no meu escopo: humanos. Roda a fita! rs

….

A campainha gritante rompeu o silêncio no meio da noite. Pelo que consta nos “autos do processo”, deveria ser por volta de meia noite. Estima-se que tenha tocado mais de cinco minutos. Talvez estivesse quebrada. Não, era pura tentativa de acordá-la. O que penso, deve ter ocorrido após acordar todos os vizinhos primeiro (rsss).

Ela, a Tia Dagmar, estava no terceiro sono, após o trabalho voluntário ensinando português durante o dia todo, a um grande grupo de imigrantes haitianos, que só falava francês e crioulo.

Durante essa atividade, regada a bondade e paciência, suas características natas, precisou pedir licença para atender ao chamado insistente da cuidadosa filha, sempre atenta ao dia a dia da mãe. Ansiava por notícias, já que estava há muito sem elas.

Explico: todos os filhos moram a uma distância de aproximados seiscentos quilômetros. Inúmeros argumentos não foram ainda suficientes para dissuadi-la pela mudança para mais perto. Como reside há algumas e boas décadas na cidade atual, mantém-se ativa e desfruta de ecossistemas social e profissional, dos quais não pretende abrir mão. Não, pelo menos, por enquanto. rs

Naquele dia ao retornar da atividade com os imigrantes, literalmente se viu vencida pelo cansaço. Apagou.

Quando de sobressalto acordou e atendeu o interfone já não houve resposta do outro lado. Quem estivera ali, por algum motivo, desistira do intento. Não demorou muito para que a chuva de mensagens no “whatsapp” disparasse: filhos, amigas, a neta e o sobrinho acompanhado da recente esposa, o plantonista da campainha. Ele, também residente na mesma cidade da tia, no mesmo bairro quieto e afastado da cidade mineira do interior, havia sido acionado e ganhou a missão de verificar pessoalmente o que acontecera. Não tendo sucesso pela porta, também juntou-se aos “bips” do telefone. A pergunta era sempre a mesma: “Olá Dagmar. Está tudo bem?”. “Olá Dagmar. Está tudo bem?”. “Olá Dagmar. Está tudo bem?”. “Olá Dagmar. Está tudo bem?”.

Nesse interim, quase que simultaneamente, ela recebe no celular, um pedido de rastreamento. Era o genro de São Paulo. O expert em tecnologia da família. Foi identificada no terreno encostado ao seu prédio. O ponto identificado situava-se bem ao lado do quarto em que descansava com os deuses. Era só uma questão de aproximação. Mas a essa altura do campeonato, a fantasia de quem estava preocupado voava longe. Dizem qua a noite os problemas ganham outra dimensão. A hipótese dava medo. O que aconteceu com ela? Seria possível que estivesse naquele terreno baldio? Pelas palavras cheias de graça ditas pela própria protagonista mais tarde: a essa altura acho que eu estava mortinha no terreno. (kkkk).

Enfim, se ela não tivesse acordado, o próximo passo certamente seria a polícia. Desdobradas todas as circunstâncias, o assunto rendeu ainda um bom tempo e produziu boas gargalhadas pela madrugada adentro. Os entendimentos e relatos (registros do processo) alcançaram as duas horas da manhã fácil. Tudo sobre o “causo”, como dizem em Minas, com direito a ingresso gratuito e com a promessa de diversão garantida.

Moral da história:
Tia, por favor, todos os dias, avisa a filha “rapa do tacho” quando for dormir ou muda pra São Paulo!

A Escutatória (Rubem Alves)

A mente e os pensamentos, por vezes, entram em estado de puro alvoroço. Por um motivo ou outro. Ou mesmo por motivo nenhum. Esse texto do Rubem Alves pode ajudar. Ele nos convida a um reposicionamento de imediato. Uma maior calmaria para alma. Como se fosse uma atualização de “setup” do modo “ouvir”.

Compartilho contigo e espero que também curta e encontre elementos de valor. Leia com calma, sem pressa, desfrutando das palavras.

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas – coitadinhas delas – entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise…) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia – a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada…“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg – citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino…“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós – como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a ideia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa – quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto… “

Rubem Alves, do Livro, (O amor que acende a lua, pág. 65.)

Patrocínio: www.pothum.com.br

O amor é… (Rubem Alves)

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O amor é a vida acontecendo no momento: sem passado, sem futuro, presente puro, eternidade numa bolha de sabão. O poeta Roberto Frost, sem ter tantas namoradas, namorou a vida em cada momento. Na sua lápide ele mandou escrever: “Teve um caso de amor com a vida…”. Ponho-me a brincar com a vida e uma estranha metamorfose acontece: deixo de ser velho. Sou criança de novo.

Por Rubem Alves, do seu Livro “o amor que acende a lua”

Pretendo não ter lápide, mas me identifico e adoto a frase de Robert Frost.

O que você anda fazendo nas redes?

Naquele dia, estávamos todos prontos para o happy hour em comemoração ao aniversário de uma colega do trabalho. Não eram dezenove horas quando estacionei em frente ao local combinado. Estavam ali de plantão, como sempre, os “flanelinhas”. Eu os vi e agi como de costume. Tão logo desliguei o carro, e as travas das portas foram liberadas, um deles entrou no banco do passageiro e me rendeu. Armado. Esse foi o início de longos quarenta e cinco minutos de muita apreensão e medo. Os danos materiais não foram significativos. Eu nunca mais esqueci aquele episódio. Dali em diante, mudei muito o jeito de lidar com várias situações cotidianas.

Isso aconteceu comigo porque eu não estava atenta e nem preocupada com a minha segurança. Não me faltava informações a respeito de potenciais riscos e de condutas preventivas. Eu, simplesmente não pensava que isso pudesse acontecer comigo. Aconteceu.

O comportamento que eu tive é exatamente o que muita gente tem quanto se trata da utilização da internet. Por mais informações que tenhamos, por mais evidências e histórias reais de problemas, não estamos atentos e não agimos com os cuidados devidos. Não nos imaginamos como vítimas de ataques digitais.

Desde o “login” numa aplicação, a abertura de um link num email de autor desconhecido até a pesquisa nos sites de buscas. Estamos à mercê de uma enormidade de riscos e possibilidades.

!! Não conhecemos da história a metade. !! E esse é um grande desafio das organizações que estão investindo pesado na transformação digital.

Sempre fui “fã de carteirinha” e executiva de tecnologia da informação por décadas.  Nem preciso abrir meu caderno de argumentos acerca do potencial impressionante das tecnologias a favor da sociedade e dos homens.  Entretanto, esse arcabouço incrível pode ser utilizado, tanto para o bem, como não.

Tem-se falado, inclusive, no desenvolvimento de produtos e serviços digitais que driblam a ansiedade dos consumidores, criando a “ilusão de controle”, uma necessidade por parte das pessoas. Seria meio que um placebo DIGITAL…!?!?!?!!!! Gennnnte, é REAL!

Recentemente muita gente se sentiu atraído por uma aplicação que brincava de “envelhecer”? Um aplicativo de manipulação de fotos, que por meio de uma brincadeira, estimulou as suas subscrições e virou febre. Para participar do “jogo”, as pessoas assinavam um “acordo de uso”, que dava acesso a várias informações pessoais, imagens inclusive. Lamentável.

A Forbes publicou alguns problemas gerados pelas redes sociais na vida dos jovens: distração, distorção da realidade, problemas de saúde mental, bullying e boatos, entre outros. Não é incomum ver notícias relacionadas a casos críticos dessa ordem. Por vezes, os jovens vêem suas informações e imagens pessoais sendo compartilhadas de forma maldosa e depreciativa.

Sabe aquele contrato de serviços qua aparece sempre qua vamos fazer o download de um aplicativo? Então, ninguém lê. E o pior, assina (clica concordando).

Outro alvo de riscos e preocupações recaem nas “deep fakes”, as aplicações que editam vídeos e são capazes de colocar seu rosto no lugar de outro em vídeos… Imaginem o que podem fazer com isso. A divisão de pesquisa do Pentágono, por exemplo, já gastou dezenas de milhões de dólares com tecnologias de proteção contra esses tipos de aplicações. Mas admitem o desafio em manterem-se atualizados, dado a velocidade nos avanços.

O uso indevido dos dados das pessoas têm sido registrados e questionados nos últimos tempos. Algumas empresas detentoras das principais redes estão, de certo modo, acumulando “super poderes” sobre os dados de vários tipos, cuja repercussão futura é difícil prever. Por conta dos escândalos relacionados ao Facebook, por suspeita de venda de dados dos usuários, muitas pessoas estão questionando essa “exposição”, e revisitando suas estratégias no uso das redes.

É preciso colocar na balança… Dependendo do nível de publicações e tipo do posicionamento o resultado pode acabar fazendo mais mal do que bem.

Legislações estão sendo criadas, em vários países, como forma de regular as condutas e comportamentos relacionados a esses temas, contudo, a adoção de regras e a maturidade na aplicação levarão um bom tempo. No Brasil as empresas estão se estruturando para o cumprimento da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados aprovada recentemente.

Por trás de tudo, estão os humanos e humanos falham. Nem preciso explicar…  Basta olhar um pouco ao redor do mundo e ver  as terríveis decisões, guerras, conflitos, corrupções, … etc, etc, etc. 

Nas minhas sessões com executivos (mentorias de liderança),  eu normalmente recomendo  que eles estejam com seus perfis e informações atualizados nas redes profissionais.   Isso para que  possam ser encontrados por outras pessoas, nos seus “ecossistemas”  de trabalho. Para que possam trocar experiências, para que possam realizar pesquisas direcionadas, para que sejam encontrados ou mesmo  para networking. 


Dado os riscos cada vez maiores dos acessos às nossas  informações e o seu uso indiscriminado por empresas, instituições e outros,  vale um “repensar” sobre os limites e cuidados dessa exposição.

Conversei sobre esse tema  hoje com um renomado cirurgião,  provavelmente um dos melhores do Brasil na área dele.  O doutor,  que tem uma  respeitável experiência e reputação internacionais,  provavelmente não poderá ser encontrado nas redes,  pela sua real e verdadeira competência. Não tem facebook,  não tem páginas ressaltando seu trabalho. Mesmo sendo altamente atualizado em tecnologias e as utilizando fortemente no seu trabalho. 

Isso me fez pensar por dois lados.   Primeiro, me senti  grata por tê-lo encontrado.  Isso ocorreu por uma indicação valiosa. Não fosse por intermédio de uma amiga,  não teria acontecido.

O fato é que exímios profissionais,  com carreiras brilhantes,  muitas vezes não estão preocupados em “fazer-se aparecer”.  São reconhecidos pelos seus méritos e feitos na “lida”,  na “realização”,  na “condução diferenciada”  de seus ofícios e equipes. 

Fiquei pensando no tamanho da minha exposição nas redes e o quanto isso traz de real valor para o meu trabalho.

E você? Onde tem estacionado seu carro digital? Qual o seu nível de “exposição” nas redes?

Pare uns minutos e pense: qual o impacto da sua “visibilidade”  e do seu “posicionamento” público nas redes sociais, seja para sua carreira, para o seu trabalho ou para sua vida? Que condutas digitais você tem que podem, de repente, te colocar em riscos?

Estou revisitando minhas posições sobre esse assunto. Acendi uma luz amarela e coloquei “no oxigênio”.  Fiquei mais de seis meses com certas reservas na utilização. E confesso que foi uma excelente experiência.

Tenho estado mais atenta aos “flanelinhas”  digitais,  e sei que já aprendi sobre estacionar em lugares que ofereçam mais segurança.     Vamos aproveitar as enormes potências das redes,  mas sem  esquecer do mínimo de cuidados … 

Fica a dica.

Saudações. .. 



Recomeços…

Clique no título e reveja.
Atualizei com o podcast das Perennials de hoje, onde elas comentam sobre a importância dos recomeços. As várias oportunidades ao longo da vida para nos reinventarmos.

Elas citam esse poema… lindo de Cora Coralina..

Assim eu vejo a vida…

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.


Gente…. vá la no podcast das meninas!!!!
Vale a pena!!!

bjos

sempre e sempre e sempre

Entre um sorriso e outro, não perca de vista que a gente sempre volta a sorrir. Isso manterá a sua esperança. Entre um choro e outro não esqueça que a ente sempre volta a chorar, e isso te ajudará a não viver de ilusões.

Lucas Lufan

de Cora Coralina


Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.