Liderança Humanizada

Liderança sempre foi um dos meus temas preferidos na minha trajetória pelo contexto corporativo, , onde tive a oportunidade de ser liderada e de liderar equipes. Colecionei histórias e aprendizados de várias ordens.

As vivências e pesquisas sobre o tema me estimularam a contribuir com o capítulo “Liderança Humanizada: cunho estratégico para a transformação cultural”, no livro “Otimizando Relações – dos métodos tradicionais de relacionamentos às técnicas mais avançadas de liderança”, que está sendo lançado hoje. Cumprimento todos os demais autores e agradeço a editora pelo projeto.

#liderança#livro#liderançahumanizada#culturaorganizacional

Crie expertise em aprender

Fiz uma transição profissional relevante há alguns anos. Mergulhei em novos contextos e experiências bem diferentes das que eu estava habituada no mundo corporativo. Me vi criando roteiros, elaborando conteúdos digitais, configurando e implementando processos em plataformas de desenvolvimento e marketing digital, organizando estúdios de gravação e interagindo com palestrantes incríveis. Tudo para construir um Seminário online sobre liderança. O que, aliás, é um dos meus temas de estudo e leituras preferidos. Minha sorte foi ter encontrado uma super parceira, cheia de experiência em educação corporativa. Ao lançarmos juntas o SOS Liderança, aprendemos horrores. Uma experiência que não esquecemos.

Neste evento 100% online (e ainda longe de ter a pandemia) tivemos palestrantes com realidades e conhecimentos diversificados. O Fernando Jucá compartilhou suas atuações e pesquisas com o tema “Expertise em aprender”. Nome do livro que escreveu. Revendo o vídeo dele esses dias percebo algumas colocações ainda tão importantes e atuais!!!!

A velocidade das mudanças é real e instigante. E nós, seres humanos estamos convidados para a primeira fila do processo de adaptação e renovação constante. Resignificar, transformar, revolucionar, … São palavras que surgem com muita frequência no panorama desse mundo inundado de informações e mudanças. E aí entendemos que não basta ficar na plateia, no camarote. Há que repensar.

De acordo com nosso palestrante a nossa capacidade em aprender é ancorada em dois conceitos:

  • a humildade (abertura para crescer) e,
  • o estabelecimento de objetivos de aprendizagem, após o reconhecimento do que ainda precisa ser desenvolvido.

E acrescenta ainda outros ingredientes:

  • Abertura para novas experiências de aprendizagem. Também a capacidade para CRIAR estas experiências que proverão o conhecimento., a adaptação, as mudanças necessárias.
  • Observação, reflexão sobre o que se está aprendendo ao longo do tempo. Atenção para o novo e o desconhecido ao seu redor, questionando modelos e crenças atuais. Mentalidade de crescimento.
  • Efetiva realização, ação: a capacidade de colocar os insights ( pensamentos e experiências) em prática. De nada adiantar aprender se este conhecimento não é levado à vida.

Ao deixar o seu desenvolvimento individual sujeito às definições de outras pessoas ou de outros contextos significa transferir a outros o que não é transferível. Existe uma frase que gosto muito que diz: se você está dedicando todo o seu tempo e energia para realizar projetos de outras pessoas, você está deixando os teus na gaveta, guardados. E aí mora um perigo! O de não realizá-los.

A pressa, o corre corre diário e o consumo do tempo irrefletido leva ao esvaziamento de realizações próprias, do crescimento e desenvolvimento de habilidades pessoais. Tempo é vida. E atenção: nem sempre “MOVIMENTO” significa “AÇÂO”.

A lição aqui é não esperar que os outros façam por você e não adiar teus propósitos e projetos para um suposto momento perfeito. É preciso rever algumas crenças, eliminar justificativas verdadeiras e ser seu protagonista !

Fácil falar, difícil fazer.

Até sempre,
Darlene Dutra

#aprender, #expertiseemaprender, #fernandojucá, #sosliderança, #autodesenvolvimento, #desenvolvimentohumano, #responsabilização, #darlenedutra, #mentoria, #coaching, #vida, #liderança, #aprendizados, , #protagnismo, #humildade, #mentalidadedecrescimento, #aprenderaaprender,

Belo “Professor polvo”

Outro dia mesmo eu estava aqui comentando sobre A odisseia de Jacques-Yves Cousteau – filme que nos chama atenção para as maravilhas do mar e da necessidade do cuidado com este ecossistema. Hoje vou trazer uma nova sugestão e alguns poucos comentários sobre o filme – Professor polvo.

Craig Foster, um cineasta que na infância teve a oportunidade de morar numa casa banhada pelo Oceano Atlântico é o protagonista deste documentário. Essa proximidade lhe rendeu estima e afinidade incríveis pelo mar e seus habitantes. Adulto e numa fase delicada da vida retorna a essas origens e vive uma beleza de história mergulhando muitos dias na região do Cabo Ocidental na África do Sul. Esse momento de grande beleza e realizações internas virou um documentário na Netflix. Uma delícia de assistir, seja pela maravilhosa fotografia, trilha sonora impecável, seja pelo roteiro sensível e elegante.

A história nos leva ao fundo do mar e suas belezas, suas cores e movimentos. Nos faz pensar na preservação ecológica, nos ensinamentos de muitas ordens. Foster, a partir de uma disciplina, conhecimento, paciência, observação minuciosa, resiliência e perseverança demonstra o quanto tudo isto foi instrumento para uma “reconfiguração”. Podemos aprender muito por meio de sua vivência e de seu olhar detalhista, o que tornou a experiência delicada e agradável.

Vale a pena!

“Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos.
Então levamos mais alguém. E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos. E em duplas, passamos a ter equipes, e estas passam a ser cada vez maiores e mais unidas.

E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos. E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos. E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos. Faz de nós, mergulhadores.

Jaques-Yves Cousteau

Darlene Dutra

#professorpolvo, #jacquescosteau, #mar, #ecologia, #desenvolvimentohumano, #comportamento, #cinema, #filmes, #netflix

soft skills – fundamentais

João era um profissional tido em alta conta na empresa. Recebia elogios pelo conhecimento técnico que tinha e era enviado com regularidade a cursos no exterior além de pontualmente contribuir nas grandes decisões. O que soava estranho era que grande parte das pessoas não entendia bem o que o João queria dizer. E ele não se incomodava com isso. Não se importava em fazer-se entender. Parecia até um esforço ao contrário, deixando nas entrelinhas que era letrado e sabido demais. Ou não.

Certa vez ele foi motivo de chacota e as pessoas passaram a sugerir a contratação de um curso de formação extra em “tradução do João” tamanha a seriedade da situação e impactos no conjunto. Anos mais tarde quando João foi desligado da organização a informação era que ele, embora tivesse conhecimentos técnicos importantes não conseguia traduzi-los em prol dos objetivos estratégicos.

Na minha vida profissional pude ver esse episódio se repetir algumas vezes. Presenciei e participei do desligamento de várias pessoas em que a ausência de habilidades pessoais / sociais era o fator motivador da decisão e não o conhecimento técnico que elas possuíam. Ouvi de um diretor de recursos humanos da época que “demitimos 90% por habilidades pessoais e não técnicas. Habilidades técnicas são adquiridas com maior facilidade que as comportamentais”.

Muitas histórias passearam na minha mente durante uma aula que com Dr. Goleman no curso de Neurociências. Eu já o conhecia pelos seus livros e teorias. O leio e aprecio há muito tempo. Aliás, tem um artigo de uns anos atrás (2011) sobre liderança primal que escrevi baseado no livro dele que trata sensibilidade na liderança com maestria.

Durante a aula ele apresentou um gráfico (abaixo), que ressalta a importância da inteligência emocional no desempenho principalmente nas posições de lideranças. Esse sim, é um grande desafio para as organizações para não dizer nações: ter líderes genuínamente humanos e capazes !

De que adianta ter conhecimentos técnicos profundos se eles não são utilizados ou viabilizados pelas habilidades pessoais e sociais (motores do comportamento humano) ?

Quais as suas potencialidades emocionais, sociais? O que precisa desenvolver para ter melhores resultados na sua vida pessoal e profissional. Se quiser conversar ou precisar de uma ajuda , conte comigo.

Até sempre..

Darlene Dutra

#liderança #liderançaprimal #leadership #goleman #inteligênciaemocional #qe #líderes #comportamento #desenvolvimentohumano #humanidades

Precisando de uma forcinha??

As pessoas podem (realizar)  muito mais do que supõem…

Esse é um dos principais fundamentos  do Programa 4TOUCH – a jornada da realização, que foi idealizado para ajudar as pessoas a se destravarem,  alavancarem e fazerem seus projetos e sonhos acontecerem.  Literalmente “fazer acontecer”!!

Ë uma capacitação realizada totalmente online e por isso, adapta-se aos horários e disponibilidades de qualquer pessoa. Eminentemente prático,  tem uma proposta de “mãos à obra”,  realizada por meio de exercícios e da realidade de cada um.  Um dos pré-requisitos é ter vontade de fazer acontecer,   de sair da inércia e produzir novos e diferentes resultados na vida.  Também indicado para as pessoas que querem evoluir, ser melhores de alguma forma.

Esse programa é constituído de seis módulos consecutivos que estão descritos logo abaixo. Cada um deles aborda conhecimentos, saberes específicos para favorecer o desenvolvimento de um plano pessoal e estratégico,   de ações e iniciativas, visando o futuro.

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Além dos módulos são oferecidos outros conteúdos adicionais,  tais como: vídeos com experts nos temas abordados,   leituras complementares,  assistência pessoal por meio de alguns mecanismos (perguntas e respostas,  emails),  entre outros.

Aproveite e faça logo sua jornada. clique aqui e comece hoje mesmo !!

Até sempre,

Darlene

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Sem chorar?

Um ano se passou. 285.000 mortes por covid.
Esta é a marca de ontem, dezessete de março de 2021, no nosso Brasil.
Como não sentir tristeza?

Esta semana acompanhei o lançamento de um programa voltado a doação de alimentos. A concentração de renda é gritante no país e muitos não têm o que comer direito. Estar em estado de “lockdown” é absolutamente necessário para conter a propagação do vírus, no entanto, fazer isolamento social em alguns contextos de moradia é um baita desafio. A aglomeração está ali. Todo mundo morando junto.

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Quando vejo os noticiários e os posicionamentos dos governantes o que primeiro me ocorre é a sua configuração humana, a ausência de moral e habilidades básicas para conduzir um país. Nesta semana a palavra que mais ouvi e vi nas redes foi “genocida”. Como pode?? São trombadas e acotoveladas de decisões com interesses diversos. Escusos. Bem comum? O que é mesmo isso? Vivemos um vácuo de liderança política genuína.

Tem dias que não sei mesmo o que posso fazer…
Hoje recuperei essa poesia de Elena.

“Minha avó uma vez me deu uma dica:
 Em tempos difíceis, você avança em pequenos passos.
 Faça o que você tem que fazer, mas pouco a pouco.
 Não pense no futuro ou no que pode acontecer amanhã.
 Lave os pratos. Tire o pó.
 Escreva uma carta.
 Faça uma sopa.
 Entende?
 Você está avançando passo a passo.
 Dê um passo e pare.
 Descanse um pouco.
 Elogie-se. Dê outro passo.
 Então outro.
 Você não notará, mas seus passos crescerão cada vez mais.
 E chegará o momento em que você poderá pensar no futuro sem chorar.”

– Elena Mikhalkova

Fui…

O excesso de convicção e experiência ajuda ou atrapalha? 😳

(repost 2017) – Tenho trabalhado em pesquisas e conteúdos relacionados ao mindset. Aqui mesmo no blog, já escrevi sobre a mentalidade fixa e a de crescimento (um estudo internacional realizado com os dois modelos,  o passivo e o ativo para aprender).

Quer te contar hoje sobre algo que observo,  muito comum na mentalidade das pessoas mais experientes,  mais vividas:  as convicções e os saberes, por vezes, estão tão cristalizados  que  torna-se mais difícil abarcar novos conceitos, abrir-se a novos pontos de vistas e novos paradigmas.  Chega a ser sofrido, até.

Para que isso seja mitigado,  ou seja,  para abrir-se mais facilmente ao diferente,  é preciso desenvolver a própria “mentalidade”, tocando nas  maneiras de reagir e de lidar nas situações cotidianas.    O tão chamado  “novo mindset”  – significa adotar uma nova forma de pensar e agir, uma reconfiguração no modelo mental buscando novos olhares para  as situações.

Veja o vídeo de “um minuto” com o conceito!!

Ler o que escrevo aqui, compreender  o conceito e o caminho  a ser seguido para tornar-se mais aberto,   é fácil.  Agora… vai praticar !!! (rs) 

Imagine você observando uma cena:  uma pessoa mais jovem ou uma pessoa com  apenas outros tipos de mentalidades,  dona de  jeitos de pensar e agir…  muito diferentes dos seus.   Imaginou?   Consegue recordar-se de alguma situação real que viveu nesse sentido?

Agora,  cá entre nós,  honestamente,  o que foi que você pensou nesse momento? 

“Nossa! Que falta de experiência!!”
“Ele é novo,  ainda tem muito chão,  vai aprender.”
“Esse comportamento é próprio da adolescência. “

Ao deixar-se levar por  esse tipo de pensamento de reação automático,  obviamente baseado nas convicções já arraigadas e nos conhecimentos já solidificados,    impede-se de “aproveitar”  a situação com outras perspectivas.    Limita-se o aprendizado,  além de,  eventualmente, subestimar o conteúdo, o valor do outro.
Se acha superior,  ou melhor?? 😳

Mas espere…   tenho um adendo…   A experiência,  as convicções são ativos importantes da nossa vida,  nos enriquecem e ajudam a discernir sobre as escolhas que fazemos,  o que queremos viver e ser,  como queremos encaminhar a vida….  “SE” queremos realizar mudanças ou não.  O ponto importante desse dedo de prosa é:  estar aberto a conhecer paradigmas diferentes,  adotar o modelo  de aprendiz  – de  “aprender a aprender,”  a abri-se para o novo,  ampliar a diversidade pessoal,  ampliar os saberes…

Pense nisso!!

Até mais..

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bons modos ajuda?

  • Você foi convidado para uma entrevista de emprego numa empresa que admira e gostaria muito de trabalhar mas chegou atrasado. O que isto sugere?
  • Uma pessoa que você gosta muito e que pontualmente tem colaborado com você em muitas iniciativas lhe escreve um e-mail e você não responde. Ou demora a fazê-lo. O que pode denotar?
  • Um amigo lhe pede algo e você simplesmente, desconsidera. Age como se não tivesse pedido. Ele é mesmo seu amigo?
  • Você conseguiu agendar uma reunião com uma pessoa que gostaria de conversar há muito tempo. Foi difícil que desse certo. De repente, você está lá esperando e o “fulano” não aparece e também não avisa. Ainda que exista a facilidade atual dos celulares e mensagens instantâneas para justificar uma ausência ou para explicar uma adversidade… O que você pensa?

São circunstâncias que acontecem com muita frequência e que, embora pareçam pequenas ou corriqueiras, carregam um significado na conduta. Desconsideração, desinteresse, desrespeito e outros tantos..

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Tenho conversado mentalmente com o Prof. Scott Galleway enquanto avanço na leitura do seu livro “A Álgebra da Felicidade”. Em alguns momentos retruco – no bom sentido – o que ele diz, em outros sinto que estamos na mesma página pois me vejo concordando totalmente com as posições dele. Um dos itens que especialmente me chamou a atenção foi o relato sobre a entrada de um aluno desconhecido, atrasado em uma hora, na sala de aula em que ele era professor. Contou que pediu que ele saísse dado o avançar da hora. Até então, o novato não conhecia as regras do professor, sobre a tolerância de quinze minutos. O fato é que este episódio deu origem a uma troca de e-mails entre aluno e professor, ambos com feedbacks acerca do ocorrido. Estas mensagens tornaram-se públicas, obviamente porque na internet tudo pode ser conhecido em questões de segundos. O conteúdo rendeu adesões aos posicionamentos dos dois lados. Milhares de leituras.

Eu aprecio a liberdade de colocação e posicionamentos e vi com muito bons olhos que os dois tenham manifestado seus pontos de vistas. Independente de estarem certos ou não. O fato é que se pronunciaram frente ao descontentamento e visão individual. Esta interação promoveu aprendizados a todos os envolvidos, inclusive a escola, os colegas, os pais.

Consenti com o professor no seguinte aspecto: ele recomenda que minimamente façamos as coisas fáceis que estão ao nosso alcance, sem pestanejar: chegue cedo, tenha bons modos e dê continuidade.

Isto é absolutamente fácil e denota respeito, consideração com as outras pessoas. Um indivíduo maduro, com boas qualidades, inteligência social e comprometido com suas responsabilidades, normalmente observa essas pequenas grandes coisas nas suas atuações e relacionamentos.

O professor esclareceu ainda que estas recomendações partiram de episódios em que ele perdeu oportunidades e negócios por ter atuado de forma errada. Ou seja, aprendeu com os erros e compartilha para que outros não precisem passar por isso de forma similar.

Bons modos, por mais que sejam básicos e fáceis, nem sempre são observados pelas pessoas.

Stay awake!!
Até mais, Darlene

#conduta, #desenvolvimentohumano, #mentoria, #darlenedutra, #humanidades, #capacitaçãoprofissional, #liderança, #profissão, #trabalho,

A odisseia de Jacques-Yves Cousteau – filme

Filme de 2016 exibido no Prime Vídeo retrata uma parte das experiências de vida do cineasta francês Jacques-Yves Cousteau (Lambert Wilson), um explorador da vida aquática. Um aventureiro visionário que deixa a vida tradicional para morar e viajar no seu navio Calypso, em busca de descobertas.

Dado o seu principal foco e dedicação intensiva ás aventuras e pesquisas marítimas colecionou dificuldades em outros aspectos de sua vida: a relação com a esposa e os filhos. Desafios que precisou superar ao longo do tempo e vivências.

 A Odisseia

Obviamente deixou um legado e ficou mundialmente conhecido pelo seu trabalho e expedições. inventou escafandro autônomo e revelou ao mundo, através de livros e filmes, o universo oculto do oceano. Sua obra mais famosa foi “O mundo silencioso”, pela qual recebeu prêmios.

As suas preocupações e lutas pela preservação ambiental foram marcadas de conquistas e uma de suas mais importantes bandeiras.

Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos.
Então levamos mais alguém. E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos. E em duplas, passamos a ter equipes, e estas passam a ser cada vez maiores e mais unidas.

E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos. E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos. E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos. Faz de nós, mergulhadores.

Jaques-Yves Cousteau

Resultado de imagem para jacques cousteau

Algumas informações adicionais:

Esteve com sua expedição na Amazônia em 1982, percorrendo os 6.800 quilômetros da floresta tropical por terra, água e ar e levantou debates sobre o futuro da biodiversidade e do desmatamento da região. Em 2007 um de seus filhos retornou à região para observar as mudanças ocorridas desde o filme original.

Segue anexado o link de um vídeo desenho que retrata uma entrevista com Jacques Cousteau in 1978, feita por Roy Leonard na Rádio WGN Radio (link youtube). Ele tinha 65 anos e fez uma importante observação acerca da idade quando foi questionado a respeito disto. Um exemplo de que a idade não tem relevância quando a disposição e o propósito são guias mestres.

Informações de suas invenções no artigo da Revista Super Interessante – https://super.abril.com.br/historia/o-homem-que-inventou-o-fundo-do-mar/

Se, por qualquer razão,
uma pessoa tem a oportunidade de levar uma vida extraordinária,
ela não tem o direito de guardá-la para si.

Jacques-Yves Cousteau

Enjoy..

Darlene

Afinal, o que é um cientista?
É um homem curioso olhando por um buraco de fechadura,
o buraco de fechadura da natureza, tentando saber o que está acontecendo

Jacques-Yves Cousteau

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Do livro: A álgebra da felicidade

Você não é Bill Gates, nem tampouco Steve Jobs. Então estude. Faça isto e se posicione na casta de pessoas habilitadas a ter melhores resultados. Trabalhe muito e se quiser ter um ganho importante escolha estar numa cidade grande. Os seus estudos e o contexto em que se encontra já lhe darão uma boa largada para resultados financeiros.

Equação: QUALIFICAÇÃO + CEP = DINHEIRO.

Esta é mais uma das visões do Professor Scott, autor do livro A Álgebra da Felicidade. Fiz recentemente um post sobre ele. Hoje a proposta é esticar um pouco mais este conteúdo. Então se você não leu a primeira postagem talvez seja interessante fazê-lo para favorecer o entendimento.

Simplificando algumas de suas considerações:

  • Trabalhe duro e consiga estabilidade econômica, mas não deixe de identificar as coisas que lhe dão alegria, te trazem satisfação e invista nelas.
  • As coisas que você curte acrescentam à sua personalidade.
  • Invista cedo e frequentemente. Não é economia , é uma mágica. Coloque, coloque, coloque e só tire depois dos 40 anos.
  • Somente salário não será suficiente para segurança financeira. Vá poupando e investindo em ações, ativos. E tente não colocar tudo num único tipo. Diversifique.
  • Ser rico é ter renda passiva maior que seu custo. (?!?!?!)
Imagem de Free-Photos por Pixabay

Até aqui o foco do autor está na produção enquanto jovem e na acumulação de dinheiro. Mas ele diz que assim como você investe em dinheiro é preciso investir em seus relacionamentos. E completa:

  • Nada supera o vínculo entre mãe e filho.
  • Tire muitas fotos e envie mensagens aos amigos. Fale com velhos amigos sempre.
  • Diga ao máximo de pessoas possível que as ama.
  • Beba menos. As substâncias atrapalham seus relacionamentos.
  • Invista em experiências ao invés de coisas.
  • Ofereça conforto a alguém que você ama no final de sua vida.
  • Um dos segredos dos relacionamentos saudáveis é o perdão. Perdoe os outros e você mesmo.

Felicidade = Família

“Em uma métrica de desempenho, as pessoas mais felizes são aquelas em relacionamentos monôgamicos que têm filhos.” ele menciona.

Sobre o sucesso e o fracasso a recomendação é não subestimar o valor de aprendizagem e da capacitação. Não seja tão duro consigo mesmo e perdoe-se.

Estes são pontos simplificados da primeira parte do livro. Espero que tenha sido útil pra você.

Até sempre,

Darlene

#algebradafelicidade, #darlenedutra, #scottgaleway, #felicidade, #desenvolvimento humano, #development, #humandevelopment, #book

O filme “Breathe”

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Com o título brasileiro ‘Uma razão para viver’, o filme de 2017 retrata a vida do jovem britânico Robin Cavendish, interpretado por Andrew Garfield, que contraiu o vírus da pólio* no Quênia em 1958, enquanto viajava a trabalho. Tinha acabado de se casar com Diana (por Claire Foy) e sua esposa, uma bela mulher já esperava pelo seu filho. Um par harmonioso e alegre.

Naquela época, década de 60, havia um grande medo da poliomielite. Um bicho desconhecido e que deixava as pessoas com alto grau de deficiência, levando-as à morte rapidamente. Ao se deparar com tamanha adversidade sua esposa demonstrou sua enorme força e coragem. Nutriu de forma surpreendente o amor e afeto entre eles.

“Robin Cavendish lutou pelo valor da vida. Lutou para que a vida tivesse sabor e
riqueza, e não fosse apenas sobrevivência.”

Andrew Garfield

As pessoas reagem de muitas formas diferentes diante de problemas significativos. E as suas escolhas no encaminhamento das questões podem mudar tudo.

A película aborda as características de pessoas que possuem o gosto por viver, que escolhem as mudanças, que não se paralisam nem se acomodam diante das dificuldades. Verdadeiros inovadores. Já naqueles tempos. Muitas das tecnologias a que temos acesso hoje foram frutos de mentes que agiram com esses atributos. Que não se contentaram com o status quo. Que não se acomodaram com o NÃO.

Graças ao empenho de muitos cientistas e instituições hoje há pouquíssimos casos desta doença no mundo. Houve uma efetiva erradicação da pólio.

A linha do tempo abaixo oferece uma boa visão da trajetória (base eua) da ciência nesse assunto:

 Gráfico com texto e imagens mostrando datas significativas relacionadas à poliomielite nos EUA (Depto. de Estado/H. Efrem)
do site share.america.gov/pt-br/como-os-eua-venceram-a-polio

O produtor do filme foi o filho de Robin e Diana, Jonathan Cavendish. Uma homenagem aos pais e uma promoção do trabalho da organização na erradicação da paralisia infantil.

Esta história cheia de boas lições pode ser vista no prime vídeo.

*Da wikipedia – A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença infecciosaviral aguda transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pela via fecal-oral.[1] O termo deriva do gregopoliós (πολιός), que significa “cinza”, myelós (µυελός “medula”), referindo-se à substância cinzenta da medula espinhal, e o sufixo -itis, que denota inflamação,[2] ou seja, inflamação da substância cinzenta da medula espinhal. Contudo, algumas infecções mais graves podem se estender até o tronco encefálico e ainda para estruturas superiores, resultando em polioencefalite, que provoca apneia, a qual requer ventilação mecânica com o uso de um respirador artificial.

#breathe #filme #polio #poliomielite #ciencia #pesquisas #vacinas #inovação #desenvolvimentohumano #coragem #darlenedutra

A álgebra da felicidade, do professor maluco

Na infância conviveu com diversas situações de família e com recursos limitados. Na juventude não teve um histórico acadêmico e pessoal considerado exemplar: notas baixas e dispersões. A partir de algumas influências como a namorada, amigos, colegas de quarto e professores encontrou um caminho de realização.

Dono de um histórico diferente. Não tradicional. Não usual. O professor da Stern of Business da Universidade de Nova York, Scott Galloway se reconhece como “o professor maluco”. Seus trabalhos e resultados têm repercutido por meio de suas empresas, livros e palestras. Sua trajetória foge um tanto de rotas mais conhecidas e ditas como “de sucesso”. Coloco entre aspas porque sucesso é relativo e um conceito que difere entre as pessoas e seus valores.

Sobre a felicidade nisto tudo. Menciona ele que a partir de uma depressão que o levara por vezes a buscar terapias e medicamentos iniciou sua busca pelo tema felicidade. A esta altura já tinha saído de empresas, teoricamente com bons resultados. Também saiu de um casamento tendo se mudado de cidade, indo viver em Nova York, onde começou a lecionar.

É dele a frase: “Receber conselhos de vida de um professor deprimido e louco pode não fazer sentido. Mas fiz minha lição de casa…” As descobertas lhe renderam um livro chamado de A Álgebra da Felicidade, onde ele reúne e estrutura os aprendizados que obteve.

Alguns de seus assinalamentos iniciais, de forma “simplificada” :

a) Trabalhe enquanto é jovem – dos 20 ao 40 anos é momento de trabalhar muito. Não tenha dúvidas e ilusões com relação a isso. A felicidade o espera adiante.

b) Equilíbrio entre carreira e o resto é mito. É uma questão de prioridade e escolhas Se quiser sua segurança e liberdade financeira, não há que se pensar em equilíbrio durante sua fase produtiva.

c) Não há nada fácil. É preciso se esforçar. MUITO.

d) Seja rápido. O mundo não é para os grandes e sim para os ágeis.

e) Tenha uma estratégia e seja persistente.


A decisão mais IMPORTANTE ?

De acordo com Scott uma das maiores decisões da vida de uma pessoa não é sobre o que ou onde irá trabalhar, mas quem irá lhe acompanhar pelo resto da vida. A escolha de um(a) bom(a) companheiro (a), para dividirem a vida, alguém com quem você se irá importar, cuidar, com quem queira transar, que ameniza as imperfeições (porque elas existem sim) e que aumente o brilho pela vida.

Ter o melhor trabalho, o maior sucesso não quer dizer ter uma vida feliz. Não quer dizer que o dinheiro ou o nível de realizações profissionais não traga satisfações. Mas que ter boas e saudáveis relações fazem parte da sua construção emocional. Em geral as pessoas que tem um companheiro para dividir, sejam as lutas ou as conquistas, são mais felizes. Aqui faço um parênteses para uma frase Logosófica que aprendi há muitos anos e que vive acordada na minha mente: “alegria ou se compartilha ou se perde.”. Do que adianta ter conquistas se não puder compartilhá-las com as pessoas que gosta?

Na experiência e aprendizados relatados pelo autor, a escolha do seu par é uma equação de três variáveis:

❤️ + V + 👜 = P2 (paixão, valores e dinheiro) – onde as melhores parcerias amorosas são baseadas em afeição e sexo, alinhamento de valores na vida e uma boa combinação na abordagem financeira (expectativas e abordagem).

Considerei uma abordagem bastante simplificada e objetiva a que ele deu ao tema, mas não discordo de que esses elementos da equação são realmente muito relevantes, dentre outros muitos aspectos que envolvem as relações de casal.

Até aqui fiz um breve apanhado de pontos iniciais do livro. Seguirei com outros novos em outras postagens para refletirmos juntos sobre a “álgebra da felicidade”, na visão de Scott. Deixe aqui suas visões e comentários a respeito.

Até sempre,

Darlene

Sobre “A escavação”

O filme “A escavação” adaptado do romance (The Dig) do escritor e jornalista John Preston, dirigido por Simon Stone foi disponibilizado recentemente pela Netflix. Relata a história ocorrida em 1939 de uma viúva inglesa de nome Edith (Carey Mulligan) que pressentia a existência de algo incomum em suas terras. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial contratou um arqueólogo autodidata Brown (Ralph Fiennes) para lhe ajudar na pesquisa e escavação. 

A Escavação

Aproximados pelos interesses intelectuais embora de classe social distinta – o que para a época era estranho aos ingleses – encontraram caminhos de convivência e afeição recíproca. A consideração humana demonstrada na relação, em detrimento do desnível social, foi notável e diferenciada para a época.

Traz à tona a bela finalidade da arqueologia – ciência não muito divulgada, com exceção dos momentos de achados surpreendentes, e que estuda as culturas e os modos de vidas das sociedades ao longo dos tempos. Nessa história recuperaram tesouros do mundo anglo-saxão. Riquezas de 1939 encontradas no condado inglês de Suffolk resgatam o passado da Alta Idade Média – (séc V a X).

O escavador ressalta que capacitação e conhecimento não dependem exclusivamente do sistema de ensino. Uma boa dose de interesse e curiosidade pela vida pode ser uma alavanca fabulosa ao apetite intelectual. Com as atuais ferramentas digitais essa perspectiva toma ainda outros vultos. A educação vive uma ruptura e uma transformação importantes do seu modelo tradicional de “fábrica”. ( tema para outra postagem).

foto de @patriciaparenza post

A nota do filme só não é maior por não considerar uma atriz com a mesma faixa etária da inglesa Edith Pretty, que tinha 56 anos quando tudo aconteceu. O cinema ainda apresenta desafios importantes no que se refere ao ageísmo. Preferem uma atriz nova (35 anos) e envelhecida pela maquiagem do que uma atriz mais velha.

Enfim, uma bela história. Vale a pena assistir.

Até!!

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Rótulos nos deixam burros

by Filipe

“Você é muito mais legal do que eu pensava.”

Um amigo de um amigo me disse na semana passada, depois de sair por algumas horas. Quando perguntei, ela me disse que esperava que eu fosse chato e desinteressante por causa do que faço para viver. Nossa interação havia começado algumas cervejas antes com as perguntas clássicas: O que você faz? De onde você é? Onde você estudou? Após 7 segundos de conversa, e como todos costumamos fazer, ela me estereotipou com base nas respostas.

Foi um exemplo da rapidez com que atribuímos rótulos e como eles influenciam a forma como navegamos no mundo.

Uma das barreiras mais sorrateiras e poderosas ao aprendizado é essa tendência de atribuir rótulos automaticamente a coisas e pessoas, inclusive a nós mesmos. Impede-nos de ter discussões frutíferas sobre certos tópicos, de avaliar criticamente uma ideia ou argumento e de mudar nossas opiniões e comportamentos.

Mas como?

Isso nos impede de assumir a perspectiva do outro lado.
Eu sou ateu. Você é um bispo. O tema para discussão é a importância da religião no século 21. O objetivo é ter a discussão mais produtiva possível. As chances de alcançar esse objetivo seriam maiores se compartilhássemos nossas identidades antecipadamente? Ou se não?

Aposto que é o último. Mesmo se formos as pessoas mais equilibradas e tivermos bebido duas xícaras de chá de camomila antes de discutir, é provável que não tenhamos uma discussão mais empática. Por quê? Porque se estamos nos apresentando como ateus e bispos, a religião (ou a falta dela) provavelmente está enraizada em nossas identidades.

Quando discutimos um tópico enraizado em nossas identidades, é difícil evitar não defendê-lo, especialmente se nossa identidade for conhecida publicamente. A defesa de nossas identidades grita por ser parcial, tornando mais difícil considerar perspectivas alternativas, independentemente de quão sólidos sejam os argumentos. Uma observação feita por Paul Graham.

É necessário considerar perspectivas alternativas para refinar pensamentos e opiniões. Os rótulos tornam isso mais difícil porque sutilmente se tornam parte ou quem somos.

Paramos de pensar por conta própria.
No dia-a-dia, recorremos aos especialistas, às autoridades, porque não podemos verificar tudo. Não há tempo suficiente para pensar em todas as camadas por nós mesmos. Portanto, rotulamos alguém ou alguma organização como autoridade e começamos a confiar nossos julgamentos a eles. Isso é normal. E necessário.

O problema é que exageramos. A ponto de não checar o básico ou mesmo desconfiar do nosso próprio julgamento. Atribuímos o rótulo de autoridade muito rapidamente e, quando o fazemos, é difícil retirá-lo.

Digamos que a Coca é seu refrigerante favorito. Você experimentou um refrigerante local uma vez e não foi tão bom. Algumas pessoas dizem que têm o mesmo gosto, mas não para você. Afinal, é Coca. Um dia, em uma prova cega entre os dois, você perde 8 em 10 xícaras. Você pode realmente dizer que gosta mais da Coca?

Uma bebida deve ser avaliada pelo seu sabor. Uma opinião por seus argumentos. E uma música sobre como isso te faz sentir. A marca da bebida, a pessoa que compartilha a opinião ou o músico que toca a música não devem importar. Mesmo assim, nós automaticamente optamos pela Coca, confiamos cegamente na opinião do famoso cientista e imediatamente gostamos de qualquer música nova de nossa banda favorita.

Sempre submetendo-nos à autoridade, (grifo meu) paramos de verificar o que podemos e devemos verificar. Paramos de julgar o que podemos julgar. Paramos de provar os refrigerantes locais do mundo e, de repente, estamos compartilhando artigos depois de ler apenas o título, porque o autor é aquele conhecido cientista de Harvard.

Pensar por conta própria é necessário para aprender. A adoção (de outros julgamentos) deve ser feita com cuidado. Portanto, deve-se rotular alguém como autoridade.

Por que rotulamos pessoas e coisas?

Precisamos agrupar coisas para poder operar.
Não podemos acompanhar cada coisa individual que acontece em nossas vidas. Não temos espaço de armazenamento suficiente ou capacidade de processamento para recuperá-lo. Para lidar com as coisas, nós as organizamos – qualidades, grupos, tipos, contas e assim por diante.

Estes são professores e aqueles são médicos. Estas são as bolas desportivas e estas são as cervejas belgas. As vendas acumuladas tornam-se receitas. Libertário. liberal. Fã de esportes. Semi-religioso. Heterossexual. Conservador.

Esses “grupos” não significam exatamente a mesma coisa para todos, mas, em média, eles são direcionalmente consistentes. Ao organizar as coisas, tornamos as interações eficientes. A desvantagem é que perdemos detalhes, cores, variabilidade.

Para assuntos triviais, essa simplificação é positiva. Para tópicos complexos, concordar com os conceitos básicos e suposições é quase um requisito para ter uma conversa frutífera. Como estamos acostumados a reduzir as coisas a um nome e a eficiência é o nome do jogo atualmente, não perdemos tempo para fazer isso. Como resultado, discussões saudáveis ​​sobre tópicos importantes se tornam mais raras. No longo prazo, nossas opiniões se tornam superficiais.

Temos uma tendência embutida de dicotomizar

Vemos dicotomias em tudo. Rico e pobre. Simples e complexo. Bom e mau. Parece fácil e intuitivo entender as coisas vendo seu contraste. Na realidade, para a maioria dos tópicos, há um espectro. Contexto, nuance e detalhes são importantes.

É muito mais fácil para alguém dizer que é politicamente inclinado à direita ou à esquerda do que descrever que, para assuntos específicos, tende a concordar com a esquerda, para políticas específicas tende a concordar com a direita e, ainda, para outros assuntos que não. não sei o suficiente para ter uma opinião. Esta combinação específica de preferências não tem nome. É pessoal, exige esforço para explicar, então as pessoas apenas dizem que estão [escolha à direita ou à esquerda] para levar a conversa adiante.

Ao dicotomizar, aceleramos o processo de rotulagem.

Temos uma necessidade quase irresistível de pertencer

Somos animais sociais. Queremos fazer parte do grupo, ser bem vistos, ser respeitados. Racionalmente, na maioria das vezes, não devemos nos preocupar com o que as outras pessoas pensam de nós. Mas, emocionalmente, sim.

Os grupos que escolhemos têm denominadores comuns. Se alguém disser que ele é vegano, você instintivamente assume algumas coisas sobre ele. Se ele for vegano, advogado corporativo e libertário, você teria uma imagem um pouco diferente.

As mesmas suposições que fazemos sobre outras pessoas são aquelas que fazemos ao escolher nossos grupos. E ao adotar o rótulo de um grupo nos tornamos parte do grupo.

O problema de dizer que SOMOS algo ou parte de algo é que passamos a defender os interesses do grupo. Com isso, mostramos que merecemos fazer parte do grupo. Ei, estamos lutando juntos aqui!

Como nosso amigo gosta de ser um libertário vegano, se você disser a ele que comer carne é essencial para uma boa saúde ou que o mercado livre não é a resposta para tudo, é menos provável que ele converse sobre esses tópicos com você. Se ainda o fizer, é provável que tente defender suas escolhas sem ouvir abertamente sua opinião. Por quê? Porque mesmo que você tenha argumentos sólidos, ainda é emocionalmente caro ir contra o grupo que ele defendeu por tanto tempo.

Por fazer parte de um grupo, ficamos mais resistentes a mudar nossas opiniões, o que é necessário para manter a honestidade intelectual.

Quando os fatos mudam, eu mudo de ideia. O que você faz, sir?
John Maynard Keynes

Como evitar as armadilhas da rotulagem?

Minimize nossos próprios rótulos.
A linguagem é importante. Atribua rótulos apenas para coisas que são permanentes. Eu sou pai. Mas eu não sou um libertário. Eu tendo a concordar com as visões libertárias.

Quanto mais rótulos você tem para si mesmo, mais burro eles o tornam.
Paul Graham


Lembre-se de nossos instintos ao discutir com outras pessoas

Seja mais matizado ao expressar opiniões e preferências. Falar sobre uma política específica de um congressista de direita, compartilhar por que você acha que é apropriado e onde podem estar os pontos fracos em potencial é melhor do que apenas ser da direita. O último é como dizer que você gosta de comida europeia. Isso realmente não significa nada.

Compartilhe sua incerteza para evitar a dicotomização. Você não precisa defender que suas opiniões estão 100% certas. Você pode estar 70% confiante de que algo está certo. Ao compartilhar sua incerteza, você convida pessoas para a discussão. Eles são mais propensos a compartilhar os deles. Então, não é mais sobre quem ganha.

Não comece uma discussão defendendo sua posição. Comece definindo os termos e identificando suposições. Provavelmente encontrará um terreno comum para começar e evitar posições excessivamente defensivas, o que pode matar uma discussão. Melhores discussões, melhor aprendizado. Uma implicação prática é que você provavelmente discutirá tópicos complexos com menos frequência. Se não houver tempo suficiente ou as pessoas não estiverem dispostas a voltar aos blocos de construção, não perca seu tempo. Pessoas gritando suas posições de cada lado não é uma discussão.

Concentre-se na mensagem, não no mensageiro

Aumentar o nível de confiança em um tema proporcionalmente ao esforço investido para verificar suas afirmações. Não confie cegamente em tudo o que o cientista experiente diz e não descarte tudo o que uma pessoa aparentemente analfabeta diz. Aumente sua confiança pensando por si mesmo. Uma implicação prática é que você provavelmente diminuirá sua confiança na maioria dos tópicos. Quanto à maioria dos tópicos, tendemos a adotar (de outros). Eu não vi desvantagens nisso ainda.

Depois do encontro “Você é muito mais legal do que eu pensava”, estou experimentando abordagens diferentes ao conhecer pessoas. Para evitar que minha mente rotule a pessoa imediatamente, estou evitando as perguntas normais (O que você faz? De onde você é? …). Não quero perder a oportunidade de aprender coisas mais interessantes sobre a pessoa que estou conhecendo.

Aqui está uma que tenho perguntado recentemente: Como você está gastando seu tempo atualmente? A grande variedade de respostas ainda me surpreende.

Filipe Dutra Nunes

fonte original traduzida com ferramenta automática:
https://www.almanaque.blog/post/labels-make-us-dumb

#humanbehavior #conhecimento #comportamento #comportamentohumano #humandevelopment #desenvolvimentohumano #psicologia #psycologhy #darlenedutracoach #darlenedutra #filipedutranunes #konwlegde

Banquetes públicos

A reportagem apresentada pelo site Metrópoles.com sobre os gastos de 2020 em alimentos pelo poder executivo me deixou com uma bola no estômago. Ao ler a matéria recapitulo na memória o 2020 terrível marcado pela covid-19 e vejo uma luta insana de pessoas para salvar vidas e muitos não sobrevivem. Por outro lado me deparo com estas informações sobre a festa da máquina pública.

Gastar 1,8 bilhão em alimentos é ultrajante. Quinze milhões especificados em “leite condensado”. É sério isso? É de amargar qualquer sobremesa. Se eu estiver certa nas minhas contas este valor significa o atendimento a 3.000.000 (três milhões) de pacotes no valor de 600 reais como auxílio pandemia. Arrisco sugerir que confiram a conta de restaurantes de políticos em Brasília e verifiquem o valor das garrafas de vinho listadas.

O banquete – verdade cristã
Foto- Google – wordpress

Copio aqui um parágrafo da mencionada reportagem:
“Levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base do Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia, mostra que, no último ano, todos os órgãos do executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos – um aumento de 20% em relação a 2019. Para a reportagem, foram considerados apenas os itens que somaram mais de R$ 1 milhão pagos.”

Conclamo o Tribunal de contas da União ou Ministério Público federal para ação. Que o órgão mais funcionalmente apropriado faça uma avaliação destas contas. Isto está correto? É ético?

Os brasileiros trabalham uma vida inteira e pagam sua feira. Alguns com muito sacrifício. Hoje, logo as seis da manhã sai pra fazer minha caminhada e na esquina já estava a vendedora de bolos no seu esforço diário. A conta do caixa do supermercado de todos os trabalhadores não é pago pelo poder público. Por que os brasileiros, que arcam com seus altos impostos, precisam comprar a comida de empregados públicos do executivo? Eles não deveriam se alimentar do seus próprios e gordos salários como todo trabalhador ? Que façam a vaquinha / caixinha dos seus bolsos para seus banquetes.

Por favor!!!

Darlene Dutra

fonte da notícia : https://www.metropoles.com/brasil/mais-de-r-18-bilhao-em-compras-carrinho-do-governo-federal-tem-de-sagu-a-chicletes

“A indignação é uma forma de transformação.”
Monja Cohen em Jornal O Globo.

#covid19 #gastospublicos #orçamentopublico #contribuinte #banquetespúblicos #publicbudget #manifesto #istoéerradosim #táerrado #executivobrasileiro

perdas…

Foi em 2019. Ainda não estávamos na fase da pandemia. Ao presenciar  tantas perdas recentes me lembrei desta passagem … deste sentimento. Reposto. Espero que curta.

Tudo aconteceu há mais de trinta dias e durante todo esse tempo eu não tive coragem de lhe escrever embora tivesse vontade. Faltavam-me as palavras. Eu não sabia o que dizer nesta circunstância. Tinha certeza de que ele não estaria nada bem. Soube de sua enorme tristeza. Queria que ele soubesse que eu estaria ali à disposição, consternada por ele, pelo que houve, pela sua enorme perda. Os poucos momentos e oportunidades que tivemos juntos há alguns anos atrás foram suficientes para eu guardar um sentimento de afeto e carinho por ele.

Reuni as palavras e teclei enter.

” A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas. ”
autor desconhecido

Eu me desmanchei ao receber como resposta uma linda e verdadeira declaração de amor. Parágrafos cheios de um sentimento nobre e genuíno. Frases de quem perdeu seu companheiro de forma abrupta e inusitada, de quem viu ir-se o…

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Morre lentamente

“Morre lentamente quem evita uma paixão…

Imagem de Лариса Мозговая por Pixabay

Morre lentamente quem não viaja. Quem não lê. Quem não ouve música. Quem destrói o seu amor-próprio. Quem não se deixa ajudar.… Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito. Repetindo todos os dias o mesmo trajeto. Quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão. Quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is” a um turbilhão de emoções indomáveis. Justamente as que resgatam brilho nos olhos. Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho. Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho. Quem não se permite. Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da “Chuva incessante”.
Desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o “simples” ato de respirar.

Estejamos vivos, então!”


Pablo Neruda

#morte #vida #neruda #escolhas #desenvolvimento #poesia

“Phubbing: o comportamento de não desgrudar do celular está acabando com relacionamentos”

“É como dar uma grande banana a seu (sua) companheiro (a).”

Resultado de imagem para celular no relacionamento

A tecnologia é uma ferramenta sensacional. Tem viabilizado transformações em dimensões inimaginãveis.  Quem me conhece sabe o quanto eu a aprecio (até demais).  Mas como tudo na vida é necessário utilizar adequadamente,  com equilíbrio.  Como diz o ditado “bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

Incômodo,  “desagrado” é o que sinto quando  presencio  o “desvio de atenção”, o “desprestígio” e até mesmo o “desrespeito”  provocado pelo uso indevido no convívio entre pessoas. Chega a ser, por vezes,  uma atitude deselegante, interrompendo raciocínios,  dedos de prosas,  olhares. Até mesmo filmes.  Eu mesmo já cometi deslizes desses em várias  situações. Tive a feliz  colaboração  de pessoas próximas e queridas. Acatei rapidamente o feedback (filhos).  O que me ajudou a pensar e me reposicionar.

A utilização massiva e desagradável ocorre não somente nos…

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Sobre Liderança Holística…

Compartilho com você um artigo escrito por Luah e Danilo doWalk & Talk Brasil. sobre uma nova visão do papel da liderança nos tempos atuais – a tão necessária liderança holística. Fiquei feliz em contribuir nesse tema, que gosto muito!!!

Transcrevo o artigo, na íntegra, do site EXAME:
http://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/lideranca-holistica/

O mundo está mudando para um cenário cada vez mais autêntico e múltiplo. Vivemos a era da macromudança.

E a liderança, como fica diante dessa transição?

PorDanilo e Luahaccess_time29 ago 2017, 08h20

(Rawpixel.com/EXAME.com)

O mundo está mudando, rumando para um cenário cada vez mais autêntico e múltiplo – diferente de todas as épocas anteriores. Como diz o filósofo, cientista interdisciplinar e prêmio Nobel da Paz Ervin Laszlo em seu livro “Um Salto Quântico no Cérebro Global”:

“Defrontamo-nos com uma nova realidade, tanto individual como coletivamente. A mudança se dá porque o mundo humano tornou-se instável e…

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Presença

“É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo…
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.”

Mario Quintana

#quintana #poesia #saudade #presença #vida #pandemia
#poema #marioquintana #darlenedutra #desenvolvimentohumano
#humanidade #humanities #humandevelopment #poetry #poemese

thx.. thx.. thx..

2020 foi um ano de muita escrita.
Um verdadeiro afago à alma.
Um caminho de expressão e conexão.
Leitores, escritores e seguidores de
37 países passaram por aqui.
Só tenho a agradecer !! thx, thx, thx …
Seguiremos juntos cuidando de expandir
nossos interesses e conhecimentos.
Por um mundo mais humano!!!

Que 2021 seja de muita saúde e fé a todos!!
Darlene Dutra

precioso tempo…

“Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.
Dirás que sangue é o não teres teu ouro
E o poeta te diz: compra o teu

Contempla o teu viver que corre, escuta
O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.
Enquanto faço o verso, tu que não me lês
Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.

Imagem de 5598375 por Pixabay

O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:
“Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas”.
Irmão do meu momento: quando eu morrer
Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:
MORRE O AMOR DE UM POETA.

E isso é tanto, que o teu ouro não compra,
E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto
Não cabe no meu canto.


Hilda Hilst

Toma a embalagem pelo conteúdo.

No Brasil das décadas de 50, 60 e 70 os carrões faziam o maior sucesso: Dodge Dart, Landau ou Studebaker. Eram coqueluches. Tão logo o primeiro Studebaker chegou na pequena cidade interiorana de Araxá foi adquirido pelo meu avô materno, um declarado apreciador das máquinas: motos, carros e caminhões em geral. Um sujeito simples e despretensioso, dono de uma bela história de vida e trabalho foi pauta de comentários maldosos alheios: “mas como ele pode comprar um carro se nem roupa pra vestir direito ele tem.” Sr. Domingos, o dono da concessionária, respondia a esses comentários com gosto: “sim, ele comprou e pagou à vista”.

Imagem de Lisa Larsen por Pixabay

Eu mesmo já entrei em shoppings caros e lojas sofisticadas vestida de forma simples e por esta conta sequer tive a atenção das vendedoras. Situações análogas sob o ponto de vista de “percepção” e que denunciam a cultura de valorização da imagem, da valorização do “TER” , do suposto “sinal aparente de riqueza”, e das condutas exercidas por um expressivo número de pessoas. Nada contra a posse de produtos e bens. O que trago aqui é o “valor” humano que se é dado mediante a sua “propriedade”.

Esta análise poderia ser ampliada a muitos outros caminhos de preconceitos, mas não é o caso aqui. Eu recordei de várias destas passagens e vivências ao ler um pequeno trecho do discurso feito por Mia Couto, num Instituto de Ciências e Tecnologia de Moçambique, publicado na integra no livro dele “Se Obama fosse africano?“. Ele compartilha muito bem sua visão desta cultura e da importância de promover mudanças.

Transcrevo parte do texto de Mia aqui:

“A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza. A nossa pobreza não pode ser motivo de ocultação. Quem deve sentir vergonha não é o pobre mas quem cria pobreza.

Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a ideia que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres.

Recordo-me que certa vez de quando fui comprar uma viatura em Maputo. Quando o vendedor reparou no carro que eu tinha escolhido quase lhe deu um ataque. “Mas esse, senhor Mia, o senhor necessita de uma viatura compatível”. O termo é curioso: “compatível”.

Estamos vivendo num palco de teatro e de representações: uma viatura já é não um objeto funcional. É um passaporte para um estatuto de importância, uma fonte de vaidades. O carro converteu-se num motivo de idolatria, numa espécie de santuário, numa verdadeira obsessão promocional.

Esta doença, esta religião que se podia chamar viaturolatria atacou desde o dirigente do Estado ao menino da rua. Um miúdo que não sabe ler é capaz de conhecer a marca e os detalhes todos dos modelos de viaturas. É triste que o horizonte de ambições seja tão vazio e se reduza ao brilho de uma marca de automóvel.

É urgente que as nossas escolas exaltem a humildade e a simplicidade como valores positivos.

A arrogância e o exibicionismo não são, como se pretende, emanações de alguma essência da cultura africana do poder. São emanações de quem toma a embalagem pelo conteúdo.”

Onde estão reais pobrezas? As pobrezas de espírito, as pobrezas de amor e afeto?
Que condutas podemos ter na nossa esfera de influência para contribuir nesta mudança?

Saudações,

Darlene Dutra

Bem só

“Me acostumei
A ocupar toda a cama ao dormir,
A não cozinhar aos domingos
E a voltar na hora que me der na telha.

Me acostumei
A não dar explicações
E fazer o que eu gosto.
Sem que ninguém me critique.

Me acostumei
A comer na meia noite.
E a ver os meus programas favoritos,
A cantar em voz alta
E dançar por toda a casa.

Me acostumei
A receber chamadas a cada rolê
E responder mensagens muito tarde,
A sair com amigos
E viajar um ou outro fim de semana.

Me acostumei
Ao cheiro do café de manhã.
E a andar descalça pelo jardim,
A demorar quando quero me arrumar
E cancelar encontros no último momento.
Só porque sim.

Me acostumei
A mim,
Às minhas coisas,
Para a minha vida
A ficar sozinha…

Relacionamentos são para te fazer aprender a não mais sofrer e saber que você pode e deve ser feliz também sozinha

E é simplesmente maravilhoso…”

Arnaldo Jabor.

Um dos lados bons da pandemia: somos mais adaptáveis do que pensamos

“Embora eventos estressantes nos tirem do jogo, nosso “sistema imunológico psicológico” tem o poder de se recuperar muito mais rápido do que se pensava anteriormente. Essa é a conclusão de um novo estudo que começou a rastrear um grupo de funcionários em meados de março, assim que os pedidos para ficar em casa começaram a entrar em vigor nos EUA. Depois que Covid-19 foi declarada uma pandemia global.

“Quando acontece um grande estressor, ele nos tira do nosso padrão. Sentimos que não temos controle e simplesmente não somos como nós normais ”, disse o coautor do estudo Trevor Foulk, professor da Escola de Negócios Robert H. Smith da Universidade de Maryland, em um comunicado à imprensa. “Sempre tendemos a pensar que só recuperaremos nosso senso de normalidade quando o estressor passar.”

Em vez disso, Foulk diz que a pesquisa de sua equipe descobriu que a “recuperação psicológica” de eventos intensamente estressantes pode começar enquanto ainda estamos lutando com a experiência.

O estudo acompanhou 122 funcionários, pesquisando-os várias vezes ao dia durante duas semanas sobre como a pandemia Covid-19 influenciou suas vidas. A pesquisa começou em 16 de março de 2020, apenas dois dias depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a Covid-19 havia atingido o status de pandemia global.

O estudo se concentrou na rapidez com que as pessoas encontram o caminho de volta a uma forma de “normalidade”, especificamente observando duas marcas da normalidade: “impotência e autenticidade”.

Consistente com o que a maioria de nós já experimentou, os participantes da pesquisa relataram altos níveis de impotência e inautenticidade durante os primeiros dias do estudo. A pandemia drenou o senso de controle de suas vidas, impedindo-os de participar das atividades e rotinas que informam a autopercepção.

Em apenas duas semanas, no entanto, os participantes começaram a encontrar o caminho de volta à normalidade.

“As pessoas se sentiam menos impotentes e mais autênticas – mesmo enquanto seus níveis de estresse subjetivo estavam subindo”, disse Foulk. “O ritmo no qual as pessoas se sentiram normais novamente é notável e destaca o quão resilientes podemos ser diante de desafios sem precedentes.”

Ironicamente, os participantes mais adaptativos neste estudo também foram os mais “neuróticos” pela definição psicológica padrão. Aqueles que experimentaram os níveis mais altos de “ansiedade, depressão e autoconsciência” no início tenderam a se recuperar em um ritmo mais rápido. Embora este estudo não consiga explicar o porquê, pesquisas anteriores sugeriram que o “neuroticismo saudável” pode resultar em mais vigilância e pró-atividade diante de eventos estressante.

No geral, a maioria dos participantes começou a se sentir normal muito mais rápido do que o esperado, relataram os pesquisadores.

Como este estudo se baseou em autorrelato, é limitado em termos de quanto pode nos dizer sobre como e por que as pessoas se adaptam a diferentes taxas de participantes, e também não pode nos dizer como continuou após o período de duas semanas. Mas o momento ideal do estudo fornece vislumbres de insights sobre o processo de adaptação a eventos sem precedentes.

“Ao contrário de grande parte da desgraça e tristeza que estamos ouvindo, nosso trabalho oferece um pouco de um raio de esperança, que nosso sistema imunológico psicológico começa a funcionar muito mais rápido do que pensamos e que podemos começar a nos sentir ‘normais ‘mesmo enquanto tudo isso está acontecendo.” acrescentou Foulk.

A pesquisa será publicada no Journal of Applied Psychology como parte de um pacote de estudos focados no trabalho e emprego durante a pandemia de Covid-19.”

o autor deste artigo é – David DiSalvo, também autor do livro best-seller “O que faz seu cérebro feliz e por que você deve fazer o oposto”, que foi publicado em 15 idiomas.


Texto traduzido do original em inglês – publicado no site da FORBES em 30 de julho de 2020 – no link: https://www.forbes.com/sites/daviddisalvo/2020/07/30/on-the-brighter-side-of-the-covid-19-pandemic-we-are-more-adaptive-than-we-think-finds-new-study/?sh=126709a21cc5


“sou o que soa”

Muito romântico ( CAETANO VELOSO do Brasil)

Não tenho nada com isso nem vem falar
Eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode espantar
E a seus ouvidos parecer exótica

Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu, não deu
Acho que nada restou pra guardar ou lembrar
Do muito ou pouco que houve entre você e eu

Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa eu não douro pílula

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
Com todo o mundo podendo brilhar num cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Noutras palavras sou muito romântico.

#artistasdobrasil #romântico #caetanoveloso #caetano #poesia #muitoromantico #souoquesoa #poesiasalva #poesia #caetanoveloso #livecaetano #muitoromantico #artistasdobrasil #romantico #caetanoveloso

liberdade, poder e responsabilidade

Tanto e em tão poucas palavras:

“Se você é livre precisa libertar outra pessoa.
Se você tem algum poder então seu trabalho é capacitar outra pessoa. ”


Toni Morrison (Escritora e Prêmio Nobel de Literatura)

#liberdade, #poder, #responsabilidade, #capacitação, #desenvolvimentohumano, #desenvolvimento, #vida,

Acalma a alma

Algo insiste por ser dito.
Entalado no peito incomoda. Chega a acometer o estômago.
As vísceras acordam com o turbilhão mental, emocional, o que seja.
É preciso tirar de dentro. Desafogar a alma.

Aí aquele pensamento fica alí, de vigília:
– Vai lá, diz ao mundo – o pequeno mundo que talvez te leia – o que te apoquenta.
Constatado o imbróglio (com i), tenta escrever. Pega uma taça, senta diante da tela. Dali desdobram-se estrelas, ideias, paixões e até segredos. Alguns explícitos outros nem tanto. O caminho toma seu rumo para o real , esculpido em palavras. Elas, as palavras, caem , tropeçam, gritam e por fim materializam o agonizante incômodo. Debruçam-se na tela, como se fossem pessoas na janela. Estão ai. Pra quem quiser ver, ler ou tentar entender.

Isso é a escrita. Muito mais que comunicação, a prática cumpre inúmeras finalidades: do auto desacato ao ato político. Da história, à declaração de amor. Uma verdadeira salvação.

Já dizia Emicida: “Do fundo do meu coração, Do mais profundo canto em meu interior, ô Pro mundo em decomposição, Escrevo como quem manda cartas de amor”

Há algo que insiste por ser dito. Dito não, escrito.
Acalma a alma é o meu mote pra 2021.
E a escrita que me ajude. Me salve!!!

Darlene Dutra

Aumente sua potência em 2021

Eita 2020 loooouco gente!!!!

Quem poderia imaginar o que passaríamos neste ano. Surpresas, incertezas, tristezas, milhares de vidas perdidas mundo afora. Confesso que aquele meu resumo anual e costumeiro do mês de dezembro está de ponta cabeça. Revirado. Motivos não faltaram para revisitar meus propósitos de vida, desejos, planos e projetos. Quero trazer aqui uma provocação – convite.!!!!!

À medida que contribuo para ampliar o percentual de “humanidades” por onde passo vou deixando minhas pegadas pelo mundo. Não me canso de aprender sobre como posso realizar mais e mais esta missão escolhida. No início pensava que deveria realizá-la por meio de projetos especiais. Grandiosos, relevantes. Hoje, alguns anos depois, compreendi que não se trata da envergadura da ação e que um simples sorriso é capaz de levá-la a cabo.

Em 2021 quero muito que as pessoas possam ver sua parte humana ainda mais potente, mais forte, mais vigorosa e ativa. Anelo colaborar nessa empreitada com um pequeno grupo, utilizando minhas habilidades e certificações em coaching, mentorias e experiências, por meio de um processo estruturado de acompanhamento mensal com interações e trocas. Como isso acontecerá? Serão onze encontros mensais e outros eventuais identificados durante o percurso e de acordo com as necessidades do conjunto.

Para que este projeto saia do papel e efetivamente atinja o objetivo de transformar as experiências das pessoas precisarei cumprir com alguns quesitos:
a) Número mínimo de pessoas ENGAJADAS em ampliar e realizar sua POTÊNCIA. Dispostas a pensar, elaborar e executar ações frente aos seus objetivos.
b) Comprometimento de conclusão do processo / compartilhamento de resultados.
c) Inscrições em dezembro.

Sempre penso que a iniciativa e ação são elementos fundamentais para realizarmos nossos objetivos. Aqui, estou eu exercitando exatamente isto.

Se estiver também na sua hora de dar um passo diferente, se quiser passar por essa aventura comigo me escreva – darlene.dutra@hotmail.com. Me conte suas motivações. Será uma alegria ter você nesta jornada!!

Até breve,
Darlene Dutra

Conformismo…. nahhh

Há poucos dias a publicação de duas mulheres que respeito me fizeram parar o que estava fazendo pra pensar. A primeira, uma dessas frases rápidas, sugeriu escolher bem as pessoas a quem se dedicar (com quem anda), os livros que lê e a maneira com que investe seu tempo. A segunda, de uma brasileira que mora nos Estados Unidos há décadas, após a separação no casamento lamenta ter que passar somente quinze dias do mês com os filhos e acaba de perder pessoas queridas dessa vida. Chama a atenção sobre o que importa.

A mente “farturenta” que é de movimentos passeia adoidado com esses dois insights. Aliás, como sempre. E o que ressalta hoje é principalmente sobre como tem sido a aplicação do meu tempo: pessoas, leituras, projetos … que marcas estão ficando pelo caminho.

Ao ver pessoas vivendo à revelia, urrando condutas indevidas, menosprezando e desrespeitando os demais, desigualdades de todo tipo, opressões veladas penso: e eu com tudo isso? Ouvi de uma conhecida um tempo atrás que para sobreviver a algumas intempéries, por vezes a melhor saída é fingir demência. Ahhhh exercício hercúleo esse!! Quando vejo algo de índole questionável normalmente me pronuncio. Tento escolher a forma e não significa que sempre acerto no jeito. Também não significa que estou certa ou tenho todo o conhecimento necessário para ter razão. Mas tenho posição e busco ouvir lados diferentes do meu. E isso não é fácil não. As vezes chateia, às vezes dói. Incomoda. A gente e os outros.

Por vezes me pergunto se vale mesmo a pena. De uma coisa eu sei: que continuo com meus estudos (especializações) e pesquisas no campo das ciências humanas e me vejo sempre escolhendo o lado de ser “ativa”. Isso tem lá seu preço.

Nesses momentos de autoanálise acabo me conectando conceitos como brio, dignidade, justiça e honradez. Não dá pra passar pela vida incólume não.

Boa semana e “força na peruca”.

Darlene Dutra

Por onde passa a experiência de escutar..

A gente fica triste e ou mesmo chateado quando há um “desentendimento” na experiência de troca com o outro, com nossos afetos mais queridos. Recordo de um professor do MBA dizendo que às vezes nossos entendimentos percorrem uma linha paralela aos do outro. E linhas paralelas nunca se encontram.

Escutar hoje em dia, em meio à cultura do rápido, da conhecença rasa tornou-se um desafio gigante.

O ato de sair da caverna, de escutar o outro pressupõe consciência, pressupõe um querer valioso, pressupõe abrir mão de estar sempre certo e cheio de razões.

Vamos combater a tristeza pelo caminho do conhecimento. “O conhecimento é o único bem verdadeiro que temos”, segundo Espinosa.

O ato de escutar pode ser transformador… o vídeo abaixo pode colaborar com essas reflexões.

“A mente e os pensamentos, por vezes, entram em estado de puro alvoroço. Por um motivo ou outro. Ou mesmo por motivo nenhum. Esse texto do Rubem Alves pode ajudar. Ele nos convida a um reposicionamento de imediato. Uma maior calmaria para alma. Como se fosse uma atualização de “setup” do modo “ouvir”.

Compartilho contigo e espero que também curta e encontre elementos de valor. Leia com calma, sem pressa, desfrutando das palavras.

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas – coitadinhas delas – entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise…) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia – a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada…“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg – citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino…“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós – como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a ideia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa – quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto… “

Rubem Alves, do Livro, (O amor que acende a lua, pág. 65.)

Patrocínio: www.pothum.com.br

Você pode mais…. sempre!

Sempre tive um interesse especial pelas questões humanas e pela gestão de pessoas nas experiências que vivi. Sei que podemos ser mais realizados e felizes do que normalmente somos… E isso me estimulou a realizar vários trabalhos nesse sentido!

Quem não deseja viver a realidade de relacionamentos pessoais e profissionais saudáveis, tornando sua vida mais plena? …mas o que isso significa?

Tenho aprendido que algumas das grandes bases da existência humana estão sustentadas no “coletivo”, ou seja na vida de relações: na família, nos amores, nos amigos, nos colegas, no trabalho. Na medida que cuidamos bem dessas bases podemos enriquecer a nossa trajetória, modificar nossa história.

O que vejo e é comprovado por vários estudos é que cada vez mais, estamos ficando individualistas, por várias razões.

De acordo com Bauman, um grande e respeitado sociólogo polonês, as relações escorrem pelo vão dos dedos. Ele disse ainda:

“Em nosso mundo de furiosa individualização, os relacionamentos são bênçãos ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Na maior parte do tempo, esses dois “avatares” coabitam – embora em diferentes níveis de consciência. No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos da ambivalência.”

SABER LIDAR COM ISSO É MESMO UM DESAFIO DO NOSSO TEMPO.

Uma das fontes de recursos para nos sairmos melhor nessas empreitadas é o autoconhecimento. Ele pode ser considerado o ponto de partida para um diálogo interno com maior profundidade e para que possamos promover as mudanças que gostaríamos de ver na nossa vida!

Daniel Goleman menciona claramente a necessidade de nos capacitarmos nas matérias da inteligência emocional, para nos administrarmos bem e também administrarmos nossos relacionamentos. Esse caminho pressupõe conhecer as próprias emoções e as dos demais, além de saber lidar com elas.

Captura de Tela 2017-07-06 às 14.17.25

Esse e outros temas eu trato na Jornada da realização, o 4TOUCH, um treinamento digital que idealizei para ajudar as pessoas.

Também tenho parte desse conteúdo no meu  ebook que chamei de   “Segredos de se relacionar”.  

Para receber informações das próximas turmas do 4TOUCH e receber o ebook, basta se cadastrar aqui e participar da nossa REDE!! 

Será muito bom ter você conectado por aqui!!!

até sempre,

Darlene

Conexões humanas – fundamentais para uma vida saudável

Há alguns anos optei por viver novos modelos de trabalho e criei uma oportunidade, transitei para um novo ciclo profissional. Habituada a determinados sistemas e modelos tradicionais de produção durante toda a vida o passo precisou de ingredientes como ousadia, coragem e determinação. Ouvi de uma diretora de recursos humanos na época que eu era uma pessoa de muita coragem ao ter aquela atitude e isto se tornou um reforço positivo para mim. Era isso mesmo que eu deveria fazer.

Eu sempre trabalhei em empresas rodeada de muitas pessoas. Equipes grandes. Interações nacionais e internacionais. Conheci tanta gente boa e interessante nesse caminho que não dá pra descrever. Isto tomaria mais de um livro de relatos. A mudança para o ciclo solo me causou, num primeiro momento, uma perda provisória. Chamo de um esvaziamento. Posso considerar que tenha sido um dos pontos mais críticos da transição: a redução significativa do contato humano, do tecido social tão costumeiro. Foi um sentimento intenso porque desde sempre gostei de gente, de trocas, das relações. Ao longo da nova experiência novos laços e modelos de relações foram sendo criados e a perda deu lugar a inovações nas formas de conectar outras pessoas.

Recentemente assistindo uma aula na especialização em neurociências, pude aprender sobre as químicas que percorrem nosso cérebro – com Paul Zak, PhD pelo Universidade da Pensylvania, e respeitado cientista no tema neuroeconomia – especialmente aquelas que geram e corroboram para nosso grau de satisfação na vida. A ocitocina, por muitos chamada de “fórmula da felicidade” ou é uma das responsáveis por essa repercussão positiva e produzida por nós em determinadas ocasiões. Ela cresce em situações de “convivência social”.

Os estudos científicos do Dr. Zak ao longo de muitos anos registram o nível dessa substância nos indivíduos em várias situações e contextos diferentes, inclusive em tribos ainda com costumes primitivas que vivem apartadas em lugares distantes. Alguns momentos sociais fazem com que este “hormônio do amor” aumente significativamente no corpo humano. Por exemplo, uma noiva teve o crescimento de 28% registrado após a cerimônia do seu casamento. Mãe, pai, noivo e pessoas próximas também tiveram seus percentuais acrescidos durante a experiência.

A produção de ocitocina também reduz o estresse cardiovascular, melhora o sistema imunológico e tende a aumentar a empatia, segundo o professor. Ao realizar estudos sobre o estresse, observou que pode manejar os estresse a seu favor, aprendendo a lidar com ele. O cérebro humano possui uma plasticidade e se adapta ao longo da vida mediante as experiências vividas. O aprendizado pode ser uma excelente ferramenta para a saúde mental se souber utilizá-lo.

Uma informação que considero relevante: 95% das pessoas produzem a ocitocina em situações sociais e coletivas. A exceção ocorre para alguns casos, patológicos inclusive, como os conhecidos psicopatas que não o produzem e nem se importam com o que fazem às outras pessoas para atingir seus objetivos.

De acordo com Zak, as pessoas que tem conexões sociais tendem a ter vidas mais longas e mais saudáveis. As pessoas precisam umas das outras. Nas palavras dele: “Somos seres fundamentalmente sociais. Somos feitos para nos conectarmos uns aos outros. ”

O autoconhecimento pode colaborar para criar uma vida mais saudável. A partir do momento em que a pessoa se conhece melhor e aprende sobre como ela funciona diante das situações aumenta a possibilidade de agir com mais consciência orquestrando devidamente seus comportamentos. Assim lidará melhor com suas necessidades e consequentemente construirá um viver melhor.

Até breve,

Darlene Dutra
Consultora estratégica
em humanização e negócios.

PS

Segundo a Wikipédia, a Ocitocina ou oxitocinona é um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na p90-hipófise posterior (Neurohipófise) tendo como função: promover as contrações musculares uterinas; reduzir o sangramento durante o parto; estimular a libertação do leite materno; desenvolver apego e empatia entre pessoas; produzir parte do prazer do orgasmo; e modular a sensibilidade ao medo (do desconhecido).[1][2]

#ocitocina #oxitocina #paulzak #zak #autoconhecimento #saudemental #felicidade #bemestar #estilodevida #vida #darlenedutra #comportamento #desenvolvimentohumano #humanbehavior #personaldevelopment #happyness #oxytocin #ciencia #amor #cience #neurocience #neurociência

Compreendendo a ligação entre o sono e a ansiedade

“As descobertas de pesquisas que sugerem que a perda de sono e a ansiedade estão intimamente ligadas foram apresentadas na Neuroscience 2018, uma conferência anual da Society for Neuroscience realizada em San Diego, Califórnia. As notícias não são todas terríveis, no entanto o evento deste ano ofereceu algum elementos baseados na ciência, juntamente com motivos de preocupação.

A neurociência continua se concentrando nos mistérios do sono (e sim, ainda é muito misterioso, apesar de sua onipresença na mídia) – não apenas os perigos de não conseguir o suficiente, mas a lista de papéis vitais que desempenha em nossos cérebros.

Imagem de Andreas Lischka por Pixabay

A pesquisa discutida no evento deste ano 2018 abordou uma série de descobertas, desde os papéis do sono na consolidação da memória até a remoção de lixo no tecido cerebral. Estamos aprendendo por meio de mais estudos a cada ano que o sono, incluindo cochilos bem posicionados, facilita a consolidação de informações do cérebro – movendo o carregamento da memória de armazenamento de curto para longo prazo e aprimorando sua acessibilidade para quando precisarmos. Sem dormir, a memória simplesmente não acontece.

Também aprendemos que o sono fornece ao cérebro um período inestimável de transporte de toxinas para fora do tecido neural por meio de um sistema complexo de remoção de lixo. Operando separadamente do sistema linfático do corpo, o aparato de eliminação de lixo do cérebro parece dependente do sono para funcionar corretamente. As ligações entre doenças neurodegenerativas como Alzheimer e o acúmulo de toxinas no tecido cerebral são excepcionalmente fortes, e a perda de sono é uma provável culpada.

Uma sessão de painel no evento deste ano chamado “Ameaças de privação de sono” destacou novas descobertas sobre a conexão entre perda de sono e ansiedade.

“A privação de sono não é o que geralmente pensamos que é”, disse o moderador da sessão Clifford Saper, MD, PhD da Harvard Medical School. Geralmente não é “ficar acordado 40 horas de uma vez”, mas sim gradualmente perder o sono ao longo do tempo.

Saper observou que a maior parte da privação de sono é mais especificamente a privação REM (movimento rápido dos olhos), referindo-se ao período de sono durante o qual o corpo fica mais relaxado enquanto o cérebro se torna mais ativo. Durante o ciclo normal de sono, as pessoas passam cerca de 20% do tempo em REM, mas o sono interrompido atrapalha o ciclo, com consequências para a memória, os sistemas nervoso e imunológico e muito mais.

A pesquisa apresentada durante o painel descobriu que a atividade cerebral após períodos de privação de sono reflete a atividade cerebral indicativa de transtornos de ansiedade. A amígdala – sede da resposta de luta ou fuga do cérebro – fica particularmente “excitada” quando não dormimos o suficiente.

Um estudo descobriu que os cérebros de participantes que experimentaram mesmo breves períodos de privação de sono mostraram maior atividade em um complexo de “regiões do cérebro geradoras de emoção” e atividade reduzida em “regiões reguladoras de emoção”.

Essas descobertas estão relacionadas ao motivo pelo qual as pessoas com transtornos de ansiedade freqüentemente relatam uma explosão de ansiedade logo pela manhã. O sono insatisfatório parece colocar o cérebro em guarda, desencadeando picos nos hormônios do estresse, como o cortisol, produzindo um “surto de ansiedade” na madrugada antes mesmo de o dia começar.

O painel também abordou o “ciclo vicioso de ansiedade e perda de sono” – embora a perda de sono seja freqüentemente um precursor de transtornos de ansiedade, a ansiedade também leva à perda de sono. As condições se alimentam, com efeitos combinados.

Felizmente, a ciência também está trazendo boas notícias com aplicações práticas. Como a ligação entre ansiedade e sono é tão forte, os pesquisadores relataram que a “terapia do sono” pode ser um método eficaz de tratar transtornos de ansiedade. Encontrar maneiras de melhorar o sono de um paciente ansioso pode ser uma das oportunidades de tratamento mais negligenciadas e acessíveis.

“Os resultados [da pesquisa] sugerem que a terapia do sono pode reduzir a ansiedade em populações não clínicas, bem como em pessoas que sofrem de ataques de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e outras condições”, disse o palestrante e principal autor do estudo Eti Ben-Simon, PhD, do Center for Human Sleep Science da University of California, Berkeley.

E a notícia realmente boa é que muitos dos efeitos negativos da perda de sono parecem reversíveis depois de apenas uma noite de sono tranquilo.

“Para pessoas saudáveis, a pesquisa mostra que uma noite de sono de recuperação traz os sistemas de volta online e traz os níveis de ansiedade de volta ao normal”, acrescentou o Dr. Ben-Simon.

O que pode ajudar a explicar por que pesquisas anteriores descobriram colocar o sono em dia durante o fim de semana acaba sendo eficaz – algumas noites de sono sólido podem equilibrar muitos dos aspectos negativos do trabalho árduo em noites estressantes durante a semana. Não é uma solução ideal (o padrão-ouro é dormir bem consistentemente), mas certamente melhor do que não se recuperar.

Conclusão: mesmo se você estiver lutando para dormir bem, certifique-se de ter pelo menos uma ou duas noites de recuperação durante a semana para sintonizar as partes do cérebro que geram emoções e trazer a regulação da emoção de volta online. Esse é apenas um dos muitos benefícios de ter uma boa noite de sono, mas é especialmente crucial quando se trata de controlar a ansiedade.”

Referências:

Este artigo, escrito por David DiSalvo, foi traduzido de forma automática e pode ser lido no original nas fontes abaixo:

Pesquisa relacionada nesse artigo foi apresentada na  Neuroscience 2018, the annual conference of the Society for Neuroscience.

Uma edição revisada e alterada de 2018 está disponível em  What Makes Your Brain Happy and Why You Should Do the Opposite i

Você pode encontrar os artigos de David DiSalvo at Forbes.
December 13, 2018 by David DiSalvo.

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Aprender a perder, aprender a viver

Assisti na semana passada uma série recém lançada na plataforma de conteúdos Netflix, de nome “O Gambito da Rainha”. Dona de belas interpretações e uma cuidadosa fotografia, a história ocorrida na década de 60 conta a trajetória crescente de uma enxadrista órfâ no mundo do xadrez dominado pelos jogadores masculinos.

Dentre os vários elementos de valor que podem ser extraídos do conteúdo, trago um relacionado ao desenvolvimento humano, à possibilidade de construir uma vida melhor, à capacidade de saber ganhar e perder. O mundo dos “jogos” cria esta prerrogativa, a de aumentar a musculatura, experimentando as duas posições: altos e baixos, glória e derrota. Ninguém consegue vencer o tempo todo e dependendo do estilo e psicologia do jogador pode aproveitar muito as situações estudando e aprendendo nesse processo.

Pensando em transportar essa experiência para o contexto de “aprender na vida” vou engrossar este caldo conectando uma das entrevistas realizadas por Clarice Lispector. Ela fez uma série delas com muitos conhecidos e deixou guardados interessantes. Abaixo, um pequeno trecho da conversa com Hélio Pellegrino, psicanalista mineiro, escritor e poeta brasileiro, amigo de Fernando Sabino, Otto Lara, Nelson Rodrigues, entre outros.

Clarice:
– Hélio, é bom viver, não é? É pelo menos essa a impressão que você me dá.

Hélio Pellegrino:
– Viver, essa difícil alegria. Viver é jogo, é risco. Quem joga pode ganhar ou perder. O começo da sabedoria consiste em aceitarmos que perder também faz parte do jogo. Quando isso acontece, ganhamos alguma coisa de extremamente precioso: ganhamos nossa possibilidade de ganhar. Se sei perder, sei ganhar. Se não sei perder, não ganho nada, e terei sempre as mãos vazias. Quem não sabe perder acumula ferrugem nos olhos e se torna cego – cego de rancor. Quando a gente chega a aceitar, com verdadeira e profunda humildade, as regras do jogo existencial, viver se torna mais que bom – se torna fascinante. Viver bem é consumir-se, é queimar os carvões do tempo que nos constitui. Somos feitos de tempo, e isto significa: somos passagem, movimento sem trégua, finitude.

Aprender a reconhecer as próprias vulnerabilidades, inerentes à natureza humana, as próprias fraquezas, considerando as derrotas caminhos naturais, pode ser um desafio a princípio e depois uma dádiva na construção de um viver mais rico, leve e melhor.

Até breve,

Dah

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A dose de “telas” e o impacto no desenvolvimento humano

Atolados no mar de publicações nas redes sociais, de supostas “alegrias” ou talvez “alegorias” (rs), mover-se na vida baseando-se nisto é real e também quimérico. Em geral, as postagens tem lá seus interesses, conscientes ou não. As pessoas postam não exatamente porque estão felizes por mais que se façam parecer assim. Há uma exposição que movimenta egos, expectativas e “consomem” tempo de vida. E se o sujeito não está atento ao que isto significa poderá ser levado por mensagens de muitas ordens e tipos, além dos vários impactos de ordem emocional, neurológica e outros.

Já parou pra pensar que a suposta felicidade de uns (publicadas com regularidade) tornam-se “objetos de desejo” para prover a teórica felicidade de outros. Gennnte, cuidado, ledo engano.

Macbook, Apple, Imac, Computador, Tela, Laptop
from pixabay

O pesquisador neurocientista Michel Desmurget lançou recentemente um livro, com o título “A fábrica de cretinos digitais”, onde reflete sobre os impactos do entretenimento bobo no desenvolvimento, na mente das crianças e jovens. Eles perdem potência na sua capacidade de reflexão e forma de ver o mundo e ainda ficam felizes com essa “sina”. Alguns países estão registrando uma geração com QI´s inferiores aos dos pais. É uma tendência que foi documentada na Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda, França, etc….

Embora a pesquisa contemple uma série de atributos e variáveis a serem analisadas um dos pontos que me chamou a atenção como profissional do desenvolvimento humano foi que quanto maior a exposição da criança ao uso de telas menor seu desenvolvimento cognitivo – linguagem, concentração, memória, desempenho acadêmico. (vou deixar ao final deste post o link da reportagem sobre isto, caso seja do seu interesse).

Esta frase é dele: “Simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento”

Ok, além de ser uma pessoa positiva por natureza, sou uma “tecnófila” de carteirinha e vejo uma enormidade de benefícios e vantagens que a tecnologia proporciona para a sociedade. Eu mesmo consumo uma série deles especialmente o de conectar pessoas que não vejo há anos… ahhhh que coisa boa!!!! Também tem sido um dos meus canais prediletos para aprendizados em diversos campos do meu interesse: uma nova pós graduação em “humanidades”, uma certificação em neurociência, artes, etc.

Afinal, quem não quer ter experiências positivas e momentos felizes proporcionados por elas, as redes??

O que considero aqui é que, assim como todo remédio, é importante cuidar da dose, da prescrição devida. As movimentações psicológicas, emocionais, mentais geradas e não conscientes podem ter impactos relevantes nas vidas das pessoas.

Nesses últimos dois meses muito se falou do documentário – o “Dilema das Redes” – lançado na plataforma de conteúdos da Netflix. Muitas críticas mencionavam que não há novidade no documentário o taxando de sensacionalista. Mas o incrível é que apesar de não haver tantas novidades em termos de informações isto não reflete no comportamento e em ações efetivas das pessoas com relação ao exposto. Além do mais há muito a ser feito na regulamentação sobre o uso do poder concentrado nas mãos de poucos detentores. (desigualdade aff)

Crítica | O Dilema das Redes é bem produzido, mas falha em apontar dedos -  Canaltech
Imagem da reportagem do estadão, https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,facebook-acusa-filme-o-dilema-das-redes-de-sensacionalismo,70003461523

É do Desmurget a frase: “A grande mídia está repleta de afirmações infundadas, propaganda enganosa e informações imprecisas. A discrepância entre o conteúdo da mídia e a realidade científica costuma ser perturbadora, se não enfurecedora. Não quero dizer que a mídia seja desonesta: separar o joio do trigo não é fácil, mesmo para jornalistas honestos e conscienciosos. Mas não é surpreendente. A indústria digital gera bilhões de dólares em lucros a cada ano. E, obviamente, crianças e adolescentes são um recurso muito lucrativo.”

Fica sempre a pergunta: o que podemos fazer dentro do nosso espectro de ação, na nossa condição individual? Pais, educadores, influenciadores digitais, como podemos colaborar para que as gerações futuras possam ter experiências valiosas e um desenvolvimento propício e adequado?

Bora pensar, meu povo!..

Até breve…

#telas #dilemadasredes #internet #facebook #google #midiassociais #desenvolvimentohumano #humandevelopment #darlenedutra #desenvolvimentocognitivo #humanidades #humanities #neurocience #neurociência #comportamento #behavior

Reportagem –
https://www.uol.com.br/tilt/noticias/bbc/2020/10/30/geracao-digital-por-que-pela-1-vez-filhos-tem-qi-inferior-ao-dos-pais.htm

Hora de começar a próxima turma do 4TOUCH

Há três anos tenho me dedicado mais às matérias do desenvolvimento humano. Baseado nas minhas experiências corporativas, acadêmicas e pessoais criei um programa para ajudar as pessoas a ampliarem suas realizações.

Sei que muitos projetos e sonhos são engavetados por alguns motivos: foco, tempo, organização, disciplina entre outros.

Por isso esse programa é uma alavanca para as pessoas que querem tirar esses planos da gaveta e agir. Eu sei que posso ajudar essas pessoas a saírem da inércia.

Vou abrir uma turma nova ainda essa semana. Serão seis encontros semanais online de aproximadamente 90 minutos. A ideia é ter poucas pessoas para que eu possa me dedicar pessoalmente a cada um dos processos dos estudantes. Publiquei hoje, no meu canal do youtube o vídeo que explica os módulos dessa jornada. (veja aqui)

Se for algo que faça sentido pra você, me escreva por aqui ou deixe uma mensagem no meu direct do instagram – h2h.

até breve..

A força do professor

A FORÇA DO PROFESSOR

Um guerreiro sem espada
Sem faca, foice ou facão
Armado só de amor
Segurando um giz na mão
O livro é seu escudo
Que lhe protege de tudo
Que possa lhe causar dor
Por isso eu tenho dito
Tenho fé e acredito
Na força do professor.

Ah… se um dia governantes
Prestassem mais atenção
Nos verdadeiros heróis
Que constroem a nação
Ah… se fizessem justiça
Sem corpo mole ou preguiça
Lhe dando o real valor
Eu daria um grande grito
Tenho fé e acredito
Na força do professor.

Porém não sinta vergonha
Não se sinta derrotado
Se o nosso pais vai mal
Você não é o culpado
Nas potências mundiais
São sempre heróis nacionais
E por aqui sem valor
Mesmo triste e muito aflito
Tenho fé e acredito
Na força do professor.

Um arquiteto de sonhos
Engenheiro do futuro
Um motorista da vida
Dirigindo no escuro
Um plantador de esperança
Plantando em cada criança
Um adulto sonhador
E esse cordel foi escrito
Porque ainda acredito
Na força do professor.

Bráulio Bessa

Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la,
isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la,
isto é, fazer vigília por ela,
isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
          Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que pássaros sem vôos.
  Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
            Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
             Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Antonio Cícero

Poster Noite de Dah Visual Art na #colab55. Tags: watercolor, aquarela, preto, noite, delicado, night, modern, minimalista, minimalism
Dah Visual Art

#poesia #poema #antoniocicero #guardar #arte #vida #afeto #amor #liberdade #consciência #

Qual sua posição na fila ?

Eu e a vida

Dah

Estamos todos na fila…..
A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:-
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas !!
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na Fila, então se prepare prá deixar aqui apenas boas lembranças.
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens…
Se prepare DIARIAMENTE prá levar consigo, somente aquilo que tens guardado no coração.”


Lya Luft

Integridade

Toda vez que assisto o filme “Perfume de Mulher” eu identifico novos elementos e gosto mais ainda.

Baseado num filme italiano de 1974 e com uma atuação incrível de Al Pacino, que lhe rendeu um Oscar, a trama faz pensar sobre o papel de um educador, a importância de uma parceria autêntica, e especialmente o valor dos princípios e o sentido de integridade. Uma aula relevante nesses tempos em que assistimos tantas condutas inescrupulosas em vários de nossos contextos.

Vale a pena o reprise !!

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#liderança
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#desenvolvimentohumano
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#etica
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As mulheres…

as mulheres da minha família
adornam os ossos pesados
com tecidos finos

e cores plácidas
desde minha avó
elas dançam sutis nos coquetéis
e firmes nas noites de insônia
sem perder os brios
mesmo à luz da fivela do cinto
de homens e progenitores
mesmo quando são avisadas
em seu baile de formatura
que seus namorados engravidaram
as formandas loiras

nós, muito morenas.

Mariana Marino

Um luxo da
Poesia contemporânea brasileira

#ei – O sonho

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.

Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.

E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.

Clarice Lispector

Obra

Nem tive a chance de olhar no relógio, consumida estava pela energia do realizar com gosto. Formas, cores, sons… Pensamentos de várias ordens e a obra acontece. Arte ou não, não importa. É sobre debruçar-se em aprender. Desdobrar-se. Encontrar-se em outras frequências.

Então tá combinado

“Vivo de palavra. Escolho as que briham, enfilero, lustro com esmero para embonitecer, ofereço. De vez em quando, a luz de um acontecido é forte o suficiente para me fazer esquecer como é que se faz. Desaprendo. Perco a chave, esqueço a senha. Paro de respirar. Como quando por acaso te vejo e lembro que não sei te ler. Dói um pouco. Acho bom mesmo assim. “Porque toda razão, toda palavra, vale nada, quando chega o amor. “.

Cris Lisboa, no Livro “Tem um coração que faz barulho de água.”

“Então tá combinado”, citação dela da música de Peninha

Todos os dias me sujo de coisas eternas

Em tempos de pandemia um pouco de poesia contemporânea brasileira.
Aqui… Luana Carvalho em “E Agora Como Nunca. Antologia Incompleta da Poesia Contemporânea Brasileira”.

“Todos  os  dias  me  sujo  de  coisas  eternas    
café preto
vinho tinto
shoyo
sono
horror
saudade
sombra
chama
chuva
britas
parasitas
labirintos
lestrigões
livros
discos
organismos
hemisférios
centenários
água
sorte
soro  
cores  
casas   brancas   com   varanda
variantes   armaduras  
sonhos  
seivas          
céu        
você.

https://sites.google.com/view/art-dah/in%C3%ADcio

Canção do dia de sempre

“Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,

Atiro a rosa do sonho

Nas tuas mãos distraídas…”

Mário Quintana

Retrato do artista quando coisa

Enquanto as palavras insistem em não brotar… me aproprio das de Manoel de Barros, cantadas sensivelmente por Luiz Melodia.

“Borboletas
Já trocam as árvores por mim
Insetos me desempenham
Já posso amar as moscas
Como a mim mesmo
Os silêncios me praticam

De tarde
Um dom de latas velhas
Se atraca em meu olho
Mas eu tenho o predominio
Por lírios

Plantas desejam a minha boca
Pra crescer por cima
Sou livre
Para o desfrute das aves
Dou meiguice aos urubús
sapos desejam ser-me
Quero cristianizar as águas
Já enxergo o cheiro do sol”

Luiz Melodia